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sábado, 16 de abril de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte II

Caso o internauta não tenha visto a primeira parte deste estudo, clique aqui

Considerações de Isaac Newton Sobre Profecias Bíblicas

            O conhecido cientista Sir Isaac Newton, que era também químico, físico, mecânico e matemático, sempre esteve envolvido em temas filosóficos, religiosos e teológicos. Apesar de ter sido um homem de ambas as áreas, ao contrário do que muitos pensam Newton escreveu muito mais sobre religião do que de ciência.
O mais impressionante é que o tema preferido dele era as profecias da Bíblia, podemos dizer que ele foi um grande intérprete da escola historicista.
Nos seus escritos podemos ver um grande esforço para entender as profecias, mas também vemos uma grande humildade ao reconhecer o não entendimento de certas passagens das profecias de Daniel e Apocalipse, Em realidade, não é surpresa de ele não ter entendido, pois, ainda não havia sido descerrado totalmente o livro de Daniel. Isaac Newton viveu de 1642 a 1727, muitos anos antes do despertamento religioso pelo exame criterioso das profecias.
Vemos em Newton um predecessor de muitos que estudariam as profecias na virada do Século 18, ele se mostrou a frente do seu tempo não somente na área científica, reconheceu também cedo a importância do estudo das profecias, mostrando a providência divina durante os séculos de história das nações, atestando desta forma também a veracidade e inspiração da Bíblia.
Citaremos algumas passagens que nos chamam a atenção de seu livro Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de João.
Podemos ver Newton reconhecendo que “o tempo seja o intérprete” (pág. 118, versão digital da editora Edipo) para certas profecias que ainda, não obtiveram o cumprimento, sendo que, quase sempre a interpretação correta vinha depois de uma resposta da história, e desta forma era confirmada a veracidade da profecia, Newton então prefere não especular acerca de tais coisas.
Falando acerca de quando poderia começar a contagem das 2300 tardes e manhãs, que são anos, ele cogita que possa ser a destruição do templo pelos romanos entre outras coisas, mas termina dizendo: ou, finalmente, partindo de qualquer outro período que o tempo descobrirá.” (pág. 108, idem).
Vemos que ele entendia que parte do livro de Daniel foi lacrado até o tempo do fim, e falando sobre parte deste livro, e também sobre o livro de Apocalipse ele diz: “É, pois, uma parte da Profecia, que não deveria ser entendida antes dos últimos tempos do mundo. Depõe, portanto, em favor da Profecia, que ela não tenha sido entendida. Mas se os últimos tempos, o momento de abrir estas coisas, estão agora se aproximando, como o parece pelos grandes êxitos dos últimos intérpretes, sentimo-nos mais encorajados do que nunca a penetrar nestes mistérios” (pág. 215, idem). Não sabemos a quais intérpretes Newton se refere aqui; o mais provável é que esteja se referindo aos protestantes que usaram as profecias para identificar o papado como a besta de Apocalipse 13, e o chifre pequeno de Daniel 7, e apesar de que poucos dedicaram um melhor exame de todas as profecias,  de qualquer forma a diminuição do poder do papado já na época de Newton, devido muito a vários países que ficaram do lado da Reforma Protestante, e desta forma com maior liberdade para a sua convicção religiosa, que fazia aos poucos se apagar a fogueira da perseguição, mostrava que o tempo do fim estava se aproximando como ele disse.
William Whiston, que sucedeu a Newton como professor de matemática em Cambridge, declarou depois da morte de Newton que “ele [Newton] e Samuel Clarke tinham desistido de lutar pela restauração da Igreja às normas dos tempos apostólicos primitivos porque a interpretação que Newton dava às profecias os tinha levado a esperar uma longa era de corrupção antes de poder ser efetiva” (Richard S. Westfall em The Life of Isaac Newton, pág. 300). Seu biógrafo, Westfall, afirma que: “Por igreja verdadeira, à qual as profecias apontavam, Newton não pensava incluir todos os cristãos nominais, mas um remanescente, um pequeno povo disperso, escolhido por Deus, povo que não sendo movido por qualquer interesse, instrução ou o poder de autoridades humanas, é capaz de se dedicar sincera e diligentemente à busca da verdade” (idem, pág. 128). Essa longa era de corrupção que Newton observa, deve estar baseada no tempo de predomínio papal, e também nas 2300 tardes e manhãs, que apontam para purificação do santuário que era entendido ser a purificação da Igreja. Quanto à referência ao remanescente, ele deve ter concluído baseado bastante no teor da mensagem de Apocalipse 12.
            Ele também diz em seu livro, Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de João, que: O acontecimento provará o Apocalipse; e esta Profecia, assim provada e compreendida, abrirá os velhos profetas; e todos juntos darão a conhecer a verdadeira fé e a estabelecerão como religião. Porque aquele que entende os velhos Profetas deve começar com isto; mas ainda não chegou o tempo de os entender perfeitamente” (págs. 216-217, Versão digital da Editora Edipo). Acreditamos que foram os Arautos do Advento que serão analisados durante este estudo, que contribuíram para que acontecesse o que tão firmemente este famoso cientista acreditava e esperava acontecer: “darão a conhecer a verdadeira fé”.
 Isaac Newton percebeu que ele era um precursor dos que restaurariam a religião verdadeira, e é desta forma que devemos entendê-lo.
           
