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sábado, 2 de julho de 2016
Isaac Newton e a Igreja Verdadeira (Apresentação em PREZI)
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Passeio Socrático no Mundo Pós-Moderno
Ao viajar pelo Oriente,
mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram
homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o
movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos
dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na
lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã
em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam
um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz
felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10
anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela
respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã
você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta
coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé,
pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”
A sociedade na qual
vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos
são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora,
mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência
Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar
com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem
aulas de meditação!
Uma próspera cidade do
interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de
ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não
tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação
à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o
defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a
questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em
realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela
internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no
mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima
em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de
quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há
compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem,
de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos
virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também
eticamente virtuais…
A cultura começa onde a
natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil -
com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos
a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’;
domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o
apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a
tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa
a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este
refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você
chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de
tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios.
Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam
descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que
não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que
só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem
aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo,
começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento
globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás,
para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades,
auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa
no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade
onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a
catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades
adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um
shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas
arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer
maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma
sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles
claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar
dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis
objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à
vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a
crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode
comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na
eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo
hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os
balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio
socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo
grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a
cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o
assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que
não preciso para ser feliz.”
(Frei Beto, Fonte: Amaivos)
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terça-feira, 31 de julho de 2012
O ateu, o Crente e o Bicho-Papão - por Ed René Kivitz
Outro
dia alguém me enviou pelo twitter a seguinte pergunta: “quando vc era
criança também acreditava em bicho-papão, porque deixou de acreditar?”
Fonte: Ed René Kivitz
Minha
primeira reação foi ignorar a pergunta, formulada em tom de crítica a um tweet
que postei testemunhando minha fé em Deus. Imaginei que o autor da pergunta não
esperava resposta, apenas pretendia sugerir a estupidez da minha fé. Tive a
mesma sensação que experimentei quando comecei a ler um texto sobre “razões
porque deixei de ser crente” e o autor logo na primeira página comparou a
crença em Deus à crença no Saci-Pererê. Mas, passado o ímpeto de deixar pra lá,
resolvi responder, pelo menos para mim mesmo.
Minha
resposta começaria afirmando que jamais acreditei em bicho-papão. O que me
aterrorizava na infância eram os ciganos e o “velho do saco”. Devo isso às
minhas avós, que diziam que esses homens malvados gostavam de raptar meninos
desobedientes. Registro que acredito em ciganos e velhos do saco, não
necessariamente como raptores de crianças, embora seja em parte verdadeiro. Mas
resolvi responder como se meu imaginário infantil tivesse sido ocupado por esse
tal de bicho-papão.
Eis,
portanto, algumas razões porque, embora continue acreditando em Deus, deixei de
acreditar em bicho-papão.
.
Não conheço nenhum adulto que acredita em bicho-papão
.
Não conheço nenhuma civilização baseada em bicho-papão
.
Não conheço nenhuma religião que considere o bicho-papão um ser divino
.
Nunca ouvi uma pessoa dizer que foi transformada pelo bicho-papão
.
O bicho-papão não constitui o dilema existencial humano desde sempre
.
Nenhuma tradição de pensamento humano se ocupa com o bicho-papão
.
Nenhum gênio da humanidade viveu atormentado por causa do bicho-papão
.
O bicho-papão não se sustenta num texto considerado sagrado por mais da metade
da população mundial, escrito ao longo de 2 mil anos, por 40 autores diferentes
.
Não existe quem atribua a existência do universo ao bicho-papão
.
Jamais alguém defendeu sua fé no bicho-papão com a própria vida
.
Nenhuma das virtudes humanas é associada ao bicho-papão
.
O bicho-papão não é uma crença universal e atemporal
.
O bicho-papão não ajuda a explicar o mundo em que vivo
.
O bicho-papão não ajuda a explicar a complexidade da raça humana
.
O bicho-papão não ajuda a explicar o homem que sou
Fonte: Ed René Kivitz
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Os Cientistas e a Bíblia
Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem
universitário, que lia seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um
livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e
estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a
leitura do ancião e perguntou:
- O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. é a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem - respondeu o universitário -, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O senhor cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu um cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito:
"Professor Doutor Louis Pasteur, diretor geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França."
