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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Perfeição da Cronologia Profética


É fascinante perceber que a perfeição do cálculo profético desfaz todas as dúvidas relacionadas à compreensão adventista sobre as 2.300 tardes e manhãs (de Daniel 8:14) e o 22 de outubro de 1844. Por exemplo: há relação entre Daniel 8 e Daniel 9? As 70 semanas fazem parte das 2.300 tardes e manhãs? Uns dirão “sim”; outros, “não”. No Apêndice ao Estudo 2 da Série de Estudos “A Plenitude dos Tempos” (www.concertoeterno.com), há uma matéria sobre isso (resposta à pergunta 2). Mas, o que estabelece definitivamente a inter-relação entre os dois períodos não são os detalhes do texto ou a análise das palavras mareh e chazon – embora tudo isso seja extremamente importante –, mas, sim, a harmoniosa engrenagem do cálculo.

Do esquema matemático apresentado nos estudos 6, 8 e 9, devem chamar a atenção as seguintes constatações:

1) 2.300 anos solares envolvem uma composição de 121 ciclos metônicos e 12 lunações que se complementam. Essa composição possibilita que os 2.300 anos comecem e terminem num dia 10 do sétimo mês, o Dia da Expiação. Num calendário lunissolar, não é todo período que admite essa composição [por exemplo: se o período fosse de 2.299 anos solares e fixássemos seu início no Dia da Expiação, não seria possível terminá-lo num Dia da Expiação].

2) Contando-se as 69,5 semanas proféticas a partir de um Dia da Expiação, o meio da septuagésima semana cairá justamente no dia da celebração da Páscoa, o que também é uma relação bastante singular.

3) Tomando por base dados históricos e astronômicos disponíveis, fixa-se o dia, o mês e o ano da morte de Jesus (26/27 de abril de 31). Retrocedendo 486,5 anos, chega-se ao Dia da Expiação no ano em que Esdras retornou de Babilônia (28/29 de outubro de 457 a.C.), eliminando a dúvida entre 458 a.C. e 457 a.C. Avançando 2.300 anos, chega-se ao Dia da Expiação em 1.844 (22/23 de outubro).

4) Fixando o começo do período na hora do sacrifício da tarde, o meio da septuagésima semana cairá naquela noite de quinta-feira, quando Jesus disse “Pai, é chegada a HORA” (João 17:1), e o fim das 2.300 tardes e manhãs cairá na hora do sacrifício da tarde em Jerusalém. Levando em consideração a diferença de fusos horários, isso provavelmente corresponde ao horário em que Hiram Edson teve sua visão do milharal. Tudo em perfeita sincronia!

5) Por mais “avançada” que fosse a Astronomia na época de Daniel, não havia informações e métodos que permitissem ao homem construir a complexa arquitetura desse modelo. A própria compreensão do modelo pelo ser humano somente se tornou possível, na extensão e profundidade apresentadas no site “Concerto Eterno”, utilizando recursos desenvolvidos recentemente pela Ciência Moderna. Louvado seja Deus!

Portanto, o sistema cronológico desfaz as dúvidas remanescentes e confirma de uma vez por todas a mensagem adventista. O esquema matemático também confirma a inter-relação de Daniel 8 e 9. Se não admitirmos isso, estaremos diante das maiores coincidências da História!

Henderson Hermes Leite Velten ( www.concertoeterno.com )

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Isaac Newton: Cientista e Teólogo


Era uma pessoa fora do comum — distraído e generoso, sensível à crítica e modesto. Enfrentou uma série de crises psicológicas. Tinha dificuldade em manter boas relações sociais. Contudo, ele foi um dos raros gigantes da história — um físico brilhante, astrônomo e matemático extraordinário e um filósofo natural.
Quando Isaac Newton, aquele raro gênio inglês e cavalheiro, morreu em 1727 com a idade de 85, deixou uma marca indelével em todo trabalho a que se dedicou. Conhecemos suas leis do movimento e a teoria da gravitação. Nós o conhecemos por suas contribuições à compreensão do universo. Mas raramente conhecemos suas contribuições à teologia cristã. Depois de um estudo intenso de seus escritos, concluí que Newton era não só um grande cientista, mas também um grande teólogo — um verdadeiro adventista e criacionista.1
Minha jornada para a compreensão de Newton como teólogo começou há 45 anos, quando me tornei adventista do sétimo dia depois de assistir a uma série evangelística sobre as fascinantes profecias de Daniel e Apocalipse. Estava então estudando na Escola Politécnica da Universidade de S. Paulo, visando a obter um diploma de engenharia.
O ambiente da universidade não era de molde a nutrir minha fé. Eu era bombardeado de todas as direções. Materialismo, preocupações humanísticas e uma filosofia científica restrita convergiam para pôr em dúvida minha fé recente. Eu precisava de algo para defender o que cria ser verdadeiro, e queria que minha defesa fosse sã e lógica.
Em minha procura de literatura apropriada, descobri uma versão portuguesa de 1950 de Newton’s Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse — não na biblioteca da escola ou numa livraria, mas em uma banca de livros velhos em uma esquina de S. Paulo. Fiquei encantado ao descobrir que o mesmo Isaac Newton a quem nós, como estudantes de engenharia, conheceramos em ótica, mecânica, cálculo e gravitação, tinha dedicado bastante tempo e esforço à cronologia bíblica e à interpretação de profecia! Com efeito, a Enciclopédia Britânica dá uma lista de livros de Newton, The Chronology of Ancient Kings Amended e Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John entre suas cinco obras mais importantes, as outras sendo Philosophiae Naturalis, Principia Mathematica, Opticks e Arithmetica Universalis.
Minha descoberta e estudo de Newton como um erudito cristão levou-me a compreendê-lo como um criacionista, um adventista e um intérprete das profecias.

