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terça-feira, 16 de janeiro de 2018
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Febre Infantil Não é Doença
Imagine chamar a polícia toda vez que o alarme do carro dispara antes mesmo de verificar se alguém tentou roubá-lo ou se foi apenas uma pedra que caiu na carroceria e disparou o sinal. Seria um caos, não? Mas é exatamente isso que os adultos fazem quando os pequenos têm febre - e nem se dão conta. Basta o termômetro indicar mais de 37 °C que começa a correria para encontrar um remédio antes mesmo de averiguar o estado de saúde da criança. A questão é: o uso de medicamento, nessas horas, pode ter consequências negativas.
Tanto é que a mais
importante revista científica de pediatria do mundo, a americana Pediatrics,
lançou um alerta recente sobre o uso indiscriminado de antitérmicos. No artigo,
assinado por especialistas da Academia Americana de Pediatria, os médicos
recomendam que não se recorra a esse tipo de remédio com o objetivo exclusivo de
reduzir a temperatura corporal de meninos e meninas. "Só que,
infelizmente, muitos pais têm um medo exagerado e irracional da febre",
lamenta o pediatra Jayme Murahovschi, da Academia Brasileira de Pediatria. É aí
que mora o perigo.
Isso porque a automedicação
é sempre arriscada. "Os antitérmicos não atuam sobre a doença que
desencadeou a subida da temperatura, só diminuem a febre", lembra a
infectologista e pediatra Cristina Rodrigues da Cruz, professora da
Universidade Federal do Paraná. "A preocupação, quando há febre, deve ser
com o diagnóstico do que a causou, feito por um pediatra." Além disso, o
calor corporal - desde que não passe de um limite tolerável - até costuma dar
uma mão para exterminar o que por ventura está por trás de toda a encrenca.
"A febre de até
38,6 °C otimiza o sistema imunológico", confirma a pediatra Joelma
Gonçalves Martin, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual
Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior do estado. "Ou seja, ficar um
pouco mais quente do que o normal ajuda a criança a se defender, porque a
produção de anticorpos protetores aumenta, recrutam-se algumas células de
defesa de maneira mais rápida e inibe-se a multiplicação de diversos
micro-organismos", explica. [...]
Mas nenhum pai ou mãe
deveria se desesperar nessas horas. Talvez esse seja o recado mais importante
do artigo americano. Em mais de 60% dos casos, a elevação da temperatura é
apenas uma das respostas do organismo à presença de algum micro-organismo
estranho - e logo, logo esse calorão todo passa. Funciona assim: quando um
vírus ou bactéria entra no corpo e é reconhecido como invasor, leva à produção
de substâncias conhecidas como mediadores inflamatórios. "Eles provocam
vasodilatação local, esquentando a região", explica a fisiologista Silvia
Nishida, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp, em
Botucatu. "E atuam no termostato cerebral, o hipotálamo, elevando o ponto
de ajuste da temperatura do corpo."
Então,
se antes o termômetro do organismo se esforçava para não passar de 36,5 °C,
agora ele acha que o melhor é deixar tudo bem quente. "A partir daí ocorre
uma série de estímulos, responsáveis por produzir e reter calor, como a ereção
dos pelos e a constrição dos vasos periféricos", afirma Joelma. A pediatra
e neonatologista Fernanda Zicolloto, do Hospital e Maternidade Santa Joana, na
capital paulista, deixa um aviso: "A febre é sempre um bom sintoma".
Basta não se apavorar com ela e averiguar o que a provoca antes de partir para
qualquer medicação. (Itálicos acrescentados).
(Fonte: M de Mulher)
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Amor Materno Ajuda Criança a Lidar com Stress da Vida Adulta
Beijos, abraços e todo tipo de carinho vindo da mãe ajudam o ser humano a enfrentar melhor o stress da vida adulta. Esta é a conclusão de um estudo realizado com 500 pessoas nos Estados Unidos, ao longo de 30 anos.
Joanna Maselko, líder da pesquisa, observou que níveis altos de afeto materno facilitam a criação de laços e envolvimento humano. Além de reduzir o stress na criança, ainda pode ajudá-la a desenvolver habilidades sociais até a fase adulta.
Inicialmente, os pesquisadores avaliaram a qualidade da interação entre mães e bebês durante consultas rotineiras. Um psicólogo observou e deu uma nota para a forma como a mãe reagia às necessidades e emoções da criança. Cerca de 30 anos depois, eles voltaram a procurar os pacientes, agora adultos, e fizeram uma série de perguntas sobre bem-estar e condição emocional. Além disso, os entrevistados tinham que responder se achavam que suas mães tinham sido carinhosas.
Os resultados revelaram que as crianças de mães mais carinhosas eram capazes de lidar com todos o stress e a ansiedade melhor do que as outras, que receberam menos atenção. Segundo os estudiosos, estes resultados aumentam os indícios de que a infância é a base para a construção de uma vida adulta sólida. Contudo, a influência de outros fatores, como a personalidade, educação em casa e na escola não podem ser descartados.
O estudo foi publicado no periódico americano Journal of Epidemiology and Community Health.
(Fonte: Veja)
Nota: Depois de ter lido sobre esta pesquisa, me lembrei de alguns textos bastante significativos de Ellen G. White sobre a educação dos filhos; alguns são até mesmo relativamente conhecidos no meio adventista, entretanto, quantas vezes temos tirado da teoria esses conselhos inspirados e feito eles na prática? Vejamos os textos: “Pelos pensamentos e sentimentos alimentados nos primeiros anos, determina cada jovem a história de sua vida. Os hábitos corretos, virtuosos e varonis formados na juventude, tornar-se-ão uma parte do caráter, e geralmente determinarão a conduta da pessoa em toda a vida”. Orientação da Criança, pág. 196. A Sra. White também aconselha que: “Nos primeiros anos da vida da criança o solo do coração deve ser cuidadosamente preparado para os chuveiros da graça de Deus. Então as sementes da verdade devem ser cuidadosamente semeadas e diligentemente cuidadas. O Lar Adventista, pág. 201. Portanto, quer seja através dos beijos, abraços e carinhos ou nos momentos de repreensão, além de cuidarmos do emocional de nossos filhos cuidemos de sua espiritualidade já nos tenros anos de sua vida, para que a boa semente de fruto abundante para a santidade. [M. Borges].
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