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quinta-feira, 30 de junho de 2016
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Cultos "animados" de megaigrejas se assemelham ao efeito das drogas para o cérebro
(Fonte: Gospel Prime)
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A sensação de euforia pode explicar
o sucesso das
megaigrejas
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Karl Marx sempre disse que a religião é o ópio do
povo, mas sua afirmação era baseada na política, não em fatos científicos.
Porém, um estudo divulgado pela Universidade de Washington sugere que
participar de cultos em megaigrejas pode desencadear sentimentos de
transcendência e gerar mudanças na química do cérebro. Esse sentimento de “euforia” espiritual faz os fieis
voltarem para receber mais.
“Nós vemos essa experiência de pura alegria ser
comum nas megaigrejas. Por isso digo que é como uma droga”, explica James
Wellman, professor de religião e co-autor do estudo.
O estudo ‘God is like a drug’: Explaining
Interaction Ritual Chains in American Megachurches” [Deus é como uma droga:
Explicando cadeias de interação ritual em megaigrejas” foi apresentado na
reunião anual da Associação Americana de Sociologia, em Denver. Além de
Wellman, Katie E. Corcoran e Kate Stockly-Meyerdirk, estudantes da pós-graduação
em sociologia e religião comparada na Universidade de Washington, estiveram
envolvidos na pesquisa com dados coletados desde 2008.
Grandes reuniões de experiências compartilhadas,
como shows e eventos esportivos também desencadeiam sentimentos de euforia,
disse a doutoranda Katie Corcoran, co-autora da pesquisa. Segundo ela, “as
igrejas parecem ser algo único, onde esses sentimentos não são apenas
experimentados como euforia, mas sim como algo transcendente ou divino”.
Os autores teorizam que esse sentimento de “chapação” espiritual é interpretado pelo
cérebro como um “coquetel de oxitocina”. Essa experiência transcendente
libera a oxitocina, uma substância química que estimula a interação social. Já
ficou comprovado que emoção e experiências em grupo aumentam os níveis de
oxitocina.
Muitos participantes usaram a palavra
“contagioso” para descrever o sentimento de participar de um desses cultos,
onde os membros chegam com fome de
experiências e acreditam sair do ambiente “energizados”. Um dos fieis entrevistados relata que “o amor de
Deus se torna … uma droga que você não pode esperar para vir buscar depois…
Você não pode esperar para se receber essa ‘dose’ que vem de Deus.” Outro
disse: “Você pode olhar-se para cima e ver o Espírito Santo passar por cima da
multidão como uma ‘ola’ em um jogo de futebol”, relata Corcoran.
As megaigrejas conseguem gerar esse estimulo
elevado por causa de seu estilo de culto. Os pesquisadores acreditam que elas
usam tecnologia e apelos emocionais
para criar uma experiência compartilhada por congregações com milhares de
pessoas em cada culto.
“A música moderna com letras otimistas, câmeras
que mostram no telão uma audiência sempre sorridente, dançando, cantando,
ou chorando, além de um líder extremamente carismático cujos sermões deixam as pessoas sensíveis ao
toque do ponto de vista emocional… servem para criar essas fortes
experiências emocionais positivas”, resume a doutoranda.
As funções de pastor como um “gerador de
energia”, que se comunica com a congregação através de um sermão fácil, informal e emocional. Ao invés de ser analítico ou
teológico, suas mensagens querem que as pessoas presentes apenas “sintam-se
bem” ou compreendam tudo”, ressalta Wellman.
Esta mensagem reconfortante também é uma das
chaves para o sucesso das megaigrejas. Afinal, “Como você pode atrair tanta
gente? Você oferece uma forma genérica
de cristianismo que é otimista, emocionante e inspirador.” Diz Wellman, que
acrescenta: “Isto não é como os avivamentos antigos. É uma forma nova e híbrida
de cristianismo, que é mutante e separada de todas as instituições tradicionais
com as quais o cristianismo sempre se identificou”.
(Fonte: Gospel Prime)
Nota do blog Criacionismo: Se o culto provoca apenas euforia, amortece a razão e leva ao
êxtase, fenômeno típico de igrejas pentecostais e neopentecostais. Nesse caso,
por mais sincero que seja o adorador, ele deve se questionar se seu desejo de
ir ao culto (e nessas igrejas há cultos praticamente todos dias, geralmente com
“casa cheia”)tem que ver com a vontade de encontrar Deus, louvá-Lo e ouvir Sua
Palavra ou se essa motivação está mais para satisfação de um desejo emocional,
um “vício”. O verdadeiro culto, segundo o apóstolo Paulo, deve ser racional (Rm
12:1) e tudo o que se faz para Deus deve ser feito com decência e ordem (1Co
14:40). No culto, o adorador deve ser elevado à atmosfera do Céu, deve sentir
contrição e desejo de renovação espiritual. Como resultado do perdão e da
aceitação de Deus, o adorador manifesta um louvor alegre, porém reverente, pois
sabe que está na presença do Criador do Universo. Isso é culto, o resto é show
dopamínico.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Um Bonito Dicionário de Sentimentos
SAUDADE é quando o momento tenta fugir da recordação para aparecer de novo e não consegue.
