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domingo, 22 de abril de 2018
Pecado, Salvação e Batismo (Apresentação em PREZI)
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Jesus de Nazaré - Nosso Irmão Mais Velho
8 - Todas as coisas lhe sujeitaste
debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou
todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe
estejam sujeitas.
9 - Vemos, porém, coroado de glória e
de honra aquele Jesus que fora feito um
pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela
graça de Deus, provasse a morte por
todos.
10 - Porque convinha que aquele, para
quem são todas as coisas, e mediante quem
tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.
11 - Porque, assim o que santifica, como os que são
santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos. Hebreus 2:8-11.
Porque os que dantes conheceu também
os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Romanos 8:29.
Jesus
cuida de cada um como se não houvesse outra criatura na face da Terra. Como Divindade, exerce forte poder em nosso
favor, ao passo que, como nosso Irmão mais velho, sente todas as nossas
tristezas. II TSM 115.
Deus
nos deixa enfrentar na Terra as tempestades e conflitos a fim de aperfeiçoarmos
o caráter cristão, de nos relacionarmos
mais intimamente com Deus, nosso Pai, e com Cristo, nosso Irmão mais velho; e
fazermos obra para o Mestre, ganhando para Ele muitas almas, de modo que, com
coração alegre, possamos ouvir as palavras: "Bem está, servo bom e fiel...
entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21. Review and Herald, 25 de outubro de 1881. SC 275 [Também em MM, Ano:
1999, E Recebereis Poder, pág. 185].
Não nos esforçaremos para fazer o
melhor uso possível de nossa capacidade no pouco tempo que ainda nos resta para
viver neste mundo, acrescentando uma graça a outra, e uma capacidade a outra,
mostrando que, nos lugares celestiais, temos acesso a uma fonte de poder?
Cristo disse: "É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra." Mat. 28:18.
Para que Lhe é dado o poder? - Para nós.
Ele quer que compreendamos que voltou
para o Céu como nosso Irmão mais velho, e que o poder ilimitado que Lhe é dado
está à nossa disposição. III TSM
384.
Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de
Deus, dá-nos poder para obedecer. DTN
24.
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sábado, 14 de junho de 2014
O Plano da Divindade para a Redenção da Humanidade
O Plano da Redenção já havia sido feito antes da Criação da Terra
Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho
Se haviam unido num concerto para redimir
o homem, se ele fosse vencido por Satanás. Haviam-Se dado as mãos, num
solene compromisso de que Cristo Se tornaria o fiador da raça humana. DTN
834.
O Próprio Deus tinha que ser
o Penhor e o Substituto da Raça Humana
o Penhor e o Substituto da Raça Humana
Visto
ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra,
mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua
transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer
ao homem em sua condição decaída; mas o
Filho de Deus, que criara o homem,
poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha
trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade. PP 66-67.
Morrendo sobre a cruz, Ele transferiu a culpa da
pessoa do transgressor para a do Substituto
divino, por meio da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um
mundo culpado, que em figura são descritos como sendo "vermelhos como o
carmesim" (Isa. 1:18), foram
atribuídos ao Penhor divino. MM, Ano:
1995, Cuidado de Deus, pág. 275.
Caso Deus Pai tivesse vindo ao Mundo
e se Encarnado,
teríamos a mesma História que nós temos Hoje com Cristo
Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós,
humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse
contemplar, não se haveria mudado a
história que temos, da vida de Cristo. MM,
Ano: 1965, Para Conhecê-Lo, pág. 338.
O Trio Celestial estava envolvido no
Plano da Redenção
Os Três em Unidade decidiram que Cristo deveria ser o Salvador
A Divindade
moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o
Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A
fim de levarem a cabo plenamente esse
plano, foi decidido que Cristo, o
unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. CSS 222.
Cristo Se Ofereceu para ser o Fiador
e o Substituto do Homem
Nenhum
dos anjos poderia ter se tornado fiador da raça humana: sua vida pertence a Deus; eles não podem depô-la. Todos os anjos
encontram-se sob o jugo da obediência. São mensageiros indicados por Aquele que
comanda todo o Céu. Mas Cristo é igual a
Deus, infinito e onipotente. Ele poderia pagar o preço do resgate do homem.
Ele é o eterno e auto-existente Filho,
que não estava sob nenhum jugo; e quando Deus perguntou ‘A quem enviarei?’, Ele
pôde responder: ‘Eis-Me aqui, envia-Me a Mim.’ Ele podia oferecer-Se como
fiador do homem, pois era capaz de dizer aquilo que o mais elevado anjo não
podia: ‘Eu tenho poder sobre Minha própria vida, poder para a entregar e ... poder
para reavê-la’ Youth’s Instructor, 21
de junho de 1900. Comentário
Bíblico, Vol. 5, pág. 1.136.
Não Lhe foi imposta a obrigação de
empreender a obra da expiação. Ele fez um sacrifício voluntário.
Sua vida era de suficiente valor para resgatar o homem de sua condição decaída.
