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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Do que eu preciso? Fé ou Obras?

“A Lei nos leva a Cristo para sermos justificados, e Cristo nos leva de volta à Lei para sermos santificados”. Philip Yancey.

Sempre que é abordado o assunto das “boas obras”, é inevitável ir até a carta de Tiago e ler: Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... A fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:14, 17). No entanto, a parte mais interessante, e talvez para alguns até mesmo um tanto chocante, está um pouco mais adiante, onde é dito: 

“Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?” (Tiago 2:21-25).

O fato de o apóstolo Tiago ter afirmado algo que contrasta tanto com os escritos de Paulo, não deve ser considerado uma contradição. Pois, quando é dito que o patriarca da fé foi justificado pelas obras, ele simplesmente está querendo afirmar que a justificação pela fé diante de Deus se revelou em evidências aos homens somente através dos frutos, ou seja, as boas obras. Isto concorda com o que já havia sido dito no verso 18: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

Um ponto a se ressaltar é quando o apóstolo diz: “Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada” (Verso 22). O que significa isso? Significa o desenvolvimento do caráter quando exercitamos a nossa fé na prática. Não existe outro modo de nosso caráter ser transformado a não ser quando através da graça divina mudamos nossos pensamentos, atitudes e hábitos. Quando em nossa vida ocorre essas mudanças, a nossa fé é fortalecida e enobrecida.

No decorrer dos séculos, muitos tentaram limitar a importância ou o tempo de validade dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, no entanto, ainda permanece que: “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos 19:7). Pois “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (Eclesiastes 12:13). Portanto, podemos falar como Paulo, o grande pregador da Nova Aliança pelo sangue de Cristo, que afirmou: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”. (Romanos 7:12).                    

Ellen G. White comenta que: “A lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio. É uma revelação de Sua vontade, uma transcrição de Seu caráter, expressão do amor e sabedoria divinos”. (Patriarcas e Profetas, 52). Aqueles que deixam de apreciar a santidade, justiça e sabedoria contidas na lei divina, perdem a oportunidade de aprenderem mais acerca do caráter do verdadeiro Deus, e assim, prestar mais reverente e amorosa adoração.

Na lição da Escola Sabatina “Os Dez Mandamentos”, temos uma introdução aos mandamentos nas três primeiras lições, inclusive sendo explicada as diferenças entre a lei moral que é eterna, e a cerimonial, que se cumpriu na morte de Jesus na cruz. Nas dez lições restantes, cada uma é dedicada a um dos mandamentos. É uma lição simples e de fácil aprendizado, mas, que ao mesmo tempo, ensina princípios de longo alcance e de grande profundidade, de modo que o estudo feito de cada mandamento deve ainda ser enxergado como apenas uma introdução.

Cremos firmemente que a Lei de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, é a expressão nítida do caráter e da vontade de Deus, sendo assim, é o padrão de julgamento de Deus para com todas as pessoas, em todas as épocas, tal como estes textos confirmam: Eclesiastes 12:13-14; Isaías 40:8; Mateus 7:18-21; Tiago 2:12; Apocalipse 22:14. Portanto, o governo de Deus é fundamentado em princípios sólidos. (Salmos 89:14; 111:7-8; 119:142).  

O Espírito Santo atua escrevendo a Lei de Deus, não em tábuas de pedra, mas nos corações dos seguidores de Cristo, para que através deste auxílio divino, sejam capazes de obedecer a todos os Seus mandamentos. (Isaías 8:16; Jeremias 31:33; Ezequiel 36:25-28; II Coríntios 3:3-5; Hebreus 8:10). Assim sendo, para o genuíno crente, não é pesado obedecer a Lei, ao contrário, através da graça divina a obediência é fruto de profundo amor para com Deus, e pelos seus semelhantes. (I João 3:7-8; 5:2-3).

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte X - Final)


Para o internauta ver a parte IX, clique aqui, parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

W. E. Sangster crê que “amor perfeito” é o verdadeiro nome para a doutrina de Wesley. Este nome reforça a natureza positiva e social da santidade. Wesley mesmo não quis usar este termo “perfeição sem pecado”, uma vez que o mais santo dos cristãos “cai fácil da lei do amor” tal como exposto em I Coríntios. Em virtude da sua ignorância, os que têm sido aperfeiçoados no amor, são culpáveis do que Wesley chama “transgressões involuntárias” da lei de Deus. Pág. 123.