Colaboração: Davidson Deana
“O Universo, por si só, exige a existência de um ser superior que foi capaz de fazer dele uma realidade. Se não há um Deus Criador, então, fica difícil, senão impossível, explicar a existência da vida.” Guttfried Wilhelm Leibnitz
- O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. é a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem - respondeu o universitário -, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O senhor cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu um cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito:
"Professor Doutor Louis Pasteur, diretor geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França."
Colaboração: Davidson Deana
“O Universo, por si só, exige a existência de um ser superior que foi capaz de fazer dele uma realidade. Se não há um Deus Criador, então, fica difícil, senão impossível, explicar a existência da vida.” Guttfried Wilhelm Leibnitz
quinta-feira, 29 de março de 2012
Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte VI)
Para ler a quinta parte, clique aqui.
A justificação pela fé é, tal como dissera
Lutero, “O artigo que decide que a igreja se levanta ou cai”.
Dr. Paul Sherer disse acerca dos
neoprotestantes deste século: “Se a justificação era a menina dos olhos, a
santificação foi seu ponto cego”. Pág.
98.
Felipe Jacobo Spener (1633-1705) é
considerado o pai do pietismo, que foi um movimento de renovação espiritual
entre os luteranos da Alemanha.
A tolerância de Spener era uma excessão
notável ao dogmatismo que reinava em seu tempo. Seu lema se tornou clássico:
“Nos pontos essenciais, unidade; nos pontos não essenciais, liberdade; em todas
as coisas, amor”. Pág. 99.
_____________
Os morávios, ou unitas fratrum, como preferiam ser chamados, eram descendentes dos
taboritas, um ramo estreito dos discípulos de Jhon Huss. Pág. 104.
Foi precisamente um grupo destes missionários
que deram a John Wesley, em sua viagem à America, o primeiro testemunho que ele
jamais havia ouvido da salvação pela fé. Pág.
104-105.
Em virtude dos morávios não enfatizarem a
doutrina, não é fácil dizer com exatidão qual era seu credo.
Seu evidente espírito neotestamentário atraiu
o pregador inglês aos morávios e o fez manter com eles estreitas relações
durante seus dois anos no Novo Mundo. Ao regressar a Londres, em 1783, Wesley
conheceu outro morávio, Pedro Böhler, que resultou ser o instrumento de Deus
para mostrar a Wesley, a verdadeira natureza da fé justificadora. O morávio
estimulou Wesley dizendo-lhe: “Pregue a fé até
que a tenha; e então, porque a
tens, a pregarás” [John Wesley, Works, pág. 86].
Por este conselho Wesley iniciou pregar a fé.
Dois meses depois, na noite de 24 de maio, Wesley teve sua notável experiência
“do ardor estranho” em seu coração. Isto aconteceu na reunião que havia
comparecido de má vontade, de uma sociedade (provavelmente era morávia) na rua
Aldersgate, na cidade de Londres. “Senti que confiava em Cristo, em Cristo
somente, para a salvação” escreveu Wesley em seu Diário, “e me foi dada a segurança de que Ele havia tirado meus pecados, precisamente os meus, e me havia salvo da lei do pecado e da morte” [John Wesley, Works,
pág. 103]. Pág. 106.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte V)
Para a leitura da Quarta parte, clique aqui, Parte III, clicar aqui, Parte II clique aqui, para a 1ª. parte clique aqui.
Lutero cria
e ensinou que o cristão que trabalhava no arado, era um homem tão religioso
como o sacerdote que celebra o sacramento no altar. Pág. 79.
Lutero cria
e ensinou que o cristão que trabalhava no arado, era um homem tão religioso
como o sacerdote que celebra o sacramento no altar. Pág. 79.
