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segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Termo “Expiação” nos Escritos de Ellen G. White


 
EXPIAÇÃO NA CRUZ

Por meio do sangue derramado olhava [Abel] para o futuro sacrifício, Cristo a morrer na cruz do Calvário; e, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo, e de que sua oferta era aceita. PP 72.

Ele [o Pai] plantou a cruz entre céu e terra, e quando o Pai viu o sacrifício de Seu Filho, Ele se curvou diante dele e reconheceu sua perfeição. ‘É o suficiente,’ Ele disse, ‘a expiação está completa’”. Review and Herald, 24 de setembro de 1901.

EXPIAÇÃO EM LIGAÇÃO COM O PLANO DA REDENÇÃO

Ele deseja que cada indivíduo de nossa raça, formado a Sua imagem, lembrasse que Deus é infinito, e que o Seu amor revelado na expiação de Cristo em favor de toda a humanidade, torna manifesto o valor que atribui à humanidade. Ele os convida a virem a Ele para serem salvos. Carta 33, 1898. BS 193.

Os corações não podem deixar de ser tocados pela história da expiação. II TSM 544.

EXPIAÇÃO NO SANTUÁRIO – APLICANDO OS BENEFÍCIOS DA GRAÇA

Jesus é o nosso grande Sumo Sacerdote no céu. E o que Ele está fazendo? – Ele está fazendo intercessão e expiação por seu povo que crê nEle. Review and Herald, 22 de agosto de 1893.

A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. GC 489.

O grande Sacrifício havia sido oferecido e aceito, e o Espírito Santo, que desceu no dia de Pentecoste, levou a mente dos discípulos do santuário terrestre para o celestial, onde Jesus havia entrado com o Seu próprio sangue, a fim de derramar sobre os discípulos os benefícios de Sua expiação. PE 260.

Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. GC 623.

 
CONCLUSÃO

O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse, precisa ser estudada à luz que dimana da cruz do Calvário. Apresento perante vós o grande, magno monumento de misericórdia e regeneração, salvação e redenção - o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores. OE 315.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Exemplo de Cristo, para nós, é na qualidade de Filho, ou seja, como Humano


O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente.

O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. "Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo." II Ped. 1:4.

Precisamos seguir o exemplo de Cristo, tendo em mente Sua qualidade de Filho e Sua humanidade. Não foi como Deus que foi tentado no deserto, nem devia como Deus suportar as contradições dos pecadores contra Si mesmo. Foi a Majestade do Céu que Se tornou homem - humilhou-Se até nossa natureza humana. Manuscrito 1, 1892. III ME 140.

sábado, 14 de junho de 2014

O Plano da Divindade para a Redenção da Humanidade

O Plano da Redenção já havia sido feito antes da Criação da Terra

Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se haviam unido num concerto para redimir o homem, se ele fosse vencido por Satanás. Haviam-Se dado as mãos, num solene compromisso de que Cristo Se tornaria o fiador da raça humana. DTN 834.

O Próprio Deus tinha que ser
o Penhor e o Substituto da Raça Humana

Visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer ao homem em sua condição decaída; mas o Filho de Deus, que criara o homem, poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade. PP 66-67.
Morrendo sobre a cruz, Ele transferiu a culpa da pessoa do transgressor para a do Substituto divino, por meio da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um mundo culpado, que em figura são descritos como sendo "vermelhos como o carmesim" (Isa. 1:18), foram atribuídos ao Penhor divino. MM, Ano: 1995, Cuidado de Deus, pág. 275.
Caso Deus Pai tivesse vindo ao Mundo e se Encarnado, teríamos a mesma História que nós temos Hoje com Cristo

Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós, humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse contemplar, não se haveria mudado a história que temos, da vida de Cristo. MM, Ano: 1965, Para Conhecê-Lo, pág. 338.
O Trio Celestial estava envolvido no Plano da Redenção Os Três em Unidade decidiram que Cristo deveria ser o Salvador
A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. CSS 222.
Cristo Se Ofereceu para ser o Fiador e o Substituto do Homem

Nenhum dos anjos poderia ter se tornado fiador da raça humana: sua vida pertence a Deus; eles não podem depô-la. Todos os anjos encontram-se sob o jugo da obediência. São mensageiros indicados por Aquele que comanda todo o Céu. Mas Cristo é igual a Deus, infinito e onipotente. Ele poderia pagar o preço do resgate do homem. Ele é o eterno e auto-existente Filho, que não estava sob nenhum jugo; e quando Deus perguntou ‘A quem enviarei?’, Ele pôde responder: ‘Eis-Me aqui, envia-Me a Mim.’ Ele podia oferecer-Se como fiador do homem, pois era capaz de dizer aquilo que o mais elevado anjo não podia: ‘Eu tenho poder sobre Minha própria vida, poder para a entregar e ... poder para reavê-la’ Youth’s Instructor, 21 de junho de 1900. Comentário Bíblico, Vol. 5, pág. 1.136.
Não Lhe foi imposta a obrigação de empreender a obra da expiação. Ele fez um sacrifício voluntário. Sua vida era de suficiente valor para resgatar o homem de sua condição decaída. Review and Herald, 17 de dezembro de 1872. MM, Ano: 1992, Exaltai-O, pág. 24.

            De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. Hebreus 7:22.