RECORDAÇÃO é quando, sem autorização, o teu pensamento torna a mostrar um episódio.
ANGÚSTIA é um nó muito bem apertado no meio da tranquilidade.
PREOCUPAÇÃO é como uma cola que não deixa sair do teu pensamento aquilo que nem sequer aconteceu.
INDECISÃO é quando tu sabes muito bem o que queres, mas te parece que deverias optar por outra coisa.
SEGURANÇA é quando a idéia se cansa de procurar e pára.
INTUIÇÃO é quando o teu coração dá um salto no futuro e regressa imediatamente.
PRESSENTIMENTO é quando passa pela tua mente o “trailer” de um filme que pode muito bem nem acontecer.
VERGONHA é um pano preto que tu queres que te cubra naquela hora.
ANSIEDADE é quando os minutos parecem intermináveis para conseguires o que queres.
INTERESSE é um sinal de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
SENTIMENTO é a língua que o coração usa quando necessita de mandar alguma mensagem.
RAIVA é quando o leão que vive em ti, mostra os seus dentes.
TRISTEZA é uma mão gigante que aperta o coração.
FELICIDADE é um momento que não tem pressa nenhuma.
AMIZADE é compartilhar a vida com aqueles que amas, por mais diferentes que eles sejam.
CULPA é quando tu estás convencido que podias ter feito algo diferente, mas que nem sequer o tentaste.
LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário.
RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção esteja a dormir e toma o comando.
VONTADE é um desejo que nos incentiva a fazer novas descobertas.
PAIXÃO é quando, apesar da palavra “perigo”, o desejo chega e se instala.
AMOR é quando o resto da tua vida não te é suficiente para a compartilhar com essa pessoa especial.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Defenda a fé cristã com razão e precisão (1)
Vivemos num mundo paradoxal. Ao mesmo tempo em que se prega o relativismo e a ausência de verdades absolutas (menos esta, é claro), os críticos do cristianismo vivem pedindo razões para se convencerem de que a Bíblia e a fé cristã são confiáveis. Você saberia apresentar bons argumentos racionais para defender sua fé, no espírito de 1 Pedro 3:15? O doutor em filosofia e teologia e debatedor cristão William Lane Craig dá nova contribuição no campo da apologética cristã, com seu livro recém-lançado em língua portuguesa Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão (Editora Vida Nova). A ideia é que o livro seja um verdadeiro manual para ajudar todos aqueles que desejam e/ou precisam dar a razão da fé que possuem, ao mesmo tempo em que, na mão dos céticos, pode colocá-los para pensar seriamente nas bases racionais do teísmo e do cristianismo. Escrito em linguagem simples, porém profunda, e recheado de exemplos da vida real (inclusive do próprio autor, convertido na juventude), Em Guarda é um convite à reflexão e à boa e necessária apologética – racional, serena e mansa, como recomenda o apóstolo Pedro.Como fiz com o ótimo livro Ortodoxia, de Chesterton, publicarei aqui, de quando em quando, trechos da obra de Craig, a fim de estimulá-lo a buscar conhecimento útil para defender sua fé com razão e precisão (outros ótimos livros apologéticos podem ser encontrados nesta lista).
No capítulo 1 de Em Guarda, intitulado “O que é apologética?”, Craig afirma que, “ironicamente, quem tem bons argumentos na sustentação da sua fé se torna menos inclinado a bate-bocas e a sair frustrado da discussão” (p. 14), e que, “se você tem boas razões para aquilo em que crê, então, em vez de sentir raiva, sentirá uma compaixão genuína pelos perdidos, que em geral estão desorientados. A boa apologética envolve falar ‘a verdade em amor’ (Ef 4:15)” (p. 15).
Para Craig, a apologética é importante por três razões: (1) Para influenciar a cultura (“se os cristãos puderem ser treinados para fornecer sólidas evidências daquilo em que creem e boas respostas para as perguntas e objeções dos incrédulos, então a imagem que se tem dos cristãos vai pouco a pouco mudar. Os cristãos passarão a ser vistos como pessoas inteligentes e preparadas, a serem levadas a sério, e não meros fanáticos ou palhaços. E o evangelho será uma opção concreta para essas pessoas seguirem”). (2) Para fortalecer os que creem (“quando se está passando por um período difícil e Deus parece distante, a apologética pode ajudar a pessoa a se lembrar de que sua fé não está baseada em emoções, e que, portanto, é necessário permanecer firme na fé”). (3) Para ganhar os incrédulos.
