Mostrando postagens com marcador estudo da palavra de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estudo da palavra de Deus. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Estudo - O Papado e o Remanescente


Apocalipse 12:17 – Satanás perseguirá o povo de Deus na Terra - um remanescente


Origem dos Jesuítas e seus objetivos

A ordem religiosa dos jesuítas foi fundada em 1534, por Inácio de Loyola (que tinha sido cavaleiro nas cruzadas), logo após a Reforma Protestante. O objetivo da ordem era barrar o avanço do protestantismo, no contexto da Contrarreforma Católica, e de não só ter fidelidade incondicional ao Papa, mas também defender seus interesses a todo custo.                                        

O papel histórico desempenhado pelos jesuítas em destruir o regime político republicano (liberdade civil) e o protestantismo (liberdade religiosa) onde quer que existissem, tendo como único e exclusivo objetivo final devolver ao Vaticano a supremacia política mundial (poder temporal).   
              

Palavras do Fundador da Ordem
“Quanto a uma declaração relativa à origem, princípios e intuitos da "Sociedade de Jesus", conforme os esboçam os membros desta ordem, ver a obra intitulada: Concerning Jesuits, editada pelo Rev. John Gerald, S. J., e publicada em Londres em 1902 pela Sociedade de Verdade Católica. Nesta obra se diz que "a mola-mestra de toda a organização da Sociedade é um espírito de inteira obediência":       
          "'Que cada um se persuada', escreve Santo Inácio, 'de que os que vivem sob obediência devem consentir que sejam movidos e dirigidos pela Providência divina, mediante seus superiores, precisamente como se fossem cadáveres, que consentem em ser levados para qualquer parte e ser tratados de qualquer maneira, ou como o bordão de um velho, que serve àquele que o segura em sua mão de qualquer maneira que o deseja.'             
                "Esta absoluta submissão é enobrecida por seu motivo, e deveria ser, continua o ... fundador, 'pronta, gozosa e perseverante'; ... o religioso obediente cumpre alegremente aquilo que seus superiores lhe confiaram para o bem geral, certo de que desta maneira corresponde verdadeiramente com a vontade de Deus."” Nota de rodapé do GC, pág. 234.         

A Voz da Pena Inspirada: Roma convoca novas forças - Jesuítas
Passados os primeiros triunfos da Reforma, Roma convocou novas forças, esperando ultimar sua destruição. Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas - o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio. [...] Não havia para eles crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar, disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia papal. GC 234.


Como apareciam os Jesuítas diante da sociedade, Revivia o Papado aonde fossem
Quando apareciam como membros de sua ordem, ostentavam santidade, visitando prisões e hospitais, cuidando dos doentes e pobres, professando haver renunciado ao mundo, e levando o nome sagrado de Jesus, que andou fazendo o bem. Mas sob esse irrepreensível exterior, ocultavam-se freqüentemente os mais criminosos e mortais propósitos. Era princípio fundamental da ordem que os fins justificam os meios. Por este código, a mentira, o roubo, o perjúrio, o assassínio, não somente eram perdoáveis, mas recomendáveis, quando serviam aos interesses da igreja. Sob vários disfarces, os jesuítas abriam caminho aos cargos do governo, subindo até conselheiros dos reis e moldando a política das nações. Tornavam-se servos para agirem como espias de seus senhores. Estabeleciam colégios para os filhos dos príncipes e nobres, e escolas para o povo comum; e os filhos de pais protestantes eram impelidos à observância dos ritos papais. 
Toda a pompa e ostentação exterior do culto romano eram levadas a efeito a fim de confundir a mente e deslumbrar e cativar a imaginação; e assim, a liberdade pela qual os pais tinham labutado e derramado seu sangue, era traída pelos filhos. Os jesuítas rapidamente se espalharam pela Europa e, aonde quer que iam, eram seguidos de uma revivificação do papado. GC 235.         

Usar os protestantes em benefício do papa
O Dr. Alberto Rivera (ex-jesuíta) escreveu “No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão de que a única possibilidade de sobrevivência para a sua ‘igreja’ seria através do reforço dos cânones e doutrinas a respeito do poder temporal e da instituição católica romana. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição, mas pela infiltração e penetração em todos os setores da sociedade. ‘O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas’, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Atualmente, têm sua missão praticamente concluída.” Introdução do livro: A História Secreta dos Jesuítas de Edmond Paris.

