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quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Explicações sobre a Origem da Vida e surgimento do Universo - (Dezembro de 2016)
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sábado, 14 de junho de 2014
O Plano da Divindade para a Redenção da Humanidade
O Plano da Redenção já havia sido feito antes da Criação da Terra
Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho
Se haviam unido num concerto para redimir
o homem, se ele fosse vencido por Satanás. Haviam-Se dado as mãos, num
solene compromisso de que Cristo Se tornaria o fiador da raça humana. DTN
834.
O Próprio Deus tinha que ser
o Penhor e o Substituto da Raça Humana
o Penhor e o Substituto da Raça Humana
Visto
ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra,
mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua
transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer
ao homem em sua condição decaída; mas o
Filho de Deus, que criara o homem,
poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha
trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade. PP 66-67.
Morrendo sobre a cruz, Ele transferiu a culpa da
pessoa do transgressor para a do Substituto
divino, por meio da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um
mundo culpado, que em figura são descritos como sendo "vermelhos como o
carmesim" (Isa. 1:18), foram
atribuídos ao Penhor divino. MM, Ano:
1995, Cuidado de Deus, pág. 275.
Caso Deus Pai tivesse vindo ao Mundo
e se Encarnado,
teríamos a mesma História que nós temos Hoje com Cristo
Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós,
humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse
contemplar, não se haveria mudado a
história que temos, da vida de Cristo. MM,
Ano: 1965, Para Conhecê-Lo, pág. 338.
O Trio Celestial estava envolvido no
Plano da Redenção
Os Três em Unidade decidiram que Cristo deveria ser o Salvador
A Divindade
moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o
Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A
fim de levarem a cabo plenamente esse
plano, foi decidido que Cristo, o
unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. CSS 222.
Cristo Se Ofereceu para ser o Fiador
e o Substituto do Homem
Nenhum
dos anjos poderia ter se tornado fiador da raça humana: sua vida pertence a Deus; eles não podem depô-la. Todos os anjos
encontram-se sob o jugo da obediência. São mensageiros indicados por Aquele que
comanda todo o Céu. Mas Cristo é igual a
Deus, infinito e onipotente. Ele poderia pagar o preço do resgate do homem.
Ele é o eterno e auto-existente Filho,
que não estava sob nenhum jugo; e quando Deus perguntou ‘A quem enviarei?’, Ele
pôde responder: ‘Eis-Me aqui, envia-Me a Mim.’ Ele podia oferecer-Se como
fiador do homem, pois era capaz de dizer aquilo que o mais elevado anjo não
podia: ‘Eu tenho poder sobre Minha própria vida, poder para a entregar e ... poder
para reavê-la’ Youth’s Instructor, 21
de junho de 1900. Comentário
Bíblico, Vol. 5, pág. 1.136.
Não Lhe foi imposta a obrigação de
empreender a obra da expiação. Ele fez um sacrifício voluntário.
Sua vida era de suficiente valor para resgatar o homem de sua condição decaída.
Review and Herald, 17 de dezembro de
1872. MM, Ano: 1992, Exaltai-O, pág. 24.
De tanto melhor aliança Jesus foi
feito fiador. Hebreus 7:22.
Cristo é o Nosso Penhor, Fiador,
Substituto, e Mediador
Somente Jesus pode ser o Mediador pois possui Divindade e Humanidade
Somente Jesus poderia ser fiador
diante de Deus, pois
era igual a Deus. Somente Ele poderia
tornar-Se mediador entre Deus e o homem, pois possuía a divindade e a
humanidade. Jesus podia, assim, dar a garantia a ambas as partes de cumprir
as condições prescritas. Como o Filho de
Deus, representa o nosso penhor diante de Deus, e como o Verbo eterno, igual ao
Pai, assegura-nos que o amor do Pai se encontra à disposição daquele que crê em
Sua palavra empenhada. Review and
Herald, 3 de abril de 1894.