“Portanto mesmo os mais perfeitos, por esta mesma razão, necessitam do sangue expiatório, também por suas transgressões externas. Eles podem dizer tanto para seus irmãos como para si mesmos: ‘Perdoa-nos as nossas dívidas’” [John Wesley, Works, pág. 394-395]. Pág. 123-124.

 Acrescenta: “Ninguém sente necessidade de Cristo tanto quanto eles; ninguém depende tão inteiramente dEle, pois Cristo não dá vida à alma separada dEle, mas nEle em com Ele mesmo”. Assim cita as palavras de Jesus: “Mas sem mim nada podeis fazer” [John Wesley, Works, pág. 395].

A base escritural desta posição de “perfeição imperfeita” se encontra em Filipenses 3:11-15 e em Romanos 8:17-28. Pág. 124.

Entretanto, estamos em um corpo que não foi redimido e devemos sofrer as “fraquezas da carne”, que são efeitos raciais do pecado em nossos corpos e mentes; as cicatrizes de nossas práticas pecaminosas do passado; nossos prejuízos que estorvam os propósitos de Deus; nossas neuroses que produzem depressões emocionais e que nos fazem atuar de vez em quando de modo contrário ao nosso caráter. Pág. 125.

domingo, 26 de agosto de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte IX)

Para o internauta ver a parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

Wesley disse que esta doutrina [da perfeição cristã] “era o grande depósito que Deus havia armazenado no povo chamado metodista”. Pág. 116.

Contudo outro autor metodista, John L. Peters, reconhece o seguinte: “Todavia, se queremos ser cândidos, dificilmente podemos sustentar que no ensinamento e na pregação da Igreja (metodista) esta doutrina não tem hoje um lugar sequer parecido com o lugar tão significativo que Wesley lhe deu” [Christian Perfection and American Methodism, pág. 196]. Pág. 117.

Se a teologia wesleyana há de ser bíblica, deve repudiar a interpretação agostiniana do pecado inato, como uma concupiscência que permanece. A depravação moral pode somente entender-se como uma consequência do pecado mais básico e prévio, do orgulho (vide Rm 1:18-25). O orgulho guia o homem a buscar satisfação na criatura em vez de buscá-la no Criador glorioso.

Aqui Wesley protege sua posição contra a acusação que alguns têm feito de que ele tende a falar do pecado como se fora algo, uma quantidade, um objeto ou coisa, como um dente cariado que é necessário ser retirado. O pecado não é uma quantidade; é uma qualidade. Não é uma substância; é uma condição. O pecado é como a obscuridade; somente pode ser expulsa pela luz. Pág. 118.
 
Wesley também falou do pecado em termos de enfermidade e de Cristo como o Médico divino. Desse modo a santidade é a saúde espiritual restaurada, mas se desejamos permanecer sãos, devemos então obedecer às leis de Deus, que regem o bem-estar moral e espiritual. Pág. 119.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte IV)

Para ler a Terceira parte, clicar aqui, Parte II clique aqui, para a 1ª. parte clique aqui.