Roma sabe que os protestantes prestam homenagem a eles através do Domingo
A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja? GC 580.     
                                                                        E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. [...] E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados. GC 581.

Declarações Surpreendentes
 
“O diálogo ecumênico que, além da abertura aos interlocutores, deve também salvaguardar a identidade da fé católica. Só de tal forma se poderá chegar à unidade de todos os cristãos «em um só pastor» (Jo 10, 16) e sanar assim essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história.” Dom Amato, secretário da Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé.   
"A violência é o instrumento preferido do anticristo, não é útil ao humanismo, mas à desumanidade", Papa Bento 16 em seu livro Jesus de Nazaré.                                                                    
Daniel 8:23Hidhah – Intriga, artifício (Não somente advinhação, enigma, charada, provérbio, máxima).
O Povo de Israel teria entrado em Canaã, com muito mais facilidade, se tivessem entrado na época em que deviam. Mas, por ter havido 40 anos de atraso, seus inimigos tiveram oportunidade de se fortalecerem e lançarem tropeços mais eficazes.

O que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz, terá que fazer em terrível crise
 
O trabalho que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz e prosperidade terá de realizar em terrível crise, sob as circunstâncias mais desanimadoras e difíceis. As advertências que a conformidade com o mundo tem silenciado ou retido, precisam ser dadas sob a mais feroz oposição dos inimigos da fé. [...]                  
                                                                                            Os membros da igreja serão individualmente provados. Serão colocados em circunstâncias em que se verão forçados a dar testemunho da verdade. Muitos serão chamados a falar diante de concílios e em tribunais de justiça, talvez separadamente e sozinhos. A experiência que os haveria ajudado nessa emergência, negligenciaram obter, e sua alma se acha opressa de remorsos pelas oportunidades desperdiçadas e os privilégios que negligenciaram. II TSM 164.

Apelo para que cada um faça sua parte na obra de Deus
Meu irmão, minha irmã, ponderai estas coisas, eu vos peço. Tendes, cada um de vós, uma obra a fazer. [...] Faltam-vos a experiência e eficiência que poderíeis ter. Antes, porém, que seja para sempre demasiado tarde, insisto convosco para que desperteis. Não vos demoreis mais. [...] Reuni todas as energias da alma, empregai as poucas horas restantes em diligente labor para Deus e vossos semelhantes. [...]

Vosso dever não pode ser passado a outro. Ninguém senão vós mesmos pode realizar vossa obra. Caso retenhais a luz que tendes, alguém deve ser deixado em trevas por causa de vossa negligência. II TSM 165.

O trabalho deve esperar pela ordenação de pastores?                                                                                Não deixe que o trabalho que precisa ser feito espere pela ordenação de pastores. Se não há pastores para fazerem o trabalho, que homens e mulheres inteligentes, sem pensar como poderão acumular o maior número de bens, estabeleçam a si mesmos nessas cidades e vilas e levantem a bandeira da cruz, usando o conhecimento que adquiriram em ganhar pessoas para a verdade. Signs of the Times,  23 de janeiro de 1893. MM (Ano:2009), Jesus Meu Modelo, 88.

Palavra dirigida pela Inspiração a cada membro: Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa. I Coríntios 15:34.

Por que não temos padecido perseguição?
O que deve acontecer para as fogueiras da perseguição se reacenderem?
                                                                                                                                                                                      
Há outra questão mais importante que deveria ocupar a atenção das igrejas de hoje. O apóstolo Paulo declara que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". II Tim. 3:12. Por que é, pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormentada? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo, e portanto não suscita oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do caráter puro e santo que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e Seus apóstolos. É unicamente por causa do espírito de transigência com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que o cristianismo, é aparentemente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição. GC 48.

Mateus 13:20-21 – O semeado na pedra, não tem raiz, vinda a perseguição se escandaliza

Serão chamados inimigos da igreja e da religião
Calúnia e opróbrio serão a recompensa daqueles que estão ao lado da verdade tal como é em Jesus. [...] Os que dão claro testemunho contra o pecado serão com certeza tão aborrecidos como o foi o Mestre que lhes deu esta obra a fazer em Seu nome. Como Cristo, serão chamados inimigos da igreja e da religião, e quanto mais sinceros e diligentes forem seus esforços para honrar a Deus, tanto mais cruel será a inimizade dos ímpios e dos hipócritas. Não nos devemos, porém, desanimar quando assim formos tratados. I ME 73.