Cristo é o Nosso Penhor, Fiador, Substituto, e Mediador Somente Jesus pode ser o Mediador pois possui Divindade e Humanidade

Somente Jesus poderia ser fiador diante de Deus, pois era igual a Deus. Somente Ele poderia tornar-Se mediador entre Deus e o homem, pois possuía a divindade e a humanidade. Jesus podia, assim, dar a garantia a ambas as partes de cumprir as condições prescritas. Como o Filho de Deus, representa o nosso penhor diante de Deus, e como o Verbo eterno, igual ao Pai, assegura-nos que o amor do Pai se encontra à disposição daquele que crê em Sua palavra empenhada. Review and Herald, 3 de abril de 1894.
A reconciliação do homem com Deus somente poderia ser empreendida por um mediador igual a Deus, possuidor de atributos que O dignificassem e O declarassem digno de lidar com o Deus Infinito em favor do homem, e que também representasse a Deus diante do mundo caído. O substituto e penhor do homem necessitava possuir a natureza do homem, uma conexão com a família humana, a quem deveria representar; e, como embaixador de Deus, teria de participar da natureza divina, possuindo conexão com o Infinito, de modo a manifestar a Deus diante do mundo, sendo mediador entre Deus e o homem. Review and Herald, 22 de dezembro de 1891.
A plenitude de Sua humanidade e a perfeição de Sua divindade formam para nós um sólido fundamento sobre o qual podemos ser conduzidos à reconciliação com Deus. Foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu por nós. Temos a redenção, o perdão dos pecados, através de Seu sangue. Suas mãos perfuradas por cravos estendem-se do Céu à Terra. Com uma das mãos Ele alcança os pecadores na Terra, e com a outra toca o trono do Infinito, efetuando assim a nossa reconciliação. Cristo se encontra hoje como nosso Advogado diante do Pai. Ele é o Mediador entre Deus e o homem. Carregando as marcas da crucifixão, Ele pleiteia a causa de nossas almas. 7BC 487.

E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória. I Timóteo 3:16.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Deveres da Congregação no Dia da Expiação

Vivemos no grande dia da expiação, e agora é tempo de que cada um se arrependa. Testemunho para Ministros, pág. 224.

O grande plano de redenção, conforme revelado na obra final para estes últimos dias, deve ser cuidadosamente estudado. As cenas relacionadas com o santuário celestial devem de tal modo impressionar o espírito e o coração de todos, que estes sejam capazes de impressionar também a outros. Todos precisam compreender melhor a obra da expiação que está sendo efetuada no santuário do Céu. Quando essa importante verdade for reconhecida e compreendida, os que a abraçaram trabalharão de acordo com Cristo, a fim de preparar um povo que esteja em pé no grande dia de Deus e seus esforços serão bem-sucedidos. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 218-220.

Havia dois compartimentos no santuário, ou tabernáculo; No primeiro o serviço era realizado diariamente durante o ano, simbolizando assim a obra de convidar as pessoas e ajuntá-las no banquete das bodas. Em um dia, no final do ano, o serviço era realizado no segundo compartimento, simbolizando a obra de escolha, entre os muitos que aceitam o convite, daqueles que são dignos da vida eterna, como ilustrado na parábola das bodas, a qual o rei entra para examinar os convidados.
Os que não aceitaram o convite, portanto, não serão julgados nessa ocasião.

Deus esperava que Seu antigo povo O servisse fielmente cada dia do ano, e aceitava seus serviços. Mas vindo o dia da expiação, requisitos especiais eram impostos sobre eles durante aquele dia:

Deveres da congregação no dia da expiação no tipo, na figura (Heb. 8:5):

1) Neste dia tereis santa convocação
2) Afligireis a vossa alma
3) Trazeis oferta queimada ao Senhor
4) Nesse dia nenhuma obra fareis (Levíticos 23:27 e 28)

Vivemos agora durante o dia antítipo da expiação ou o juízo investigativo, de forma que, temos deveres especiais como congregação e pessoa nesse dia.

1)         Aquele dia devia ser uma santa convocação. O povo devia congregar-se para o culto religioso. Paulo exorta àqueles que são tentados a abandonar os serviços religiosos quando estamos quase no limiar da obra no santuário celestial ser concluída:
“Tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência... e consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”. Hebreus 10:21-25. Aquele que não tem prazer de se encontrar com os da mesma fé, para adorar a Deus, tem uma “má consciência”, e perdeu sua fé para com a breve volta do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Além do mais, uma benção cai sobre os que se reúnem para adorar a Deus; Cristo prometeu que mesmo onde estivessem dois ou três reunidos ali Ele estaria.
Este requisito é um termômetro espiritual, por meio do qual cada cristão pode testar sua condição espiritual.
           
