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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Estudo - O Papado e o Remanescente


Apocalipse 12:17 – Satanás perseguirá o povo de Deus na Terra - um remanescente


Origem dos Jesuítas e seus objetivos

A ordem religiosa dos jesuítas foi fundada em 1534, por Inácio de Loyola (que tinha sido cavaleiro nas cruzadas), logo após a Reforma Protestante. O objetivo da ordem era barrar o avanço do protestantismo, no contexto da Contrarreforma Católica, e de não só ter fidelidade incondicional ao Papa, mas também defender seus interesses a todo custo.                                        

O papel histórico desempenhado pelos jesuítas em destruir o regime político republicano (liberdade civil) e o protestantismo (liberdade religiosa) onde quer que existissem, tendo como único e exclusivo objetivo final devolver ao Vaticano a supremacia política mundial (poder temporal).   
              

Palavras do Fundador da Ordem
“Quanto a uma declaração relativa à origem, princípios e intuitos da "Sociedade de Jesus", conforme os esboçam os membros desta ordem, ver a obra intitulada: Concerning Jesuits, editada pelo Rev. John Gerald, S. J., e publicada em Londres em 1902 pela Sociedade de Verdade Católica. Nesta obra se diz que "a mola-mestra de toda a organização da Sociedade é um espírito de inteira obediência":       
          "'Que cada um se persuada', escreve Santo Inácio, 'de que os que vivem sob obediência devem consentir que sejam movidos e dirigidos pela Providência divina, mediante seus superiores, precisamente como se fossem cadáveres, que consentem em ser levados para qualquer parte e ser tratados de qualquer maneira, ou como o bordão de um velho, que serve àquele que o segura em sua mão de qualquer maneira que o deseja.'             
                "Esta absoluta submissão é enobrecida por seu motivo, e deveria ser, continua o ... fundador, 'pronta, gozosa e perseverante'; ... o religioso obediente cumpre alegremente aquilo que seus superiores lhe confiaram para o bem geral, certo de que desta maneira corresponde verdadeiramente com a vontade de Deus."” Nota de rodapé do GC, pág. 234.         

A Voz da Pena Inspirada: Roma convoca novas forças - Jesuítas
Passados os primeiros triunfos da Reforma, Roma convocou novas forças, esperando ultimar sua destruição. Nesse tempo fora criada a ordem dos jesuítas - o mais cruel, sem escrúpulos e poderoso de todos os defensores do papado. Separados de laços terrestres e interesses humanos, insensíveis às exigências das afeições naturais, tendo inteiramente silenciadas a razão e a consciência, não conheciam regras nem restrições, além das da própria ordem, e nenhum dever, a não ser o de estender o seu poderio. [...] Não havia para eles crime grande demais para cometer, nenhum engano demasiado vil para praticar, disfarce algum por demais difícil para assumir. Votados à pobreza e humildade perpétuas, era seu estudado objetivo conseguir riqueza e poder para se dedicarem à subversão do protestantismo e restabelecimento da supremacia papal. GC 234.


Como apareciam os Jesuítas diante da sociedade, Revivia o Papado aonde fossem
Quando apareciam como membros de sua ordem, ostentavam santidade, visitando prisões e hospitais, cuidando dos doentes e pobres, professando haver renunciado ao mundo, e levando o nome sagrado de Jesus, que andou fazendo o bem. Mas sob esse irrepreensível exterior, ocultavam-se freqüentemente os mais criminosos e mortais propósitos. Era princípio fundamental da ordem que os fins justificam os meios. Por este código, a mentira, o roubo, o perjúrio, o assassínio, não somente eram perdoáveis, mas recomendáveis, quando serviam aos interesses da igreja. Sob vários disfarces, os jesuítas abriam caminho aos cargos do governo, subindo até conselheiros dos reis e moldando a política das nações. Tornavam-se servos para agirem como espias de seus senhores. Estabeleciam colégios para os filhos dos príncipes e nobres, e escolas para o povo comum; e os filhos de pais protestantes eram impelidos à observância dos ritos papais. 
Toda a pompa e ostentação exterior do culto romano eram levadas a efeito a fim de confundir a mente e deslumbrar e cativar a imaginação; e assim, a liberdade pela qual os pais tinham labutado e derramado seu sangue, era traída pelos filhos. Os jesuítas rapidamente se espalharam pela Europa e, aonde quer que iam, eram seguidos de uma revivificação do papado. GC 235.         