A debilidade fatal no ensinamento agostiniano da perfeição é sua tendência em identificar o pecado original com a luxúria sexual. Ele disse: “Há várias e diversas classes de luxúria: algumas têm seu próprio nome, outras, não... Todavia quando não se especifica um objeto, a palavra geralmente sugere à mente a excitação luxuriosa dos órgãos sexuais” [De civ. Dei(A Cidade de Deus), XIV:15, 16].
Segunda a teoria agostiniana, Adão e Eva receberam o mandato divino de povoar a terra e em seu estado original; antes da queda, não conheciam a excitação do desejo sexual. Se houvessem mantido este estado de inocência, “o homem haveria depositado a semente, a mulher recebido, tal como necessário. Neste caso, os órgãos sexuais seriam ativados pela vontade e não excitados pela luxúria” [De civ. Dei(A Cidade de Deus), XIV:24]. Pág. 66.
Porém o orgulho (“o apetite de uma exaltação exagerada”) foi “o princípio do pecado” e a luxúria foi uma consequência penal. [...] Agostinho interpreta a guerra entre os membros, tão vividamente descrita em Romanos 7, como “a luta entre a vontade e a luxúria” [De civ. Dei(A Cidade de Deus), XIV:23]. Pág. 66-67.
Esta tendência de definir o pecado original como luxúria sexual emana do conceito pagão que a criação material é má, per se. Reflete a filosofia dualista que fez parte dos antecedentes pré-cristãos de Agostinho. O conceito de que o mundo material é essencialmente mau prevalecia na antiguidade e a identificação do pecado como sexo era parte desta maneira de pensar. Esta idéia contribuiu para o ideal da virgindade e do celibato bem como para as verdadeiras expressões da santidade. Entretanto também obscureceu desnecessariamente a doutrina do pecado original. Tem sido quase impossível à Igreja desfazer-se da idéia de que a carnalidade e a luxúria sexual são praticamente sinônimas.
Tal identificação do corpo humano com a natureza pecaminosa não se encontra em parte alguma do Novo Testamento. Sem dúvida que nosso corpo não redimido é escravo e ferramenta do pecado. Mas precisamente, o propósito da morte de Cristo na cruz foi livrar nossos corpos do domínio do pecado (Rm 6:6), a fim de que nos consagremos a Deus e “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:12-13). Posto que somos os que temos saboreado as misericórdias de Deus, agora apresentamos nossos “corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12:1). Em outro lugar Paulo escreve: “Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (I Co 6:18). Na continuação o apóstolo recorda os coríntios: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6:19-20). Inteiramente santificados, “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo”. (I Ts 5:23). Pág. 67.

Desde que o corpo, com seus apetites e impulsos, é uma fonte de tentação Paulo escreve: “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (I Co 9:27). O natural deve ser sacrificado ao espiritual, se é que haveremos de ganhar a coroa da vida. Por essa razão escreve aos romanos: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8:13).

Portanto, a conclusão a que chegamos é que os desejos do corpo, incluindo o impulso sexual, não são pecaminosos em si mesmos. O desejo é a essência da tentação, mas tentação não é pecado (Tg 1:15-16). Pág. 68.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Homens são Mais Felizes em Casamentos Longos

Apesar do estereótipo de que são as mulheres que preferem relacionamentos longos e estáveis, os homens são quem, na prática, se dizem mais satisfeitos quando estão casados há mais de 20 anos, afirma um estudo feito com casais do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha, do Japão e da Espanha.

De acordo com a pesquisa, as pequenas demonstrações de carinho, como abraços, também são mais importantes para eles do que para elas.

Um estereótipo permanece, no entanto. Entre os cinco países, os homens latinos, do Brasil e da Espanha, foram os que disseram estarem menos felizes no casamento, em comparação com alemães, americanos e japoneses.

Ainda assim, eles apresentaram taxas maiores de satisfação do que as mulheres dos mesmos países.
O trabalho, feito sob encomenda do Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, nos Estados Unidos, entrevistou 207 casais americanos, outros 207 do Japão, 198 do Brasil, outros 198 da Alemanha e 199 da Espanha. O objetivo era comparar a felicidades nos relacionamentos heterossexuais de longo prazo dos homens americanos com os de outros países.

Os entrevistadores procuraram homens entre 40 e 70 anos de idade em relacionamentos estáveis, casados ou morando com uma parceira por um mínimo de um ano.

A idade média dos entrevistados homens foi de 55 anos. As idade das mulheres variou de 25 a 76 anos, com uma média de 52. E 90% dos entrevistados tinham filhos.

Sexo
Se os homens estão mais felizes no relacionamento, as mulheres estão mais felizes na cama. Segundo a pesquisa, elas se declararam mais satisfeitas sexualmente que eles – principalmente as japonesas e as brasileiras. Entre os homens, os japoneses foram os que reportaram maiores taxas de satisfação sexual.

Curiosamente, os homens que tiveram mais parceiras sexuais ao longo da vida foram os que declararam menor felicidade na cama.


Nota: Dispensa comentários que o ideal divino sempre é recompesador resultando em maior qualidade de vida. "Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne" Gênesis 2:24. Assim, o ideal edênico deve sempre estar em mente, isto é, de que esta instituição sagrada é um "contrato" para a vida toda, porque Jesus mesmo diz:  "Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem." Mateus 19:4-6. [M. Borges]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Se Alguém te Procurar...

Se Alguém te Procurar...

Com frio...
É porque você tem o cobertor.

Com alegria...
É porque você tem o sorriso.

Com lágrimas...
É porque você tem o lenço.

Com versos...
É porque você tem a música.