2)         “Afligir” a alma é o mesmo que examinar o coração e remover cada pecado de lá – passando muito tempo em oração. Com isso estava ligado o segundo requisito: abstinência de alimento.
Precisamos meditar continuamente na obra de nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial. Caso contrário, por termos a mente repleta de pensamentos terrenos, como as virgens loucas, verificaremos tarde que o noivo veio, a porta está fechada, que a obra terminou e não temos parte alguma nela.
            No serviço simbólico, a congregação no átrio prestava atenção aos sonidos das campainhas de ouro da vestimenta do sumo sacerdote, e dessa maneira o acompanhava em seu trabalho. Igualmente agora, nosso Sumo Sacerdote nos tem dado sinais nos céus, na terra e entre as nações para determinar o progresso de Sua obra.
            O verdadeiro dia da expiação abrange um período de anos. No símbolo, exigia-se um jejum de 24 horas. Agora durante o dia antítipo requer-se um completo controle do apetite. Deus designou que seu povo mantenha subjugado o apetite (I Coríntios 9:27). satanás está sempre a sugerir rédeas livres ao apetite, para controlar essas pessoas.
            Apesar de muitos fiéis fazem o possível para deter a maré da intemperança, satanás opera com tal poder que a embriaguez e o crime aumentam em ritmo alarmante na Terra.
Em 1844, quando o juízo investigativo teve início no Céu, apenas poucos homens eram escravos do tabaco. Mas agora contam-se não em milhares, mas em milhões; não só de homens, mais também de mulheres e jovens que são destruídos pelo vício.
            Deus nos convida a ter mente limpa e discernimento claro para entender tanto verdades terrenas quanto celestiais. Porém poucos estão desejosos de renunciar as coisas que seu apetite anseia.

O profeta Isaías, olhando através dos séculos, descreve o estado das coisas: “O Senhor Deus dos exércitos vos convidou naquele dia para chorar e prantear, para rapar a cabeça e cingir o cilício; mas eis aqui gozo e alegria; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho, e se diz: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos Mas o Senhor dos exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Certamente esta maldade não se vos perdoará até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos.” (Isaías 22:12-14).

Estaremos entre os que choram e pranteiam, nesse tempo solene o qual deve haver devido exame da vida e do coração? Ou estaremos com a alegria falsa e momentânea do vinho e a maldade da matança dos animais? Por que “Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem” (Isaías 66:3). O sábio Salomão dá conselhos sobre esse assunto: “Não estejas entre os beberrões de vinho e nem entre os comilões de carne” (Provérbios 23:20). E “Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele o ódio” (Provérbios 15:17).

            No dia de pentecostes os apóstolos se encheram do Espírito Santo como predito pelo profeta Joel. Mas Pedro diz que não aconteceria apenas com eles aquelas maravilhas, mas o derramamento do Espírito Santo teria lugar novamente no final da história da igreja quando chegasse “os tempos da restauração de todas as coisas” (Atos 3:21). Esse tempo é agora: o dia da expiação, e o nosso dever é cumprirmos o plano original de Deus; quanto ao alimento dado ao homem está expresso em Gênesis 1:29, o qual não inclui a morte de um animal para que sirva de alimento ao homem, porque “Todo o ser que respira louva ao Senhor” (Salmos 150:6). O regime vegetariano – este é o indicado por Deus, o qual seu povo desprezou inúmeras vezes. Acaso nós repetiremos a história?
           
3)        O terceiro requisito prescrito era trazer “oferta queimada ao Senhor”. As ofertas queimadas eram consumidas sobre o altar. Hoje, no antítipo, não oferecemos ofertas de carneiros ou ovelhas. Mas Deus espera que cumpramos o antítipo, ou seja, deseja que “espírito e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” I Tessalonicenses 5:23. Que toda a vida do cristão esteja sobre o altar, pronta para ser usada como convém ao Senhor.
Ninguém pode cumprir isso se não aceitar a Cristo diariamente como sua oferta pelo pecado, e saber o que significa ser aceito no amado. Há um texto muito conhecido que Paulo fala claramente sobre este ponto: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”.

4)         O Dia da Expiação era reverenciado pela antiga congregação como um sábado cerimonial (Levíticos 23:31). Eis o quarto requisito: Todo trabalho era posto de lado, e a força do pensamento concentrada em buscar a Deus e servi-lo. A obra divina ocupava o pensamento o dia todo. Assim era o símbolo. Mas isso não significa que no dia antítipo da expiação ninguém deve atender aos seus negócios, pois Deus nunca intentou que Seu povo fosse remisso em suas atividades profissionais (Romanos 12:11). Ele prometeu abençoa-los nas coisas temporais se cumprissem o antítipo conferindo à sua obra e serviço o primeiro lugar, e aos seus interesses temporais o segundo (Mateus 6:31-33). Isso foi ensinado de modo sublime pelas palavras do Senhor: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia”. Lucas 21:34.
            Freqüentemente satanás persuade pessoas de bem fazendo-as crer que os cuidados cotidianos domésticos são tão importantes que não lhes sobra tempo algum para estudar a Palavra de Deus e orar. Finalmente, por falta de alimento espiritual e comunhão com Deus, tornam-se tão fracas espiritualmente que aceitam dúvidas e a incredulidade que o inimigo continuamente lhes apresenta. Quando chegar o momento em que julgarem ter tempo para estudar sua Bíblia, constatarão que agora perderam todo o gosto pela Palavra de Deus.

            O Senhor está provando a congregação de hoje, a do tempo da revelação das verdades ocultas pelos simbolismos. Devemos estar prontos. Quem cumprirá o antítipo, não deixando de congregar-se com o povo de Deus? Quem conservará sua mente clara através do controle do apetite, e o coração purificado pela oração e profundo exame introspectivo? Quem consagrará todo seu interesse sobre o altar do Senhor, a fim de ser um instrumento para sua glória, nunca permitindo que os “cuidados desta vida” debilitem a obra divina ou tragam negligência para o estudo das Sagradas Escrituras?
           Destes, nosso Sumo Sacerdote dirá que o “justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda”. Apocalipse 22:11.