II Coríntios 12:9-10 – A graça suficiente, nas fraquezas é que se tornamos fortes

Como Cristo trata a pessoa que está sendo provada
Em que consistia a força daqueles que no passado sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a alma, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre a perseguição por amor à verdade. AA 85.

II Tessalonicenses 1:4 – Glória da igreja: a fé e a perseguição

“A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço”. Martin Lutero.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Termo “Expiação” nos Escritos de Ellen G. White


 
EXPIAÇÃO NA CRUZ

Por meio do sangue derramado olhava [Abel] para o futuro sacrifício, Cristo a morrer na cruz do Calvário; e, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo, e de que sua oferta era aceita. PP 72.

Ele [o Pai] plantou a cruz entre céu e terra, e quando o Pai viu o sacrifício de Seu Filho, Ele se curvou diante dele e reconheceu sua perfeição. ‘É o suficiente,’ Ele disse, ‘a expiação está completa’”. Review and Herald, 24 de setembro de 1901.

EXPIAÇÃO EM LIGAÇÃO COM O PLANO DA REDENÇÃO

Ele deseja que cada indivíduo de nossa raça, formado a Sua imagem, lembrasse que Deus é infinito, e que o Seu amor revelado na expiação de Cristo em favor de toda a humanidade, torna manifesto o valor que atribui à humanidade. Ele os convida a virem a Ele para serem salvos. Carta 33, 1898. BS 193.

Os corações não podem deixar de ser tocados pela história da expiação. II TSM 544.

EXPIAÇÃO NO SANTUÁRIO – APLICANDO OS BENEFÍCIOS DA GRAÇA

Jesus é o nosso grande Sumo Sacerdote no céu. E o que Ele está fazendo? – Ele está fazendo intercessão e expiação por seu povo que crê nEle. Review and Herald, 22 de agosto de 1893.

A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de ressurgir. GC 489.

O grande Sacrifício havia sido oferecido e aceito, e o Espírito Santo, que desceu no dia de Pentecoste, levou a mente dos discípulos do santuário terrestre para o celestial, onde Jesus havia entrado com o Seu próprio sangue, a fim de derramar sobre os discípulos os benefícios de Sua expiação. PE 260.

Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. GC 623.

 
CONCLUSÃO

O sacrifício de Cristo como expiação pelo pecado, é a grande verdade em torno da qual se agrupam as outras. A fim de ser devidamente compreendida e apreciada, toda verdade da Palavra de Deus, de Gênesis a Apocalipse, precisa ser estudada à luz que dimana da cruz do Calvário. Apresento perante vós o grande, magno monumento de misericórdia e regeneração, salvação e redenção - o Filho de Deus erguido na cruz. Isso tem de ser o fundamento de todo discurso feito por nossos pastores. OE 315.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Exemplo de Cristo, para nós, é na qualidade de Filho, ou seja, como Humano


O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente.

O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. "Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo." II Ped. 1:4.

Precisamos seguir o exemplo de Cristo, tendo em mente Sua qualidade de Filho e Sua humanidade. Não foi como Deus que foi tentado no deserto, nem devia como Deus suportar as contradições dos pecadores contra Si mesmo. Foi a Majestade do Céu que Se tornou homem - humilhou-Se até nossa natureza humana. Manuscrito 1, 1892. III ME 140.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Jesus de Nazaré - Nosso Irmão Mais Velho


8 - Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas.
9 - Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.
10 - Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles.
11 - Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos. Hebreus 2:8-11.
 
Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29.
 