Review and Herald, 17 de dezembro de
1872. MM, Ano: 1992, Exaltai-O, pág. 24.
De tanto melhor aliança Jesus foi
feito fiador. Hebreus 7:22.
Cristo é o Nosso Penhor, Fiador,
Substituto, e Mediador
Somente Jesus pode ser o Mediador pois possui Divindade e Humanidade
Somente Jesus poderia ser fiador
diante de Deus, pois
era igual a Deus. Somente Ele poderia
tornar-Se mediador entre Deus e o homem, pois possuía a divindade e a
humanidade. Jesus podia, assim, dar a garantia a ambas as partes de cumprir
as condições prescritas. Como o Filho de
Deus, representa o nosso penhor diante de Deus, e como o Verbo eterno, igual ao
Pai, assegura-nos que o amor do Pai se encontra à disposição daquele que crê em
Sua palavra empenhada. Review and
Herald, 3 de abril de 1894.
A
reconciliação do homem com Deus somente poderia ser empreendida por um mediador igual a Deus, possuidor
de atributos que O dignificassem e O declarassem digno de lidar com o Deus
Infinito em favor do homem, e que também representasse a Deus diante do mundo
caído. O substituto e penhor do homem
necessitava possuir a natureza do homem, uma conexão com a família humana,
a quem deveria representar; e, como
embaixador de Deus, teria de participar da natureza divina, possuindo conexão
com o Infinito, de modo a manifestar a Deus diante do mundo, sendo mediador
entre Deus e o homem. Review and Herald,
22 de dezembro de 1891.
A plenitude de Sua humanidade e a perfeição de Sua divindade formam
para nós um sólido fundamento sobre o qual podemos ser conduzidos à
reconciliação com Deus. Foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu
por nós. Temos a redenção, o perdão dos pecados, através de Seu sangue. Suas
mãos perfuradas por cravos estendem-se do Céu à Terra. Com uma das mãos Ele
alcança os pecadores na Terra, e com a outra toca o trono do Infinito,
efetuando assim a nossa reconciliação. Cristo
se encontra hoje como nosso Advogado diante do Pai. Ele é o Mediador entre
Deus e o homem. Carregando as marcas da
crucifixão, Ele pleiteia a causa de nossas almas. 7BC 487.
E, sem
dúvida alguma, grande é o mistério da
piedade: Deus se manifestou em carne,
foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo,
recebido acima na glória. I Timóteo
3:16.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Perguntas Acerca do Espírito Santo
O “Espírito” não pode ser uma pessoa, pois a Bíblia fala em “derramar o ‘Espírito’”, “encher-se do ‘Espírito’”, etc. Como se poderia derramar uma pessoa ou encher-se dela?
Resposta:
A) O fato de o “Espírito” ser derramado não serve como prova de que não seja uma personalidade, ou “pessoa”. O termo “pessoa”, empregado com referência à Divindade, denota a pobreza do vocabulário humano para referir-se às coisas do Alto, tendo, pois, mero valor comparativo.
B) Podemos indagar também: É Cristo uma pessoa, de personalidade própria? Admitirão as “testemunhas” que sim. Então, novamente perguntamos: como podemos “revestir-nos” de Cristo, segundo Paulo recomenda? Ora, seria possível revestir-nos de uma pessoa? Cristo não Se parece com nenhuma peça de tecido. . . (Gál. 3:27).
C) A própria Tradução Novo Mundo reproduz as palavras de Paulo ao dizer, “já estou sendo derramado” (2 Tim. 4:6). Ora, indiscutivelmente Paulo era uma pessoa. . .
D) Satanás, que é uma “pessoa”, uma personalidade, pode entrar noutra pessoa, como no caso de Judas: João 13:27.
E) CONCLUSÃO: Assim como podemos encher-nos do Espírito, podemos revestir-nos de Cristo, e também o Espírito Santo pode ser “derramado”, como a T.N.M. diz ter sido o apóstolo Paulo.
Antes de “Espírito” não há artigo no original grego. Isso prova que não se trata de uma pessoa, mas de uma mera força ativa de Deus (cf. I Cor. 5:3-5).
Resposta:
A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.
A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.
Obs.: O texto em grego reza: “Eis epignosin tou mysteriou tou theou, Christou”--pleno conhecimento de Deus, Cristo”.
B) A analogia com o “espírito” de Paulo em I Cor. 5:3-5 não tem validade, pois o apóstolo fala figuradamente.
Obs.: O seu “espírito” ou seja, seus pensamentos, sentimentos ou interesse pelo caso, que deviam ser levados em conta, uma vez que ele já tomara uma decisão-“já julguei como se estivesse presente” ([v. 3], seria lembrança dele, e não uma “força ativa” do apóstolo, presente à reunião).
C) Em Atos 15:28, por outro lado, ao Espírito “pareceu bem” , na tomada da decisão durante o Concílio de Jerusalém. O v. 8 diz que Deus lhes dera o Espírito Santo, e com o Espírito presente à reunião é que chegaram a um consenso.