Usar os protestantes em benefício do papa
O Dr. Alberto Rivera (ex-jesuíta) escreveu “No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão de que a única possibilidade de sobrevivência para a sua ‘igreja’ seria através do reforço dos cânones e doutrinas a respeito do poder temporal e da instituição católica romana. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição, mas pela infiltração e penetração em todos os setores da sociedade. ‘O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas’, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Atualmente, têm sua missão praticamente concluída.” Introdução do livro: A História Secreta dos Jesuítas de Edmond Paris.

Roma sabe que os protestantes prestam homenagem a eles através do Domingo
A sagacidade e astúcia da Igreja de Roma são surpreendentes. Ela sabe ler o futuro. Aguarda o seu tempo, vendo que as igrejas protestantes lhe estão prestando homenagem com o aceitar do falso sábado, e se preparam para impô-lo pelos mesmos meios que ela própria empregou em tempos passados. Os que rejeitam a luz da verdade procurarão ainda o auxílio deste poder que a si mesmo se intitula infalível, a fim de exaltarem uma instituição que com ele se originou. Quão prontamente virá esse poder em auxílio dos protestantes nesta obra, não é difícil imaginar. Quem compreende melhor do que os dirigentes papais como tratar com os que são desobedientes à igreja? GC 580.     
                                                                        E, convém lembrar, Roma jacta-se de que nunca muda. [...] E tivesse ela tão-somente o poder, pô-los-ia em prática com tanto vigor agora como nos séculos passados. GC 581.

Declarações Surpreendentes
 
“O diálogo ecumênico que, além da abertura aos interlocutores, deve também salvaguardar a identidade da fé católica. Só de tal forma se poderá chegar à unidade de todos os cristãos «em um só pastor» (Jo 10, 16) e sanar assim essa ferida que ainda impede à Igreja Católica a realização plena de sua universalidade na história.” Dom Amato, secretário da Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé.   
"A violência é o instrumento preferido do anticristo, não é útil ao humanismo, mas à desumanidade", Papa Bento 16 em seu livro Jesus de Nazaré.                                                                    
Daniel 8:23Hidhah – Intriga, artifício (Não somente advinhação, enigma, charada, provérbio, máxima).
O Povo de Israel teria entrado em Canaã, com muito mais facilidade, se tivessem entrado na época em que deviam. Mas, por ter havido 40 anos de atraso, seus inimigos tiveram oportunidade de se fortalecerem e lançarem tropeços mais eficazes.

O que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz, terá que fazer em terrível crise
 
O trabalho que a igreja tem deixado de fazer em tempo de paz e prosperidade terá de realizar em terrível crise, sob as circunstâncias mais desanimadoras e difíceis. As advertências que a conformidade com o mundo tem silenciado ou retido, precisam ser dadas sob a mais feroz oposição dos inimigos da fé. [...]                  
                                                                                            Os membros da igreja serão individualmente provados. Serão colocados em circunstâncias em que se verão forçados a dar testemunho da verdade. Muitos serão chamados a falar diante de concílios e em tribunais de justiça, talvez separadamente e sozinhos. A experiência que os haveria ajudado nessa emergência, negligenciaram obter, e sua alma se acha opressa de remorsos pelas oportunidades desperdiçadas e os privilégios que negligenciaram. II TSM 164.

Apelo para que cada um faça sua parte na obra de Deus
Meu irmão, minha irmã, ponderai estas coisas, eu vos peço. Tendes, cada um de vós, uma obra a fazer. [...] Faltam-vos a experiência e eficiência que poderíeis ter. Antes, porém, que seja para sempre demasiado tarde, insisto convosco para que desperteis. Não vos demoreis mais. [...] Reuni todas as energias da alma, empregai as poucas horas restantes em diligente labor para Deus e vossos semelhantes. [...]