A
contribuição mais decisiva da Reforma ao conceito da perfeição Cristã foi a
recuperação do ensinamento neotestamentário de que a vida cristã plena pode ser
a possessão de qualquer pessoa, em qualquer das vocações da vida. A Confissão
de Augsburgo expressa tal verdade em seu artigo sobre esse assunto, da seguinte
maneira: “a perfeição cristã é isto, temer a Deus sinceramente e também
conceber uma grande fé. Além disso, é, confiar que, por causa de Cristo, Deus
efetivou a paz conosco; pedir, e com certeza esperar ajuda de Deus em todos
nossos assuntos, de acordo com nosso chamamento. Nestas coisas consistem a
verdadeira perfeição e o verdadeiro culto a Deus e não no celibato, na
mendicância ou em uma aparência vil. [Artigo 27].
Aludindo ao
trabalho da empregada que cozinha, limpa a casa e faz outras tarefas
domésticas, Lutero escreve: “Posto que o mandato de Deus está ali, até uma
pequena ou humilde tarefa deve ser louvada como um serviço a Deus, que supera
consideravelmente a santidade e o ascetismo de todos os monges e monjas”.
Declarações como estas se encontram frequentemente nos sermões de Lutero.
Melanchton expressa algo muito similar: “Todo o homem, seja qual for sua
vocação, deve buscar a perfeição, ou seja, crescer no temor de Deus, na fé, no
amor fraternal, e nas virtudes espirituais similares”. Pág. 90.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Seria Errado Dizer que Evoluímos? (Completo)
Você se importaria em saber que o seu tatara-tatara-tatara-avô foi um macaco? À medida que uma criança vai crescendo, vai se fascinando cada vez mais com a descoberta da vida, através de tudo que aprende. Mas com o passar do tempo, chegam também as frustrações, que igualmente são conseqüentes de se ter aprendido algo. Um exemplo clássico é a figura do Papai Noel, que primeiro faz os olhinhos tenros brilharem ao voar pelo mundo da fantasia, depois os faz chorar, mergulhados na profunda decepção de ter descoberto que o velhinho natalino não existe.
Mais de oitenta por cento da nossa população de baixinhos cresce aprendendo a acreditar que Deus existe. Para a grande maioria desse grupo, também é ensinado que foi Ele quem nos fez. Há ainda um número considerável de crianças a quem não é ensinado sobre a existência de um Deus. Estando em qualquer um dos dois grupos, em alguma fase das descobertas de mundo que fará, a pessoa passará pelo conflito de duvidar de seus próprios valores por descobrir “outras verdades”, como aconteceu com o palestrante Fernando Iglesias. Embora ele tenha sido criado em um lar cristão, quando era garotão de Ensino Médio começou a ter sua fé minada pelo ensino de alguns professores.
Não existe um campo mais fértil para plantar uma semente, do que o coração de uma criança. Se você quer ter sucesso em inculcar determinado conceito em alguém, ensine-o a uma mente que ainda está limpinha e novinha, lúcida e com vigor. Até os escritores do mundo antigo sabiam disto: Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles (Provérbios 22:6).
Foi por isso que o professor Jesus Cristo, ao tentar transmitir Seus pensamentos religiosos para Seus seguidores, acreditava que quem melhor ilustrava o tipo de fé que o ser humano deveria ter em Deus eram as crianças (Marcos 9:36-37), porque, além da sinceridade, elas têm a capacidade de crer em Deus sem precisar questionar a existência dEle. E o mais esmagador: elas são felizes assim! Segundo Ele, alguns intelectuais não entendiam Sua linguagem religiosa porque não queriam aceitar Suas palavras (João 8:43).
Desde Seus dias, tem sido assim. Enquanto as crianças O louvavam, alguns eruditos, amparados por sua própria lógica, O negavam (Mateus 21:15 e 16).
Isso não quer dizer que para sermos cristãos precisamos estar encaixados naquela classe de pessoas que se conforma em acreditar apenas pela fé. A religiosidade da Bíblia não é uma crença cega, pelo contrário, ela solicita um tipo de culto racional (Romanos 12:1). A importância da ciência é enfatizada pelas Escrituras, ao mencionar que não há limite para a produção de livros (Eclesiastes 12:12), porque o conhecimento é mais importante que o ouro puro (Provérbios 8:10).
O conflito surge quando se quer negar a existência de um deus porque a ciência existe. Os meios de comunicação têm uma responsabilidade muito forte neste papel, principalmente quando apresentam determinadas teorias como se fossem comprovações científicas. A partir daí, muitos duvidam da existência de Deus e não procuram saber a verdade, porque têm medo. Uns têm medo de procurar Deus na ciência e não encontrá-Lo, outros, de encontrá-Lo.