Nesse primeiro capítulo, Craig fornece noções de lógica e afirma que se as regras básicas da lógica forem seguidas, elas garantem a você que, se os passos do seu argumento (premissas) forem verdadeiros, a conclusão também será.
Ele termina o capítulo assim: “Você não gostaria de ser capaz de defender sua fé com inteligência? Não gostaria de ter alguns argumentos na ponta da língua para apresentar a alguém que diga que os cristãos não têm bons motivos para crerem naquilo que professam? Já está cansado de se sentir intimidado por incrédulos? Se estiver, então leia este livro! Estou feliz por você tê-lo escolhido e recomendo que esteja sempre en garde, ou seja, pronto para dar a razão de sua esperança” (p. 30).
Aguarde minhas observações e citações do capítulo 2.
Michelson Borges no Blog Criacionismo
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Pensamentos de Pascal N°. IV
Para o internauta ler a terceira edição, clique aqui.
Não vos admireis de ver pessoas simples crer sem raciocínio. Deus lhes dá o amor a ele e o ódio a si mesmo. Inclina-lhes o coração a crer.
Nunca se crerá com uma crença útil e de fé se Deus não inclina a isso o coração; crer-se-á desde que ele o incline. É o que bem conhecia Davi quando dizia: inclina cor meum, Deus, in testimonia tua ["Inclina o meu coração, oh Deus, ao teu testemunho"] (Salmo CXIX [119], 36).
Os que crêem sem ter lido os Testamentos é porque têm uma disposição interior tão santa que o que ouvem dizer da nossa religião lhe é conforme. Sentem que um Deus os fez. Só querem amar a Deus, só querem odiar a si mesmos. Sentem que não têm por si mesmos a força para isso, que são incapazes de ir a Deus e que, se Deus não vem a eles, não podem ter nenhuma comunicação com ele. E ouvem dizer, em nossa religião, que é preciso amar somente a Deus e odiar somente a si mesmo; mas, sendo todos corrompidos e incapazes de Deus, Deus se fez homem para unir-se a nós. Não é preciso mais para persuadir homens que têm essa disposição no coração e que têm esse conhecimento do seu dever e de sua incapacidade.
Os que vemos tornarem-se cristãos sem o conhecimento das profecias e das provas não deixam de julgá-las tão bem quanto os que têm esse conhecimento. Julgam-nas pelo coração, como os outros as julgam pelo espírito. É o próprio Deus que os inclina a crer, e assim estão eles muito eficazmente persuadidos.
Confesso que um desses cristãos que crêem sem provas não terá, talvez, com que convencer um infiel que lhe alegar tal coisa. Mas, os que conhecem as provas da religião provarão sem dificuldade que esse fiel é verdadeiramente inspirado por Deus, embora não possa prová-lo ele próprio. Pág. 11.
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Considerando essa lei que eles se gabam de terem recebido de Deus, acho-a admirável; é a primeira lei de todas, de tal maneira que, antes mesmo da palavra lei ter sido usada pelos gregos, havia cerca de mil anos que eles a tinham recebido e observado sem interrupção. Assim, acho estranho que a primeira lei do mundo seja considerada também como a mais perfeita, a ponto dos maiores legisladores terem emprestado dela as suas, como acontece com a lei das doze tábuas de Atenas, que foi em seguida tomada pelos romanos, e como seria fácil de mostrar, se Josefo e outros não tivessem tratado suficientemente dessa matéria.
Mas, essa lei é ao mesmo tempo a mais severa e a mais rigorosa de todas, obrigando esse povo, para retê-lo no seu dever, a mil observações particulares e penosas, sob pena da vida. De sorte que é uma coisa assombrosa que ela seja sempre conservada durante tantos séculos por um povo rebelde e impaciente como esse, enquanto que todos os outros Estados mudaram de tempos a tempos as suas leis, embora fossem, ao contrário, bastante fáceis (de observar).
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Pensamentos de Pascal N°. III
Para o internauta ver a Ed. N°II clicar aqui, para a Ed. N°. I, clique aqui.
Vejo várias religiões contrárias, mas todas falsas, exceto uma. Cada qual quer ser acreditada por sua própria autoridade e ameaça os incrédulos. Não creio nelas; todos podem dizer isso, todos podem dizer-se profetas. Vejo, porém, a religião cristã, na qual encontro profecias; e é o que nem todos podem fazer.
