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terça-feira, 21 de maio de 2019

A Doutrina do Casamento na Bíblia



“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Gênesis 2:24.



Deixar pai e mãe para constituir uma nova família envolve maturidade. Se unir à mulher através do casamento tornando-se uma só carne envolve intimidade.

             

O intuito divino é que no casamento o amor se mantenha durante toda a vida; que o amor dispensado de um pelo outro os atraia perpetuamente. Tal como o Sábio declara: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. [...] e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente”. (Provérbios 5:18-19).       



O apóstolo Paulo também orienta que um casal não deve privar-se das relações íntimas, senão por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicarem ao jejum e à oração. Paulo conclui dizendo que o casal depois deveria se ajuntar novamente para que Satanás não os tentasse pela incontinência. (I Coríntios 7:3-5).



MATRIMÔNIO – UM CONCERTO VITALÍCIO

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido” Romanos 7:2-3.



“Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” I Coríntios 7:10-11.



“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”
I Coríntios 7:39.



Portanto, a reconciliação com o marido deve acontecer, ou que fique só.



Deve ser levado em consideração que, mesmo no caso em que a pessoa está com outra pessoa, tendo se separado em “tempos de ignorância”, os quais é dito que Deus não leva em conta, urge saber o que o apóstolo quis dizer. Uma vez que a pessoa obtenha o conhecimento da verdade, vai desfazer o mal que foi feito, em atitude de genuíno arrependimento, tal como o ladrão que roubava e deixa de roubar ou devolve seu dinheiro ilícito. O texto completo de Atos 17:30 declara: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”. O significado é: tais pessoas eram ignorantes do poder de Deus para salvar. O ladrão rouba às escondidas por saber que é crime. Ele só não conhece o poder de Deus para salvar, ou se sabe, não aceita o dom gratuito.



COMO DEUS CONSIDERA O DIVÓRCIO

“Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio [divórcio]”. Malaquias 2:16.



Divorciar significa: separar-se, Repudiar significa: renunciar voluntariamente, rejeitar, repelir. Interessante considerar quão forte é a palavra repúdio. De fato, todo divórcio é um repúdio à pessoa que foi prometido amor por toda a vida.



MATEUS 19:9 E A DISTINÇÃO DE FORNICAÇÃO E ADULTÉRIO

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. Mateus 19:9.



A palavra no grego traduzida por “fornicação” é pornéia, palavra esta, que é distinta da utilizada para se referir a “adultério”, que é Moichéia.



Diversos textos bíblicos fazem a distinção entre fornicação e adultério: Oséias 4:13; Mateus 15:19; Marcos 7:21; I Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21.



Exegetas concordam que o sentido bíblico da palavra “fornicação” é restrito e não deve ser generalizado. Veja os comentários:



“[Fornicação é:] Relação sexual ilícita por parte de uma pessoa não casada” (Webster's New Collegiate Dictionary).



“Como a palavra fornicação nada mais significa que a união ilícita de pessoas não casadas, não pode ser empregada aqui (Mateus 5:32) com propriedade, quando se fala dos que são casados” (Clarke's Commentary).



Nos auxilia no entendimento do significado da palavra pornéia (fornicação) quando estudamos o relato do nascimento de Jesus:



“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente”. Mateus 1:18-19.



Devido a José ter “desposado” Maria, era necessário, para deixá-la, que ele desse uma carta de divórcio que anularia seu compromisso: uma espécie de contrato antenupcial. Ou seja, Maria estava desposada, porém, não havia ainda contraído núpcias.



A esta situação que os judeus em sua incredulidade se referiram em condenação a Jesus: “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. Vós fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.” João 8:40-41.



(Outro exemplo de contrato antenupcial que temos nas Escrituras é acerca dos genros de Ló que haviam de tomar as filhas dele ainda. Ver Gênesis 19:14).



Sendo assim, a cláusula de exceção de Mateus 5:32 e 19:9 (“a não ser por causa de fornicação”), se refere a uma espécie de garantia para o noivo que na noite de núpcias descobrisse uma possível enganação por parte da moça, quanto à sua virgindade, o qual anularia os votos naquelas circunstâncias. Jesus considerou este caso como justificável e que não seria devido à dureza de coração. Jesus se referiu a Deuteronômio 22:20-21.



A REAÇÃO DOS DÍSCIPULOS

“Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar”. Mateus 19:10.



É interessante notar a forma que se introduz na Bíblia a fala deles. Vale lembrar que nessa época os discípulos alimentavam vários erros de interpretação sobre diversas coisas. Assim, imaginemos que eles eram bem rígidos quanto ao assunto do casamento. Por exemplo, eles poderiam acreditar que só devido a adultério deveria haver o divórcio e não por qualquer motivo. No entanto, quando se deparam com a declaração de Jesus, fechando qualquer porta com esta maior rigidez do que a deles mesmo, declaram palavras de surpresa, e até mesmo o que parece ser desapontamento.



A declaração dos discípulos demonstra quanto ao risco envolvido em um matrimônio, testificando que é uma escolha sem volta, ou seja, não há divórcio. Sendo assim, uma escolha errada acarretaria fardo maior do que seria ter ficado só.
                                                                                               

CASAMENTO CIVIL



O casamento deve ser formalizado legalmente de acordo com a ordem civil, em obediência às leis e autoridades seculares. (Romanos 13:1-7; Tito 3:1; I Pedro 2:13-17).



Só estamos livres de obedecer quando o que as autoridades pedem se choca com as reivindicações divinas. (AA 68-69).