A
reconciliação do homem com Deus somente poderia ser empreendida por um mediador igual a Deus, possuidor
de atributos que O dignificassem e O declarassem digno de lidar com o Deus
Infinito em favor do homem, e que também representasse a Deus diante do mundo
caído. O substituto e penhor do homem
necessitava possuir a natureza do homem, uma conexão com a família humana,
a quem deveria representar; e, como
embaixador de Deus, teria de participar da natureza divina, possuindo conexão
com o Infinito, de modo a manifestar a Deus diante do mundo, sendo mediador
entre Deus e o homem. Review and Herald,
22 de dezembro de 1891.
A plenitude de Sua humanidade e a perfeição de Sua divindade formam
para nós um sólido fundamento sobre o qual podemos ser conduzidos à
reconciliação com Deus. Foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu
por nós. Temos a redenção, o perdão dos pecados, através de Seu sangue. Suas
mãos perfuradas por cravos estendem-se do Céu à Terra. Com uma das mãos Ele
alcança os pecadores na Terra, e com a outra toca o trono do Infinito,
efetuando assim a nossa reconciliação. Cristo
se encontra hoje como nosso Advogado diante do Pai. Ele é o Mediador entre
Deus e o homem. Carregando as marcas da
crucifixão, Ele pleiteia a causa de nossas almas. 7BC 487.
E, sem
dúvida alguma, grande é o mistério da
piedade: Deus se manifestou em carne,
foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo,
recebido acima na glória. I Timóteo
3:16.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Crendo de Verdade no Cristo Ressurreto!
Certa ocasião, G. K. Chesterton foi abordado
por um repórter de jornal em uma esquina próxima do Big Ben:
- Senhor – perguntou o repórter – sei que
recentemente se tornou cristão. Posso fazer uma pergunta?
- Certamente – respondeu Chesterton, sem
hesitar
- Se o Cristo Ressurreto aparecesse de
repente, e nesse momento estivesse em pé atrás do senhor, o que faria?
- Ele está – disse Chesterton, olhando nos
olhos do repórter
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Estrutura Misteriosa Intriga Cientistas do Mundo Todo
Uma
estrutura misteriosa foi encontrada por um pesquisador em junho deste ano, na
Amazônia Peruana. Trata-se de um tipo de “torre”, feito por um material
parecido com teias de aranha, mas estruturado de uma forma bem diferente de
qualquer outra teia já vista. Desde então, mais três dessas “coisas” foram
encontradas. O Wired publicou uma matéria na qual diz que nem mesmo
cientistas e biólogos conseguiram identificar o material. Seria um fungo? Uma
teia de aranha diferente? E por que isso existe? Essa estrutura tem alguma
função, afinal? A verdade é que, por enquanto, ninguém sabe. De acordo com o
pesquisador que encontrou as estruturas, Troy Alexander, elas são pequenas
e não medem mais do que dois centímetros. Alexander tem divulgado imagens das
estruturas na esperança de que alguém possa entender alguma coisa a respeito
delas, mas cientistas e biólogos ainda não conseguiram explicar nada.
O
entomologista William Eberhard, do Instituto de Pesquisa Smithsonian
Tropical, disse que não tem ideia do que possa ter criado a estrutura ou
do que, de fato, ela seja. O curador emérito de aranhas do Museu Americano de
História Natural, Norman Platnick, disse ter visto a estrutura por foto, mas
não tem ideia sobre o animal responsável pela formação dessa torre em
miniatura.
Curiosos
de plantão estão palpitando e até mesmo aranhas marcianas já foram
apontadas como formadoras da “coisa”. O fato é que, até agora, ninguém sabe ao
certo o que é ou quem fez isso. Qual é o seu palpite?
Nota do Blog Criacionismo:
Meu palpite é que essa estrutura é resultado de “forças naturais” aleatórias.
Não, claro que essa não é a minha opinião, mas é mais ou menos o que os
cientistas naturalistas/darwinistas dizem quando veem estruturas muito, mas
muito mais complexas, como o DNA, por exemplo. Então, por que a teiazinha em
forma de torre tem que ter sido feita por alguém ou algo?
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domingo, 26 de agosto de 2012
Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte IX)
Para o internauta ver a parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.
Wesley
disse que esta doutrina [da perfeição cristã] “era o grande depósito que Deus
havia armazenado no povo chamado metodista”. Pág. 116.