Vosso dever não pode ser passado a outro. Ninguém senão vós mesmos pode realizar vossa obra. Caso retenhais a luz que tendes, alguém deve ser deixado em trevas por causa de vossa negligência. II TSM 165.

O trabalho deve esperar pela ordenação de pastores?                                                                                Não deixe que o trabalho que precisa ser feito espere pela ordenação de pastores. Se não há pastores para fazerem o trabalho, que homens e mulheres inteligentes, sem pensar como poderão acumular o maior número de bens, estabeleçam a si mesmos nessas cidades e vilas e levantem a bandeira da cruz, usando o conhecimento que adquiriram em ganhar pessoas para a verdade. Signs of the Times,  23 de janeiro de 1893. MM (Ano:2009), Jesus Meu Modelo, 88.

Palavra dirigida pela Inspiração a cada membro: Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa. I Coríntios 15:34.

Por que não temos padecido perseguição?
O que deve acontecer para as fogueiras da perseguição se reacenderem?
                                                                                                                                                                                      
Há outra questão mais importante que deveria ocupar a atenção das igrejas de hoje. O apóstolo Paulo declara que "todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições". II Tim. 3:12. Por que é, pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormentada? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo, e portanto não suscita oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do caráter puro e santo que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e Seus apóstolos. É unicamente por causa do espírito de transigência com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que o cristianismo, é aparentemente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição. GC 48.

Mateus 13:20-21 – O semeado na pedra, não tem raiz, vinda a perseguição se escandaliza

Serão chamados inimigos da igreja e da religião
Calúnia e opróbrio serão a recompensa daqueles que estão ao lado da verdade tal como é em Jesus. [...] Os que dão claro testemunho contra o pecado serão com certeza tão aborrecidos como o foi o Mestre que lhes deu esta obra a fazer em Seu nome. Como Cristo, serão chamados inimigos da igreja e da religião, e quanto mais sinceros e diligentes forem seus esforços para honrar a Deus, tanto mais cruel será a inimizade dos ímpios e dos hipócritas. Não nos devemos, porém, desanimar quando assim formos tratados. I ME 73.

II Coríntios 12:9-10 – A graça suficiente, nas fraquezas é que se tornamos fortes

Como Cristo trata a pessoa que está sendo provada
Em que consistia a força daqueles que no passado sofreram perseguição por amor a Cristo? Era a união com Deus, união com o Espírito Santo, união com Cristo. A acusação e a perseguição têm separado muitos de seus amigos terrestres, mas nunca do amor de Cristo. Nunca a alma, provada pela tempestade, é mais encarecidamente amada por seu Salvador do que quando sofre a perseguição por amor à verdade. AA 85.

II Tessalonicenses 1:4 – Glória da igreja: a fé e a perseguição

“A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço”. Martin Lutero.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

“Deus e pátria” guiam visão de candidatos republicanos

Desde sua independência em 1776, os Estados Unidos estiveram marcados por valores judaico-cristãos, mas, com a proximidade das eleições de 2012, o ideal de “Deus e pátria” parece guiar a visão de governo dos candidatos presidenciais republicanos. A ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, o ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, e o governador do Texas, Rick Perry, deixaram claro que acreditam que seus passos estão guiados, principalmente, pela força divina. Desde 2008, Sarah flerta com a ideia de se lançar na disputa das eleições presidenciais, mas essa hipótese foi descartada no último dia 6 de outubro. A ex-governadora do Alasca anunciou que, após “estudar seriamente a proposta e fazer muitas orações”, não disputará as eleições de 2012.

Sarah, que era a vice de John McCain na última campanha presidencial, perdeu a oportunidade de chegar à Casa Branca, porém, permanece no cenário público, onde faz constantes referências à Bíblia e ao lema “Deus e pátria”. Aliás, esse é o principal lema do movimento conservador Tea Party.