Será que há evidências científicas de que existe um Deus Criador?
Os escritos bíblicos apóiam a ciência. Mas será que a evolução dos conhecimentos científicos não traz à Bíblia uma qualificação retrógrada?
A ciência é uma das realizações intelectuais de maior êxito da humanidade. A Escritura também é altamente respeitada, e a Bíblia é de longe o livro mais aceito no mundo. Os cientistas seculares têm proposto para as origens um modelo evolucionista lento e com períodos longos de tempo, enquanto a Escritura fala de uma criação recente por Deus. A busca em avaliar esses dois modelos das origens tem seguido um percurso interessante, contencioso e, às vezes, enganoso .
Explicar a origem da vida na Terra é uma das maiores dificuldades da teoria da evolução. Embora vários cientistas tenham trabalhado insistentemente, até hoje nada se conseguiu ainda de bons experimentos, que pelo menos chegue perto de comprovar a origem da vida. Depois de mais de 50 anos de pesquisas nessa área, as publicações apenas mostram como os avanços de tais descobertas estão empacados. À medida que se descobre o quanto as células são mais complexas do que se imaginava, fica cada vez mais difícil explicar a origem (no passado) dos seres vivos a partir de substâncias inorgânicas.
Toda célula viva possui moléculas de proteínas consideradas fundamentais para a vida. Um exemplo simples e já bem estudado é a proteína Citocromo C. Seria possível obter tal proteína, a partir de substâncias inorgânicas, ao acaso?
Cálculos cuidadosos feitos por Hubert Yockey (1992) demonstram que uma molécula de citocromo C funcional poderia ser obtida em somente 2 em 1075 tentativas. Se for aceita a estimativa otimista de Sagan de 1044 aminoácidos presentes em sua “sopa primordial” e se pudéssemos simultaneamente adicionar um novo aminoácido a cada uma das 1044 cadeias em formação, um por segundo, prosseguindo somente até haver uma falha, seriam necessários somente 1023 anos para se ter uma probabilidade de 95% de obter uma molécula funcional de citocromo C neste sistema. Isto é dez trilhões de vezes mais do que a idade que é geralmente aceita para o universo.
Então, se tudo teria começado com uma bactéria, e se a bactéria mais simples precisa de 471 proteínas para funcionar corretamente, onde e quando foi originada a vida?
Ainda que todos estes fenômenos, fatos e números tivessem realmente ocorrido, pra ciência ser honesta, ela não poderia apóiá-los como nenhum tipo de corpo de conhecimento confiável, pois ninguém estava lá para sistematizar sua explicação através da observação, identificação e pesquisa, formulados metódica, sistemática, repetitiva e racionalmente. Se alguém tentasse defender o surgimento da vida dado pelo acaso como sendo ciência, a mente científica de alguém que teria planejado todas as origens seria obrigada a perguntar: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra, e fixei os limites do oceano?” (Jó 38:1-20).
O problema é que no mundo científico, muitas vezes, a adequação de dados sob conceitos amplamente aceitos “que por um tempo propiciam problemas e soluções modelo”, passa a ser representada como ciência. Ou seja, visões que embora abrangentes, não passam de paradigmas, terminam sendo aceitas como verdade; podendo elas ser tanto falsas quanto verdadeiras . É o que acontece com a teoria da evolução das espécies, e pode ser resumido nas palavras de Thomas Huxley: “Primeiro é absurdo; depois pode ser; e finalmente sempre soubemos disso”. Se repetirmos uma mentira demais ela pode passar a ser considerada amplamente uma “verdade”, embora não seja.
A mídia tenta vender a idéia do surgimento da vida por acaso e evolutivamente, pintando um quadro de total abrangência da aceitação de tal conceito. Todavia, esta propaganda pode ser facilmente desmascarada se não nos bitolamos em ouvir somente o que é colocado no trombone, mas observarmos no que as pessoas têm crido.
O doutor Rodrigo P. Silva relacionou uma lista de 21 biografias de cientistas que tinham uma fé criacionista .