(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).
Obs.: No caso do “espírito” presente de Paulo (durante sua ausência física), os crentes apenas uniram a decisão deles à já tomada pelo apóstolo como se ele próprio estivesse na reunião que julgaria o caso, sendo que de antemão já conheciam sua opinião.
(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Em contraste a verdadeira e a falsa definição da Trindade
Fui instruída a dizer: Os sentimentos dos que andam em busca de avançadas idéias científicas, não são para confiar. Fazem-se definições como essas: "O Pai é como a luz invisível; o Filho é como a luz corporificada; o Espírito é a luz derramada." "O Pai é como o orvalho, vapor invisível; o Filho é como o orvalho condensado em uma bela forma; o Espírito é como o orvalho caído sobre a sede da vida." Outra apresentação: "O Pai é como o vapor invisível; o Filho como a nuvem plúmbea; o Espírito é chuva caída e operando em poder refrigerante."
Todas essas definições espiritualistas são simplesmente nada. São imperfeitas, inverídicas. Enfraquecem e diminuem a Majestade a que não pode ser comparada nenhuma semelhança terrena. Deus não pode ser comparado a coisas feitas por Suas mãos. Estas são meras coisas terrenas, sofrendo sob a maldição de Deus por causa dos pecados do homem.
O Pai não pode ser definido por coisas da Terra. O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e invisível aos olhos mortais.
O Filho é toda a plenitude da Divindade manifestada. A Palavra de Deus declara que Ele é "a expressa imagem da Sua pessoa". Heb. 1:3. "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha vida eterna." João 3:16. Aí se manifesta a personalidade do Pai.
O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes ao Trio Celestial; em nome destes três grandes poderes - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo.
Special Testimonies, Série B, Nº 7, págs. 62 e 63. Em Evangelismo págs. 614-615.
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Perguntas Acerca do Espírito Santo
O “Espírito” não pode ser uma pessoa, pois a Bíblia fala em “derramar o ‘Espírito’”, “encher-se do ‘Espírito’”, etc. Como se poderia derramar uma pessoa ou encher-se dela?
Resposta:
A) O fato de o “Espírito” ser derramado não serve como prova de que não seja uma personalidade, ou “pessoa”. O termo “pessoa”, empregado com referência à Divindade, denota a pobreza do vocabulário humano para referir-se às coisas do Alto, tendo, pois, mero valor comparativo.
B) Podemos indagar também: É Cristo uma pessoa, de personalidade própria? Admitirão as “testemunhas” que sim. Então, novamente perguntamos: como podemos “revestir-nos” de Cristo, segundo Paulo recomenda? Ora, seria possível revestir-nos de uma pessoa? Cristo não Se parece com nenhuma peça de tecido. . . (Gál. 3:27).
C) A própria Tradução Novo Mundo reproduz as palavras de Paulo ao dizer, “já estou sendo derramado” (2 Tim. 4:6). Ora, indiscutivelmente Paulo era uma pessoa. . .
D) Satanás, que é uma “pessoa”, uma personalidade, pode entrar noutra pessoa, como no caso de Judas: João 13:27.
E) CONCLUSÃO: Assim como podemos encher-nos do Espírito, podemos revestir-nos de Cristo, e também o Espírito Santo pode ser “derramado”, como a T.N.M. diz ter sido o apóstolo Paulo.
Antes de “Espírito” não há artigo no original grego. Isso prova que não se trata de uma pessoa, mas de uma mera força ativa de Deus (cf. I Cor. 5:3-5).
Resposta:
A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.
A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.
Obs.: O texto em grego reza: “Eis epignosin tou mysteriou tou theou, Christou”--pleno conhecimento de Deus, Cristo”.
B) A analogia com o “espírito” de Paulo em I Cor. 5:3-5 não tem validade, pois o apóstolo fala figuradamente.
Obs.: O seu “espírito” ou seja, seus pensamentos, sentimentos ou interesse pelo caso, que deviam ser levados em conta, uma vez que ele já tomara uma decisão-“já julguei como se estivesse presente” ([v. 3], seria lembrança dele, e não uma “força ativa” do apóstolo, presente à reunião).
C) Em Atos 15:28, por outro lado, ao Espírito “pareceu bem” , na tomada da decisão durante o Concílio de Jerusalém. O v. 8 diz que Deus lhes dera o Espírito Santo, e com o Espírito presente à reunião é que chegaram a um consenso.
(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).
Obs.: No caso do “espírito” presente de Paulo (durante sua ausência física), os crentes apenas uniram a decisão deles à já tomada pelo apóstolo como se ele próprio estivesse na reunião que julgaria o caso, sendo que de antemão já conheciam sua opinião.
(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A Trindade: por que é importante? - Parte Final
Por Woodrow W. Whidden
Caso o amigo internauta não tenha visto a primeira parte, clique aqui.