Durante o primeiro discurso sobre sua política externa, Romney afirmou que “Deus não criou este país para ser uma nação de seguidores”. Segundo Romney, o destino dos EUA é “liderar o mundo”. Falar de Deus e de sua fé é algo praticamente natural para qualquer líder político no país. Desde os discursos do presidente Barack Obama até o de um aspirante a vereador, a conclusão é uma só: “Que Deus abençoe América.”

Afinal de contas, embora a Constituição separe a Igreja e o Estado, a própria Declaração de Independência, de 1776, faz referência ao “Criador”. Segundo algumas pesquisas, mais de 90% dos americanos afirmam acreditar em Deus e, como eleitores, esperam que seus líderes políticos sejam homens e mulheres “de fé”. Clique para continuar a ler

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Teólogo protestante quer papa como líder dos cristãos

O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico à Alemanha. “O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim. Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos”. (Continue lendo...)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte VI (Final)


Para o internatura acessar a quinta parte clique aqui, quarta parte clicar aqui, terceira parte aqui, segunda parte aqui, para primeira parte, aqui.

José Wolff – Peregrino em Terras Estranhas

Agora vamos analisar um dos maiores Arautos do Advento nessa época de despertamento da mensagem. Nascido na Bavária, atual território da Alemanha, foi ele o que mais longe foi para proclamar a mensagem, foi um verdadeiro peregrino. Sua vida é singular de várias formas e como veremos, ele apenas se mistura a outra classe de pessoas quando levamos em conta que ele foi mais um de vários pregadores do juízo iminente de Deus:

“Em 1821, três anos depois de Miller chegar à sua explicação das profecias que apontavam para o tempo do juízo, o Dr. José Wolff, "o missionário a todo o mundo", começou a proclamar a próxima vinda do Senhor. Wolff nasceu na Alemanha, de filiação hebréia, sendo seu pai rabino judeu. Quando ainda muito jovem, convenceu-se da verdade da religião cristã. Dotado de espírito ativo e inquiridor, fora ávido ouvinte das conversas em casa do pai, ao congregarem-se diariamente judeus devotos para recordarem as esperanças e expectativas de seu povo, a glória do Messias vindouro e a restauração de Israel. Ouvindo, certo dia, mencionar a Jesus de Nazaré, o menino perguntou quem era Ele. "Um judeu do maior talento", foi a resposta; "mas como pretendesse ser o Messias, o tribunal judaico O condenou à morte." "Por que então" - volveu o que fizera a pergunta - "se acha Jerusalém destruída e por que nos encontramos em cativeiro?" "Ai de nós!" - respondeu o pai - "porque os judeus assassinaram os profetas." Logo se insinuou na criança o pensamento: "Talvez fosse também Jesus um profeta, e os judeus O mataram sendo Ele inocente." - Viagens e Aventuras, do Rev. José Wolff. Tão forte foi esse pensamento que, embora lhe fosse proibido entrar em qualquer igreja cristã, muitas vezes se demorava do lado de fora a escutar a pregação.
Tendo apenas sete anos de idade, estava ele a jactar-se, diante de um idoso vizinho cristão, do triunfo futuro de Israel pelo advento do Messias, quando o ancião disse amavelmente: "Meu caro menino, dir-te-ei quem foi o verdadeiro Messias: Foi Jesus de Nazaré, ... a quem teus antepassados crucificaram, assim como fizeram com os profetas da antiguidade. Vai para casa e lê o capítulo 53 de Isaías, e te convencerás de que Jesus Cristo é o Filho de Deus." - Viagens e Aventuras, do Rev. José Wolff. A convicção prontamente se apoderou dele. Foi para casa, leu a passagem e admirou-se de ver quão perfeitamente ela se havia cumprido em Jesus de Nazaré. Seriam verdadeiras as palavras do cristão? Pediu o rapaz ao pai uma explicação da profecia, mas defrontou com um silêncio tão rigoroso que nunca mais ousou referir-se ao assunto. Isto, entretanto, apenas lhe aumentou o desejo de saber mais a respeito da religião cristã.
Era-lhe cautelosamente conservado fora do alcance o conhecimento que buscava em seu lar hebreu; mas, quando contava apenas onze anos de idade, deixou a casa paterna e saiu para o mundo a fim de obter por si mesmo educação, escolher sua religião e ofício. Encontrou durante algum tempo um lar entre os parentes, mas não tardou a ser por eles expulso como apóstata e, sozinho e sem dinheiro, teve de se conduzir entre estranhos. Ia de lugar em lugar, estudando diligentemente e conseguindo a subsistência com o ensino do hebraico. Por influência de um professor católico foi levado a aceitar a fé romana e formulou o propósito de se fazer missionário para o seu próprio povo. Com este objetivo foi, alguns anos mais tarde, prosseguir os seus estudos no Colégio da Propaganda, em Roma. Ali, seu hábito de pensar independentemente e falar com franqueza, acarretou-lhe a acusação de heresia. Atacava abertamente os abusos da igreja e insistia na necessidade de reforma. Embora a princípio fosse tratado com favor especial pelos dignitários papais, depois de algum tempo o removeram de Roma. Foi de um lugar para outro, sob a vigilância da igreja, até que se tornou evidente que nunca poderia ser levado a submeter-se ao cativeiro do catolicismo. Declararam-no incorrigível; deixaram-no em liberdade para que fosse onde lhe aprouvesse. Encaminhou-se então para a Inglaterra e, professando a fé protestante, uniu-se à Igreja Anglicana. Depois de dois anos de estudo se entregou, em 1821, à sua missão.”