Newton, o criacionista

Robert Boyle, pioneiro em estudos das propriedades dos gases e forte promotor do cristianismo, que advogava o estudo científico da natureza como um dever religioso, morreu em 1691. Seu testamento provia para uma série de palestras anuais para a defesa do cristianismo contra a incredulidade. Richard Bentley, clérigo e destacado erudito clássico, apresentou a primeira série de palestras em 1692.
Na preparação para suas palestras, Bentley buscou a ajuda de Newton, que já era famoso por seus Principia (1687). Bentley esperava demonstrar que, segundo as leis físicas que governam o universo natural, teria sido impossível os corpos celestes surgirem sem a intervenção de um agente divino.
Desde então, Bentley e Newton trocaram uma correspondência “quase teológica”. Newton declarou: “Quando escrevi meu tratado sobre nosso sistema, tinha meus olhos voltados a princípios que podiam funcionar considerando a crença da humanidade em uma Divindade, e nada me dá maior prazer do que vê-lo sendo útil para este fim”.2
Newton escreveu de novo: “Os movimentos que os planetas têm hoje não podiam ter originado em uma causa natural isolada, mas foram impostos por um agente inteligente”.3
Outros escritos confirmam a forte crença de Newton num Criador, a quem ele se referia freqüentemente como o “Pantokrator”, termo grego, o Todo-Poderoso, “com autoridade sobre tudo que existe, sobre a forma do mundo natural e sobre o curso da história humana”.
Newton expressa suas convicções com clareza: “Precisamos crer que há um só Deus ou monarca supremo a Quem podemos temer e guardar Suas leis e dar-Lhe honra e glória. Devemos crer que Ele é o Pai de quem vêm todas as coisas, e que ama Seu povo como seu Pai. Devemos crer que Ele é o ‘Pantokrator’, Senhor de todas as coisas, com poder irresistível e ilimitado domínio, do qual não podemos esperar escapar, se nos rebelarmos e seguirmos a outros deuses, ou se transgredirmos as leis de Sua soberania, e de Quem podemos esperar grandes recompensas se fizermos Sua vontade. Devemos crer que Ele é o Deus dos judeus, que criou os céus e a terra e tudo que neles há, como expresso nos Dez Mandamentos, de modo que podemos agradecer-Lhe pelo nosso ser e por todas as bênçãos desta vida, e guardar-nos de usar Seu nome em vão ou adorar imagens de outros deuses”.4

Newton, o adventista

Newton também se preocupava com a restauração da Igreja Cristã à sua pureza apostólica. Seu estudo das profecias o levou a concluir que afinal a igreja, a despeito de seus defeitos presentes, triunfaria. William Whiston, que sucedeu a Newton como professor de matemática em Cambridge e escreveu The Accomplishment of Scripture Prophecies, declarou depois da morte de Newton que “ele e Samuel Clarke tinham desistido de lutar pela restauração da Igreja às normas dos tempos apostólicos primitivos porque a interpretação que Newton dava às profecias os tinha levado a esperar uma longa era de corrupção antes de poder ser efetiva”.5
Newton cria num remanescente fiel que testemunharia até o fim dos tempos. Um de seus biógrafos escreve: “Por igreja verdadeira, à qual as profecias apontavam, Newton não pensava incluir todos os cristãos nominais, mas um remanescente, um pequeno povo disperso, escolhido por Deus, povo que não sendo movido por qualquer inte-resse, instrução ou o poder de autoridades humanas, é capaz de se dedicar sincera e diligentemente à busca da verdade”. “Newton estava longe de identificar o que quer que existisse a seu redor como o verdadeiro cristianismo apostólico. Sua cronologia interna tinha posto o dia da trombeta final dois séculos mais tarde.”6
Em Daniel 2 Newton viu o desenvolvimento da história da humanidade até o fim do tempo, quando Cristo estabeleceria Seu reino. Escreveu: “E uma pedra cortada sem mãos, que caiu sobre os pés da imagem, e reduziu a pedaços os quatro metais, e tornou-se uma grande montanha, e encheu toda a terra; ela representa que um novo reino devia surgir, depois dos quatro, e conquistar todas aquelas nações, e tornar-se muito grande, e durar até o fim dos séculos”.7
Tratando das visões subseqüentes de Daniel, Newton deixa claro que depois do quarto reino sobre a terra viria a segunda vinda de Cristo e o estabelecimento de Seu reino eterno: “A profecia do Filho do homem vindo nas nuvens do céu relaciona-se com a segunda vinda de Cristo.”8