Contudo
outro autor metodista, John L. Peters, reconhece o seguinte: “Todavia, se
queremos ser cândidos, dificilmente podemos sustentar que no ensinamento e na
pregação da Igreja (metodista) esta doutrina não tem hoje um lugar sequer
parecido com o lugar tão significativo que Wesley lhe deu” [Christian Perfection and American Methodism,
pág. 196]. Pág. 117.
Se
a teologia wesleyana há de ser bíblica, deve repudiar a interpretação
agostiniana do pecado inato, como uma concupiscência que permanece. A
depravação moral pode somente entender-se como uma consequência do pecado mais
básico e prévio, do orgulho (vide Rm 1:18-25). O orgulho guia o homem a buscar
satisfação na criatura em vez de buscá-la no Criador glorioso.
Aqui
Wesley protege sua posição contra a acusação que alguns têm feito de que ele
tende a falar do pecado como se fora algo, uma quantidade, um objeto ou coisa,
como um dente cariado que é necessário ser retirado. O pecado não é uma
quantidade; é uma qualidade. Não é uma substância; é uma condição. O pecado é
como a obscuridade; somente pode ser expulsa pela luz. Pág. 118.
Wesley
também falou do pecado em termos de enfermidade e de Cristo como o Médico
divino. Desse modo a santidade é a saúde espiritual restaurada, mas se
desejamos permanecer sãos, devemos então obedecer às leis de Deus, que regem o
bem-estar moral e espiritual. Pág. 119.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Você é criacionista?
A minha primeira resposta a essa pergunta é: “Mas é claro que sou criacionista! Eu creio em Deus e creio que Ele criou o Universo.” Se Deus criou o Universo, quer dizer que Ele criou tudo, certo? E imediatamente pensamos nas coisas“físicas” que Ele criou: a terra, as plantas, animais, o ser humano, etc. A maioria de nós cristãos se denomina criacionista (fisicamente falando), mas e espiritualmente? Será que também somos criacionistas?
Algum tempo atrás, ouvi um sermão de um pastor sobre o “evolucionismo espiritual” e confesso que tive que parar e repensar minhas crenças e princípios, e percebi que de algumas maneiras estava sendo evolucionista. Mas como seria esse“evolucionismo espiritual”?
Antes de pensar no evolucionismo espiritual, vamos estabelecer um fato: Se Deus criou as coisas físicas que vemos, Ele também criou as coisas espirituais, certo? Então, assim como existe uma contrafação para o criacionismo físico (conhecida como teoria da evolução), também existe uma contrafação para o criacionismo espiritual (daqui para frente denominado “evolucionismo espiritual”).
Deus não criou o ser humano e o deixou para viver como bem entendesse. Ele sempre teve um plano espiritual para todas as áreas da nossa vida: nosso bem estar, nossa família, nossas atividades, estilo de vida, etc., mas, muitas vezes, não buscamos a Deus ou a Sua palavra para obter orientação nessas áreas; simplesmente seguimos o que o mundo dita; o que é “normal”. Moramos onde “o mundo” diz ser melhor morar; nos alimentamos do que “o mundo” diz ser correto; nos vestimos como “o mundo” diz ser mais “normal”; trabalhamos no que “o mundo”diz ser mais lucrativo; lidamos com a família como “o mundo” diz ser melhor, e assim por diante...
Você está entendendo o que estou querendo dizer? Queremos ser criacionistas, mas apenas até certo ponto. Dali para frente, não. Dizemos: “Isso não é ponto de salvação”, ou então: “Isso não tem nada ver com a minha espiritualidade”, ou ainda: “Os tempos mudaram”. Não nos lembramos de que princípios divinos nunca mudam.
Não sou expert em evolucionismo, mas na teoria evolucionista existe algo que é chamado de “adaptação das espécies”, que leva à “sobrevivência do mais apto”. Isto é, os evolucionistas creem que, conforme as coisas foram mudando no mundo durante milhões de anos, as espécies foram se adaptando (passando por mutações), e só as espécies que se adaptaram puderam sobreviver no novo ambiente.