Conta-se que quando estava no caminho para Roma encontrou diversos protestantes que tentaram dissuadir ele de ir dizendo: você não conhece a Igreja Católica. Vá para Roma e em breve será preso se continuar a falar lá como fala aqui conosco. Porém Wolff se negava a acreditar, e continuou sua jornada, e logo pode ver na prática o que seus amigos protestantes tinham avisado. Assim, se envolveu em muitas polêmicas, com alunos e professores, principalmente na questão da infalibilidade do papa.
Certo professor ensinava a história eclesiástica, e à medida que avançava no tempo, Wolff não via a hora que diriam sobre o reformador alemão Martinho Lutero, mas para sua decepção quando parecia que no próximo capítulo seria discutida a questão, o professor dava início a uma recapitulação de tudo o que haviam aprendido, sem passar em exame até o fim a história eclesiástica. Apesar de tudo, Wolff era muito sincero em suas convicções e dizia que seu sonho era se tornar papa algum dia.
Mas à medida que passava o tempo, mais se tornava indignado com a posição católica em certos temas, certa vez o tema da aula era Jansen, notável líder francês.
- Se a Igreja o tivesse queimado, teria feita uma boa coisa – disse professor.
Com grande indignação Wolff levantou-se e respondeu:
- A Igreja não tem o direito de queimar!
- Em base do que você diz isso? – pergunta o professor
- O mandamento diz: “não matarás” – fala candidamente Wolff
- O pastor tem o direito de matar o lobo que entra no redil
- Um homem não é um lobo – novamente indignado responde Wolff
- Mas dezessete papas queimaram hereges.
- Dezessete papas erraram – declara Wolff com ousadia.
Não demorou muito para que Wolff fosse expulso do colégio, na verdade ele correu sério risco de ser condenado pelos Inquisidores do Tribunal do Santo Ofício, no Vaticano, devido ao teor de várias de suas cartas.
Devido a um amigo (Henry Drummond), ele foi para a Inglaterra e finalmente decidira se tornar um protestante, entretanto deveria agora escolher qual Igreja ele se adequaria melhor; assim cada domingo visitava uma Igreja diferente, e após ter se acostumado com o silêncio e reverência das catedrais católicas, ele se sentiu chocado com as outras igrejas, entendendo que havia falta de reverência no culto dos londrinos. Foi assim que se identificou melhor com a Igreja anglicana no qual tudo era silêncio; e também se achou em sintonia com as suas doutrinas.
Algum tempo depois acompanhado de Edward Irving, o maior pregador da Inglaterra naquela época, foram a uma reunião importante de pregadores de toda Inglaterra, e ao estudarem as profecias, especialmente as de Daniel, convenceram-se que Jesus voltaria em breve a Terra.
Assim, Wolff não parava de pensar do seu dever de ir até aos seus compatriotas judeus, para pregar a eles não somente que o Messias já teria vindo, mas também que ele voltaria uma segunda vez.