TIPO

Levíticos 23:27 – “Tereis santa convocação” Todos deviam se reunir em adoração.



Levíticos 23:27 e 29 – Todos deviam afligir a alma, passando o dia em “oração, jejum e profundo exame de coração”.




Levíticos 23:27 – Trazia uma “oferta queimada ao Senhor” havia inteira consagração.




Levíticos 23:30 – Toda obra secular era posta de lado no Dia da Expiação.
ANTÍTIPO

Hebreus 10:25 – O Povo de Deus deve se reunir principalmente ao saber que o dia se aproxima



Lucas 21:34-36; Isaías 22:12-14 – A exortação é para haver clareza de espírito: “Acautelai-vos de vós mesmos” fala da abstinência a produtos prejudiciais, e da embriaguez.



I Tessalonicenses 5:23; Romanos 12:1 – “Espírito, alma e corpo” devem ser totalmente consagrados a Deus.



Lucas 21:34-36; Mateus 6:32-33 – Os cuidados da vida não nos devem sobrecarregar, neutralizando a obra de Deus no coração.

sábado, 26 de novembro de 2011

Sinopses sobre Justificação e Santificação pela Fé

 

Justificação

Lutero, antes de conhecer a justificação pela fé, não entendia como Deus poderia salvá-lo em Sua Justiça, sendo que entendia que justiça é dar a pessoa o que ela merece.
Justificação forense é ser declarado legalmente justo.
Imaginem que vocês tenham uma conta bancária em que está negativa em R$200.000,00, e não tendo como pagar.
Então imaginem que um milionário liga para seu banco e diz que quer unir a conta dele com a sua, ou seja, abrir uma conta conjunta.
O que pertence a ele passa a pertencer também a você. É creditado, transferido para sua conta. E então a sua dívida é coberta pela imensa fortuna deste milionário. Como o gerente trataria agora você? Trataria como um milionário. Isto é imputação.
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (II Coríntios 5:21).

Na cruz Cristo tomou nosso lugar, ele foi declarado, atribuído, imputado, de forma forense os nossos pecados. Pecado sobre Ele, mas não nEle.

Da mesma forma nós somos com Sua justiça declarados justos. Você passa a ter justiça sobre você, mas não em você.

Somos declarados justos da mesma forma que Cristo foi declarado pecado. E isso é a Graça de Deus, um favor imerecido.

O fundamento da justificação é a graça de Deus, e não a fé: a fé em si, é apenas o instrumento, o meio, pelo qual nos apropriamos da (recebemos a) graça.

Corremos o risco muitas vezes de fazer da fé, outro tipo de obras. Esta questão fica clara quando é lido o texto “Porque pela graça sois salvos, mediante [através] a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8).

“Mediante a fé, recebemos a graça de Deus; mas a fé não é nosso Salvador. Ela não obtém nada. É a mão que se apega a Cristo e se apodera de Seus méritos, o remédio contra o pecado. E nem sequer nos podemos arrepender sem o auxílio do Espírito de Deus. Diz a Escritura de Cristo: "Deus com a Sua destra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados." Atos 5:31. O arrependimento vem de Cristo, tão seguramente como vem o perdão” (Desejado de Todas as Nações, pág. 175).

A fé não é auto-gerada, você não a produz; ter fé é como se apaixonar; você se apaixona não devido a sua habilidade de produzir amor, mas devido à habilidade da outra pessoa de despertar amor em você. Da mesma forma a fé é baseada na habilidade de Cristo despertar fé em você.

A fé não é contra as obras, no ensino dos apóstolos, ela é somente contra quando obras se tornam um método de salvação, criando uma forma de competição com Cristo.

Quando nós estamos doentes, esperamos melhorar quanto para ir ao médico? Acaso não vamos até ele doentes? E os doentes (físicos e espirituais) que encontraram Jesus, eles continuaram doentes?

Santificação

Santificação é o resultado da justificação. Justificação não depende da santificação, mas a santificação depende da justificação. Logo elas não devem ser confundidas, mas também não devem ser separadas.
Justificação é aceitação da obra de Cristo por mim; santificação, em mim.
Uma é a raiz, a outra o fruto.
Uma é fundamento de nossa paz, a outra é base da nossa pureza
Uma é remoção da culpa do pecado, a outra é a remoção do poder do pecado
Uma é a justiça imputada, a outra é a justiça comunicada.
Uma é o nosso título para o céu, a outra nossa adequação para o Céu.
Uma tem haver com Cristo como Nosso Substituto, a outra como Nosso Exemplo, Modelo. 
Uma árvore não produz frutos para provar que está viva, ela produz frutos por que está viva.
O significado de santificação é separar para uso particular, especial. Separação do pecado.
Nós não vencemos como Cristo venceu, mas vencemos porque Ele venceu.
Nossa luta, nossa dedicação, fervor, surgem da gratidão, da vontade de agradá-Lo, cumprindo a vontade de Deus em nós.
A forma que os perfeccionistas consideram a Cristo, apenas como um modelo, e não um substituto também, simplesmente se torna algo frustrante, pois quando está se alcançando o ideal, ele se reprojeta para mais longe.
Nunca chegaremos a um estágio aqui nesta terra, que não nos seja necessário dizer: Pai Nosso, perdoa as nossas dívidas...
Na santificação, obra de uma vida toda, não estamos avançando para a santidade, como fosse um alvo a ser atingido, na verdade estamos avançamos em santidade.
Em busca da perfeição, não nos tornamos cada vez mais independentes de Cristo, por termos nos tornados (pretensamente) mais fortes espiritualmente, mas a santificação verdadeira é você tomar consciência crescente de que você depende de Cristo.
Um menino estava visitando um monumento em Washington, um enorme obelisco branco de granito e mármore de 170 metros de altura, o menino impressionado, tira uma moeda de um quarto de dólar, 25 centavos, e diz: - pai eu gostaria de comprar esse monumento.
O pai em solidariedade diz: - vá conversar com o guarda do parque e fale de seu plano.
O garoto vai ao guarda e diz, tirando novamente do bolso sua moeda brilhante de 25 centavos:
- Eu gostaria de comprar!
O guarda passa a mão sobre a cabeça do garoto e diz:
- filho, primeiro, não está à venda, em segundo lugar, o seu dinheiro não é o suficiente para comprá-lo, e em terceiro lugar, como americano, já é seu.
A salvação é assim, não está à venda, não poderíamos comprá-la, mas se você está em Cristo ela já pertence a você. Pela graça de Deus a salvação é sua.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Há Embasamento Bíblico para o Divórcio e Novo Casamento? - Parte Final