Newton, o intérprete profético

Newton não estava satisfeito com a interpretação das profecias então corrente. Sustentava que os intérpretes não tinham “método prévio...Eles torcem partes da profecia, colocando-as fora de sua ordem natural, segundo sua conveniência”.9
Em harmonia com sua abordagem de questões científicas, Newton estabeleceu normas para interpretação profética, com uma codificação da linguagem profética a fim de eliminar a possibilidade de distorção ao bel-prazer dos intérpretes, e adotou o critério de deixar a Escritura revelar e explicar a Escritura.
Assim, a interpretação de Newton divergia da maioria de seus contemporâneos. Não estava interessado em aplicar a profecia para explicar a história política da Inglaterra, como alguns outros faziam, mas em focalizar o princípio da grande apostasia que ocorreu na igreja, e a restauração final da igreja à sua pureza.
Este interesse na restauração da igreja à pureza apostólica levou Newton a um estudo da segunda vinda de Cristo. Sua preocupação com o futuro o levou às 70 semanas de Daniel 9. Ele, como os dispensacionalistas de hoje, designava a última semana para um futuro indeterminado, quando a volta dos judeus e a reconstrução de Jerusalém iriam começar, culminando com a gloriosa segunda vinda de Cristo.
Essa interpretação, naturalmente, é contrária às crenças adventistas. Contudo, os princípios de interpretação de Newton estão em harmonia com os dos adventistas. Por exemplo, considere a interpretação que Newton faz dos símbolos:
“Ventos tempestuosos, ou o movimento de nuvens (significam) guerras;...Chuva, se não excessiva e orvalho e água viva (significam) as graças e doutrinas do Espírito; e a falta de chuva, a esterilidade espiritual. Na terra, a terra seca e as águas congregadas, como um mar, um rio, um dilúvio, significam o povo de várias regiões, nações e domínios....E diversos animais como um Leão, um Urso, um Leopardo, um Bode, segundo suas características, representam diversos reinos e corpos políticos... Um Governante é representado por ele cavalgar um animal; um Guerreiro e Conquistador, por ter uma espada e um arco; um homem poderoso, por sua estatura gigantesca; um juiz por pesos e medidas;...honra e glória, por uma roupagem esplêndida; dignidade real, por púrpura ou escarlate, ou por uma coroa; fraqueza, por roupas manchadas e sujas.”10
Na interpretação de profecias relacionadas com tempo, Newton sustentava que “os dias de Daniel são anos”.11 Ele aplicou este princípio às 70 semanas12 e aos “três tempos e meio” do período de apostasia. Newton deixa claro que o “dia profético” é “um ano solar”, e que “tempo” na profecia também é equivalente a um ano solar”; “E tempos e leis foram daí em diante dados em sua mão, por um tempo, tempos e metade de um tempo, ou três tempos e meio; isto é por 1260 anos solares, calculando o tempo por um ano de 360 dias, e um dia por um ano solar”.13

Conclusão

Newton era muito cauteloso em suas crenças religiosas. Isto em parte explica por que não publicou suas obras teológicas em vida. Talvez Newton, cônscio do ambiente religioso inglês, não queria ser acusado de heresia, mas seguiu a verdade como a via na Bíblia. Felizmente, suas obras teológicas foram publicadas postumamente.
Como adventistas do sétimo dia, podemos não concordar com todas as interpretações de Newton das profecias bíblicas. Mas podemos tirar proveito de suas obras teológicas e de sua metodologia cuidadosa, de modo a podermos ficar firmes na fé, mesmo quando seguindo estudos científicos. Aqui está um gigante da ciência que não se envergonhava de sua fé e que devotou tempo para compreender a Palavra de Deus tanto no que toca sua predição do movimento da história como em prover diretriz para nossa vida pessoal.

Site da Sociedade Criacionista Brasileira: www.scb.org.br
 
Ruy Carlos de Camargo Vieira (Ph.D., Universidade de S. Paulo) é engenheiro mecânico e elétrico e presentemente membro do Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira. Em 1971 o Dr. Vieira fundou a Sociedade Criacionista Brasileira e lançou a Folha Criacionista, uma revista publicada no Brasil duas vezes por ano. Seu endereço: Caixa Postal 08743; 70312-970 Brasília, D.F.; Brasil. Fax: 55-61-577-3892.

Notas e referências
1.   Ver meu Sir Isaac Newton: Adventista? livrinho publicado pela Sociedade Criacionista Brasileira.
2.   Richard S. Westfall, The Life of Isaac Newton (Cambridge: University Press, 1993), pág. 204.
3.   Bernard Cohen, Isaac Newton: Papers & Letters on Natural Philosophy (Cambridge: Harvard University Press, 1958), pág. 284.
4.   Westfall, pág. 301.
5.   Ibid., pág. 300
6.   Ibid., pág. 128.
7.   Isaac Newton, Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John, págs. 25-26.
8.   Ibid., pág. 128.
9.   Westfall, págs. 128,129.
10. Newton, Observations, págs. 18-22.
11. Ibid., pág. 122.
12. Ibid., pág. 130.
13. Ibid., págs. 113, 114.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Teólogo protestante quer papa como líder dos cristãos

O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico à Alemanha. “O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim. Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos”. (Continue lendo...)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte VI (Final)


Para o internatura acessar a quinta parte clique aqui, quarta parte clicar aqui, terceira parte aqui, segunda parte aqui, para primeira parte, aqui.

