quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Seria Errado Dizer que Evoluímos? - Parte Final

Caso não tenho visto a primeira parte, clique aqui.

Já no século XXI, a revista Perspective Digest (ano 2001, vol. 6, nº. 3) divulgou o resultado de duas pesquisas feitas com cientistas, a respeito de suas crenças religiosas. Veja os resultados:

Primeira Pesquisa – Realizada em 1916
Cientistas que disseram acreditar em Deus
40%
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
45%
Cientistas que não responderam à pesquisa
15%
Segunda Pesquisa – Realizada em 1996
Cientistas que disseram acreditar em Deus
40%
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
45%
Cientistas que não responderam à pesquisa
15%

Por que será que, passados 80 anos, nos quais a ciência tanto se desenvolveu, a crença que os cientistas têm em Deus não mudou nada? É lógico que é porque na natureza há evidências da existência do Criador!

Albert Einstein já sabia que a ciência é o estudo da criação de Deus, e por isto falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser, e não uma simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos na experiência pessoal que têm ao relacionar-se com Ele. Nem todos têm esta coragem. É por isso que, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos. Os percentuais obtidos pelas pesquisas do Instituto Gallup realizadas junto à opinião pública dos americanos, demonstram isto:

CRENÇAS DE ADULTOS NOS EUA COM RESPEITO A SUAS ORIGENS
Origem
1982
1991
1993
Deus criou o homem dentro dos últimos 10 mil anos.
44
47
47
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus dirigiu o processo.
38
40
35
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus não esteve envolvido.
9
9
11
Não opinaram.
9
4
7

Alguns cientistas se perguntam como é possível que, após mais de um século de educação evolucionista, tão poucos sigam a doutrina. Para Ariel A. Roth, um cristão que atualmente é cientista, o problema é que “muitos acham difícil acreditar que o homem e todas as complexas formas de vida ao seu redor, juntamente com a Terra e um Universo que tão adequadamente os sustentam, se tornaram organizados por si mesmos”.

É muito ilógico, olhar para um sistema de complexidade irredutível, como por exemplo, o olho, e não esperar que alguém o tenha planejado . Isto tem sido motivo de discussão por dois séculos. A questão da origem do olho não é tida como um tópico favorito de discussão, por vários evolucionistas . Darwin era muito ciente deste problema, embora não conhecesse toda a complexidade do processo de visão. Ele confessou seu desespero numa carta que escreveu a Asa Grey, em 3 de abril de 1860, que diz: “Só de pensar no olho, tenho calafrios”. “Tipos altamente complexos de olhos como os nossos são um assombro de partes coordenadas que operam em conjunto para que possamos ver” . Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção (Salmo 139:14).

Certa vez, uma professora pediu que um de seus alunos olhasse para fora da sala de aula, e então lhe

perguntou: “Tom, você está vendo aquela árvore?” O garotinho respondeu que sim. “Então a árvore existe” afirmou a professora. Ela continuou: “E você está vendo a grama?” “Sim”, foi a resposta de Tom. Mais uma vez, ela concluiu: “Logo, a grama existe”. “Agora Tom, vá lá fora e olhe bem, para todo o céu”, a professora pediu. O garotinho foi, olhou, e voltou.

- Você viu o céu, Tom?

- Sim professora.

- Então o céu existe.

- Tom, você viu a Deus?

Quando o aluno respondeu que não, a professora explicou para a classe que Deus não existe porque ninguém nunca O viu.

Peter, um outro aluno, então pediu permissão para fazer mais algumas perguntas para Tom. A professora consentiu, e o diálogo seguiu-se assim:

- Tom, consegue ver a árvore?

- Sim.

- A grama?

- Sim.

- O céu?

- Sim.

- Consegue ver o cérebro da professora?

- Não.

- Então ela não tem cérebro!!!

A classe caiu na gargalhada.

Com sua simplicidade infantil, Peter acabara de apresentar à classe um grande seminário cuja lição era:

Nem sempre o tangível, visível ou testável é a única realidade. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores dificuldades com as quais nós, seres humanos finitos nos deparamos, é a tentativa de conhecê-Lo de forma abrangente em Sua revelação. ‘Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus’ .

Dizer que é possível provar cientificamente que Deus existe seria uma tolice. Mas seria também uma tolice falar que a ciência afirma que Deus não existe. Afirmarmos que é comprovado cientificamente que o homem evoluiu, seria dizer uma grande besteira! Vamos respeitar a ciência! Finalmente, com uma mentalidade um pouco mais científica, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas (Filipenses 4:8). É sobre elas que vamos aprender nas próximas semanas!

Embora não possamos usar a ciência para provar que Deus exista ou não, podemos encontrar evidências que mostram que não estamos aqui por conta do acaso. Os arranjos e o equilíbrio especial das forças fundamentais da natureza dizem que há um Ser que colocou tudo isso junto de forma perfeita, na construção deste Universo.

Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Pergunte aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do SENHOR fez isso? (Isaías 40:26; Jó 12:7-9).

Alguém fora do Universo estava pensando em nós. Você não é fruto do acaso, você é a realização do sonho do grande Criador. E se você se encontra detonado pelo pecado, Ele tem para você o Plano da Redenção. Por este plano, já lhe redimiu pelo sangue de Jesus no Calvário, e quer levar-lhe um dia para o Céu.

Seria errado dizer que evoluímos?

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Referências:
Ariel A. Roth, Origens (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 29-30.
Dra. Marcia Oliveira de Paula, UUNASP - SP.
Thomas Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 2aed. (Chicago: University of Chicago Press, 1970), viii.
Rodrigo P. Silva, Eles Criam em Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002).
Michael J. Behe, A Caixa Preta de Darwin (Editora Jorge Zahar).
Pierre P. Grassé, Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation (Nova York, San Francisco e Londres: Academic Press), 105.
Roth, 97-105.
Michelson Borges, Por Que Creio (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 223.

Fonte: Advir

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