Continuação e Parte Final do artigo sobre divórico e novo casamento, caso o amigo internauta não tenha visto a primeira parte clique aqui.

5)         Um único marido por toda uma vida, essa é a afirmação da Bíblia, pois, fala que a mulher está ligada a seu marido em quanto viver (pois é um contrato vitalício, Romanos 7:2-3), uma possibilidade, no caso, para se ter um segundo marido, é de escolha da pessoa, de na viuvez se casar de novo. Quanto à exceção de Mateus 19:9 é um caso a parte: era como um seguro que o noivo tinha contra uma possível enganação por parte da moça quanto à sua virgindade, o qual anularia os votos naquelas circunstâncias. Porém, se o noivo já tinha aceitado a não-virgindade da moça, não havia motivo para a anulação, pois já era caso conhecido, apenas se fosse desconhecido o fato pelo noivo é que seria feita a anulação. Devemos nunca se esquecer que Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16). Isto é testificado por Deus já no Antigo Testamento (neste texto, no caso, mostra o verdadeiro plano de Deus), acaso Jesus ia se contradizer aceitando a dureza do coração dos homens no tempo da Restauração de todas as coisas?

6)         Quando o Apóstolo Paulo fala sobre o assunto do casamento, na Carta aos Romanos, e na dos Coríntios, ele não limita os seus conselhos inspirados apenas a um caso, pois serviriam universalmente para os Filhos de Deus, sendo que o silêncio dele ao tratar dos detalhes das circunstâncias, mostra que se aplicam às várias circunstâncias. Paulo não se refere há um caso que houve infidelidade por parte do marido, e nem se refere a uma mulher que quer se separar por motivos seculares; ele não limita o texto inspirado a nenhum dos casos, mas para ambos, e também a outras circunstâncias especiais. Analisando a exegese do texto, fica claro que Paulo queria fechar a porta a qualquer motivo de separação e novo casamento.
           
7)        A reconciliação com o primeiro marido deve acontecer, mesmo que a mulher esteja em seu segundo casamento, ou que fique só. Também deve ser levado em consideração, que apesar de a pessoa ter se separado em “tempos de ignorância”, ela agora em arrependimento vai desfazer o mal feito, como o ladrão que roubava, deixa de roubar, ou devolve seu dinheiro ilícito; tal como é dito no artigo já citado:
Se essas duas pessoas se converteram, elas têm a obrigação de parar de cometer adultério continuado. A doutrina do arrependimento (Grego: metanoeo) diz que acontece uma mudança de mente, atitude e de comportamento quando uma pessoa é verdadeiramente salva.
Além do mais, convenhamos que o termo “tempos de ignorância” nem se aplica, pois os casais dos países da cristandade, já tinham o conhecimento de que era apenas um casamento por toda a vida, e até que a morte os separassem, quando se casaram. Isso não é uma verdade peculiar nossa, há conhecimento disso lá fora, antes de terem vindo para o remanescente fiel. Quando se apela para a emoção neste assunto, achei muito sensata a resposta do autor do artigo já citado, intitulado “Divórcio e Novo Casamento é o mesmo que adultério continuado”:
Pergunta: “O segundo casamento não deve ser desfeito porque os filhos dessa união fruto do divórcio e recasamento não merecem sofrer (1 Co. 7:10-11).”
“Resposta: Errado! Em primeiro lugar, esse argumento é um tiro pela culatra porque se houver filhos do legítimo casamento (primeiro), eles é que não deveriam sofrer! A questão, todavia, não é quem merece ou não merece sofrer, pois quando há divórcio sempre há sofrimento. A questão é o que a Bíblia ensina: Divórcio e novo casamento é adultério. Em segundo lugar, o relacionamento marido-mulher (eles são uma só carne até a morte) é sempre a prioridade. Em terceiro lugar, nada justifica uma situação de adultério continuado nem mesmo o sofrimento de filhos dessa união. Deve-se destacar que a responsabilidade dos pais permanecem”.
Há um argumento neste ponto da reconciliação com o primeiro marido. Esse fala que não era permitido voltar ao primeiro marido no tempo de Moisés, pois a mulher estava contaminada, e disso conclui que não se deve, hoje, se reconciliar com o primeiro marido, se houve segundo casamento (Deuteronômio 24). Porém, sabemos muito bem, que no tempo de Moisés era tempo de permissão, e não de restauração como é hoje, pois, se for assim, é necessário também nos adequarmos a outras ordenanças tais como: olho por olho, dente por dente, e não amar ao inimigo. Não há como aplicar aquele texto para nós, a menos que se conclua que é tempo de permissão hoje. Devemos ser criteriosos nos argumentos, senão, iremos concluir que a Bíblia está em contradição; devemos entender o Plano (Original), Permissão (Temporária) e Restauração (Final) de Deus (Atos 3:19-21), senão cairemos em engano.
Além disso, chamo à atenção os primeiros quatro versos de Deuteronômio 24 que, enquanto o divórcio é garantido, ainda assim a mulher divorciada torna-se “contaminada” por seu novo casamento (verso 4). Pode muito bem ser que, quando os fariseus perguntaram a Jesus se o divórcio era legítimo, ele baseou sua resposta negativa não somente na intenção de Deus expressa em Gênesis 1.27 e 2.24, mas também em Deuteronômio 24.4, em que o novo casamento pós-divórcio contamina a pessoa. Em outras palavras, existiam várias pistas na lei civil mosaica de que a concessão do divórcio era baseada na dureza do coração humano, e realmente (efetivamente) não tornavam o divórcio e o novo casamento legítimos (perante Deus). Quanto a uma pessoa solteira que casa com uma divorciada, o voto matrimonial não foi selado (confirmado por Deus), pois a parte divorciada não estava livre de seu primeiro voto, tornando portanto este voto matrimonial inválido. A pessoa solteira está livre do voto de casamento (pois este foi um voto nulo; sem efeito ou valor), apesar de que durante este tempo estivesse vivendo em fornicação. Já a parte divorciada está vivendo em adultério continuado. Sendo que o segundo casamento não valeu, a mulher divorciada não tem dois homens, e não se casou duas vezes – coisa proibida por Deus.