No campo espiritual, algo bem semelhante também ocorreu. “O mundo” (a sociedade) foi mudando desde seu início. As ideias “dos mais fortes” foram as que“sobreviveram”, isto é, se tornaram mais populares, e as espécies (pessoas) simplesmente precisaram se adaptar para sobreviver (para não ficar para trás ou para não passar vergonha). E nosso mundo hoje em dia reflete exatamente isto: uma sociedade adaptada. Estamos tão longe da vontade de Deus que muitas vezes nem reconhecemos mais a vontade dEle.
Amigo, estamos entrando em um período crítico para a história deste mundo. Estamos chegando num ponto em que é tudo ou nada. Precisamos olhar para nós mesmos e fazer uma análise. Estou vivendo de acordo com o plano de Deus, em todas as áreas da minha vida, ou já estou tão “adaptado” ao que o mundo dita que seria muito difícil voltar a buscar a vontade de Deus? (Clique aqui para continuar a leitura deste artigo)
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ouvir metáforas faz “sentir” o que estão lhe contando
Quando um amigo lhe conta sobre um dia ensolarado, você sente um calor subindo pelo corpo? Segundo um novo estudo, o cérebro pode “repetir” experiências sensoriais para ajudar as pessoas a compreender metáforas comuns. Linguistas e psicólogos têm estudado quais partes do cérebro mediam a experiência sensorial e estão envolvidas na compreensão de metáforas. Eles salientam que nossa linguagem cotidiana está cheia de metáforas, e algumas são tão comuns (por exemplo, “ter um dia de cão”) que não parecem especialmente novas ou surpreendentes. Mas a compreensão dessas metáforas pode se basear em nossas experiências sensoriais e motoras. A pesquisa usou imagens de cérebro para revelar uma região importante para a detecção da textura através do tato – o opérculo parietal –, também ativado quando alguém escuta uma frase com uma metáfora textural – por exemplo, “ter uma conversa áspera”. A mesma região não é ativada quando uma sentença semelhante expressando o significado da metáfora é ouvida.
“Nós percebemos que as metáforas ativam as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, mesmo que sejam bastante familiares”, disse o professor de neurologia, medicina de reabilitação e psicologia Krish Sathian. “O resultado ilustra como podemos recorrer a experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica”, explica. Ou seja, pode ser que seu cérebro se recorde de algo áspero que você já tocou, para que você entenda o que seu amigo quis dizer com “conversa áspera”.
No estudo, sete estudantes universitários foram convidados a ouvir frases contendo metáforas texturais, bem como frases explicando seus significados e estruturas. Eles deveriam pressionar um botão assim que entendessem cada frase. O fluxo sanguíneo em seus cérebros foi monitorado por ressonância magnética funcional. Em média, a resposta a uma frase contendo uma metáfora demorou um pouco mais (0,84 segundos, versus 0,63 segundos).
Em um estudo anterior, os pesquisadores já haviam mapeado, em cada um desses indivíduos, quais partes do cérebro eram envolvidas no processamento de texturas reais através de tato e visão. Isso permitiu que os cientistas estabelecessem com segurança o link entre metáforas envolvendo texturas e a experiência sensorial da textura em si dentro do cérebro de cada aluno.
“Curiosamente, regiões corticais visuais não foram ativadas por metáforas texturais, o que se encaixa com outras provas da primazia do toque na percepção da textura”, disse o pesquisador Simon Lacey, principal autor do estudo. (Clique aqui para continuar a ler)
“Nós percebemos que as metáforas ativam as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, mesmo que sejam bastante familiares”, disse o professor de neurologia, medicina de reabilitação e psicologia Krish Sathian. “O resultado ilustra como podemos recorrer a experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica”, explica. Ou seja, pode ser que seu cérebro se recorde de algo áspero que você já tocou, para que você entenda o que seu amigo quis dizer com “conversa áspera”.
No estudo, sete estudantes universitários foram convidados a ouvir frases contendo metáforas texturais, bem como frases explicando seus significados e estruturas. Eles deveriam pressionar um botão assim que entendessem cada frase. O fluxo sanguíneo em seus cérebros foi monitorado por ressonância magnética funcional. Em média, a resposta a uma frase contendo uma metáfora demorou um pouco mais (0,84 segundos, versus 0,63 segundos).