Jesus cuida de cada um como se não houvesse outra criatura na face da Terra. Como Divindade, exerce forte poder em nosso favor, ao passo que, como nosso Irmão mais velho, sente todas as nossas tristezas. II TSM 115.
Deus nos deixa enfrentar na Terra as tempestades e conflitos a fim de aperfeiçoarmos o caráter cristão, de nos relacionarmos mais intimamente com Deus, nosso Pai, e com Cristo, nosso Irmão mais velho; e fazermos obra para o Mestre, ganhando para Ele muitas almas, de modo que, com coração alegre, possamos ouvir as palavras: "Bem está, servo bom e fiel... entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21. Review and Herald, 25 de outubro de 1881. SC 275 [Também em MM, Ano: 1999, E Recebereis Poder, pág. 185].
Não nos esforçaremos para fazer o melhor uso possível de nossa capacidade no pouco tempo que ainda nos resta para viver neste mundo, acrescentando uma graça a outra, e uma capacidade a outra, mostrando que, nos lugares celestiais, temos acesso a uma fonte de poder? Cristo disse: "É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra." Mat. 28:18. Para que Lhe é dado o poder? - Para nós. Ele quer que compreendamos que voltou para o Céu como nosso Irmão mais velho, e que o poder ilimitado que Lhe é dado está à nossa disposição. III TSM 384.
Como Filho do homem, deu-nos um exemplo de obediência; como Filho de Deus, dá-nos poder para obedecer. DTN 24.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Estudo Revela Melhoria nas Funções do Cérebro após Leitura


A leitura não está ligada apenas à mudança de nossas perspectivas, mas também a um fator fisiológico cerebral, foi o que descobriram os pesquisadores da Universidade de Emory, em Atlanta (EUA), ao tentarem investigar o impacto de uma história em nosso cérebro.

O teste procedeu-se da seguinte maneira. Foram recrutados 21 estudantes para lerem um livro intitulado Pompéia, de Robert Harris, lançado em 2003. Segundo o neurocientista Gregory Bens, diretor do Centro de Emory, a escolha do livro foi devido a sua narrativa instigante. Nos primeiros cinco dias, os alunos, em estado de repouso, passaram por uma ressonância magnética funcional. Pelos nove dias seguintes, leram uma parte do romance à noite até finalizá-lo. Por fim, responderam algumas perguntas para comprovarem que realmente haviam lido o romance e foram submetidos à nova ressonância.

Os resultados mostraram elevada conectividade no córtex temporal esquerdo, área ligada à percepção da linguagem. Além disso, uma região do motor sensorial do cérebro, associado à capacidade de criar sensações para o corpo, também apresentou alta conectividade; ou seja, se você pensar em correr, acabará ativando os neurônios ligados a execução dessa atividade. Isso demonstra, por exemplo, que quando nos colocamos no lugar do protagonista, há não apenas uma mudança psicológica, mas também biológica no cérebro.

Contudo, esses benefícios duraram apenas alguns dias nos estudantes. Bens sugere que os resultados são variáveis, e que os romances favoritos de cada leitor podem ter um efeito mais duradouro. Logo, é necessário continuar lendo para manter a mente sempre afiada.
 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Crendo de Verdade no Cristo Ressurreto!


Certa ocasião, G. K. Chesterton foi abordado por um repórter de jornal em uma esquina próxima do Big Ben:

 

- Senhor – perguntou o repórter – sei que recentemente se tornou cristão. Posso fazer uma pergunta?

 

- Certamente – respondeu Chesterton, sem hesitar

 

- Se o Cristo Ressurreto aparecesse de repente, e nesse momento estivesse em pé atrás do senhor, o que faria?

 

- Ele está – disse Chesterton, olhando nos olhos do repórter

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte X - Final)


Para o internauta ver a parte IX, clique aqui, parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

W. E. Sangster crê que “amor perfeito” é o verdadeiro nome para a doutrina de Wesley. Este nome reforça a natureza positiva e social da santidade. Wesley mesmo não quis usar este termo “perfeição sem pecado”, uma vez que o mais santo dos cristãos “cai fácil da lei do amor” tal como exposto em I Coríntios. Em virtude da sua ignorância, os que têm sido aperfeiçoados no amor, são culpáveis do que Wesley chama “transgressões involuntárias” da lei de Deus. Pág. 123.

“Portanto mesmo os mais perfeitos, por esta mesma razão, necessitam do sangue expiatório, também por suas transgressões externas. Eles podem dizer tanto para seus irmãos como para si mesmos: ‘Perdoa-nos as nossas dívidas’” [John Wesley, Works, pág. 394-395]. Pág. 123-124.

 Acrescenta: “Ninguém sente necessidade de Cristo tanto quanto eles; ninguém depende tão inteiramente dEle, pois Cristo não dá vida à alma separada dEle, mas nEle em com Ele mesmo”. Assim cita as palavras de Jesus: “Mas sem mim nada podeis fazer” [John Wesley, Works, pág. 395].

A base escritural desta posição de “perfeição imperfeita” se encontra em Filipenses 3:11-15 e em Romanos 8:17-28. Pág. 124.