Com dor...
É porque você tem o curativo.

Com palavras...
É porque você tem a audição.

Com fome...
É porque você tem o alimento.

Com beijos...
É porque você tem o mel.

Com dúvidas...
É porque você tem o caminho.

Com orquestras...
É porque você tem a festa.

Com desânimo...
É porque você tem o estímulo.

Com fantasias...
É porque você tem a realidade.

Com desespero...
É porque você tem a serenidade.

Com entusiasmo...
É porque você tem o brilho.

Com segredos...
É porque você tem a cumplicidade.

Com tumulto...
É porque você tem a calma.

Com confiança...
É porque você tem a segurança.

Com medo...
É porque você tem o amor.

Nota: Além do que já foi exposto da importância de reconhecermos que em vez de nos preocuparmos tanto em sermos ajudados, nós mesmos devíamos ajudar ao nosso próximo com o que temos, esta ilustração me recorda um texto bíblico muito conhecido em que Jesus diz o seguinte:

Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?
Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” Mateus 25:34-40.
Oh que sublime plano da Redenção! Este no qual nos liga em amor não somente a Ele, mas também a nossos semelhantes, transformando o nosso coração egoísta. Lembrando que o resumo da Lei é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Marcos 12:30-31). M. Borges.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte III)

Para ler a Parte II clique aqui, para a 1ª. parte clique aqui.

Clemente de Alexandria e Orígenes, seu sucessor, discernimos um tom e uma ênfase inteiramente diferentes. Em ambos, e especialmente em Orígenes, ouvimos a voz de Platão mais que a de Paulo. Se bem que estes dois teólogos estivessem saturados do conhecimento das Escrituras, criam em Cristo e o amavam supremamente. Apesar de tal fato, seus escritos exalam o espírito da filosofia grega. A perfeição que eles ensinam, não obstante impregnada da mente de Jesus e Paulo, é uma transformação cristã do ideal da virtude e da bondade perfeita que encontramos nos diálogos de Platão. Pág. 37.
Algumas pessoas têm colocado em dúvida a inclusão de Agostinho entre os campeões da perfeição cristã. O certo é que seu nome aparece entre amigos e inimigos desta verdade.
H. Orton Wiley inclui Agostinho entre as testemunhas da doutrina. Como evidência, ele cita a declaração de Agostinho que “ninguém deve atrever-se a dizer que Deus não pode destruir o pecado original nos membros, e estar Ele mesmo presente na alma, de maneira que, estando a velha natureza abolida inteiramente, a vida possa ser vivida aqui em baixo como uma contemplação eterna de Quem está em cima” [H. Orton Wiley, Cristian Theology, II, págs. 449-450]. Pág. 60.
Por outro lado, Agostinho também escreve o seguinte, em sua obra intitulada Retratações: “Ninguém, nesta vida, deve ser tão privilegiado... que não venha a existir em seus membros uma lei que luta contra a lei de sua mente” [1:19]. Ele inclui até os Apóstolos neste juízo. Somente Jesus e sua mãe (sic), afirma Agostinho, eram sem pecado [De natura et gratia, págs. 41-42]. Pág. 60.
A que se deve esta ambivalência? Em primeiro lugar, a tensão do conflito de Agostinho com Pelágio, que rejeitava a idéia do pecado original, levou o primeiro a negar a possibilidade de se viver sem pecado, nesta vida. Sob a pressão deste debate Agostinho uma posição extrema, que contradizia seus postulados declarados no restante de sua obra. Pág. 61-61.
Todavia há uma razão mais profunda desta confusão. A doutrina cabalmente desenvolvida sobre o pecado original, de Agostinho, embora tivesse obviamente suas raízes nas Escrituras, também exibia evidência inequívoca da influência grega, que falsearam o ensinamento bíblico. O resultado é uma doutrina na qual duas idéias inteiramente diferentes de pecado se mesclam e se confundem.
Agostinho pensava que a queda introduzira a luxúria ou concupiscência, que ele descreveu mais vividamente como o desejo sexual. Se o que Tiago chama “concupiscência” (Tg 1:14-15) é o pecado original, ou a depravação, então, obviamente, a inteira santificação é uma ilusão.
Mas o que nós declaramos é que tal compreensão de pecado original traz à tona uma tendência helenista de pensar no corpo físico como algo pecaminoso por si – o que é uma idéia que as Escrituras desconhecem. Destas premissas deve-se aceitar que tentação implica pecado. Qualquer doutrina da salvação que ligue o pecado tão intimamente aos desejos do corpo, terá que dar a mão a Agostinho e duvidar da possibilidade de alcançar a santidade antes da morte.
A doutrina agostiniana do pecado original deixou como herança à Igreja a chamada “teoria das duas naturezas”. Este é o ensinamento de que, pela graça, recebemos uma nova natureza, santa e justa, e que é uma adição à velha natureza – que permanece. Portanto o crente que nasceu de novo tem duas naturezas: uma, nova e livre do pecado; e outra velha e corrupta. Estas duas naturezas existem lado a lado, até a morte do crente. Desse modo, a santificação é somente um processo gradual, que espera a morte para dar-se por terminado ou completo. Pág. 61.
Até que este problema seja resolvido, é impossível ter-se uma doutrina bíblica da perfeição. Ninguém que pense seriamente sobre o tema pode fazer, por um lado, as perguntas que Agostinho faz mediante seu conceito de pecado original.  Pág. 61-62.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pensamentos de Pascal N°. IV