8)         O voto matrimonial é feito para valer dali em diante até que a morte os separe, porém há uma cláusula de exceção: havia uma segurança para o noivo, justamente por ele, na sua inocência, não desconfiando da noiva, viesse a ser enganado casando com uma moça que tinha perdido a virgindade. Um caso a parte como já disse.  Interessante notar que há alguns intérpretes que não fazem nem ligação com depois do casamento a cláusula de exceção, mas sim antes, veja: o autor Pedro de Almeida, da obra que foi citada durante o artigo, não faz a ligação de Mateus com Deuteronômio 22 que fala que mesmo depois de casado, por não encontrar virgem a moça, o homem poderia se separar; ele entende que se aplicava o texto apenas a antes do casamento, como é o caso de José e Maria. Para mim este é um equívoco do autor, pois Jesus queria dar esta segurança ao noivo mesmo depois de casado (tal como em Deuteronômio 22). Devemos também levar em conta a importância que se tinha pela virgindade da moça, e isto, não apenas para a cultura da época, mas também para Deus.  

9)         Quanto ao voto matrimonial gostaria de citar novamente o artigo sobre o divórcio: “O voto mais antigo é que tem que ser mantido! ... Não se pode fazer um novo voto, contrariando (Rom. 1:31 diz sobre os réprobos: "infiéis nos contratos") o primeiro voto! ... Consequentemente, esse voto tolo (ver um voto abominável em Jer. 44:25) do recasamento, é pecaminoso e uma afronta contra Deus. Ele não tem valor algum, e deve ser quebrado imediatamente para não se continuar em adultério. Esse segundo casamento nada vale diante de Deus, pois é considerado adultério. Se os homens o consideram erradamente de casamento, e um "divórcio" de acordo com as leis humanas é necessário para cancelá-lo, isso não viola 1 Co. 6:1-8, pois uma situação pecaminosa (que nunca deveria ter ocorrido em primeiro lugar) está sendo corrigida e não criada.

10)       Deus traçou um plano para a raça humana, e o havia sido dito para os patriarcas da fé, porém, no tempo de Moisés por causa da dureza de coração foi um tempo de permissões (temporárias), e adaptações da verdade de Deus, sendo como ensinos de vingadores, olho por olho, de pena de morte etc. Muitas vezes sem levarem em consideração a misericórdia, mas apenas baseado na justiça e na dureza do coração. Nunca saberemos ou entederemos totalmente neste mundo por que motivo Deus tolerou certos pecados; porém, é compreensível que pela constante incredulidade de Seu povo, Ele em Sua infinita sabedoria para não exterminar todo o povo (quantas rebeliões fariam eles se fosse exigido tudo?) tolerou eles, para que mesmo em meio à incredulidade, floresce-se  a justiça e misericórdia, para que houvessem homens reformadores que pregariam a verdade de Deus. O Senhor quer que O obedeçam, porém, somente se for o que nosso coração deseja.                                 
           Quando formos estudar o assunto do divórcio e novo casamento, não podemos nos basear no Velho Testamento em geral, especificadamente nas leis de Moisés que foram adaptações falhas do plano de Deus, porém, mesmo no Antigo Testamento vemos o Senhor dos exércitos contra o divórcio (Malaquias 2:16), mostrando assim a pecaminosidade de seu povo no costume de se divorciarem. O Plano de Deus para a Restauração de todas as coisas está no Novo Testamento: lá podemos encontrar o que Deus pensa sobre o assunto do casamento sem permissões dadas temporariamente por causa da dureza do coração. Com efeito, Jesus aponta para antes de Moisés, para a Criação quando tudo era perfeito, e fala que essa deve ser a norma.
Que Deus seja engrandecido em todo estudo que houver de Sua Palavra, e não de nenhum de nós, seus servos, aprendendo cada dia como obedecer a Ele por amor.