Entretanto, estamos em um corpo que não foi redimido e devemos sofrer as “fraquezas da carne”, que são efeitos raciais do pecado em nossos corpos e mentes; as cicatrizes de nossas práticas pecaminosas do passado; nossos prejuízos que estorvam os propósitos de Deus; nossas neuroses que produzem depressões emocionais e que nos fazem atuar de vez em quando de modo contrário ao nosso caráter. Pág. 125.

domingo, 26 de agosto de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte IX)

Para o internauta ver a parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

Wesley disse que esta doutrina [da perfeição cristã] “era o grande depósito que Deus havia armazenado no povo chamado metodista”. Pág. 116.

Contudo outro autor metodista, John L. Peters, reconhece o seguinte: “Todavia, se queremos ser cândidos, dificilmente podemos sustentar que no ensinamento e na pregação da Igreja (metodista) esta doutrina não tem hoje um lugar sequer parecido com o lugar tão significativo que Wesley lhe deu” [Christian Perfection and American Methodism, pág. 196]. Pág. 117.

Se a teologia wesleyana há de ser bíblica, deve repudiar a interpretação agostiniana do pecado inato, como uma concupiscência que permanece. A depravação moral pode somente entender-se como uma consequência do pecado mais básico e prévio, do orgulho (vide Rm 1:18-25). O orgulho guia o homem a buscar satisfação na criatura em vez de buscá-la no Criador glorioso.

Aqui Wesley protege sua posição contra a acusação que alguns têm feito de que ele tende a falar do pecado como se fora algo, uma quantidade, um objeto ou coisa, como um dente cariado que é necessário ser retirado. O pecado não é uma quantidade; é uma qualidade. Não é uma substância; é uma condição. O pecado é como a obscuridade; somente pode ser expulsa pela luz. Pág. 118.
 
Wesley também falou do pecado em termos de enfermidade e de Cristo como o Médico divino. Desse modo a santidade é a saúde espiritual restaurada, mas se desejamos permanecer sãos, devemos então obedecer às leis de Deus, que regem o bem-estar moral e espiritual. Pág. 119.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte VIII)

Para ler a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

De acordo com Wesley, o significado da carne em Romanos 7 é “o homem todo tal como ele é por natureza”, (ou seja, à parte de Cristo), e incluindo ambas as coisas: “um poder motivador de inclinações más e apetites do corpo”. Pág. 114-115.

A essência do pecado original não é a luxúria mas “o orgulho, pelo qual roubamos a Deus seu direito inalienável à glória, a qual usurpamos idolatradamente”. “Os pecados da carne são os filhos, não os pais do orgulho; e o amor a si mesmo é a raiz, não o ramo, de todo o mal”. Pág. 115.

“Temos esta graça não somente de Cristo mas nEle, pois nossa perfeição não é como a de um arbusto, que floresce pela seiva que deriva de sua própria raiz, mas... como a de um ramo assim, ao manter-se unido à videira, produz fruto; mas se é separado dela, seca e murcha” [John Wesley, Works, pág. 395]. Pág. 115.

“O mais santo dos homens ainda precisa de Cristo como seu Profeta, “a luz do mundo.” Porque Ele não lhe dá luz senão de momento a momento; no instante em que Ele se retire, tudo se torna trevas. Eles necessitam ainda de Cristo como seu Rei, pois Deus lhes dá reservas de santidade. Mas, se não recebem uma provisão de santidade em cada instante ficará apenas impureza. Mais ainda, necessitam de Cristo como Sacerdote para fazer expiação pelas suas coisas. Mesmo a santidade perfeita só é aceitável a Deus por intermédio de Jesus Cristo” [Works, pág. 417; Explicação Clara da Perfeição Cristã, pág. 46]. Pág. 115.