Para o internauta ler a terceira edição, clique aqui.


Não vos admireis de ver pessoas simples crer sem raciocínio. Deus lhes dá o amor a ele e o ódio a si mesmo. Inclina-lhes o coração a crer.

Nunca se crerá com uma crença útil e de fé se Deus não inclina a isso o coração; crer-se-á desde que ele o incline. É o que bem conhecia Davi quando dizia: inclina cor meum, Deus, in testimonia tua ["Inclina o meu coração, oh Deus, ao teu testemunho"] (Salmo CXIX [119], 36).

Os que crêem sem ter lido os Testamentos é porque têm uma disposição interior tão santa que o que ouvem dizer da nossa religião lhe é conforme. Sentem que um Deus os fez. Só querem amar a Deus, só querem odiar a si mesmos. Sentem que não têm por si mesmos a força para isso, que são incapazes de ir a Deus e que, se Deus não vem a eles, não podem ter nenhuma comunicação com ele. E ouvem dizer, em nossa religião, que é preciso amar somente a Deus e odiar somente a si mesmo; mas, sendo todos corrompidos e incapazes de Deus, Deus se fez homem para unir-se a nós. Não é preciso mais para persuadir homens que têm essa disposição no coração e que têm esse conhecimento do seu dever e de sua incapacidade.

Os que vemos tornarem-se cristãos sem o conhecimento das profecias e das provas não deixam de julgá-las tão bem quanto os que têm esse conhecimento. Julgam-nas pelo coração, como os outros as julgam pelo espírito. É o próprio Deus que os inclina a crer, e assim estão eles muito eficazmente persuadidos.

Confesso que um desses cristãos que crêem sem provas não terá, talvez, com que convencer um infiel que lhe alegar tal coisa. Mas, os que conhecem as provas da religião provarão sem dificuldade que esse fiel é verdadeiramente inspirado por Deus, embora não possa prová-lo ele próprio. Pág. 11.

__

Considerando essa lei que eles se gabam de terem recebido de Deus, acho-a admirável; é a primeira lei de todas, de tal maneira que, antes mesmo da palavra lei ter sido usada pelos gregos, havia cerca de mil anos que eles a tinham recebido e observado sem interrupção. Assim, acho estranho que a primeira lei do mundo seja considerada também como a mais perfeita, a ponto dos maiores legisladores terem emprestado dela as suas, como acontece com a lei das doze tábuas de Atenas, que foi em seguida tomada pelos romanos, e como seria fácil de mostrar, se Josefo e outros não tivessem tratado suficientemente dessa matéria.

Mas, essa lei é ao mesmo tempo a mais severa e a mais rigorosa de todas, obrigando esse povo, para retê-lo no seu dever, a mil observações particulares e penosas, sob pena da vida. De sorte que é uma coisa assombrosa que ela seja sempre conservada durante tantos séculos por um povo rebelde e impaciente como esse, enquanto que todos os outros Estados mudaram de tempos a tempos as suas leis, embora fossem, ao contrário, bastante fáceis (de observar).

