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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A máquina do tempo

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente.” Hebreus 13:8

O tempo nunca foi um problema para a soberania de Deus. “Aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1:8) impera sobre as categorias temporais, tendo o poder de alterar o passado, interferir no presente e revelar o futuro. Aliás, o primeiro elemento da criação a ser considerado santo foi justamente o tempo, quando o Criador separou o sétimo dia de forma especial (Gn 2:3). Assim, o Senhor é um Ser atemporal; Ele está acima de qualquer cronologia, pois Se intitula o “Pai da eternidade” (Is 9:6).

Viajar no tempo sempre foi um sonho acalentado, se não por todos, pelo menos pelos cientistas mais ousados em suas teorias e pesquisas. A literatura e os filmes de ficção (tal como “A Máquina do Tempo”, do escritor inglês H. G. Wells) revelam o desejo humano de controlar o “deus” tempo, seja retornando ao passado ou se projetando para o futuro. A realidade, porém, é que tal empreendimento constitui especulação, possível somente do ponto de vista teórico. Mas quem não gostaria de “viajar no tempo”? Deus nos garante essa possibilidade espiritual por meio de Jesus - o “Portal” que somos convidados a atravessar (ver João 10:9).

Quando “atravessamos” Jesus, a primeira alteração diz respeito ao nosso passado. Cristo vai conosco ao mais longínquo instante de nossa vida, até mesmo à “pré-história” da existência, para visitar todos os nossos momentos – na maioria, escuros e tristes. Mas, como Senhor do tempo, Ele altera o que ficou para trás e cancela por Sua autoridade salvífica o efeito danoso de um passado pecador. Isso se chama perdão ou justificação (ver Mq 7:19, 20).

Trazendo-nos de volta ao presente, Jesus concede aos que viajam com Ele um novo viver, no qual cada segundo é experimentado como se o ser humano estivesse continuamente na presença de Deus. Vive-se em novidade de vida (ver 2Co. 5:17). Isso é santificação.

Enfim, promete-se aos “viajantes do tempo” um vislumbre do glorioso futuro (Dn 2:22, 28), em que a expectativa profética e o sonho dos filhos de Deus darão lugar à realidade do prometido Reino, culminando na glorificação.

Somos temporais, somos mortais; contudo, para a pessoa que escolhe viajar com Jesus, o presente significa o começo da eternidade. Sendo assim, o tempo não mais amedronta; é apenas um lapso que cederá lugar ao dia eterno. Entre na “máquina do tempo” para uma viagem com o Senhor da sua história. NEle, tudo se renova no kairós – o tempo de Deus.

(No Blog Criacionismo: Frank de Souza Mangabeira)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Perdoadora Graça de Deus

A perdoadora graça de Deus, Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades.
Conta-se o caso de uma jovem pianista que aprendeu uma lição de misericórdia e perdão de uma grande alma, e de modo estranho. Ela havia dado concertos em localidades da Alemanha. Para aumentar sua fama, anunciara-se como discípula do celebrado Liszt.
Ao chegar a uma cidade onde se tornara conhecida, ficou muito perturbada quando viu na lista dos recém-chegados ao hotel, o nome de Liszt! Que poderia fazer? Seu engano certamente seria descoberto, e nunca mais ousaria dar outro concerto.
Em seu completo desespero resolveu recorrer à misericórdia do grande artista. Trêmula, rosto banhado em lágrimas de humilhação, ajoelhou-se a seus pés para confessar a fraude e implorar-lhe perdão. Relatou-lhe a história de sua vida.
Fora deixada órfã quando criança e, como nada mais possuía senão seus dotes musicais, tinha se aventurado a buscar proteção de seu grande nome, para assim vencer os muitos obstáculos e contratempos. Sem isso nada teria conseguido. Porém ela lhe perguntou se lhe perdoaria.
– Venha, venha, – disse o maestro – ajudando-a a levantar-se – vamos ver o que se pode fazer. Aqui está o piano. Deixe-me ouvir uma peça das que vai tocar no concerto amanhã.
Ela obedeceu e começou a tocar, muito timidamente a princípio, mas logo com renovada esperança e entusiasmo. O grande músico postou-se a seu lado e lhe fez algumas sugestões sobre como melhorar. Terminada a peça, disse ele bondosamente:
– Agora, minha filha, eu lhe dei uma lição de música. Você é discípula de Liszt.
Antes que ela se pudesse recompor, ele acrescentou:
– Estão impressos os programas?
– Ainda não, senhor!
– Então mande acrescentar ao seu programa que você será assistida por seu professor, e que a última peça será executada por Franz Liszt.

Nota: Será que nós não estamos fazendo igual àquela jovem pianista? Apenas nos interessando em se apropriar do nome de Cristo, como meio de vantagem, e não interessados no que ele pode nos fornecer? Apenas dispostos a ensinar aos outros sobre o que Cristo diz, mas não prontos a ouvir o que Jesus tem a nos dizer e ensinar?
Será que realmente acreditamos que ele está disposto não apenas de perdoar, mas também de nos ligar num relacionamento com Deus?
Será que cremos que ele quer se fazer presente em nosso “concerto” nos assistindo e operando?
Que a graça excelsa de Deus que nos salvou esteja sempre conosco!
M. Borges.
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