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domingo, 8 de janeiro de 2012

Cosméticos acumulam 2 kg de química no organismo por ano

Atenção, amantes dos cosméticos, o organismo de pessoas que costumam maquiar-se e usar produtos de beleza diariamente pode absorver cerca de 2,3 kg de produtos químicos a cada ano. É o que diz a reportagem do site Organic Consumers. Parece bastante imaginar meio saco de arroz de químicas muitas vezes nocivas à saúde circulando nas veias, né? Alguns dos compostos presentes nos artigos têm sido associados a efeitos colaterais que vão desde à irritação da pele ao câncer. Uma das classes de produtos químicos presentes na maquiagem, como os parabenos, foi encontrada em grandes quantidades em amostras de tumores de mama. O contato dos produtos com a pele pode ser mais nocivo que a própria ingestão das substâncias, porque quando você come algo as enzimas na sua saliva e no estômago ajudam a quebrá-lo e eliminá-lo do seu corpo. Quando esses produtos entram em contato com a pele, no entanto, a absorção ocorre diretamente pela corrente sanguínea, sem qualquer tipo de filtragem, sem qualquer proteção contra as toxinas.

Esmaltes também podem ser prejudiciais à saúde e conter substâncias cancerígenas. Os esmaltes também devem ser motivo de atenção por parte das consumidoras. A associação de consumidores Proteste realizou testes que constataram que alguns dos produtos mais vendidos do país contêm ingredientes que podem provocar não apenas alergias, mas também câncer. As análises encontraram altas concentrações dessas substâncias nos produtos testados. As substâncias analisadas foram foramdibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos), com seus nomes apresentados da mesma forma que no rótulo dos esmaltes. O Dr. Paulo Henrique Lucas, especialista em saúde das unhas, explica que esses componentes também podem prejudicar a saúde das unhas e da pele, causando ressecamento e enfraquecimento.

Não se engane pensando que apenas as afeitas à maquiagem pesada estão sujeitas aos 2,5 kg de química nociva no corpo. A absorção também pode acontecer por outros produtos de higiene e beleza. Apenas mais um motivo para começar a olhar para produtos naturais, como maquiagem, loções, cremes, sabonetes e shampoos produzidos que primam pela qualidade de vida de quem os consome. [Ou mesmo dar atenção às orientações bíblicas quanto à modéstia e beleza simples.]

(Consumidor Moderno, com informações do Organic Consumers. Retirado do Blog Saúde e Família) 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Testemunho que Bates nos Deixa à Favor da Temperança

José Bates, ex-capitão de navio, homem singular em vários aspectos, que antes de conhecer o sábado lutou pela temperança, foi um pioneiro dos adventistas crentes no sábado do sétimo-dia, e, além disso, seu papel como um dos fundadores da Igreja foi decisivo principalmente influenciando doutrinariamente a Igreja; ele apresentou o sábado com grande vigor convencendo a muitos, aprofundou o entendimento da mensagem do terceiro anjo em ligação com o tema do grande conflito entre Cristo e Satanás, e que no centro desta luta estava a identificação e obediência do verdadeiro sábado (sétimo dia), desenvolvendo, por conseguinte, o tema do selamento do povo de Deus. 

No ano de 1821 José Bates começou a ter a consciência despertada para a temperança; ele havia se tornado comandante de navio há pouco tempo, quando começou a rejeitar o tomar bebidas alcoólicas, hábito tão comum aos homens do mar, inclusive o beber as mais fortes. Ele começou sua reforma impondo o limite de um copo por dia, e isso ele fazia ao meio-dia, mas ao decorrer o tempo ele começou a sentir necessidade tamanha, que preferia tomar um copo de bebida a se alimentar. Foi assim que em vez de retroceder, decidiu por fim nunca mais beber outro copo. Apenas bebia vinho em companhia de outros por isso ser elegante, entretanto não demorou muito para até mesmo o uso do vinho fosse retirado de sua dieta.

Também ficou convencido do erro de fumar, e resolveu então não usar fumo de nenhum modo. Ele teve duras batalhas que enfrentar, principalmente devido aos diversos hábitos errôneos desta vida de marinheiro, a linguagem torpe, a blasfêmia, foram defeitos de caráter que ele se esforçou para se libertar. 

Já antes do ano de 1838 se convenceu dos efeitos nocivos do chá e café, levando a tanto ele como a esposa a suprimir tais itens da mesa. Abandonaria também a alimentação cárnea em 1843.

Em certa viagem Bates sofreu intenso sofrimento mental, talvez ele tenha sofrido algum tipo de depressão, de qualquer forma, Bates nessa ocasião entregou totalmente seu coração a Jesus, entendendo que por si só não poderia vencer as lutas contra as tendências corruptas.

Certo dia, em paz de espírito a bordo do navio ele deixou registrada uma súplica a Deus, ele escreveu: “Usa-me, Senhor, eu Te Imploro, como um instrumento de Teu serviço; Conta-me entre o Teu povo peculiar” (Em História do Adventismo, pág. 80). Ele não imaginava que esta oração seria atendida em anos futuros de forma surpreendente.