O cristão perfeito é santo, não porque tem cumprido certa norma moral requerida, mas porque vive neste estado de companheirismo com Cristo. Pág. 116.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ouvir metáforas faz “sentir” o que estão lhe contando

Quando um amigo lhe conta sobre um dia ensolarado, você sente um calor subindo pelo corpo? Segundo um novo estudo, o cérebro pode “repetir” experiências sensoriais para ajudar as pessoas a compreender metáforas comuns. Linguistas e psicólogos têm estudado quais partes do cérebro mediam a experiência sensorial e estão envolvidas na compreensão de metáforas. Eles salientam que nossa linguagem cotidiana está cheia de metáforas, e algumas são tão comuns (por exemplo, “ter um dia de cão”) que não parecem especialmente novas ou surpreendentes. Mas a compreensão dessas metáforas pode se basear em nossas experiências sensoriais e motoras. A pesquisa usou imagens de cérebro para revelar uma região importante para a detecção da textura através do tato – o opérculo parietal –, também ativado quando alguém escuta uma frase com uma metáfora textural – por exemplo, “ter uma conversa áspera”. A mesma região não é ativada quando uma sentença semelhante expressando o significado da metáfora é ouvida.

“Nós percebemos que as metáforas ativam as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, mesmo que sejam bastante familiares”, disse o professor de neurologia, medicina de reabilitação e psicologia Krish Sathian. “O resultado ilustra como podemos recorrer a experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica”, explica. Ou seja, pode ser que seu cérebro se recorde de algo áspero que você já tocou, para que você entenda o que seu amigo quis dizer com “conversa áspera”.

No estudo, sete estudantes universitários foram convidados a ouvir frases contendo metáforas texturais, bem como frases explicando seus significados e estruturas. Eles deveriam pressionar um botão assim que entendessem cada frase. O fluxo sanguíneo em seus cérebros foi monitorado por ressonância magnética funcional. Em média, a resposta a uma frase contendo uma metáfora demorou um pouco mais (0,84 segundos, versus 0,63 segundos).

Em um estudo anterior, os pesquisadores já haviam mapeado, em cada um desses indivíduos, quais partes do cérebro eram envolvidas no processamento de texturas reais através de tato e visão. Isso permitiu que os cientistas estabelecessem com segurança o link entre metáforas envolvendo texturas e a experiência sensorial da textura em si dentro do cérebro de cada aluno.

“Curiosamente, regiões corticais visuais não foram ativadas por metáforas texturais, o que se encaixa com outras provas da primazia do toque na percepção da textura”, disse o pesquisador Simon Lacey, principal autor do estudo. (Clique aqui para continuar a ler)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A calúnia celestial de Satanás


Como provar que Ezequiel 28 se refere também a Satanás e ao começo do conflito no Céu?


Como um teólogo aspirante, escrevi meu primeiro trabalho de pesquisa a respeito dos textos de Isaías 14 e Ezequiel 28 – passagens que os adventistas tradicionalmente interpretam como sendo referentes a Satanás e à origem do mal no Céu. Seguindo a pista de comentários da alta crítica, cheguei à desconcertante conclusão de que essas passagens se referem nem a um nem a outro. Consequentemente, senti que os adventistas não deveriam mais citar essas supostas evidências bíblicas para sustentar sua compreensão acerca de como o Grande Conflito começou.

Entretanto, estudos mais aprofundados revelaram que, até o surgimento da crítica histórica à época do Iluminismo, os cristãos em geral interpretavam Isaías 14 e Ezequiel 28 da mesma maneira que os adventistas interpretam hoje. E, recentemente, encontrei evidências exegéticas convincentes de que Isaías e Ezequiel estavam, de fato, se referindo a Satanás nessas passagens.

Enquanto era estudante em nosso seminário, Jose Bertoluci escreveu uma dissertação que compromete seriamente a visão crítica de que os dois profetas descrevem apenas inimigos terrenos históricos de Israel. Intitulado “O Filho da Alva e o Querubim Cobridor no contexto do conflito entre o bem e o mal”[1], o artigo de Bertoluci mostra que cada passagem se transfere do domínio local e histórico dos reis terrestres para o âmbito sobrenatural no qual Lúcifer interpretou seu sedicioso papel. Descobri mais evidências que suportam esse deslocamento conceitual em Ezequiel 28 – do “príncipe” terreno (nagid, o rei de Tiro, versos 1-10) para o “rei” cósmico (melek, o soberano sobrenatural de Tiro, o próprio Satanás, versos 11-19). Descobri também que esse julgamento sobre o querubim caído ocorre no clímax do livro inteiro.[2] Desse modo, a evidência bíblica suporta fortemente a exegese tradicional: o mal teve sua origem em Lúcifer, o querubim cobridor.