José Wolff – Peregrino em Terras Estranhas

Agora vamos analisar um dos maiores Arautos do Advento nessa época de despertamento da mensagem. Nascido na Bavária, atual território da Alemanha, foi ele o que mais longe foi para proclamar a mensagem, foi um verdadeiro peregrino. Sua vida é singular de várias formas e como veremos, ele apenas se mistura a outra classe de pessoas quando levamos em conta que ele foi mais um de vários pregadores do juízo iminente de Deus:

“Em 1821, três anos depois de Miller chegar à sua explicação das profecias que apontavam para o tempo do juízo, o Dr. José Wolff, "o missionário a todo o mundo", começou a proclamar a próxima vinda do Senhor. Wolff nasceu na Alemanha, de filiação hebréia, sendo seu pai rabino judeu. Quando ainda muito jovem, convenceu-se da verdade da religião cristã. Dotado de espírito ativo e inquiridor, fora ávido ouvinte das conversas em casa do pai, ao congregarem-se diariamente judeus devotos para recordarem as esperanças e expectativas de seu povo, a glória do Messias vindouro e a restauração de Israel. Ouvindo, certo dia, mencionar a Jesus de Nazaré, o menino perguntou quem era Ele. "Um judeu do maior talento", foi a resposta; "mas como pretendesse ser o Messias, o tribunal judaico O condenou à morte." "Por que então" - volveu o que fizera a pergunta - "se acha Jerusalém destruída e por que nos encontramos em cativeiro?" "Ai de nós!" - respondeu o pai - "porque os judeus assassinaram os profetas." Logo se insinuou na criança o pensamento: "Talvez fosse também Jesus um profeta, e os judeus O mataram sendo Ele inocente." - Viagens e Aventuras, do Rev. José Wolff. Tão forte foi esse pensamento que, embora lhe fosse proibido entrar em qualquer igreja cristã, muitas vezes se demorava do lado de fora a escutar a pregação.
Tendo apenas sete anos de idade, estava ele a jactar-se, diante de um idoso vizinho cristão, do triunfo futuro de Israel pelo advento do Messias, quando o ancião disse amavelmente: "Meu caro menino, dir-te-ei quem foi o verdadeiro Messias: Foi Jesus de Nazaré, ... a quem teus antepassados crucificaram, assim como fizeram com os profetas da antiguidade. Vai para casa e lê o capítulo 53 de Isaías, e te convencerás de que Jesus Cristo é o Filho de Deus." - Viagens e Aventuras, do Rev. José Wolff. A convicção prontamente se apoderou dele. Foi para casa, leu a passagem e admirou-se de ver quão perfeitamente ela se havia cumprido em Jesus de Nazaré. Seriam verdadeiras as palavras do cristão? Pediu o rapaz ao pai uma explicação da profecia, mas defrontou com um silêncio tão rigoroso que nunca mais ousou referir-se ao assunto. Isto, entretanto, apenas lhe aumentou o desejo de saber mais a respeito da religião cristã.
Era-lhe cautelosamente conservado fora do alcance o conhecimento que buscava em seu lar hebreu; mas, quando contava apenas onze anos de idade, deixou a casa paterna e saiu para o mundo a fim de obter por si mesmo educação, escolher sua religião e ofício. Encontrou durante algum tempo um lar entre os parentes, mas não tardou a ser por eles expulso como apóstata e, sozinho e sem dinheiro, teve de se conduzir entre estranhos. Ia de lugar em lugar, estudando diligentemente e conseguindo a subsistência com o ensino do hebraico. Por influência de um professor católico foi levado a aceitar a fé romana e formulou o propósito de se fazer missionário para o seu próprio povo. Com este objetivo foi, alguns anos mais tarde, prosseguir os seus estudos no Colégio da Propaganda, em Roma. Ali, seu hábito de pensar independentemente e falar com franqueza, acarretou-lhe a acusação de heresia. Atacava abertamente os abusos da igreja e insistia na necessidade de reforma. Embora a princípio fosse tratado com favor especial pelos dignitários papais, depois de algum tempo o removeram de Roma. Foi de um lugar para outro, sob a vigilância da igreja, até que se tornou evidente que nunca poderia ser levado a submeter-se ao cativeiro do catolicismo. Declararam-no incorrigível; deixaram-no em liberdade para que fosse onde lhe aprouvesse. Encaminhou-se então para a Inglaterra e, professando a fé protestante, uniu-se à Igreja Anglicana. Depois de dois anos de estudo se entregou, em 1821, à sua missão.”