O “e então?” da Trindade
Qual é o significado do “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito? Antes de abordar essa importante questão, precisamos lidar com um ponto que incomoda a muitos: a aparente falta de lógica na confissão de que três são iguais a um. Esse ponto incomoda especialmente a mente racionalista de muitos estudantes universitários no Ocidente e nossos amigos muçulmanos fortemente monoteístas.
A objeção lógica. Millard Erickson sugere que a razão humana não pode tolerar a estranha matemática trinitariana na qual “três = um.” Se você for a um supermercado, pegar três pães e tentar persuadir o caixa de que eles são na verdade um e que você não tem que pagar senão apenas o valor de um, o caixa poderá ser tentado a chamar imediatamente os seguranças.3
A primeira resposta à lógica do pensamento trinitariano é admitir que estamos lidando com o mais profundo dos mistérios. Sabemos que em relacionamentos de amor parece desenvolver-se uma profunda unidade social e emocional. Diríamos então que os relacionamentos de amor são totalmente ilógicos e incoerentes? Penso que não. E essa parece ser a melhor maneira de explicar o mistério da Trindade e Sua unidade plural.
Outra vez Erickson sabiamente indica o caminho para uma resposta aceitável: “Nós, portanto, sugerimos pensar na Trindade como uma sociedade de pessoas que, contudo, são um só Ser. Conquanto essa sociedade de pessoas tenha dimensões que não encontramos entre seres humanos quanto ao seu inter-relacionamento, existem alguns paralelos que ajudam a esclarecer o assunto. Amor é o relacionamento aglutinante dentro da Divindade, que une cada uma das pessoas às outras.”4
Erickson, então, naturalmente apela para I João 4:8, 16: “Deus é amor.” Compreendemos realmente as profundezas dessa declaração inspirada que é tão desconcertante em sua simplicidade? Gostaria de sugerir que essas três palavras têm uma profunda contribuição a fazer à nossa compreensão de um Deus que preexistiu eternamente em estado de “unidade” trinitariana. “A declaração ‘Deus é amor’ não é uma definição de Deus, nem sequer a declaração de um atributo entre outros. Ela é uma caracterização bem básica de Deus.”5
Para os cristãos trinitarianos, a pergunta fundamental acerca de Deus está direta e completamente relacionada com a questão do Seu amor. E se Deus não for “amor” no âmago de Seu ser, então qualquer questão acerca de Sua natureza imediatamente se torna irrelevante do ponto de vista bíblico. Nós, contudo, pensamos que o amor é a caracterização mais fundamental de Deus. Se Deus é verdadeiramente, na Sua essência, o Deus de “amor” (João 3:16; I João 4:8), então temos que considerar algumas implicações.
Pode Alguém que existe desde a eternidade e que nos fez à Sua imagem de amor, ser realmente chamado amor se Ele existir tão-somente como um ser solitário ou unitário? Não é o amor, especialmente o amor divino, possível apenas se Aquele que fez nosso Universo for um ser plural que estava exercitando amor dentro de Sua pluralidade divina (trinitária) desde toda a eternidade passada? Não é o amor verdadeiro e altruísta possível apenas se ele proceder de um tipo de Deus que, por natureza, sempre será um Deus de amor como uma Trindade social?
Sinto-me fortemente inclinado a afirmar que Deus é uma Trindade de amor e que Seu amor encontrou a revelação mais profunda na obra criadora, e na encarnação, vida, morte e ressurreição do plenamente divino Filho de Deus. A unidade trinitária de Deus, por fim, não é ilógica. Na verdade, ela é a fonte da única lógica que faz sentido absoluto – um amor que se auto-sacrifica, que é mutuamente submisso e um eterno canal da graça de poder criador e redentor.
Tal amor infinito, porém, deve ser comunicado de forma prática a seres humanos finitos e pecadores. E é aqui que o “e então?” da plena divindade do Filho e do Espírito exerce um papel dramático na criação e na redenção.
Implicações da divindade de Cristo
Primeiro, antes que a Trindade pudesse fazer com que a vida e a morte salvíficas de Cristo de fato gerassem a salvação de pecadores, havia a necessidade urgente de revelar aos seres humanos alienados pelo pecado como Deus realmente é. E o único Ser que poderia oferecer tal surpreendente revelação da natureza divina era Deus mesmo. E essa foi a missão primária de Jesus, o divino Filho de Deus.
Agora, em se tratando realmente da provisão para a salvação, especialmente em Sua morte expiatória, apenas Alguém que é igual a Deus, por meio de Espírito Santo, seria poderoso o bastante para recriar seres humanos deformados pelo pecado à semelhança do caráter divino. Em outras palavras, apenas o divino Filho poderia gerar a conversão ou o novo nascimento, e ocasionar a mudança de caráter que faz com que o homem reflita a semelhança divina. Resumindo: apenas o Filho, que é o amor encarnado, poderia manifestar e produzir tal amor transformador.
A plena divindade do Espírito
Como acontece com a divindade do Filho, as implicações teológicas da divindade do Espírito derivam dos pontos relacionados à intenção de Deus de redimir a humanidade pecadora.