“Ao mesmo tempo que Wolff aceitava a grande verdade do primeiro advento de Cristo como "homem de dores, e experimentado nos trabalhos", via que as profecias apresentavam, com igual clareza, Seu segundo advento com poder e glória. E, ao passo que procurava conduzir seu povo a Jesus de Nazaré como o Prometido, e indicar-lhes a Sua primeira vinda em humilhação, como sacrifício pelos pecados dos homens, ensinava-lhes também Sua segunda vinda como rei e libertador.
"Jesus de Nazaré, o verdadeiro Messias, dizia ele, cujas mãos e pés foram traspassados; que como um cordeiro foi levado ao matadouro; que foi o homem de dores e experimentado em trabalhos; que veio pela primeira vez, depois de ser o cetro tirado de Judá, e o poder legislativo de entre seus pés, virá pela segunda vez, nas nuvens do céu, e com a trombeta do Arcanjo" (Pesquisas e Trabalhos Missionários, de Wolff) "e estará em pé sobre o Monte das Oliveiras; e aquele domínio sobre a criação, que uma vez fora entregue a nosso primeiro pai, e por ele perdido (Gên. 1:26; 3:17), será dado a Jesus. Ele será rei sobre a Terra toda. Cessarão os gemidos e lamentações da criação, e cânticos de louvor e ações de graças serão ouvidos. ... Quando Jesus vier na glória de Seu Pai, com os santos anjos, ... os crentes que estiverem mortos ressuscitarão primeiro (I Tess. 4:16; I Cor. 15:23). Isto é o que nós, cristãos, chamamos primeira ressurreição. Então, o reino animal mudará a sua natureza (Isa. 11:6-9), e se submeterá a Jesus (Sal. 8). Prevalecerá a paz universal." (Diário do Rev. José Wolff.) "O Senhor novamente olhará para a Terra, e dirá que tudo é muito bom." - Ibidem.
Wolff cria na próxima vinda do Senhor, e sua interpretação dos períodos proféticos colocava o grande acontecimento em muito poucos anos de diferença do tempo indicado por Miller. Aos que insistiam nesta passagem: "Daquele dia e hora ninguém sabe" que os homens nada devem saber em relação à proximidade do advento, Wolff replicava: "Disse nosso Senhor que aquele dia e hora nunca deveriam ser conhecidos? Não nos deu Ele sinais dos tempos, a fim de que possamos ao menos saber a aproximação de Sua vinda, como alguém sabe da proximidade do verão pelo brotar das folhas na figueira? (Mat. 24:32.) Não deveremos jamais conhecer esse tempo, quando Jesus mesmo nos exorta, não somente a ler o profeta Daniel, mas a compreendê-lo? E o mesmo livro de Daniel, em que se diz que as palavras estavam fechadas até ao tempo do fim (conforme era o caso em seu tempo), declara que 'muitos correrão de uma parte para outra' (expressão hebraica para significar - observar e pensar a respeito do tempo), e a 'ciência' (em relação ao tempo) 'se multiplicará'. Dan. 12:4. Demais, nosso Senhor não tem o intuito de dizer com isto que a proximidade do tempo não será conhecida, mas que o 'dia e hora' exatos 'ninguém sabe'. Pelos sinais dos tempos, diz Ele, será conhecido o suficiente para nos induzir ao preparo para a Sua vinda, tal como Noé preparou a arca." - Pesquisas e Trabalhos Missionários, de Wolff.
Em relação ao sistema popular de interpretar as Escrituras, ou de mal-interpretá-las, escreveu Wolff: "A maior parte da igreja cristã tem-se separado do claro sentido das Escrituras, volvendo ao sistema fantasioso dos budistas; estes crêem que a futura felicidade dos homens consistirá em mover-se pelo ar. Admitem que, quando lêem judeus, devem entender gentios; e quando lêem Jerusalém, devem compreender igreja; e se se fala de Terra, significa Céu; e pela vinda do Senhor devem compreender o progresso das sociedades missionárias; e subir ao monte da casa do Senhor, significa imponente reunião religiosa dos metodistas." - Diário, do Rev. José Wolff.
Durante vinte e quatro anos, de 1821 a 1845, Wolff viajou extensamente: na África, visitando o Egito e a Etiópia; na Ásia, atravessando a Palestina, Síria, Pérsia, Usbequistão [antiga Bucária] e a Índia. Visitou também os Estados Unidos, pregando, na viagem para lá, na ilha de Santa Helena. Chegou a Nova Iorque em agosto de 1837; e, depois de falar naquela cidade, pregou em Filadélfia e Baltimore, dirigindo-se finalmente a Washington. Ali, diz ele, "por uma proposta apresentada pelo ex-presidente John Quincy Adams, em uma das casas do Congresso, concedeu-se-me unanimemente o uso do salão do Congresso para uma conferência que eu pronunciei em um sábado, honrada com a presença de todos os congressistas, e também do bispo de Virgínia e do clero e cidadãos de Washington. A mesma honra me foi conferida pelos membros do governo de Nova Jersey e Pensilvânia, em cuja presença fiz conferências sobre minhas pesquisas na Ásia, e também sobre o reino pessoal de Jesus Cristo". - Diário.
O Dr. Wolff viajou nos países mais bárbaros, sem a proteção de qualquer autoridade européia, suportando muitas dificuldades e cercado de inumeráveis perigos. Foi espancado e sofreu fome, sendo vendido como escravo, e três vezes condenado à morte. Foi assediado por ladrões, e algumas vezes quase pereceu de sede. Uma ocasião despojaram-no de tudo que possuía, obrigando-o a viajar centenas de quilômetros a pé, através de montanhas, descalço e com os pés enregelados ao contato do chão frio, e o rosto açoitado pela neve.”