Conta-se que quando estava no caminho para Roma encontrou diversos protestantes que tentaram dissuadir ele de ir dizendo: você não conhece a Igreja Católica. Vá para Roma e em breve será preso se continuar a falar lá como fala aqui conosco. Porém Wolff se negava a acreditar, e continuou sua jornada, e logo pode ver na prática o que seus amigos protestantes tinham avisado. Assim, se envolveu em muitas polêmicas, com alunos e professores, principalmente na questão da infalibilidade do papa.
Certo professor ensinava a história eclesiástica, e à medida que avançava no tempo, Wolff não via a hora que diriam sobre o reformador alemão Martinho Lutero, mas para sua decepção quando parecia que no próximo capítulo seria discutida a questão, o professor dava início a uma recapitulação de tudo o que haviam aprendido, sem passar em exame até o fim a história eclesiástica. Apesar de tudo, Wolff era muito sincero em suas convicções e dizia que seu sonho era se tornar papa algum dia.
Mas à medida que passava o tempo, mais se tornava indignado com a posição católica em certos temas, certa vez o tema da aula era Jansen, notável líder francês.
- Se a Igreja o tivesse queimado, teria feita uma boa coisa – disse professor.
Com grande indignação Wolff levantou-se e respondeu:
- A Igreja não tem o direito de queimar!
- Em base do que você diz isso? – pergunta o professor
- O mandamento diz: “não matarás” – fala candidamente Wolff
- O pastor tem o direito de matar o lobo que entra no redil
- Um homem não é um lobo – novamente indignado responde Wolff
- Mas dezessete papas queimaram hereges.
- Dezessete papas erraram – declara Wolff com ousadia.
Não demorou muito para que Wolff fosse expulso do colégio, na verdade ele correu sério risco de ser condenado pelos Inquisidores do Tribunal do Santo Ofício, no Vaticano, devido ao teor de várias de suas cartas.
Devido a um amigo (Henry Drummond), ele foi para a Inglaterra e finalmente decidira se tornar um protestante, entretanto deveria agora escolher qual Igreja ele se adequaria melhor; assim cada domingo visitava uma Igreja diferente, e após ter se acostumado com o silêncio e reverência das catedrais católicas, ele se sentiu chocado com as outras igrejas, entendendo que havia falta de reverência no culto dos londrinos. Foi assim que se identificou melhor com a Igreja anglicana no qual tudo era silêncio; e também se achou em sintonia com as suas doutrinas.
Algum tempo depois acompanhado de Edward Irving, o maior pregador da Inglaterra naquela época, foram a uma reunião importante de pregadores de toda Inglaterra, e ao estudarem as profecias, especialmente as de Daniel, convenceram-se que Jesus voltaria em breve a Terra.
Assim, Wolff não parava de pensar do seu dever de ir até aos seus compatriotas judeus, para pregar a eles não somente que o Messias já teria vindo, mas também que ele voltaria uma segunda vez.

“Ao mesmo tempo que Wolff aceitava a grande verdade do primeiro advento de Cristo como "homem de dores, e experimentado nos trabalhos", via que as profecias apresentavam, com igual clareza, Seu segundo advento com poder e glória. E, ao passo que procurava conduzir seu povo a Jesus de Nazaré como o Prometido, e indicar-lhes a Sua primeira vinda em humilhação, como sacrifício pelos pecados dos homens, ensinava-lhes também Sua segunda vinda como rei e libertador.
"Jesus de Nazaré, o verdadeiro Messias, dizia ele, cujas mãos e pés foram traspassados; que como um cordeiro foi levado ao matadouro; que foi o homem de dores e experimentado em trabalhos; que veio pela primeira vez, depois de ser o cetro tirado de Judá, e o poder legislativo de entre seus pés, virá pela segunda vez, nas nuvens do céu, e com a trombeta do Arcanjo" (Pesquisas e Trabalhos Missionários, de Wolff) "e estará em pé sobre o Monte das Oliveiras; e aquele domínio sobre a criação, que uma vez fora entregue a nosso primeiro pai, e por ele perdido (Gên. 1:26; 3:17), será dado a Jesus. Ele será rei sobre a Terra toda. Cessarão os gemidos e lamentações da criação, e cânticos de louvor e ações de graças serão ouvidos. ... Quando Jesus vier na glória de Seu Pai, com os santos anjos, ... os crentes que estiverem mortos ressuscitarão primeiro (I Tess. 4:16; I Cor. 15:23). Isto é o que nós, cristãos, chamamos primeira ressurreição. Então, o reino animal mudará a sua natureza (Isa. 11:6-9), e se submeterá a Jesus (Sal. 8). Prevalecerá a paz universal." (Diário do Rev. José Wolff.) "O Senhor novamente olhará para a Terra, e dirá que tudo é muito bom." - Ibidem.
Wolff cria na próxima vinda do Senhor, e sua interpretação dos períodos proféticos colocava o grande acontecimento em muito poucos anos de diferença do tempo indicado por Miller. Aos que insistiam nesta passagem: "Daquele dia e hora ninguém sabe" que os homens nada devem saber em relação à proximidade do advento, Wolff replicava: "Disse nosso Senhor que aquele dia e hora nunca deveriam ser conhecidos? Não nos deu Ele sinais dos tempos, a fim de que possamos ao menos saber a aproximação de Sua vinda, como alguém sabe da proximidade do verão pelo brotar das folhas na figueira? (Mat. 24:32.) Não deveremos jamais conhecer esse tempo, quando Jesus mesmo nos exorta, não somente a ler o profeta Daniel, mas a compreendê-lo? E o mesmo livro de Daniel, em que se diz que as palavras estavam fechadas até ao tempo do fim (conforme era o caso em seu tempo), declara que 'muitos correrão de uma parte para outra' (expressão hebraica para significar - observar e pensar a respeito do tempo), e a 'ciência' (em relação ao tempo) 'se multiplicará'. Dan. 12:4. Demais, nosso Senhor não tem o intuito de dizer com isto que a proximidade do tempo não será conhecida, mas que o 'dia e hora' exatos 'ninguém sabe'. Pelos sinais dos tempos, diz Ele, será conhecido o suficiente para nos induzir ao preparo para a Sua vinda, tal como Noé preparou a arca." - Pesquisas e Trabalhos Missionários, de Wolff.
Em relação ao sistema popular de interpretar as Escrituras, ou de mal-interpretá-las, escreveu Wolff: "A maior parte da igreja cristã tem-se separado do claro sentido das Escrituras, volvendo ao sistema fantasioso dos budistas; estes crêem que a futura felicidade dos homens consistirá em mover-se pelo ar. Admitem que, quando lêem judeus, devem entender gentios; e quando lêem Jerusalém, devem compreender igreja; e se se fala de Terra, significa Céu; e pela vinda do Senhor devem compreender o progresso das sociedades missionárias; e subir ao monte da casa do Senhor, significa imponente reunião religiosa dos metodistas." - Diário, do Rev. José Wolff.
Durante vinte e quatro anos, de 1821 a 1845, Wolff viajou extensamente: na África, visitando o Egito e a Etiópia; na Ásia, atravessando a Palestina, Síria, Pérsia, Usbequistão [antiga Bucária] e a Índia. Visitou também os Estados Unidos, pregando, na viagem para lá, na ilha de Santa Helena. Chegou a Nova Iorque em agosto de 1837; e, depois de falar naquela cidade, pregou em Filadélfia e Baltimore, dirigindo-se finalmente a Washington. Ali, diz ele, "por uma proposta apresentada pelo ex-presidente John Quincy Adams, em uma das casas do Congresso, concedeu-se-me unanimemente o uso do salão do Congresso para uma conferência que eu pronunciei em um sábado, honrada com a presença de todos os congressistas, e também do bispo de Virgínia e do clero e cidadãos de Washington. A mesma honra me foi conferida pelos membros do governo de Nova Jersey e Pensilvânia, em cuja presença fiz conferências sobre minhas pesquisas na Ásia, e também sobre o reino pessoal de Jesus Cristo". - Diário.
O Dr. Wolff viajou nos países mais bárbaros, sem a proteção de qualquer autoridade européia, suportando muitas dificuldades e cercado de inumeráveis perigos. Foi espancado e sofreu fome, sendo vendido como escravo, e três vezes condenado à morte. Foi assediado por ladrões, e algumas vezes quase pereceu de sede. Uma ocasião despojaram-no de tudo que possuía, obrigando-o a viajar centenas de quilômetros a pé, através de montanhas, descalço e com os pés enregelados ao contato do chão frio, e o rosto açoitado pela neve.”