Em um estudo anterior, os pesquisadores já haviam mapeado, em cada um desses indivíduos, quais partes do cérebro eram envolvidas no processamento de texturas reais através de tato e visão. Isso permitiu que os cientistas estabelecessem com segurança o link entre metáforas envolvendo texturas e a experiência sensorial da textura em si dentro do cérebro de cada aluno.
“Curiosamente, regiões corticais visuais não foram ativadas por metáforas texturais, o que se encaixa com outras provas da primazia do toque na percepção da textura”, disse o pesquisador Simon Lacey, principal autor do estudo. (Clique aqui para continuar a ler)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Isaac Newton: Cientista e Teólogo
Ruy Carlos de Camargo Vieira
Era uma pessoa fora do comum — distraído e generoso, sensível à crítica e modesto. Enfrentou uma série de crises psicológicas. Tinha dificuldade em manter boas relações sociais. Contudo, ele foi um dos raros gigantes da história — um físico brilhante, astrônomo e matemático extraordinário e um filósofo natural.
Quando Isaac Newton, aquele raro gênio inglês e cavalheiro, morreu em 1727 com a idade de 85, deixou uma marca indelével em todo trabalho a que se dedicou. Conhecemos suas leis do movimento e a teoria da gravitação. Nós o conhecemos por suas contribuições à compreensão do universo. Mas raramente conhecemos suas contribuições à teologia cristã. Depois de um estudo intenso de seus escritos, concluí que Newton era não só um grande cientista, mas também um grande teólogo — um verdadeiro adventista e criacionista.1
Minha jornada para a compreensão de Newton como teólogo começou há 45 anos, quando me tornei adventista do sétimo dia depois de assistir a uma série evangelística sobre as fascinantes profecias de Daniel e Apocalipse. Estava então estudando na Escola Politécnica da Universidade de S. Paulo, visando a obter um diploma de engenharia.
O ambiente da universidade não era de molde a nutrir minha fé. Eu era bombardeado de todas as direções. Materialismo, preocupações humanísticas e uma filosofia científica restrita convergiam para pôr em dúvida minha fé recente. Eu precisava de algo para defender o que cria ser verdadeiro, e queria que minha defesa fosse sã e lógica.
Em minha procura de literatura apropriada, descobri uma versão portuguesa de 1950 de Newton’s Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse — não na biblioteca da escola ou numa livraria, mas em uma banca de livros velhos em uma esquina de S. Paulo. Fiquei encantado ao descobrir que o mesmo Isaac Newton a quem nós, como estudantes de engenharia, conheceramos em ótica, mecânica, cálculo e gravitação, tinha dedicado bastante tempo e esforço à cronologia bíblica e à interpretação de profecia! Com efeito, a Enciclopédia Britânica dá uma lista de livros de Newton, The Chronology of Ancient Kings Amended e Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John entre suas cinco obras mais importantes, as outras sendo Philosophiae Naturalis, Principia Mathematica, Opticks e Arithmetica Universalis.
Minha descoberta e estudo de Newton como um erudito cristão levou-me a compreendê-lo como um criacionista, um adventista e um intérprete das profecias.
Newton, o criacionista
Robert Boyle, pioneiro em estudos das propriedades dos gases e forte promotor do cristianismo, que advogava o estudo científico da natureza como um dever religioso, morreu em 1691. Seu testamento provia para uma série de palestras anuais para a defesa do cristianismo contra a incredulidade. Richard Bentley, clérigo e destacado erudito clássico, apresentou a primeira série de palestras em 1692.
Na preparação para suas palestras, Bentley buscou a ajuda de Newton, que já era famoso por seus Principia (1687). Bentley esperava demonstrar que, segundo as leis físicas que governam o universo natural, teria sido impossível os corpos celestes surgirem sem a intervenção de um agente divino.
Desde então, Bentley e Newton trocaram uma correspondência “quase teológica”. Newton declarou: “Quando escrevi meu tratado sobre nosso sistema, tinha meus olhos voltados a princípios que podiam funcionar considerando a crença da humanidade em uma Divindade, e nada me dá maior prazer do que vê-lo sendo útil para este fim”.2
Newton escreveu de novo: “Os movimentos que os planetas têm hoje não podiam ter originado em uma causa natural isolada, mas foram impostos por um agente inteligente”.3
Outros escritos confirmam a forte crença de Newton num Criador, a quem ele se referia freqüentemente como o “Pantokrator”, termo grego, o Todo-Poderoso, “com autoridade sobre tudo que existe, sobre a forma do mundo natural e sobre o curso da história humana”.