Certa vez foi perguntado por um viajante inglês:
- Wolff há cristãos em Bokhara (ou Bucária)?
- Há pelo menos vinte, porque foi esse número que eu batizei de judeus, e agora aceitam plenamente a Jesus Cristo como o Messias.
É interessante notar também seu grande domínio das línguas – 14 ao todo, sendo: perito em 6, e capaz de conversar facilmente em outras 8 – isso possibilitou uma pregação eficaz a vários povos do oriente, e não somente a seus compatriotas judeus.
Para todos os lugares pregava também a volta de Cristo e ficou conhecido por isso.
Certa vez um famoso soldado britânico, Charles Napier lhe perguntou:
- Então é o senhor que acha que o fim do mundo virá em 1845?
- Não, senhor – explicou Wolff – não em 1845, mas em 1847.
Como se sabe, uma pequena diferença de tempo, para os que professavam a volta de Cristo na América, e o aguardavam em 1844. E não é necessária maior atenção para com esta diferença, pois, era somente técnica, já que o fundamento era o mesmo, a diferença se deve as informações que Wolff (tal como Irving) obteve quanto à data do decreto de Artaxerxes, que é o ponto de partida dos 2300 anos.
Conta-se também que depois de ter falado em um lugar tão importante como o congresso, perguntaram o que ele faria se chegassem ao ano de 1847, e nada se realizasse como esperado.
- Bem eu direi que Wolff estava equivocado - respondeu ele prontamente.

"Quando advertido pelo fato de ir desarmado entre tribos selvagens e hostis, declarava estar "provido de armas - oração, zelo para com Cristo e confiança em Seu auxílio. - "Também estou provido", disse ele, "do amor de Deus e do meu próximo, em meu coração, e da Bíblia em minhas mãos." - Em Perigos Muitas Vezes, W. H. D. Adams. Aonde quer que fosse, levava consigo as Escrituras em hebraico e inglês.
De uma de suas últimas jornadas diz ele: "Eu ... conservava a Bíblia aberta na mão. Sentia que o meu poder estava no Livro e que sua força me sustentaria." - Ibidem.”