Certa vez foi perguntado por um viajante inglês:
- Wolff há cristãos em Bokhara (ou Bucária)?
- Há pelo menos vinte, porque foi esse número que eu batizei de judeus, e agora aceitam plenamente a Jesus Cristo como o Messias.
É interessante notar também seu grande domínio das línguas – 14 ao todo, sendo: perito em 6, e capaz de conversar facilmente em outras 8 – isso possibilitou uma pregação eficaz a vários povos do oriente, e não somente a seus compatriotas judeus.
Para todos os lugares pregava também a volta de Cristo e ficou conhecido por isso.
Certa vez um famoso soldado britânico, Charles Napier lhe perguntou:
- Então é o senhor que acha que o fim do mundo virá em 1845?
- Não, senhor – explicou Wolff – não em 1845, mas em 1847.
Como se sabe, uma pequena diferença de tempo, para os que professavam a volta de Cristo na América, e o aguardavam em 1844. E não é necessária maior atenção para com esta diferença, pois, era somente técnica, já que o fundamento era o mesmo, a diferença se deve as informações que Wolff (tal como Irving) obteve quanto à data do decreto de Artaxerxes, que é o ponto de partida dos 2300 anos.
Conta-se também que depois de ter falado em um lugar tão importante como o congresso, perguntaram o que ele faria se chegassem ao ano de 1847, e nada se realizasse como esperado.
- Bem eu direi que Wolff estava equivocado - respondeu ele prontamente.

"Quando advertido pelo fato de ir desarmado entre tribos selvagens e hostis, declarava estar "provido de armas - oração, zelo para com Cristo e confiança em Seu auxílio. - "Também estou provido", disse ele, "do amor de Deus e do meu próximo, em meu coração, e da Bíblia em minhas mãos." - Em Perigos Muitas Vezes, W. H. D. Adams. Aonde quer que fosse, levava consigo as Escrituras em hebraico e inglês.
De uma de suas últimas jornadas diz ele: "Eu ... conservava a Bíblia aberta na mão. Sentia que o meu poder estava no Livro e que sua força me sustentaria." - Ibidem.”

Certa vez, aprisionado como espia, e levado perante o soberano da Pérsia, e sendo este reino muçulmano nesta época, bastante contrários aos cristãos, perguntaram a Wolff porque ele procurava tais dificuldades; porque não estava em sua casa comendo, bebendo e vivendo prazerosamente com sua família. Wolff discursou calmamente:
“Pela leitura deste livro verifiquei que nosso coração só se pode ligar a Deus crendo em Jesus; e ao crer isto, sinto-me como alguém que passeasse por um belo jardim, aspirasse a fragrância das rosas e escutasse o canto sonoro do rouxinol; e não me agrada ser a única pessoa feliz, por isto vou pelo mundo com o desígnio de convidar outros a passear de braço comigo pelo mesmo belo jardim” (Em História de Nossa Igreja, pág. 169).
Seu discurso agradou o soberano e sua corte, tanto que exclamavam ser ele um homem de Deus, cheio do amor de Deus; e além de ser solto, ele permaneceu como hóspede de honra por vários dias, em que foram aproveitados lendo a Bíblia e falando-lhes acerca de Jesus e Sua próxima vinda.