Com toda a certeza, se Aquele que é igual ao Pai em natureza e caráter podia oferecer um sacrifício efetivo pelo pecado, então, da mesma forma, somente Alguém (o Espírito) que é plenamente divino podia comunicar de fato a eficácia desse sacrifício a seres humanos pecadores. Outra vez, é necessário um Espírito completamente divino para revelar ao pecador a obra do Filho completamente divino (I Coríntios 2:7-12).
Somente o Espírito Santo podia trazer à humanidade decaída o convertedor e convencedor poder do grande amor de Deus, poder que gera contrição e conversão. Somente Alguém que tem estado em eterna e estreita ligação com o coração de Deus e do Filho, o coração de um amor que se auto-sacrifica, pode comunicar plenamente tal amor à humanidade perdida.
Somente Alguém que atuou com o Filho na criação poderia estar equipado para operar a recriação nas almas arruinadas pelas forças destrutivas de Satanás e do pecado (Rom 8:10-11).
Somente Alguém que pôde estar em plena sintonia com o coração do ministério encarnado de Jesus, e ainda assim, ao mesmo tempo, ser capaz de estar em todos os lugares (onipresença de Deus), podia representar de maneira hábil a presença pessoal e redentora de Cristo perante todo o mundo. O único Ser que podia fazer tal coisa é o Espírito Santo, um Ser pessoal sempre e todo-presente.
Um apelo
Gostaria de desafiar cada leitor a ponderar com oração e cuidado sobre a Trindade e Suas profundas implicações para a vida e o destino que o Deus da Bíblia oferece à humanidade. Essa doutrina satisfaz às necessidades do moderno anseio por uma reflexão racional sobre o problema divino/humano, e ao mesmo tempo oferece um mistério verdadeiramente cativante para os gostos mais relacionais dos pós-modernistas. Além disso, o pensamento e a vida trinitarianos oferecem uma visão de relacionamentos que vivem em amor, os quais refletem a realidade mais profunda oferecida por Aquele que fez o mundo em amor e está buscando redimi-lo do pecado (que é contrário ao amor – a mais profunda antítese do amor divino).
Além disso, não consigo pensar num melhor ponto da discussão quando se busca abordar as preocupações monoteísticas de nossos amigos muçulmanos. Se o amor de Jesus, o lado humano do amor da Trindade, não convencer, nada será capaz de fazê-lo. Os recursos do amor que flui do Pai, encarna-se em Cristo e é comunicado pela Pessoa plenamente divina do Espírito Santo proporcionam a mais rica visão teológica que se pode imaginar para o destino de um mundo perdido.
Referências
1. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ed. revisada na Assembléia da Associação Geral de 2000 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 9.
2. Para uma discussão detalhada da evidência, veja meus capítulos na Primeira Seção do livro A Trindade: Como entender os mistérios da Pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003), 19-135.
3. Millard Erickson, Making Sense of the Trinity: Three Crucial Questions (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 2000), 43-44.
4. Idem., 58.
5. Ibidem.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
A Trindade: por que é importante? - Parte 1
Não me lembro de ter ouvido um sermão sobre a Trindade em minha infância ou adolescência. Na verdade, eu nunca tive nenhuma discussão prolongada sobre essa doutrina, senão em meu último ano da faculdade de teologia. Num seminário sobre a Doutrina de Deus, o professor nos levou a uma discussão detalhada da história dessa doutrina e suas bases bíblicas. Mas, devo confessar que tudo me pareceu um pouco enigmático e impraticável. Minha trajetória teológica, porém, iria pouco a pouco se transformar numa preocupação que agora se tornou paixão. Minha indiferença transformou-se na convicção definida de que a doutrina da Trindade é a declaração teológica central do pensamento e prática cristãos. Na verdade, longe de ser um mistério irrelevante, ela expressa a essência daquilo que os cristãos desejam confessar acerca da natureza de Deus e Seu propósito para a felicidade humana.
Pensar em teologia envolve dois passos básicos: Primeiro, o “quê” da doutrina. A fase “quê” envolve duas facetas importantes: (1) afirmar claramente a doutrina; e (2) avaliar a base bíblica para o seu ensino. Segundo, as reflexões sobre o “e então?” Essa fase procura clarificar pontos tais como as implicações teológicas e práticas da doutrina – especialmente sua coerência com outros ensinos cristãos, e a questão da salvação pessoal ou reconciliação com Deus.
O “quê” da Trindade
A crença fundamental adventista do sétimo dia de número dois define a doutrina da seguinte forma: “Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas”.1 No que tange a essa declaração, tanto a igreja cristã primitiva quanto o movimento adventista do sétimo dia tiveram que lidar com vários desafios. A questão de Deus o Pai nunca foi controversa, em virtude da longa tradição do ensino cristão ortodoxo. Enquanto a vasta maioria dos cristãos afirma a eterna divindade do Pai, sempre existiram controvérsias em torno das questões acerca da completa e eterna divindade do Filho, a personalidade do Espírito Santo e a profunda unidade do Trio. O espaço não nos permite uma discussão pormenorizada da evidência bíblica em prol da unidade triúna de Deus, mas se pudermos estabelecer a plena divindade do Filho e do Espírito, parece lógico que haverá uma profunda unidade com o Pai. Assim, os cristãos têm confessado que há um Deus (monoteísmo) que Se manifesta em amor como uma unidade tri-pessoal (não três Deuses, ou triteísmo).