A Primeira Mensagem Angélica ao Mundo

Como já dito, a partir de 1798 deveria haver um despertamento religioso, e ao contrário do que muitos acreditam esta proclamação da Vinda de Cristo não se deu somente nos Estados Unidos devido a Guilherme Miller, mas se deu em vários lugares no mundo e simultaneamente como o Espírito de Profecia indica:
“Como a grande reforma do século XVI, o movimento do advento apareceu simultaneamente em vários países da cristandade. Tanto na Europa como na América, homens de fé e oração foram levados a estudar as profecias e, seguindo o relatório inspirado, viram provas convincentes de que o fim de todas as coisas estava próximo. Em diferentes países houve grupos isolados de cristãos que, unicamente pelo estudo das Escrituras, creram na proximidade do advento do Salvador” (O Grande Conflito, pág. 357).
Desta forma ficou patente que, tal como foi na Reforma Protestante, este movimento era guiado pela mão de Deus, e que O Espírito Santo estava a dar o entendimento das profecias, e isto simultaneamente, de forma que um não conhecia a pregação do outro. Veremos mais adiante as pessoas que estavam por trás desta mensagem.
Ellen G. White também nos informa quanto ao motivo de tal mensagem ser necessária:
“A mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14, anunciando a hora do juízo de Deus e apelando para os homens a fim de O temer e adorar, estava destinada a separar o povo professo de Deus das influências corruptoras do mundo, e despertá-lo a fim de ver seu verdadeiro estado de mundanismo e apostasia. Deus enviou à igreja, nesta mensagem, uma advertência que, se fosse aceita, teria corrigido os males que a estavam apartando dEle” (O Grande Conflito, pág. 379).
Para que houvesse reavivamento e reforma na vida do crente, foi dada esta mensagem. Esta mensagem também é o anúncio de que o fim está próximo, ou seja, que a libertação está próxima também; deve ser tempo, um tempo de solene exame do coração e também de grande esperança.
Somos também informados que: “Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente” (O Grande Conflito, pág. 306). Tal como foi dito que o Senhor tinha: “abreviado aqueles dias” de perseguição, para que não perdessem todos a sua vida (Marcos 13:20). Ou seja, mesmo antes de 1798, já começou a haver um exame das profecias, devido muito ao término das perseguições e já se ter melhor liberdade de consciência. [M.Borges]

Caso o internauta queira ler a terceira parte, clicar aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte I