“Assim perseverou em seus labores até que a mensagem do juízo foi levada a uma grande parte habitável do globo. Entre judeus, turcos, persas, hindus e muitas outras nacionalidades e povos, ele distribuiu a Palavra de Deus nessas várias línguas, e em toda parte anunciou a proximidade do reino do Messias.”

Também há em seu diário um relato interessante, sobre um povo que ele encontrou que já acreditava na segunda vinda de Cristo, antes de seu contato com eles:

“Em suas viagens pelo Usbequistão [antiga Bucária] encontrou a doutrina da próxima vinda do Senhor, professada por um povo remoto e isolado.
Os árabes do Iêmen, diz ele, "acham-se de posse de um livro chamado 'Seera', que dá informação sobre a segunda vinda de Cristo e Seu reino em glória; e esperam ocorrerem grandes acontecimentos no ano de 1840". - Diário. "No Iêmen... passei seis dias com os filhos de Recabe. Não bebem vinho, não plantam vinhedos, não semeiam, e vivem em tendas; lembram-se do bom e velho Jonadabe, filho de Recabe; e encontrei em sua companhia filhos de Israel, da tribo de Dã, ... que esperam com os filhos de Recabe a breve vinda do Messias nas nuvens do céu." – Ibidem” (GC, págs. 357-362).

Por fim, depois de tantas viagens, pôde José Wolff finalmente dar a atenção devida a sua esposa que tantas vezes pensou que nunca mais o veria: durante seus últimos dezoito anos foi pastor de uma igreja na Inglaterra, até que o Senhor deu o repouso para Seu servo, ele viveu de 1795 a 1862.
Mas, olhando para aquele dia: Naquela manhã gloriosa da ressurreição, sabemos que a partir daquele dia Wolff terá muitas viagens a fazer, terá muitos planetas a visitar durante toda a eternidade, finalmente poderá realizar viagens em que não mais haverá perigo algum para com que se preocupar.    

Conclusão

Poderíamos dedicar ainda muito mais páginas para estes servos de Deus, mas fica esta obra restrita a pelo menos suscitar o estudo destes vários nomes, e não somente qualificar Guilherme Miller como proclamador da primeira mensagem angélica (que será analisado no próximo capítulo).

Para finalizar, uma rápida recapitulação destes grandes Arautos, espalhados por todo mundo, feita sucintamente por Ellen G. White:

“Graças aos labores, de Guilherme Miller e muitos outros na América, de setecentos ministros na Inglaterra, de Bengel e outros na Alemanha, de Gaussen e seus seguidores na França e na Suíça, de muitos ministros na Escandinávia, de um jesuíta converso na América do Sul e do Dr. Joseph Wolff em muitos países orientais e da África, a mensagem do advento foi levada a vastas regiões do globo habitável” (EGW, na revista Southern Watchman, de 24 de janeiro de 1905). [M. Borges]

domingo, 19 de junho de 2011

“Fim do mundo” em 2012 faz surgir seitas apocalípticas

As profecias sobre o fim do mundo, previsto por gurus apocalípticos para o dia 21 de dezembro de 2012 de acordo com o calendário maia, têm aumentado o surgimento de seitas na França, segundo um relatório oficial apresentado [na] quarta-feira que recomenda maior vigilância sobre elas. Diante desse fenômeno, os poderes públicos devem “aumentar a vigilância” contra “atos extremos” que podem ser cometidos pelos cidadãos conduzidos por esses discursos milenaristas, adverte o relatório anual da Missão Interministerial de Luta contra as Seitas (Miviludes), entregue nesta quarta-feira ao governo. O estudo assinala que a data de 12 de dezembro do ano que vem, quando termina o calendário maia, representa a 183ª já anunciada como dia do fim do mundo desde a queda do Império Romano. No entanto, a proliferação das novas tecnologias promoveu a profecia de 2012 “uma ressonância amplificada”, enquanto a crise econômica mundial e as catástrofes naturais dão aos cidadãos “uma razão extra para crer no fim do mundo”. Clique aqui para terminar de ler...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Textos de Ellen G. White para Escritores e Editores N°. IV

 
 
Regularmente tem sido reproduzido textos do Espírito de Profecia do livro “O Outro Poder: Conselhos para Escritores e Editores”.
Obs: A referência das páginas entre parênteses são sempre do livro mencionado acima. Também constando ao final do texto sua fonte primária.
 