APÊNDICE

Pornéia = Fornicação.
Esta é a tradução de João Ferreira de Almeida e diversos outros tradutores. Na Septuaginta (Versão em grego do Antigo Testamento), o texto de Deuteronômio 22 (não só este texto, bem como muitos outros), que fala da fornicação da moça, é traduzido do hebraico como sendo pornéia, sendo esta versão dos 70 eruditos judeus uma das mais tradicionais traduções da Bíblia. Assim reafirmando o paralelo entre Deuteronômio 22, e as palavras de Jesus em Mateus 19:9.

Um dos textos mais esclarecedores quanto ao significado de pornéia, é este: “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. Vós fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.” João 8:40-41 (ver também I Coríntios 5:1 e 10; 7:2; Judas 1:7; etc.).  Fica claro o significado da palavra pornéia no episódio de Maria, sendo que a acusação que faziam era referente a fornicação; e posteriormente Jesus foi chamado levianamente também pelos incrédulos de filho de fornicação, sendo sempre este o significado de pornéia na Bíblia.

Fornicação e adultério as duas palavras juntas nos textos abaixo caracterizando uma diferença confira:

 I Coríntios 6:9 e 18; Apocalipse 21:8; Mateus 15:19; Marcos 7:21 etc.

Para os que insistem que a exegese feita neste estudo para com o sentido da palavra “fornicação” é equivocada, há especialistas nesta área que atestam a favor, apesar de que obviamente há outros que discordem delas. Veja o que dizem algumas autoridades advogando a favor de um sentido estrito, preciso, para a palavra em questão:

“[Fornicação é:] Relação sexual ilícita por parte de uma pessoa não casada” Webster’s New Collegiate Dictionary.

“Como a palavra fornicação nada mais significa que a união ilícita de pessoas não casadas, não pode ser empregada aqui (Mateus 5:32) com propriedade, quando se fala dos que são casadosClarke’s Commentary.

“Neste sentido os fornicários (pornoi) se distinguem dos adúlteros (moichoi) como em I Coríntios 6:9”. Baker’s Dictinary of Theology.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte III

Para o internatura acessar a segunda parte, clique aqui, para primeira parte, aqui.

Bengel na Alemanha

Desta forma nos é apresentado Bengel já no Século 18, entendendo a mensagem vinda de Cristo:

“Na Alemanha, a doutrina fora ensinada no século XVIII por Bengel, pastor da Igreja Luterana e célebre sábio e crítico da Bíblia. Completando sua educação, Bengel "havia-se dedicado ao estudo de teologia, a quem o pendor de seu espírito grave e religioso, acentuado e fortalecido pelo seu primitivo ensino e disciplina, naturalmente o inclinava. Como outros jovens de caráter meditativo, antes e depois dele, teve que lutar com dúvidas e dificuldades de natureza religiosa; e ele faz alusão, muito sentidamente, às muitas setas que lhe traspassavam o pobre coração, tornando-lhe a juventude difícil de suportar". - Enciclopédia Britânica, art. Bengel. Ao tornar-se membro do consistório de Wuerttemberg, advogou a causa da liberdade religiosa. "Ao passo que mantinha os direitos e privilégios da igreja, defendia toda liberdade razoável aos que se sentiam obrigados, por motivos de consciência, a retirar-se de sua comunhão." - Enciclopédia Britânica. Os bons efeitos desta política são ainda sentidos em sua província natal.
Foi enquanto preparava um sermão sobre Apocalipse 21, para o "Domingo do Advento", que a luz da segunda vinda de Cristo raiou no espírito de Bengel. As profecias do Apocalipse desvendaram-se-lhe à compreensão como nunca dantes. Vencido pela intuição da importância estupenda e extraordinária glória das cenas apresentadas pelo profeta, foi obrigado a desviar-se por algum tempo da contemplação do assunto. No púlpito este se lhe apresentou novamente em toda a sua clareza e poder. Desde aquele tempo se dedicou ao estudo das profecias, especialmente as do Apocalipse, e logo chegou à crença de que elas mostravam a proximidade da vinda de Cristo. A data que fixou como o tempo do segundo advento diferia, em muito poucos anos, da que mais tarde Miller admitiu.” (O Grande Conflito, págs. 363-364).

A influência de sua pregação chegou até a Rússia; isto foi devido a algumas famílias que tinham ouvido sua mensagem, e posteriormente devido a uma perseguição, se mudaram para a Rússia. E apesar de as igrejas tivessem fechado as portas para eles, continuaram suas reuniões em casas particulares, e centenas de pessoas se converteram nesta obra que teve início na Alemanha, e que indiretamente Bengel ajudou.
Para John A. Bengel a Bíblia inteira era uma revelação progressiva do plano de Deus para a salvação do homem, onde Cristo é a figura principal, dessa forma entendia que as profecias apontavam para a culminação do plano de Deus com a Volta de Cristo.          
Apesar disso Bengel deu pouca atenção para a profecia das 2300 tardes e manhãs que se tornaria a mais importante para a argumentação da Vinda de Cristo iminente.               
Mas, aproximadamente 50 anos mais tarde, no ano de 1768, Johann Petri (1718-1792), outro pastor alemão, este sendo calvinista, foi um dos primeiros a dar uma explicação bem explanada da profecia dos 2300 dias/anos; ele viu a importante relação entre Daniel 9 (que contém a profecia messiânica das 70 semanas)  aonde se encontra a chave para a cronologia de Daniel 8 que se encontra o grande período profético já dito. Foi assim que concluiu terminar em 1847 os 2300 dias simbólicos de Daniel 8:14. Apesar de não ter iniciado um movimento, ele influenciou os posteriores estudantes deste período profético a considerarem o final das 2300 tardes e manhãs para os anos 1843, 1844, 1847.