Até alguns meses atrás, entretanto, um conceito adventista muito familiar a respeito do advento do Grande Conflito parecia não ter mais do que um suporte bíblico meramente inferencial. Refiro-me às alegações de que, antes de sua queda, Satanás se pôs entre os anjos a difamar o caráter e o governo de Deus. Nos livros Patriarcas e Profetas e O Grande Conflito, em torno de 16 páginas tratam desse assunto, com base em informações a respeito de Satanás tais como o fato de ele ter sido chamado “homicida desde o princípio, [...] um mentiroso” (João 8:44, RSV) e “o acusador de nossos irmãos” (Apocalipse 12:10, RSV). Mas existe alguma base bíblica mais explícita para a acusação de “calúnia celestial”?

Acredito que sim. Por um feliz acaso, eu estava examinando uma afirmação recente de que a maior parte da descrição de Satanás em Ezequiel 28 seria apenas simbólica porque, como foi argumentado, ele é descrito como sendo engajado em uma “abundância de [...] comércio” (verso 16, NKJV) e, obviamente, Lúcifer não é literalmente um mercador celestial. Na etimologia da palavra hebraica para “comércio”, fiz uma surpreendente e empolgante descoberta. O verbo rakal, do qual esse substantivo deriva, literalmente significa “andar por aí, de um para outro (para comércio ou conversa fútil)”.[3] O substantivo derivado rakil – encontrado seis vezes no Antigo Testamento, uma delas em Ezequiel 22:9 – significa “caluniador” ou “mexeriqueiro”. O outro substantivo derivado, rkullah – que é o termo usado para “comércio” em Ezequiel 28:16 – aparece somente nesse livro, e todas as suas quatro ocorrências têm que ver com Tiro (26:12; 28:5; 16, 18).

A maior parte das versões modernas traduzem rkullah como “tráfico”, “comércio” ou “mercadoria” – o que faz sentido, se aplicado somente à Tiro histórica, uma cidade mercante, como contexto único da palavra. Entretanto, em referência às representações do querubim cobridor em 28:16 e 18, a noção de comércio não parece se aplicar tão bem. O notável crítico exegeta Walther Eichrod comenta: “A descrição da transgressão é um pouco inesperada, já que o comércio aqui é subitamente representado como sendo a origem da iniquidade.”[4]

Uma resposta que acomoda ambas as interpretações, “comércio” e “calúnia”, pode ser encontrada, creio eu, em um recurso literário conhecido como “paranomasia” – um jogo com o significado da palavra. Já que o substantivo rkullah é derivado do verbo que significa “andar por aí, de um para outro, para fins de comércio ou de conversa fútil/difamação” – parece provável que Ezequiel tenha escolhido esse raro termo hebraico (ao invés do termo mais comum para comércio, sahar) justamente por causa de seu possível duplo significado. A Tiro histórica claramente “andou por aí, de um para outro” para fins de comércio com outras nações. De maneira semelhante, o derradeiro governante de Tiro, Satanás (versos 11-19), no celeste “monte de Deus”, também andou por aí, de um para outro – mas não para negociar, e sim para espalhar calúnia e difamação entre os anjos. Ambos os governantes, o terrestre e o espiritual, praticaram “tráfico”: o primeiro, de mercadorias; o segundo, de calúnias contra Deus.[5]

O contexto imediato de Ezequiel 28:16 retrata a queda do Querubim Cobridor da perfeição (verso 15) para o orgulho (verso 17). Nesse cenário, os versos 16 e 18 traçam seus subsequentes passos para a perdição. O verso 16 pode ser mais bem traduzido da seguinte maneira: “Na multiplicação da tua difamação [rkullah], se encheu o teu [de Satanás] interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus...” Com hábeis pinceladas, Ezequiel pinta o retrato de Lúcifer difamando a Deus, um primeiro passo em direção à definitiva rebelião aberta e violenta descrita tão bem por João como “guerra no Céu” (Apocalipse 12:7, NIV). Ezequiel 28:18 revela que, após sua expulsão do Céu, o querubim caído continua a sua “iniquidade de difamação [rkullah]” contra Deus. O versículo também registra a sentença divina contra Satanás: destruição pelo fogo por causa da “multidão de suas iniquidades”.

A sediciosa difamação celestial de Satanás contra Deus nos primeiros momentos do Grande Conflito não é uma adição adventista extrabíblica à história; é, na verdade, uma admirável verdade bíblica!