Newton expressa suas convicções com clareza: “Precisamos crer que há um só Deus ou monarca supremo a Quem podemos temer e guardar Suas leis e dar-Lhe honra e glória. Devemos crer que Ele é o Pai de quem vêm todas as coisas, e que ama Seu povo como seu Pai. Devemos crer que Ele é o ‘Pantokrator’, Senhor de todas as coisas, com poder irresistível e ilimitado domínio, do qual não podemos esperar escapar, se nos rebelarmos e seguirmos a outros deuses, ou se transgredirmos as leis de Sua soberania, e de Quem podemos esperar grandes recompensas se fizermos Sua vontade. Devemos crer que Ele é o Deus dos judeus, que criou os céus e a terra e tudo que neles há, como expresso nos Dez Mandamentos, de modo que podemos agradecer-Lhe pelo nosso ser e por todas as bênçãos desta vida, e guardar-nos de usar Seu nome em vão ou adorar imagens de outros deuses”.4
Newton, o adventista
Newton também se preocupava com a restauração da Igreja Cristã à sua pureza apostólica. Seu estudo das profecias o levou a concluir que afinal a igreja, a despeito de seus defeitos presentes, triunfaria. William Whiston, que sucedeu a Newton como professor de matemática em Cambridge e escreveu The Accomplishment of Scripture Prophecies, declarou depois da morte de Newton que “ele e Samuel Clarke tinham desistido de lutar pela restauração da Igreja às normas dos tempos apostólicos primitivos porque a interpretação que Newton dava às profecias os tinha levado a esperar uma longa era de corrupção antes de poder ser efetiva”.5
Newton cria num remanescente fiel que testemunharia até o fim dos tempos. Um de seus biógrafos escreve: “Por igreja verdadeira, à qual as profecias apontavam, Newton não pensava incluir todos os cristãos nominais, mas um remanescente, um pequeno povo disperso, escolhido por Deus, povo que não sendo movido por qualquer inte-resse, instrução ou o poder de autoridades humanas, é capaz de se dedicar sincera e diligentemente à busca da verdade”. “Newton estava longe de identificar o que quer que existisse a seu redor como o verdadeiro cristianismo apostólico. Sua cronologia interna tinha posto o dia da trombeta final dois séculos mais tarde.”6
Em Daniel 2 Newton viu o desenvolvimento da história da humanidade até o fim do tempo, quando Cristo estabeleceria Seu reino. Escreveu: “E uma pedra cortada sem mãos, que caiu sobre os pés da imagem, e reduziu a pedaços os quatro metais, e tornou-se uma grande montanha, e encheu toda a terra; ela representa que um novo reino devia surgir, depois dos quatro, e conquistar todas aquelas nações, e tornar-se muito grande, e durar até o fim dos séculos”.7
Tratando das visões subseqüentes de Daniel, Newton deixa claro que depois do quarto reino sobre a terra viria a segunda vinda de Cristo e o estabelecimento de Seu reino eterno: “A profecia do Filho do homem vindo nas nuvens do céu relaciona-se com a segunda vinda de Cristo.”8
Newton não estava satisfeito com a interpretação das profecias então corrente. Sustentava que os intérpretes não tinham “método prévio...Eles torcem partes da profecia, colocando-as fora de sua ordem natural, segundo sua conveniência”.9
Em harmonia com sua abordagem de questões científicas, Newton estabeleceu normas para interpretação profética, com uma codificação da linguagem profética a fim de eliminar a possibilidade de distorção ao bel-prazer dos intérpretes, e adotou o critério de deixar a Escritura revelar e explicar a Escritura.
Assim, a interpretação de Newton divergia da maioria de seus contemporâneos. Não estava interessado em aplicar a profecia para explicar a história política da Inglaterra, como alguns outros faziam, mas em focalizar o princípio da grande apostasia que ocorreu na igreja, e a restauração final da igreja à sua pureza.