Gaussen na França e Suíça

Na lista dos vários Arautos, há também François S. R. L. Gaussen (1790-1863), que apesar de ter sido primeiramente sua consciência confundida pelo ceticismo predominante naquela época, conseguiu pelo exame das profecias, entender os planos de Deus. Desta forma se tornou um zeloso defensor da Segunda Vinda de Cristo, e sempre tornando presente as profecias em seus ensinos:

“A luz brilhou também na França e Suíça. Em Genebra, onde Farel e Calvino tinham propagado as verdades da reforma, Gaussen pregou a mensagem do segundo advento. Na escola, como estudante, Gaussen encontrou o espírito de racionalismo que invadiu a Europa toda durante a última parte do século XVIII e início do XIX; e, ao entrar para o ministério, não somente ignorava a verdadeira fé, mas se inclinava ao ceticismo. Em sua mocidade se interessara pelo estudo da profecia. Depois de ler a História Antiga de Rollin, sua atenção foi despertada para o capítulo 2 de Daniel, e surpreendeu-se com a maravilhosa exatidão com que a profecia se cumprira, conforme se via no relato do historiador. Ali estava um testemunho da inspiração das Escrituras, que lhe serviu como âncora entre os perigos dos últimos anos. Não podia ficar satisfeito com os ensinos do racionalismo e, estudando a Bíblia e procurando luz mais clara, foi ele, depois de algum tempo, levado a uma fé positiva.
Prosseguindo com as pesquisas sobre as profecias, chegou à crença de que a vinda do Senhor estava próxima. Impressionado com a solenidade e importância desta grande verdade, desejou levá-la ao povo; mas a crença popular de que as profecias de Daniel são mistérios e não podem ser compreendidas, foi-lhe sério obstáculo no caminho. Decidiu-se finalmente - como antes dele fizera Farel ao evangelizar Genebra - a começar o trabalho com as crianças, esperando, por meio delas, interessar os pais.
"Desejo que seja compreendido" - disse ele mais tarde, falando de seu objetivo neste empreendimento - "que não é por considerá-lo de pequena importância, mas, ao contrário, por causa do seu grande valor, que desejei apresentá-lo desta maneira familiar, e que falei às crianças. Quis ser ouvido, e receei que não o seria se me dirigisse primeiramente às pessoas adultas." "Decidi-me, portanto, a ir aos mais jovens. Arranjo um auditório de crianças; se ele aumenta e os ouvintes escutam com interesse e agrado, compreendem e explicam o assunto, estou certo de que terei logo uma segunda reunião, e os adultos, por sua vez, hão de ver também que vale a pena sentar-se e estudar. Feito isto, a causa está ganha." - Daniel, o Profeta, de L. Gaussen, Prefácio.
O esforço foi bem-sucedido. Ao falar às crianças, pessoas mais velhas vieram também para ouvir. As galerias da igreja ficavam repletas de ouvintes atentos. Entre esses havia homens de posição e saber, bem como desconhecidos e estrangeiros que visitavam Genebra; e assim a mensagem foi levada para outras partes.
Animado com o êxito, Gaussen publicou suas lições, esperando promover o estudo dos livros proféticos nas igrejas do povo de língua francesa. "Publicar a instrução dada às crianças", diz Gaussen, "é dizer aos adultos que muitas vezes negligenciam os ditos livros sob o falso pretexto de que são obscuros - 'Como podem eles ser obscuros, se vossos filhos os compreendem?'" "Eu tinha grande desejo", acrescenta ele, "de tornar popular, se possível, o conhecimento das profecias em nossos rebanhos." "Estudo algum existe, na verdade, que me pareça responder melhor às necessidades do tempo." "É por meio dele que devemos preparar-nos para a tribulação próxima, e vigiar e esperar por Jesus Cristo."
Conquanto um dos mais distintos e queridos pregadores da língua francesa, Gaussen, depois de algum tempo, foi suspenso do ministério pela falta principal de usar a Bíblia, ao dar instrução aos jovens, em vez do catecismo da igreja - manual fraco e racionalista, quase destituído de fé positiva. Mais tarde se tornou professor numa escola de teologia, e aos domingos continuava seu trabalho como catequista, falando às crianças e instruindo-as nas Escrituras. Suas obras sobre as profecias despertaram também muito interesse. Da cátedra de professor, por intermédio da imprensa, e pela sua ocupação favorita como mestre de crianças continuou durante muitos anos a exercer vasta influência, sendo o instrumento a chamar a atenção de muitos para o estudo das profecias que indicavam a próxima vinda do Senhor” (O Grande Conflito, págs. 364-366). [M. Borges]

Para ler a quarta parte, clicar aqui.
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