Naquela época a maioria dos pioneiros freqüentemente estavam enfermos; na verdade como John Andrews certa vez disse: “Imaginávamos que a dor de cabeça, dispepsia [indigestão], náusea, febre, etc. eram em sua maior parte, coisas totalmente fora de nosso controle” (Em História do Adventismo, pág. 216); o conhecimento deles quanto a necessidade de melhor alimentação e estilo de vida era mínimo se não inexistente.     

Por isso que provavelmente o único dos pioneiros que realmente tinha uma vida saudável era o velho capitão. Ele deixara de comer alimentos cárneos, manteiga, gordura, queijo, e bolos substanciosos muito açucarados.

Dele é dito que ficou doente apenas poucos dias na vida toda, além da sua breve enfermidade final.

Apesar de que soubesse muito bem o motivo de ter saúde, Bates preferiu testemunhar pelo exemplo quase sempre. Pouco ele disse a respeito de seu regime alimentar em público até que a luz finalmente raiou àquele movimento em 1863: quando Ellen White recebeu uma visão sobre reforma de saúde. Após isso, passou ele a falar mais livremente sobre o assunto.

No ano anterior a sua morte ainda desfrutava uma condição de saúde invejável; inclusive, neste ano ele assistiu um congresso relativo ao tema da reforma de saúde em Battle Creek.

Enquanto discutia-se o assunto, derrepente alguém se lembrou e exclamou: “Onde está o Pastor Bates? Ele é a pessoa que precisamos ouvir a respeito deste assunto”.

O idoso capitão estava sentado no fundo da igreja. Chamaram-no para o púlpito o estimado irmão com 79 anos de idade, mas ainda perfeitamente ereto e caminhando rapidamente até a plataforma.               

Ele relembrou suas experiências do passado e o resultado do abandono de um hábito nocivo após outro, até que estivesse livre de qualquer hábito que soubesse que era prejudicial. Testemunhou também estar totalmente livre de dores e mal-estar.

J. O. Corliss, presente nesta reunião, deu o seguinte testemunho acerca de Bates: “[Ele] ficou em pé como uma estátua de mármore e se movimentava com a leveza de um garoto. O auditório ficou tão eletrizado diante da eloqüência do idoso senhor que por um momento só se ouviam sonoros ‘améns’” (Em Retratos dos Pioneiros, pág. 57).    

Se nota em suma que apesar de que ele tivesse muito a falar sobre seus padrões de estilo de vida, falou muito pouco. Mas fez algo melhor: deu-nos um exemplo de viver saudável na prática, não meramente teórico; a simples presença dele era uma constante advertência a favor da temperança.

Dois anos após a morte de sua amada Prudence Nye, José Bates foi chamado ao descanso em 19 de março de 1872, aos 80 anos de idade. Foi sepultado ao lado da esposa em Monterey, Michigan.

Finalizando, uma mensagem final de uma resolução de pesar feita em uma reunião da Associação de Michigan, em homenagem a José Bates: “Embora lamentamos profundamente a nossa perda, relembraremos os seus conselhos, imitaremos suas virtudes e nos esforçaremos por encontrá-lo no reino de Deus” (Em Retratos dos Pioneiros, pág. 57).
[M. Borges]

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Seguindo os Passos dos Reformadores

Houvessem os guias de Israel recebido a Cristo, e Ele os teria honrado como mensageiros Seus para levar o evangelho ao mundo. Foi-lhes dada, primeiramente a eles, a oportunidade de se tornarem arautos do reino e da graça de Deus. Mas Israel não conheceu o tempo de sua visitação. Os ciúmes e desconfianças dos chefes judaicos maturaram em ódio aberto, e o coração do povo se desviou de Jesus.
            O Sinédrio rejeitara a mensagem de Cristo, e intentava matá-Lo; portanto, Jesus partiu de Jerusalém, afastou-Se dos sacerdotes, do templo, dos guias religiosos, do povo que fora instruído na lei, e voltou-Se para outra classe, para proclamar Sua mensagem, e remir os que haviam de levar o evangelho a todas as nações.
                Como a luz e a vida dos homens foi rejeitada pelas autoridades eclesiásticas nos dias de Cristo, assim tem sido rejeitada em todas as subseqüentes gerações. Freqüentemente se tem repetido a história da retirada de Cristo da Judéia. Quando os reformadores pregavam a Palavra de Deus, não tinham idéia alguma de se separar da igreja estabelecida; os guias religiosos, porém, não toleravam a luz, e os que a conduziam eram forçados a buscar outra classe, a qual estava ansiosa da verdade. Em nossos dias, poucos dos professos seguidores da Reforma são atuados pelo espírito da mesma. Poucos estão à escuta da voz de Deus, e prontos a aceitar a verdade, seja qual for a maneira por que se apresente. Muitas vezes os que seguem os passos dos reformadores são forçados a retirar-se da igreja que amam, a fim de declarar o positivo ensino da Palavra de Deus. E muitas vezes os que estão à procura da luz são, pelos mesmos ensinos, obrigados a deixar a igreja de seus pais, a fim de prestar obediência. Desejado de Todas Nações, pág. 232.
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