O Início do Tempo para a Proclamação da Primeira Mensagem Angélica

João, em seu livro da Revelação (Apocalipse) de Jesus, nos informa de uma proclamação do evangelho eterno, entretanto, havia algo acrescentado nessa mensagem do evangelho que só deveria ser proclamada quando se iniciasse o tempo do fim, pois, dizia, Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo...” (Apocalipse 14:7). E como está escrito: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). Disso concluímos que certamente Deus não deixaria de revelar anteriormente ao mundo, por meio de Seus porta-vozes o juízo iminente, apesar de ainda vindouro.
No texto bíblico são apresentados três anjos voando no céu (Apocalipse 14:6-12), e estes imbuídos da pregação do evangelho ao mundo todo, é desta forma aplicado um símbolo muito adequado aos proclamadores destas mensagens, pois não são anjos que fazem esta pregação, esta obra é confiada a homens, e é realmente muito significativo que um anjo seja o proclamador no texto Bíblico – pela sua pureza, glória, poder e sabedoria, desta forma deviam ser as proclamações das mensagens, e isto ainda levado em conta sua extensão global. Sobre isso Ellen G. White esclareceu em pelo menos dois lugares, dizendo que: “Os três anjos de Apocalipse 14 são representados como voando pelo meio do Céu, o que simboliza a obra dos que estão proclamando a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Testemunhos Seletos Mundial, Vol. II, pág. 372).
“Tendo em vista preparar os seres humanos para esse evento, enviou Ele as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos. Estes anjos representam aqueles que recebem a verdade e com poder abrem o evangelho diante do mundo” (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 247).
Bem é verdade que anjos têm seus encargos para direção de obras de salvação, mas a pregação do evangelho é confiada aos homens, é efetuada somente pelos crentes de Cristo na Terra. E apesar de o evangelho eterno estar sendo pregado desde a primeira promessa de Deus de um libertador, isto ainda no Éden (Gênesis 3:15), se referindo a semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, é acrescentado cada vez mais detalhes sobre o plano da redenção feito por Deus em sua infinita misericórdia. Assim esta mensagem chega a seu clímax no tempo do fim, com a enunciação da tríplice mensagem angélica, que é o último chamado divino.
Que esta mensagem é para o tempo do fim, fica claro ao nela conter a pregação da volta de Cristo, algo que não foi pregado nos séculos passados por nenhum mensageiro de Deus, tal como Paulo que não esperava o dia do Senhor para seu tempo, e ainda argumenta que antes viria a apostasia e o homem do pecado (conf. II Tessalonicenses 2:1-8). Somente depois destes acontecimentos viria o tempo em que se podia proclamar a volta de Cristo, que então estaria iminente.
Pelas profecias de Daniel e Apocalipse, chegamos a um entendimento de que época seria propícia tal pregação da volta de Cristo.
Vemos em Daniel um poder em que é revelado profeticamente o que faria: “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Daniel 7:25). Então de acordo com este texto, Deus permitiria que fosse entregue os santos nas mãos deste poder ímpio por três tempos e meio, mais adiante vamos analisar o significado deste tempo.
Em Apocalipse no capítulo 12, é mostrada a história da igreja no símbolo de uma mulher pura, e também é falado sobre as perseguições que a igreja teria de enfrentar, e no versículo 14 é dito: “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente” (Apocalipse 12:14). Uma fraseologia extremamente parecida é encontrada aqui, juntamente do contexto de perseguição tal qual Daniel 7:25. Mas o que significaria “tempo”? uma resposta simples encontramos em Daniel 11:13: “...e, ao cabo de tempos, isto é, de anos...”.  É identificado claramente que tempos são anos, entretanto ainda pode-se alegar, ser este um período indefinido de tempo, A resposta definitiva para esta questão está em Daniel 4:23 em que no sonho do rei, era dito que ele ficaria por “sete tempos” como animal do campo, e o próprio Daniel no verso 25, diz que passariam sete tempos até que voltasse o entendimento ao rei, ou seja, era uma forma de contar o tempo definidamente, sendo que o vocábulo caldeu utilizado neste texto traduzido por “tempo”  é iddan, que tal como o yamim do hebraico, significa ano quando usado para um período definido (a este respeito Flávio Josefo em História dos Hebreus afirma ter passado sete anos o rei Nabucodonosor como animal do campo). Deste modo entendemos