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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Febre Infantil Não é Doença























Imagine chamar a polícia toda vez que o alarme do carro dispara antes mesmo de verificar se alguém tentou roubá-lo ou se foi apenas uma pedra que caiu na carroceria e disparou o sinal. Seria um caos, não? Mas é exatamente isso que os adultos fazem quando os pequenos têm febre - e nem se dão conta. Basta o termômetro indicar mais de 37 °C que começa a correria para encontrar um remédio antes mesmo de averiguar o estado de saúde da criança. A questão é: o uso de medicamento, nessas horas, pode ter consequências negativas. 
 
Tanto é que a mais importante revista científica de pediatria do mundo, a americana Pediatrics, lançou um alerta recente sobre o uso indiscriminado de antitérmicos. No artigo, assinado por especialistas da Academia Americana de Pediatria, os médicos recomendam que não se recorra a esse tipo de remédio com o objetivo exclusivo de reduzir a temperatura corporal de meninos e meninas. "Só que, infelizmente, muitos pais têm um medo exagerado e irracional da febre", lamenta o pediatra Jayme Murahovschi, da Academia Brasileira de Pediatria. É aí que mora o perigo. 

Isso porque a automedicação é sempre arriscada. "Os antitérmicos não atuam sobre a doença que desencadeou a subida da temperatura, só diminuem a febre", lembra a infectologista e pediatra Cristina Rodrigues da Cruz, professora da Universidade Federal do Paraná. "A preocupação, quando há febre, deve ser com o diagnóstico do que a causou, feito por um pediatra." Além disso, o calor corporal - desde que não passe de um limite tolerável - até costuma dar uma mão para exterminar o que por ventura está por trás de toda a encrenca. 

"A febre de até 38,6 °C otimiza o sistema imunológico", confirma a pediatra Joelma Gonçalves Martin, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior do estado. "Ou seja, ficar um pouco mais quente do que o normal ajuda a criança a se defender, porque a produção de anticorpos protetores aumenta, recrutam-se algumas células de defesa de maneira mais rápida e inibe-se a multiplicação de diversos micro-organismos", explica. [...]
 
Mas nenhum pai ou mãe deveria se desesperar nessas horas. Talvez esse seja o recado mais importante do artigo americano. Em mais de 60% dos casos, a elevação da temperatura é apenas uma das respostas do organismo à presença de algum micro-organismo estranho - e logo, logo esse calorão todo passa. Funciona assim: quando um vírus ou bactéria entra no corpo e é reconhecido como invasor, leva à produção de substâncias conhecidas como mediadores inflamatórios. "Eles provocam vasodilatação local, esquentando a região", explica a fisiologista Silvia Nishida, do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp, em Botucatu. "E atuam no termostato cerebral, o hipotálamo, elevando o ponto de ajuste da temperatura do corpo." 

Então, se antes o termômetro do organismo se esforçava para não passar de 36,5 °C, agora ele acha que o melhor é deixar tudo bem quente. "A partir daí ocorre uma série de estímulos, responsáveis por produzir e reter calor, como a ereção dos pelos e a constrição dos vasos periféricos", afirma Joelma. A pediatra e neonatologista Fernanda Zicolloto, do Hospital e Maternidade Santa Joana, na capital paulista, deixa um aviso: "A febre é sempre um bom sintoma". Basta não se apavorar com ela e averiguar o que a provoca antes de partir para qualquer medicação. (Itálicos acrescentados).
 
(Fonte: M de Mulher)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pais influenciam comportamento sexual das filhas

“Quando se trata de garotas e suas decisões sexuais, a influência paterna realmente é importante”, afirma o escritor Bruce J. Ellis, da Universidade do Arizona, em uma publicação universitária. Ellis e outros pesquisadores analisaram 59 pares de irmãs em famílias onde os pais se separaram e o pai foi embora de casa e 42 pares de irmãs de famílias onde os pais continuavam juntos. Os pesquisadores descobriram que meninas que viveram em ambiente com pais com boas habilidades paternas eram menos propensas a desenvolver um comportamento sexual arriscado. Enquanto que as meninas que viveram com pais com pouca habilidade mostravam um comportamento sexual mais arriscado. “Descobrimos que não importava o quanto cada filha tinha vivido ao lado do pai, e sim o que o pai fazia enquanto estava presente”, afirma Ellis. Clique aqui para continuar a ler...

sábado, 20 de novembro de 2010

Criando um Criminoso



A Bíblia nos ensina em Provérbios 22.6: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou as seguintes diretrizes irônicas sobre a educação de filhos:




Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?
1.    Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
2.    Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
3.    Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
4.    Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
5.    Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
6.    Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
7.    Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
8.    Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
9.    Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
10.  Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!
Quem "educar" seus filhos dessa maneira, realmente deve esperar anos difíceis, pois a Bíblia diz em Provérbios 29.15b: "...a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". Aquele, entretanto, que seguir a Palavra de Deus na educação, experimentará o que diz Provérbios 29.17: "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma." (Norbert Lieth)

sábado, 6 de novembro de 2010

Refeições em Conjunto Melhoram Saúde da Família

Em um novo estudo publicado no periódico Social Policy Report, Barbara Fiese, pesquisadora da Universidade do Illinois, sugere que o incentivo às refeições em família deveria ser visto como algo positivo para a saúde. “Há poucas coisas que os pais podem fazer pela família, que sejam tão positivas para a saúde, como disponibilizar 20 minutos diários, algumas vezes durante a semana, para juntar todos os membros da família ao redor da mesa para fazer uma refeição”, diz Fiese.

Alguns benefícios indicados pela pesquisadora são o fato que, de acordo com as pesquisas realizadas pelo Family Resiliency Center, crianças que fazem as refeições acompanhados da família desenvolvem um maior vocabulário (pois têm a oportunidade de conversar com pessoas de outras idades e próximas), têm menos propensão à obesidade e transtornos alimentares, desenvolvem menos transtornos de comportamento e, em média, consomem mais frutas e vegetais que outras crianças.

Além disso, os pais também poderiam ter mais controle sobre os horários das refeições e limitar atividades paralelas à alimentação. “Outras pesquisas mostram que essa simultaneidade de atividades durante as refeições leva as pessoas, por diversos fatores, incluindo ansiedade, a consumir comidas ricas em açúcar e gordura ao invés de optar por comidas mais saudáveis. Fazer refeições em conjunto com a família vai além de compartilhar comida. Pode ajudar as pessoas a relaxar, se comunicar e se conhecer melhor, diminuindo os conflitos”, diz a pesquisadora, que também pesquisa a importância das rotinas familiares para promoção do bem-estar.

“As pessoas se esforçaram e aprenderam que usar cinto de segurança ou capacete é importante para a proteção. Por que não pensar nas refeições em família como uma forma de melhorar a saúde de todos os membros da casa?”, questiona Fiese.

(Society for Research in Child Development)
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