A plena divindade do Filho
Basicamente há três tipos fundamentais de evidências bíblicas que mostram que Jesus era inerentemente divino, tendo a mesma natureza e substância do Pai.2
1. Jesus é expressamente chamado de Deus no Novo Testamento. Hebreus 1 compara Jesus com os anjos. Nos versos 7 e 8, o autor diz que enquanto Deus fez os anjos como “ventos, e a Seus ministros como labaredas de fogo” (verso 7, ARA), acerca do Filho diz: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre” (vs. 8, ARA). O versículo 8 é uma das sete vezes em que a palavra grega theos (“Deus”) é diretamente usada com relação a Jesus no Novo Testamento (as outras seis são João 1:1, 18; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; e II Pedro 1:1).
Sejamos bem claros quanto ao que os escritores do Novo Testamento, especialmente o autor de Hebreus, estão dizendo nesses versos. Eles estão se referindo a Jesus como “Deus”, e em Hebreus, o escritor está interpretando o Antigo Testamento mediante a aplicação do Salmo 45:6 a Jesus que originalmente se referia a Deus, o Pai.
2. Jesus aplica a Si mesmo títulos e atribuições divinos. O exemplo mais singular é encontrado em João 8:58: “Respondeu Jesus: Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!” (NVI). Muito simples: o que Jesus estava dizendo é que Ele não era outro senão o Deus do Êxodo, e fez isso aplicando a passagem de Êxodo 3:14 a Si mesmo: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou” (NVI).
Além disso, esse “Deus” que fala em Êxodo 3:14 prossegue e esclarece Sua identidade: “O Senhor, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó” (verso 15, NVI). Em outras palavras, Jesus não apenas reivindicou ser o Deus do Êxodo, mas também o “Senhor” (Yahweh) dos patriarcas. Não nos surpreende que os fariseus “apanharam pedras para apedrejá-Lo” (João 8:59, NVI) – a punição prevista no Antigo Testamento para blasfêmia (veja João 5:17, onde Jesus diz a mesma coisa).
3. A aplicação dos nomes divinos a Jesus pelos escritores do Novo Testamento. Em Hebreus 1:10-12, a Inspiração atribui o supremo título do Deus do Antigo Testamento (JHWH ou Yahweh) a Jesus. O autor de Hebreus faz isso ao aplicar o Salmo 102:25-27 a Cristo. Isso não é incomum entre os escritores do Novo Testamento, mas o que chama a atenção nessa aplicação é que esse Salmo originalmente se refere ao “Senhor” (Yahweh) do Antigo Testamento. Assim, o autor do Novo Testamento se sente muito à vontade ao aplicar a Jesus passagens que originalmente se referiam ao auto-existente Deus de Israel. A clara implicação é que Jesus é o “Senhor” Jehovah (JHWH) do Antigo Testamento. Apocalipse 1:17 descreve o uso semelhante de um título do Antigo Testamento – “o Primeiro e o Último.”
A plena divindade do Espírito Santo
As Escrituras fornecem inúmeras linhas de evidência que testificam da natureza divina do Espírito. A mais significativa vem do livro de Atos, na trágica história de Ananias e Safira. Esse casal, às escondidas, voltou atrás nos votos sagrados que havia feito a Deus. Quando eles vieram publicamente depositar a oferta parcial aos pés dos apóstolos, eles caíram mortos repentinamente. Pedro explicou de forma bem objetiva o que haviam feito: Vocês mentiram ao Espírito Santo. A isso se seguiu a impressionante revelação de que eles não haviam mentido aos homens, “mas a Deus” (Atos 5:3-4). A implicação óbvia é que o Espírito Santo é um ser divino.
A próxima linha de evidência é encontrada nas muitas passagens que descrevem a obra do Espírito em termos daquilo que é exclusivo de Deus. O mais claro exemplo está em I Coríntios 2:9-11. Paulo declara que seus leitores podem ter algum conhecimento daquilo “que Deus preparou para aqueles que O amam” (vs. 9, NVI). E como tal conhecimento é possível? “Deus o revelou a nós por meio do Espírito” (vs. 10). E como é que o Espírito está a par desse conhecimento? “O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus. Pois quem conhece os pensamento do homem, a não ser o espírito do homem que nele está? Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vss. 10-11, NVI).
O que essa passagem sugere é o seguinte: Se alguém deseja saber “o que é verdadeiramente humano”, deve conseguir tal informação de um ser humano. Aquilo, porém, que é verdade no nível humano, muito mais o é no divino: “Da mesma forma, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (vs. 10). Apenas um Ser divino pode verdadeiramente conhecer o que se passa na mente e no coração de outro Ser divino.