Da leitura desse livro, o mais interessante é poder notar duas coisas:
a) Desde o século XIV, entre os que mais se destacaram e contribuíram para a sociedade, estavam aqueles que tinham, como força para suas faculdades mentais, a fé em Deus.
b) Ao longo de toda a história sempre houve homens preeminentes que não se acanharam em atribuir ao Criador a autoria dos seus estudos.
Abaixo, alguns heróis da fé:
Cientista
|
Tempo em que viveu
|
Leonardo da Vinci
|
1452 – 1519
|
Nicolau Copérnico
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1473 – 1513
|
Geórgias Bauer (Agrícola)
|
1494 – 1555
|
Francis Bacon
|
1561 – 1626
|
Galileu Galilei
|
1564 – 1642
|
Johannes Kepler
|
1571 – 1630
|
Blaise Pascal
|
1623 – 1662
|
Robert Boyle
|
1627 – 1691
|
Isaac Newton
|
1642 – 1727
|
Gottfried Wilhelm Liebnitz
|
1646 – 1716
|
Bartolomeu de Gusmão
|
1685 – 1724
|
Maria Gaetana Agnesi
|
1718 – 1799
|
Caroline Herschel
|
1750 – 1848
|
Geoges Cuvier
|
1769 – 1832
|
Maria Mitchell
|
1818 – 1889
|
Gregor Mendel
|
1822 – 1884
|
Louis Pasteur
|
1822 – 1895
|
William Ramsay
|
1852 – 1916
|
George Washington Carver
|
1864 – 1943
|
Carlos Chagas Filho
|
1910 – 1999
|
Wernher Von Braun
|
1912 – 1977
|
Se a ciência tem pais cristãos, ou ela é compatível com a crença em um Deus , ou os listados acima eram loucos. Se a última alternativa estivesse correta, eles não seriam aceitos como cientistas. O que acontece é que sempre houve homens como os três astronautas da Apollo 8 que, em 1968, quando estavam circundando o lado escuro da Lua e viram nosso lindo planeta azul nascer no horizonte lunar, declamaram em uníssono, para as conexões de comunicação do nosso planeta ouvirem: “No princípio Deus criou os céus e a terra!”(Gênesis 1:1).
Primeira Pesquisa – Realizada em 1916
| |
Cientistas que disseram acreditar em Deus
|
40%
|
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
|
45%
|
Cientistas que não responderam à pesquisa
|
15%
|
Segunda Pesquisa – Realizada em 1996
| |
Cientistas que disseram acreditar em Deus
|
40%
|
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
|
45%
|
Cientistas que não responderam à pesquisa
|
15%
|
Por que será que, passados 80 anos, nos quais a ciência tanto se desenvolveu, a crença que os cientistas têm em Deus não mudou nada? É lógico que é porque na natureza há evidências da existência do Criador!
Albert Einstein já sabia que a ciência é o estudo da criação de Deus, e por isto falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser, e não uma simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos na experiência pessoal que têm ao relacionar-se com Ele. Nem todos têm esta coragem. É por isso que, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos. Os percentuais obtidos pelas pesquisas do Instituto Gallup realizadas junto à opinião pública dos americanos, demonstram isto:
Albert Einstein já sabia que a ciência é o estudo da criação de Deus, e por isto falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser, e não uma simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos na experiência pessoal que têm ao relacionar-se com Ele. Nem todos têm esta coragem. É por isso que, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos. Os percentuais obtidos pelas pesquisas do Instituto Gallup realizadas junto à opinião pública dos americanos, demonstram isto:
CRENÇAS DE ADULTOS NOS EUA COM RESPEITO A SUAS ORIGENS
| |||
Origem
|
1982
|
1991
|
1993
|
Deus criou o homem dentro dos últimos 10 mil anos.
|
44
|
47
|
47
|
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus dirigiu o processo.
|
38
|
40
|
35
|
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus não esteve envolvido.
|
9
|
9
|
11
|
Não opinaram.
|
9
|
4
|
7
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Alguns cientistas se perguntam como é possível que, após mais de um século de educação evolucionista, tão poucos sigam a doutrina. Para Ariel A. Roth, um cristão que atualmente é cientista, o problema é que “muitos acham difícil acreditar que o homem e todas as complexas formas de vida ao seu redor, juntamente com a Terra e um Universo que tão adequadamente os sustentam, se tornaram organizados por si mesmos”.