(Esse povo é ainda admirável em sinceridade). Eles trazem com amor e fidelidade o livro em que Moisés declara que sempre foram ingratos para com Deus e que sabe que o serão ainda mais depois de sua morte, mas que chama o céu e a terra como testemunho contra eles, e que isso ele lhes disse bastante; que, enfim, Deus, irritando-se contra eles, os dispersará entre todos os povos da terra; que, como o irritaram adorando deuses que não eram o seu Deus, assim também ele os provocará, os irritará chamando um povo que não era o seu povo. No entanto, esse livro, que os desonra em tantos trechos, é conservado por eles à custa de sua vida. É uma sinceridade que não tem exemplo no mundo, nem sua raiz na natureza. Pág. 12.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Homens são Mais Felizes em Casamentos Longos

Apesar do estereótipo de que são as mulheres que preferem relacionamentos longos e estáveis, os homens são quem, na prática, se dizem mais satisfeitos quando estão casados há mais de 20 anos, afirma um estudo feito com casais do Brasil, dos Estados Unidos, da Alemanha, do Japão e da Espanha.

De acordo com a pesquisa, as pequenas demonstrações de carinho, como abraços, também são mais importantes para eles do que para elas.

Um estereótipo permanece, no entanto. Entre os cinco países, os homens latinos, do Brasil e da Espanha, foram os que disseram estarem menos felizes no casamento, em comparação com alemães, americanos e japoneses.

Ainda assim, eles apresentaram taxas maiores de satisfação do que as mulheres dos mesmos países.
O trabalho, feito sob encomenda do Instituto Kinsey de Sexualidade Humana, nos Estados Unidos, entrevistou 207 casais americanos, outros 207 do Japão, 198 do Brasil, outros 198 da Alemanha e 199 da Espanha. O objetivo era comparar a felicidades nos relacionamentos heterossexuais de longo prazo dos homens americanos com os de outros países.

Os entrevistadores procuraram homens entre 40 e 70 anos de idade em relacionamentos estáveis, casados ou morando com uma parceira por um mínimo de um ano.

A idade média dos entrevistados homens foi de 55 anos. As idade das mulheres variou de 25 a 76 anos, com uma média de 52. E 90% dos entrevistados tinham filhos.

Sexo
Se os homens estão mais felizes no relacionamento, as mulheres estão mais felizes na cama. Segundo a pesquisa, elas se declararam mais satisfeitas sexualmente que eles – principalmente as japonesas e as brasileiras. Entre os homens, os japoneses foram os que reportaram maiores taxas de satisfação sexual.

Curiosamente, os homens que tiveram mais parceiras sexuais ao longo da vida foram os que declararam menor felicidade na cama.


Nota: Dispensa comentários que o ideal divino sempre é recompesador resultando em maior qualidade de vida. "Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne" Gênesis 2:24. Assim, o ideal edênico deve sempre estar em mente, isto é, de que esta instituição sagrada é um "contrato" para a vida toda, porque Jesus mesmo diz:  "Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem." Mateus 19:4-6. [M. Borges]

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Se Alguém te Procurar...

Se Alguém te Procurar...

Com frio...
É porque você tem o cobertor.

Com alegria...
É porque você tem o sorriso.

Com lágrimas...
É porque você tem o lenço.

Com versos...
É porque você tem a música.

Com dor...
É porque você tem o curativo.

Com palavras...
É porque você tem a audição.

Com fome...
É porque você tem o alimento.

Com beijos...
É porque você tem o mel.

Com dúvidas...
É porque você tem o caminho.

Com orquestras...
É porque você tem a festa.

Com desânimo...
É porque você tem o estímulo.

Com fantasias...
É porque você tem a realidade.

Com desespero...
É porque você tem a serenidade.

Com entusiasmo...
É porque você tem o brilho.

Com segredos...
É porque você tem a cumplicidade.

Com tumulto...
É porque você tem a calma.

Com confiança...
É porque você tem a segurança.

Com medo...
É porque você tem o amor.

Nota: Além do que já foi exposto da importância de reconhecermos que em vez de nos preocuparmos tanto em sermos ajudados, nós mesmos devíamos ajudar ao nosso próximo com o que temos, esta ilustração me recorda um texto bíblico muito conhecido em que Jesus diz o seguinte:

Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?
Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?
E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes” Mateus 25:34-40.
Oh que sublime plano da Redenção! Este no qual nos liga em amor não somente a Ele, mas também a nossos semelhantes, transformando o nosso coração egoísta. Lembrando que o resumo da Lei é: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Marcos 12:30-31). M. Borges.
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