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Importa, igualmente, que os homens conheçam esses dois pontos; e é igualmente perigoso que o homem conheça Deus sem conhecer sua miséria, e conheça sua miséria sem conhecer o Redentor que pode curá-lo dela. Um só desses conhecimentos faz ou o orgulho dos filósofos que conheceram Deus, e não sua miséria, ou o desespero dos ateus, que conhecem sua miséria sem Redentor. Pág. 7.
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Coisa assombrosa, no entanto, que o mistério mais distanciado do nosso conhecimento, que é o da transmissão do pecado original, seja uma coisa sem a qual não podemos ter nenhum conhecimento de nós mesmos! Sem dúvida, não há nada que choque mais a nossa razão do que dizer que o pecado do primeiro homem tornou culpáveis os que, estando tão afastados dessa fonte, parecem incapazes de participar dele. Essa emanação não nos parece somente impossível, mas nos parece até mais que injusta: com efeito, que há de mais contrário às regras da nossa miserável justiça do que danar eternamente uma criança incapaz de vontade por um pecado em que parece ter tido tão pouca parte, que cometeu seis mil anos antes de sua existência? Certamente, nada nos choca mais rudemente do que essa doutrina; no entanto, sem esse mistério, que é o mais incompreensível de todos, somos incompreensíveis a nós mesmos. O nó da nossa condição toma suas voltas e pregas nesse abismo. De sorte que o homem é mais inconcebível sem esse mistério do que esse mistério inconcebível ao homem. Pág. 8-9.
O pecado original é uma loucura diante dos homens; mas, é dado como tal. Não deveis,pois, censurar de falta de razão essa doutrina, uma vez que a dou como não tendo razão. Mas, essa loucura é mais sábia do que toda a sabedoria dos homens: Quod stultum est Dei, sapientius est hominibus ["Porque o louco é de Deus, o sábio é dos homens"] (I Coríntios, 1, 25). Com efeito, sem isso, que se dirá que é o homem? Todo o seu estado depende desse ponto imperceptível. E como se apercebeu disso, de vez que é uma coisa acima de sua razão, e que sua razão, bem longe de inventar por suas vias, afasta-se quando ela se lhe apresenta? Pág. 9.
Não concebemos nem o estado glorioso de Adão, nem a natureza do seu pecado, nem a transmissão que dele se fez em nós. São coisas passadas no estado de uma natureza toda diferente da nossa e que vão além da nossa capacidade presente. Tudo isso nos é inútil saber para sair dele; e tudo o que nos importa conhecer é que somos miseráveis, corruptos, separados de Deus, mas religados por Jesus Cristo; e é disso que temos provas admiráveis sobre a terra. Págs. 9-10.
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O cristianismo é estranho: ordena ao homem que reconheça que é vil e até abominável; e ordena-lhe que queira ser semelhante a Deus. Sem esse contrapeso, essa elevação o tornaria horrivelmente vão, ou esse abaixamento o tornaria horrivelmente abjeto [desprezível].
A miséria persuade o desespero; o orgulho inspira a presunção. A encarnação mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio de que ele necessita.
Não se acha, na religião cristã, um abaixamento que nos torne incapazes do bem, nem uma sanidade isenta do mal. Não há doutrina mais própria ao homem do que essa, que o instrui de sua dupla capacidade de receber e perder a graça, por causa do duplo perigo a que sempre está exposto, de desespero ou de orgulho.
Os filósofos não prescreviam sentimentos proporcionais aos dois estados. Inspiravam movimentos de grandeza pura, e não é esse o estado do homem. Inspiravam movimentos de baixeza pura, e não é esse o estado do homem. São necessários movimentos de baixeza, não por natureza, mas por penitência; não para ficar neles, mas para chegar à grandeza.
São necessários movimentos de grandeza, não por merecimento, mas por graça, e depois de se ter passado pela baixeza.
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A última tentativa da razão é reconhecer que há uma infinidade de coisas que a ultrapassam. Revelar-se-á fraca se não chegar a conhecer isso. É preciso saber duvidar onde é preciso, afirmar onde é preciso, e submeter-se onde é preciso. Quem não faz assim não entende a força da razão. Há os que pecam contra esses três princípios, ou afirmando tudo como demonstrativo, não precisando ser conhecido por demonstrações; ou duvidando de tudo, não precisando saber onde é necessário, submeter-se; ou submetendo-se a tudo, não precisando saber onde é necessário julgar.
Dois excessos: excluir a razão, só admitir a razão.
Diz bem a fé o que não dizem os sentidos, mas não o contrário do que vêem estes. Ela está acima e não em oposição. Pág. 10.
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