É muito ilógico, olhar para um sistema de complexidade irredutível, como por exemplo, o olho, e não esperar que alguém o tenha planejado . Isto tem sido motivo de discussão por dois séculos. A questão da origem do olho não é tida como um tópico favorito de discussão, por vários evolucionistas . Darwin era muito ciente deste problema, embora não conhecesse toda a complexidade do processo de visão. Ele confessou seu desespero numa carta que escreveu a Asa Grey, em 3 de abril de 1860, que diz: “Só de pensar no olho, tenho calafrios”. “Tipos altamente complexos de olhos como os nossos são um assombro de partes coordenadas que operam em conjunto para que possamos ver” . Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção (Salmo 139:14).
Certa vez, uma professora pediu que um de seus alunos olhasse para fora da sala de aula, e então lhe
perguntou: “Tom, você está vendo aquela árvore?” O garotinho respondeu que sim. “Então a árvore existe” afirmou a professora. Ela continuou: “E você está vendo a grama?” “Sim”, foi a resposta de Tom. Mais uma vez, ela concluiu: “Logo, a grama existe”. “Agora Tom, vá lá fora e olhe bem, para todo o céu”, a professora pediu. O garotinho foi, olhou, e voltou.
- Você viu o céu, Tom?
- Sim professora.
- Então o céu existe.
- Tom, você viu a Deus?
Quando o aluno respondeu que não, a professora explicou para a classe que Deus não existe porque ninguém nunca O viu.
Peter, um outro aluno, então pediu permissão para fazer mais algumas perguntas para Tom. A professora consentiu, e o diálogo seguiu-se assim:
- Tom, consegue ver a árvore?
- Sim.
- A grama?
- Sim.
- O céu?
- Sim.
- Consegue ver o cérebro da professora?
- Não.
- Então ela não tem cérebro!!!
A classe caiu na gargalhada.
Com sua simplicidade infantil, Peter acabara de apresentar à classe um grande seminário cuja lição era:
Nem sempre o tangível, visível ou testável é a única realidade. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores dificuldades com as quais nós, seres humanos finitos nos deparamos, é a tentativa de conhecê-Lo de forma abrangente em Sua revelação. ‘Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus’ .
Dizer que é possível provar cientificamente que Deus existe seria uma tolice. Mas seria também uma tolice falar que a ciência afirma que Deus não existe. Afirmarmos que é comprovado cientificamente que o homem evoluiu, seria dizer uma grande besteira! Vamos respeitar a ciência! Finalmente, com uma mentalidade um pouco mais científica, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas (Filipenses 4:8). É sobre elas que vamos aprender nas próximas semanas!
Embora não possamos usar a ciência para provar que Deus exista ou não, podemos encontrar evidências que mostram que não estamos aqui por conta do acaso. Os arranjos e o equilíbrio especial das forças fundamentais da natureza dizem que há um Ser que colocou tudo isso junto de forma perfeita, na construção deste Universo.
Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Pergunte aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do SENHOR fez isso? (Isaías 40:26; Jó 12:7-9).
Alguém fora do Universo estava pensando em nós. Você não é fruto do acaso, você é a realização do sonho do grande Criador. E se você se encontra detonado pelo pecado, Ele tem para você o Plano da Redenção. Por este plano, já lhe redimiu pelo sangue de Jesus no Calvário, e quer levar-lhe um dia para o Céu.
Seria errado dizer que evoluímos?
Pr. Valdeci Jr.
Referências:
Ariel A. Roth, Origens (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 29-30.
Dra. Marcia Oliveira de Paula, UUNASP - SP.
Thomas Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 2aed. (Chicago: University of Chicago Press, 1970), viii.
Rodrigo P. Silva, Eles Criam em Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002).
Michael J. Behe, A Caixa Preta de Darwin (Editora Jorge Zahar).
Pierre P. Grassé, Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation (Nova York, San Francisco e Londres: Academic Press), 105.
Roth, 97-105.
Michelson Borges, Por Que Creio (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 223.
Fonte: Advir
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