que os textos de Daniel e Apocalipse querem dizer três anos e meio e segue-se que se tratando de tempo profético no texto, estes anos devem seguir o princípio bíblico de dia-ano (Ezequiel 4:6, Números 14:34), sendo que cada dia representa um ano, neste caso um ano se compõe de 360 dias (pela irregularidade de dias em um ano do calendário hebraico por este ser lunar, se têm para a profecia uma forma fixa: para um ano: 360 dias, e um mês: 30 dias), devem ser portanto 360 anos, e juntando os três anos e meio (um tempo: 360 dias, dois tempos: 720, meio tempo: 180 dias), ficamos com 1260 dias que devem necessariamente significar 1260 anos de perseguição infringido por satanás ao povo de Deus por meio de um instrumento na terra.
Fica mais claro este cálculo quando lemos o texto de Apocalipse 12:6: “A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias”. Vemos então novamente tal qual no verso 14, que apesar de uma perseguição contra a igreja ser iniciada, Deus providencia um lugar no deserto para que se sustente esta igreja por 1260 dias/anos.
É bem compreendido pelos adventistas que este poder usurpador é a Roma Papal, pois, apenas este poder cumpre todos os requisitos da profecia, e tal como Paulo havia dito, a apostasia viria antes do “homem do pecado” preparando a Igreja Cristã para ser tomada pelos lobos vestidos de ovelha (Mateus 7:15; Atos 20:29), ou seja, Um sábado espúrio (o domingo) seria aceito no lugar do Sábado Bíblico do Sétimo Dia (este é o ato de mudar a lei de Deus, substituindo por tradição humana).
Mas quando foi que este poder conseguiu força para perseguir os santos do Altíssimo? A questão de a igreja virar um poder tanto espiritual como temporal começou com o edito de Justiniano do ano de 533, que fazia o bispo de Roma cabeça de todas as igrejas, entretanto este edito não entrou em vigor até que foram destruídos os ostrogodos, último de três reinos arianos, que se opuseram contra o papado, e isto somente aconteceu em 538. Foi então a partir daí que os santos estiveram nas mãos deste poder usurpador.     
Começando a contagem no ano 538 e aplicando os 1260 anos de predomínio papal, passamos pela a chamada Idade Escura, promovida por este poder, aonde foi eliminada a liberdade de consciência, levando a umas das mais terríveis perseguições, denominada de “Santa Inquisição”, aonde puniu com morte todos que discordavam deste poder, passamos também pelo surgimento da Reforma Protestante do Século XVI, que iluminou o mundo novamente; até que chegamos ao ano de 1798, aonde em meio a Revolução Francesa, o General Berthier comandante de um exército francês entrou em Roma, proclamou a República, e aprisionou o papa que mais tarde morreria na prisão, e aboliu o papado por certo tempo, desde essa data não mais usufrui o papado de privilégios e imunidades que possuía. Deste modo se cumpriu a profecia que apesar de dizer: “Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses [42x30=1260 dias/anos]”. (Apocalise 13:5), é dito também: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada...”(Apocalipe 13:10). Desta forma foi “golpeada de morte” uma das cabeças da Besta; entretanto, em um tempo após a ferida mortal já estar curada, a profecia prevê dizendo que “toda terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:3), ou seja, voltará a desempenhar um papel de poder temporal o papado no futuro, e desta forma entrará o mundo numa Idade Escura novamente.
Em Daniel 11:35 é dito:Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim...”. Esta perseguição aos santos, ou sábios de Deus, como já vimos, chega até o ano de 1798; e este texto de Daniel esclarece que os entendidos seriam perseguidos até chegar o tempo do fim, sendo assim, quando findasse o poder papal, o tempo do fim se iniciaria. Portanto, estamos prontos para dizer que o Tempo do Fim começou a partir de 1798, e somente depois de cumprido este período profético poderia haver a proclamação da Volta de Cristo, e assim também seria descerrado o livro de Daniel, pois havia chegado o “tempo do fim”, e então se cumpriria a profecia: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Daniel 12:4). E foi assim que aconteceu no início do Século 19 - um despertamento religioso por causa do exame das profecias, e a partir daí a proclamação do iminente juízo de Deus profetizada por João na Ilha de Patmos no primeiro século da era cristã começou a ser cumprida, e esta iria ao decorrer dos anos avançar pelo mundo. [M.Borges]

Para ler a segunda parte deste estudo clique aqui.
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