Caso queira ver a segunda e última parte do artigo, o amigo internauta deve clicar aqui.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Pluralidade nas Palavras de Deus
Versos Áureos:
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...”. Gênesis 1:26 p.p.
“Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós...”. Gênesis 3:22 p.p.
“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro”. Gênesis 11:7.
“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?...” Isaías 6:8. p.p.
Pluralidade na Divindade
Como visto no primeiro texto, está no dito de Jeová[1] duas palavras no plural: o “façamos” uma vez, e duas vezes “nossa”. Acredito que é bem claro a todos que Deus criou-nos a imagem e semelhança dEle; seria absurdo dizer aqui que ele estava falando com os anjos, já que eles não são feitos a imagem de Deus, e sendo alguns feitos até com o propósito de adoração constante (Isaías 6:2-3), a qual “...não têm descanso, nem de dia nem de noite...” (íntegra Apocalipse 4:8-9). Além disso, a palavra “Deus” no original, usada em Gênesis 1:1 e em outras partes, está no plural (Elohim e não Eloá forma singular), mostrando assim o mistério da Trindade. Então se conclui que O Pai, O Filho, O Espírito, estavam presentes assistindo Jesus formar a Terra - não há dúvida quanto a quem dizia as palavras nos seis dias da criação - me baseio no texto de João 1:2 que é dito: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. O que se entende deste texto é que Jesus foi o Agente ativo na obra da criação, ele que executou os projetos. Também em Hebreus 1:8 começa Deus Pai falar “acerca do Filho” e no verso 10 faz uma grande revelação: “Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos”. [2] E não nos esquecemos da unicidade tida entre eles, o relacionamento de Amor, que é há entre eles desde toda eternidade, pois Deus não é só, mas é triuno, o Amor sempre esteve com Deus, por isso é dito que “Deus é Amor”. Mas logo o Amor não existiria se só existisse uma pessoa (se fossemos aceitar isto), e deveríamos aceitar que em algum tempo o Amor não estava com Deus (seria um sério engano pois o próprio caráter e natureza de Deus estão ligados ao Amor); mas se admitirmos que a Entidade Deus, é composta de três seres divinos co-eternos e preexistentes chegamos a conclusão que o Amor sempre esteve com Deus, e que sua própria essência é o Amor.[3]
Espírito Santo na Criação
Já foi demonstrado que Jesus estava na obra da criação, mas será que existe uma prova conclusiva que o Espírito Santo estava na semana da criação? Tudo demonstra a favor. Alem do fato de Ele ser onipresente podendo estar assim no Céu e também andando por aqui na Terra antes de ser posta forma nela, como é dito em Gênesis 1:2 que o Espírito de Deus “se movia sobre a face das águas” nesta terra sem forma; o que demonstra que estava a Trindade empenhada neste novo projeto deste novo mundo, com uma nova experiência, a de criar uma espécie à semelhança dEles. em Jó 33:4 também é dito: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida”. Pode-se usar o argumento que o texto se refere a duas pessoas: ao Espírito Santo e ao Deus Pai (quando se diz Todo-Poderoso); mas se fosse assim, seria obrigatório então entender o texto em Jó 35:13: “Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo-Poderoso” [4] como se referindo a duas pessoas também, entretanto, ninguém entende desta maneira, porque as palavras são do mesmo significado, ou seja, são de certo modo sinônimos. É interessante notar que muitas vezes num mesmo verso do livro de Salmos (ou outro livro de poemas e cânticos), se fala de algo com duas palavras diferentes, o que acaba os tornando sinônimos. Então Nosso Criador é também o Espírito Santo, assim se forma mais uma vez a Divina Trindade, com uma crível unicidade que demonstra em certas passagens, Eles como unidade composta, um Deus triuno, e em outras, separadamente para se demonstrar o mistério da Trindade.
Pluralidade indefinida
Apesar de que no segundo e terceiro textos (dos versos áureos) não se poder restringir apenas a Divindade a palavra “nós”, podendo se incluir, anjos e seres de outros mundos, como “conhecedor do bem e do mal” (Gênesis 3:22), vemos pela anterior demonstração que provavelmente seja uma afirmativa demonstração do plural da Divindade, como é também no texto que fala “desçamos e confundamos” (Gênesis 11:7). Vemos uma possibilidade ainda maior no texto de Isaias (6:8) que é dito: “quem há de ir por nós?”, sendo que no contexto quer dizer quem será profeta (porta-voz) de nós? O qual prontamente Isaías responde: “eis-me aqui, envia-me a mim.” E se torna Mensageiro da Trindade. Em um estudo futuro poderá ser mais explanado o assunto.
Que Deus ilumine os sinceros!
[1] Quando usei o termo “Jeová”, foi uma referência livre, pois, o tetragrama é formado apenas das consoantes: YHVH, podendo com acréscimos de vogais se formar tanto Jeová como também: Javé, Iavé, Jové, etc.