 
 Os Pioneiros Devem Falar
Deus concedeu-me luz quanto aos periódicos. Que luz é essa? Diz Ele que os mortos devem falar. Como? Suas obras os seguirão. Devemos repetir as palavras dos pioneiros em nossa obra, que sabiam o custo de buscar a verdade como a tesouros escondidos e que labutaram para estabelecer os fundamentos da obra. Avançaram passo a passo sob a influência do Espírito de Deus. Um a um esses foram descansando no Senhor. A palavra que me foi dada é: Seja reproduzido tudo o que esses homens escreveram no passado.
 Os Artigos que os Periódicos Traziam
Em Signs of the Times não publiquem artigos muito longos ou com letras muito pequenas. Não tentem colocar tudo em uma só edição. Que a letra seja adequada e as mais fervorosas e vivas experiências sejam ali publicadas.
Não faz muito tempo recebi um exemplar do Bible Echo. Ao folheá-lo, vi um artigo do irmão Haskell e outro do irmão Corliss. Quando coloquei o periódico sobre a mesa, falei: Esses artigos precisam ser publicados. Há neles verdade e poder. Esses Homens falaram movidos pelo Espírito Santo.
Verdades que nos Fizeram o Povo que Somos
Mantenham perante o povo as verdades que são o fundamento da nossa fé. Alguns deixarão a fé dando atenção a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Falam apenas em ciência, e o inimigo vem e lhes apresenta muitas evidências científicas; mas não é essa a ciência da salvação. Não é a ciência da humildade, da consagração, da santificação através do Espírito. Devemos agora compreender quais são os pilares da nossa fé: as verdades que fizeram de nós o povo que somos, guiando-nos passo a passo. Review and Herald, 25 de maio de 1905 (pág. 20).
Mensagem Profética para os Dias de Hoje
Nossa tarefa para hoje é: Como podemos compreender mais claramente e apresentar o evangelho que Cristo veio pessoalmente trazer a João na Ilha de Patmos, - o evangelho denominado “a revelação de Jesus Cristo”? Temos que apresentar ao povo uma clara explanação do Apocalipse. Temos que mostrar a Palavra de Deus tal qual ela é, com o mínimo possível de explicações pessoais. Nenhuma mente pode fazer isso sozinha. Embora tenha-nos sido confiada a maior e mais importante mensagem já apresentada ao mundo, somos apenas bebês no que se refere à compreensão da verdade em toda sua extensão. Cristo é o Grande Mestre, e o que revelou a João devemos aplicar a nossa mente a compreender e a claramente explanar. Estamos diante das questões mais importantes que o homem já foi chamado a defrontar.
O tema da maior importância é a mensagem do terceiro anjo, que abrange as mensagens do primeiro e do segundo anjos. Todos deverão compreender as verdades contidas nessas mensagens e demonstrá-las na vida diária, pois isso é essencial para a salvação. Teremos que estudar com empenho e com oração, a fim de compreender estas grandes verdades. Carta 97, 1902 (págs. 20-21).
Resistência à Luz do Céu tal como os Judeus
Em Mineápolis, Deus concedeu preciosas gemas da verdade ao Seu povo. Essa luz do Céu enviada a algumas pessoas foi rejeitada com toda a resistência que os judeus manifestaram ao rejeitar a Cristo, havendo muita discussão em torno da defesa dos antigos marcos. Ficou evidente, porém, que quase nada sabiam sobre o que eram os antigos marcos. Ficou claro e foram feitos apelos diretos à consciência com base na Palavra de Deus; contudo, as mentes estavam cauterizadas, seladas contra a entrada da luz, porque decidiram que seria um perigoso erro remover os “marcos antigos” quando não se estava removendo nada, além de idéias errôneas do que constituíam os antigos marcos.
Qual São os Antigos Marcos?
O passar de tempo em 1844 foi um período de grandes acontecimentos, expondo ao nosso admirado olhar a purificação do santuário que ocorre no Céu, e tendo clara relação com o povo de Deus na Terra, e com as mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo, desfraldando o estandarte em que havia a inscrição: “Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Um dos marcos desta mensagem era o templo de Deus, visto no Céu por Seu povo que ama a verdade, e a arca, contendo a lei de Deus. A luz do sábado do quarto mandamento lançava os seus fortes raios no caminho dos transgressores da lei de Deus. A não-imortalidade dos ímpios é um marco antigo. Não consigo lembrar-me de alguma outra coisa que possa ser colocado na categoria dos antigos marcos. Todo esse rumor sobre a mudança do que não deveria ser mudado é puramente imaginário.
O Propósito de Satanás Contra à Igreja
Neste tempo Deus deseja que um renovado impulso seja dado à Sua obra. Satanás observa isso está determinado a impedi-lo. Sabe que se puder enganar o povo que proclama crer na verdade presente, [e puder fazer com que creia que] a obra que o Senhor designou a Seu povo é a remoção dos marcos antigos, algo que devem, com o mais determinado zelo, resistir, então exultará sobre o engano que os levou a acreditar. A obra para este tempo certamente tem surpreendido a muitos com seus vários obstáculos, por causa das falsidades apresentadas à mente de muitos dentre nosso povo. O que seria alimento à igreja é considerado perigoso e impróprio para lhe ser dado. Essa pequena diferença de idéias é permitida para debilitar a fé, causar apostasia, quebrar a unidade, semear a discórdia, tudo por não saberem pelo quê estão lutando. Irmãos, não é muito melhor desenvolver a sensibilidade às coisas espirituais? O Céu olha para nós, e o que poderia pensar a respeito dos recentes avanços? Na atual condição, construir barreiras não somente nos priva das preciosas vantagens da grande luz, mas justamente agora, quando tanto precisamos, colocamo-nos onde a luz não pode ser comunicada do Céu para que possamos levá-la a outros. Manuscrito 13, 1889. (págs. 21-22).
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