(Richard M. Davidson é professor de Antigo Testamento na Universidade Andrews, nos EUA)


Referências:

1.
Jose M. Bertoluci, “The Son of the Morning and the Guardian Cherub in the Context of the Controversy Between Good and Evil”, dissertação de Th.D., Andrews University Seventh-Day Adventist Theological Seminary, 1985 (disponível a partir de University Microfilms, University of Michigan, P.O. Box 1346, Ann Arbor, MI 48106-1346).

2. Richard M. Davidson, “Revelation/Inspiration in the Old Testament”, Issues in Revelation and Inspiration, Adventist Theological Society Occasional Papers, v. 1, Frank Holbrook e Leo Van Dolson, eds. (Berrien Springs, Mich.: Adventist Theological Society Publications, 1992), p. 118, 119.

3. Francis Brown, S. R. Driver e Charles A. Briggs, eds., The New Brown, Driver and Briggs Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (Grand Rapids, Mich.; Baker Book House, 1981), p. 940.

4. Walter Eichrodt, Ezekiel: A Commentary, Old Testament Library (Philadelphia: Westminster Press, 1970), p. 394.

5. Apocalipse 18 parece capturar esse nuance dúbio utilizado por Ezequiel. Em uma passagem claramente alusória a Ezequiel 28, o anjo fala sobre a “mercadoria” de várias coisas materiais nos versos 12 e 13, mas a listagem termina transferindo-se para o âmbito espiritual: “mercadorias de [...] almas humanas” (KJV).

(Fonte: Blog Criacionismo)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Perguntas Acerca do Espírito Santo

O “Espírito” não pode ser uma pessoa, pois a Bíblia fala em “derramar o ‘Espírito’”, “encher-se do ‘Espírito’”, etc. Como se poderia derramar uma pessoa ou encher-se dela?

Resposta:

A) O fato de o “Espírito” ser derramado não serve como prova de que não seja uma personalidade, ou “pessoa”. O termo “pessoa”, empregado com referência à Divindade, denota a pobreza do vocabulário humano para referir-se às coisas do Alto, tendo, pois, mero valor comparativo.

B) Podemos indagar também: É Cristo uma pessoa, de personalidade própria? Admitirão as “testemunhas” que sim. Então, novamente perguntamos: como podemos “revestir-nos” de Cristo, segundo Paulo recomenda? Ora, seria possível revestir-nos de uma pessoa? Cristo não Se parece com nenhuma peça de tecido. . . (Gál. 3:27).

C) A própria Tradução Novo Mundo reproduz as palavras de Paulo ao dizer, “já estou sendo derramado” (2 Tim. 4:6). Ora, indiscutivelmente Paulo era uma pessoa. . .

D) Satanás, que é uma “pessoa”, uma personalidade, pode entrar noutra pessoa, como no caso de Judas: João 13:27.

E) CONCLUSÃO: Assim como podemos encher-nos do Espírito, podemos revestir-nos de Cristo, e também o Espírito Santo pode ser “derramado”, como a T.N.M. diz ter sido o apóstolo Paulo.

Antes de “Espírito” não há artigo no original grego. Isso prova que não se trata de uma pessoa, mas de uma mera força ativa de Deus (cf. I Cor. 5:3-5).

Resposta:

A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.

Obs.: O texto em grego reza: “Eis epignosin tou mysteriou tou theou, Christou”--pleno conhecimento de Deus, Cristo”.

B) A analogia com o “espírito” de Paulo em I Cor. 5:3-5 não tem validade, pois o apóstolo fala figuradamente.

Obs.: O seu “espírito” ou seja, seus pensamentos, sentimentos ou interesse pelo caso, que deviam ser levados em conta, uma vez que ele já tomara uma decisão-“já julguei como se estivesse presente” ([v. 3], seria lembrança dele, e não uma “força ativa” do apóstolo, presente à reunião).

C) Em Atos 15:28, por outro lado, ao Espírito “pareceu bem” , na tomada da decisão durante o Concílio de Jerusalém. O v. 8 diz que Deus lhes dera o Espírito Santo, e com o Espírito presente à reunião é que chegaram a um consenso.
Obs.: No caso do “espírito” presente de Paulo (durante sua ausência física), os crentes apenas uniram a decisão deles à já tomada pelo apóstolo como se ele próprio estivesse na reunião que julgaria o caso, sendo que de antemão já conheciam sua opinião.

(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...