Certa vez, aprisionado como espia, e levado perante o soberano da Pérsia, e sendo este reino muçulmano nesta época, bastante contrários aos cristãos, perguntaram a Wolff porque ele procurava tais dificuldades; porque não estava em sua casa comendo, bebendo e vivendo prazerosamente com sua família. Wolff discursou calmamente:
“Pela leitura deste livro verifiquei que nosso coração só se pode ligar a Deus crendo em Jesus; e ao crer isto, sinto-me como alguém que passeasse por um belo jardim, aspirasse a fragrância das rosas e escutasse o canto sonoro do rouxinol; e não me agrada ser a única pessoa feliz, por isto vou pelo mundo com o desígnio de convidar outros a passear de braço comigo pelo mesmo belo jardim” (Em História de Nossa Igreja, pág. 169).
Seu discurso agradou o soberano e sua corte, tanto que exclamavam ser ele um homem de Deus, cheio do amor de Deus; e além de ser solto, ele permaneceu como hóspede de honra por vários dias, em que foram aproveitados lendo a Bíblia e falando-lhes acerca de Jesus e Sua próxima vinda.

“Assim perseverou em seus labores até que a mensagem do juízo foi levada a uma grande parte habitável do globo. Entre judeus, turcos, persas, hindus e muitas outras nacionalidades e povos, ele distribuiu a Palavra de Deus nessas várias línguas, e em toda parte anunciou a proximidade do reino do Messias.”

Também há em seu diário um relato interessante, sobre um povo que ele encontrou que já acreditava na segunda vinda de Cristo, antes de seu contato com eles:

“Em suas viagens pelo Usbequistão [antiga Bucária] encontrou a doutrina da próxima vinda do Senhor, professada por um povo remoto e isolado.
Os árabes do Iêmen, diz ele, "acham-se de posse de um livro chamado 'Seera', que dá informação sobre a segunda vinda de Cristo e Seu reino em glória; e esperam ocorrerem grandes acontecimentos no ano de 1840". - Diário. "No Iêmen... passei seis dias com os filhos de Recabe. Não bebem vinho, não plantam vinhedos, não semeiam, e vivem em tendas; lembram-se do bom e velho Jonadabe, filho de Recabe; e encontrei em sua companhia filhos de Israel, da tribo de Dã, ... que esperam com os filhos de Recabe a breve vinda do Messias nas nuvens do céu." – Ibidem” (GC, págs. 357-362).

Por fim, depois de tantas viagens, pôde José Wolff finalmente dar a atenção devida a sua esposa que tantas vezes pensou que nunca mais o veria: durante seus últimos dezoito anos foi pastor de uma igreja na Inglaterra, até que o Senhor deu o repouso para Seu servo, ele viveu de 1795 a 1862.
Mas, olhando para aquele dia: Naquela manhã gloriosa da ressurreição, sabemos que a partir daquele dia Wolff terá muitas viagens a fazer, terá muitos planetas a visitar durante toda a eternidade, finalmente poderá realizar viagens em que não mais haverá perigo algum para com que se preocupar.    

Conclusão

Poderíamos dedicar ainda muito mais páginas para estes servos de Deus, mas fica esta obra restrita a pelo menos suscitar o estudo destes vários nomes, e não somente qualificar Guilherme Miller como proclamador da primeira mensagem angélica (que será analisado no próximo capítulo).

Para finalizar, uma rápida recapitulação destes grandes Arautos, espalhados por todo mundo, feita sucintamente por Ellen G. White:

“Graças aos labores, de Guilherme Miller e muitos outros na América, de setecentos ministros na Inglaterra, de Bengel e outros na Alemanha, de Gaussen e seus seguidores na França e na Suíça, de muitos ministros na Escandinávia, de um jesuíta converso na América do Sul e do Dr. Joseph Wolff em muitos países orientais e da África, a mensagem do advento foi levada a vastas regiões do globo habitável” (EGW, na revista Southern Watchman, de 24 de janeiro de 1905). [M. Borges]
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