Este interesse na restauração da igreja à pureza apostólica levou Newton a um estudo da segunda vinda de Cristo. Sua preocupação com o futuro o levou às 70 semanas de Daniel 9. Ele, como os dispensacionalistas de hoje, designava a última semana para um futuro indeterminado, quando a volta dos judeus e a reconstrução de Jerusalém iriam começar, culminando com a gloriosa segunda vinda de Cristo.
Essa interpretação, naturalmente, é contrária às crenças adventistas. Contudo, os princípios de interpretação de Newton estão em harmonia com os dos adventistas. Por exemplo, considere a interpretação que Newton faz dos símbolos:
“Ventos tempestuosos, ou o movimento de nuvens (significam) guerras;...Chuva, se não excessiva e orvalho e água viva (significam) as graças e doutrinas do Espírito; e a falta de chuva, a esterilidade espiritual. Na terra, a terra seca e as águas congregadas, como um mar, um rio, um dilúvio, significam o povo de várias regiões, nações e domínios....E diversos animais como um Leão, um Urso, um Leopardo, um Bode, segundo suas características, representam diversos reinos e corpos políticos... Um Governante é representado por ele cavalgar um animal; um Guerreiro e Conquistador, por ter uma espada e um arco; um homem poderoso, por sua estatura gigantesca; um juiz por pesos e medidas;...honra e glória, por uma roupagem esplêndida; dignidade real, por púrpura ou escarlate, ou por uma coroa; fraqueza, por roupas manchadas e sujas.”10
Na interpretação de profecias relacionadas com tempo, Newton sustentava que “os dias de Daniel são anos”.11 Ele aplicou este princípio às 70 semanas12 e aos “três tempos e meio” do período de apostasia. Newton deixa claro que o “dia profético” é “um ano solar”, e que “tempo” na profecia também é equivalente a um ano solar”; “E tempos e leis foram daí em diante dados em sua mão, por um tempo, tempos e metade de um tempo, ou três tempos e meio; isto é por 1260 anos solares, calculando o tempo por um ano de 360 dias, e um dia por um ano solar”.13
Conclusão
Newton era muito cauteloso em suas crenças religiosas. Isto em parte explica por que não publicou suas obras teológicas em vida. Talvez Newton, cônscio do ambiente religioso inglês, não queria ser acusado de heresia, mas seguiu a verdade como a via na Bíblia. Felizmente, suas obras teológicas foram publicadas postumamente.
Como adventistas do sétimo dia, podemos não concordar com todas as interpretações de Newton das profecias bíblicas. Mas podemos tirar proveito de suas obras teológicas e de sua metodologia cuidadosa, de modo a podermos ficar firmes na fé, mesmo quando seguindo estudos científicos. Aqui está um gigante da ciência que não se envergonhava de sua fé e que devotou tempo para compreender a Palavra de Deus tanto no que toca sua predição do movimento da história como em prover diretriz para nossa vida pessoal.
Site da Sociedade Criacionista Brasileira: www.scb.org.br
Site da Sociedade Criacionista Brasileira: www.scb.org.br
Ruy Carlos de Camargo Vieira (Ph.D., Universidade de S. Paulo) é engenheiro mecânico e elétrico e presentemente membro do Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira. Em 1971 o Dr. Vieira fundou a Sociedade Criacionista Brasileira e lançou a Folha Criacionista, uma revista publicada no Brasil duas vezes por ano. Seu endereço: Caixa Postal 08743; 70312-970 Brasília, D.F.; Brasil. Fax: 55-61-577-3892.
Notas e referências
1. Ver meu Sir Isaac Newton: Adventista? livrinho publicado pela Sociedade Criacionista Brasileira.
2. Richard S. Westfall, The Life of Isaac Newton (Cambridge: University Press, 1993), pág. 204.
3. Bernard Cohen, Isaac Newton: Papers & Letters on Natural Philosophy (Cambridge: Harvard University Press, 1958), pág. 284.
4. Westfall, pág. 301.
5. Ibid., pág. 300
6. Ibid., pág. 128.
7. Isaac Newton, Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John, págs. 25-26.
8. Ibid., pág. 128.
9. Westfall, págs. 128,129.
10. Newton, Observations, págs. 18-22.
11. Ibid., pág. 122.
12. Ibid., pág. 130.
13. Ibid., págs. 113, 114.
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