[2] Veja também Colossenses 1:15-17, a qual diz que: “Tudo foi criado por meio dEle”.
[3] Itálicos acrescentados para dar ênfase á um ponto importante.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Batismo em nome de Quem?
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Mateus 28:19.
Jesus expressamente diz que deviam batizar em nome do Trio Celestial, sendo assim é uma grande prova da Trindade este texto, e no texto do batismo de Jesus estavam os três igualmente, mas mesmo assim com estes dois textos, dizem alguns que o texto do final do livro de Mateus foi acrescentado pelos católicos, pois em Atos os batismos eram em nome de Cristo apenas, não há nenhum, em nome dos Três Seres Divinos, dizem eles. Apesar de não ser o intuito de este estudo argumentar contra Antitrinitarianistas, é preciso neste ponto não ficar calado, pois muitos enganam sinceros cristãos com esta mentira cavilosa, pois se rejeitam as palavras de Mateus deveriam rejeitar a Bíblia por inteira, por que motivos rejeitariam o verso de Mateus? Por contradição? Este seria o único motivo possível: mas encontramos na Bíblia o único livro sem contradições! Este Livro dos Livros é puramente verdadeiro, pois seu autor é a Fiel Testemunha (Apoc. 1:5), não poderia mentir, então cabe a nós aceitar toda a Bíblia e não deturpar nenhuma parte dela á bel-prazer. E assim também neste caso (batismo em nome de quem?) cabe a nós encontrar a harmonia com o temor de Deus, a sabedoria do Alto (Prov. 9:10) e não vamos nos enganar com ensinos de demônios, por que fazem ter descrédito de partes da Bíblia. Facilmente poderá se ver que tanto o texto de Mateus (28:19) e os textos de Atos serão reunidos em perfeita harmonia, e se verá que não existe contradição, apesar de parecer segundo a lógica humana contradição clara. Veremos que temos que buscar a lógica do Alto, a Sabedoria do Alto, sem guia divina não existe maneira de explicar a Bíblia, seremos como os incrédulos, achando que este é um simples livro, sem perceber que neste livro existe a maior ciência de todas.
Batismo pela autoridade de Cristo
Várias considerações têm de ser feitas neste assunto para chegarmos há um entendimento:
1) Todos os textos de Atos, não estão relatando uma cerimônia de batismo, estão falando de pessoas que foram batizadas, mas não está falando do momento da cerimônia.
2) Jesus de forma alguma estava sugerindo que deveriam usar exatamente aquelas palavras para validar o batismo, como fossem “palavras mágicas”, mas que deveriam batizar as pessoas para entrar no reino do Pai, Filho e Espírito Santo.
3) Batismo é a morte para o mundo, e nascer de novo para o reino de Deus (João 3:5) no qual gozamos a comunhão com o Pai e o Filho como diz: “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”. João 14:23 (texto suplementar Gálatas 3:27) E também com o Espírito Santo, como fala o texto que somos santuário dEle e temos parte para com Deus. (I Coríntios 6:19.)
4) Esquecem os polemistas que a Bíblia diz que há uma perfeita unidade entre eles, como diz a oração sacerdotal de Jesus (João 17:20-23). Sendo perfeitamente unidos eles, assim, se fossem então batizados em nome de Cristo, ou seja, entrando em comunhão com o Filho, entrariam em comunhão também com O Pai e o Espírito Santo, assim se desmancha o castelo de baralho destes deturpadores da verdade quanto há uma incoerência no texto de Mateus (28:19).
Passo agora para uma simples e rápida explicação dos originais por Dennis Allan:
Homens discutem e igrejas dividem sobre a suposta diferença entre o mandamento de Jesus em Mateus 28:19, e a prática dos apóstolos e evangelistas na igreja primitiva (batismo em nome de Jesus — veja Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5). Alguns rejeitam as palavras de Mateus. Outros negam a validade do batismo porque as "palavras certas" não foram faladas na hora do batismo. Não há contradição entre essas passagens, nem motivo para causar divisões. Devemos observar: Os sentidos diferentes de "em nome de". Embora a tradução portuguesa não distinga, há uma diferença interessante no grego. Em Mateus 28:19, o sentido é de batizar para entrar no nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo... A mesma preposição usada em Mateus 28:19 aparece, também, em Atos 8:16 e 19:5. Esses dois versículos, como Gálatas 3:27, afirmam que entramos em Cristo através do batismo. Pelo fato que Cristo é perfeitamente unido com as outras pessoas divinas, quando entramos em comunhão com ele, gozamos, também, de comunhão com os outros (João 17:20-21). Em Atos 2:38 e 10:48, outras preposições gregas têm o sentido de "pela autoridade de" Jesus.
A pessoa batizada no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo o faz pela autoridade de Cristo. E a pessoa batizada em nome de Jesus entra em comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. DENNIS ALLAN.
Que Deus ilumine os sinceros!
Veja também sobre tema relacionado à Trindade: uma explicação do título "Filho de Deus" em Cristo, clicando aqui.
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