O casamento “religioso”, isto é, a cerimônia religiosa deve ocorrer necessariamente depois que os noivos estiverem legalmente casados de acordo com a ordem civil. Do contrário, a igreja deve se abster de realizar tal cerimonia visto não terem cumprido os requisitos pedidos por Deus em obediência às autoridades constituídas. Esta cerimônia envolve o reconhecimento por parte da igreja de que de fato aquele casal está casado e não o de realizar isto no momento.



O que conta pra Deus é o compromisso firmado. Sendo feito o voto matrimonial em um cartório, perante os homens, também estará sendo feito diante de Deus. Deus é testemunha daquele voto realizado. O ser humano não ficará livre do que prometeu devido a não tê-lo feito em um ambiente “sagrado”.



Em nenhuma parte das Escrituras encontramos que caracterizaria em um casamento duas pessoas manterem relações íntimas. Paulo fala claramente contra esta atitude, dizendo que não herdarão o reino de Deus os que fornicam assim como os adúlteros e outros pecadores. (I Coríntios 6:9; Gálatas 5:19-21). Ele não fala de existir um vínculo vitalício justamente porque não houve o voto.



Portanto, devemos entender que o voto matrimonial é um voto vitalício. Não existe outra categorização pra ele. A aliança que é firmada entre homem e mulher de compromisso mútuo, para a vida toda, é o que de fato caracteriza o casamento tal como foi instituído por Deus e reconhecido até hoje.



SÍMBOLO DA UNIÃO ENTRE CRISTO E SUA IGREJA


A união vitalícia do casamento é símbolo da união de Cristo com Sua Igreja. O espírito revelado para com a Igreja, é o que marido e mulher devem se dedicar mutuamente. Cada um deve cultivar a felicidade do outro. (Isaías 54).



“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela [...] Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja”. (Efésios 5:25-29).



O mesmo amor que Cristo dá à Igreja deve ser o amor do marido pela esposa. Este amor inclui a orientação de até mesmo se sacrificar pela mulher.



Vale destacar que por mais que o matrimônio possa criar uma profunda e misteriosa unidade entre duas pessoas, estes não devem perder a individualidade própria. Os homens, em especial, devem cuidar para que a legítima liderança não degenere-se em atitudes que levem à dominação da consciência da esposa. Mesmo aqueles que fizeram o concerto matrimonial continuam diante de Deus individualmente responsáveis pelas decisões tomadas. (II Coríntios 5:10).   

           

CONCLUSÃO – RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS

No assunto do casamento sempre tem havido tentativas de rebaixamento das normas, semelhante ao que os judeus faziam, devido a ser um povo de dura cerviz. As igrejas, de modo geral - tanto fora como dentro do adventismo - têm fracassado em fazer uma reforma completa.



Apesar de que na lei civil mosaica tenha sido de fato permitido o divórcio e novo casamento (Deuteronômio 24:1-4), a Bíblia declara que o Senhor odeia o divórcio. (Malaquias 2:16; Lucas 17:27). Cristo comenta que isso foi permitido devido à dureza dos corações, mas que no princípio não fora o casamento instituído desse modo pelo Criador. (Mateus 19:3-8). Em palavras das mais enfáticas, Ele declarou: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mateus 19:6). Temos ainda no texto a reação dos discípulos e a fala final do Mestre. Nelas é demonstrado que aquele que faz o voto matrimonial, faz uma escolha para a vida toda. Se eventualmente revelar-se uma escolha errada, poderá acarretar a separação, e não havendo possibilidade de reconciliação, Deus capacitará a pessoa a permanecer só, seguindo a Sua vontade. (Mateus 19:10-12 e MDC 65).



O Senhor deseja que a Sua Igreja efetue a obra de restaurar o matrimônio à sua dignificante posição original. (Atos 3:19-21).



“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR, E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”. Atos 3:19-21.



“Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim” Mateus 19:3-8.



“Quando, posteriormente, os fariseus O interrogaram acerca da legalidade do divórcio, Jesus apontou a Seus ouvintes a antiga instituição do casamento, segundo foi ordenada na criação. [...] Ele lhes chamou a atenção para os abençoados dias do Éden, quando Deus declarou tudo "muito bom". Gên. 1:31. Então tiveram origem o casamento e o sábado, instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade”. O Maior Discurso de Cristo, pág. 63.



“No tempo do fim, toda instituição divina deve ser restaurada”. Profetas e Reis, pág. 678.





Autor: Matheus G. O. Borges

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Do que eu preciso? Fé ou Obras?

“A Lei nos leva a Cristo para sermos justificados, e Cristo nos leva de volta à Lei para sermos santificados”. Philip Yancey.

Sempre que é abordado o assunto das “boas obras”, é inevitável ir até a carta de Tiago e ler: Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... A fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:14, 17). No entanto, a parte mais interessante, e talvez para alguns até mesmo um tanto chocante, está um pouco mais adiante, onde é dito: 

“Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?” (Tiago 2:21-25).

O fato de o apóstolo Tiago ter afirmado algo que contrasta tanto com os escritos de Paulo, não deve ser considerado uma contradição. Pois, quando é dito que o patriarca da fé foi justificado pelas obras, ele simplesmente está querendo afirmar que a justificação pela fé diante de Deus se revelou em evidências aos homens somente através dos frutos, ou seja, as boas obras. Isto concorda com o que já havia sido dito no verso 18: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

Um ponto a se ressaltar é quando o apóstolo diz: “Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada” (Verso 22). O que significa isso? Significa o desenvolvimento do caráter quando exercitamos a nossa fé na prática. Não existe outro modo de nosso caráter ser transformado a não ser quando através da graça divina mudamos nossos pensamentos, atitudes e hábitos. Quando em nossa vida ocorre essas mudanças, a nossa fé é fortalecida e enobrecida.

No decorrer dos séculos, muitos tentaram limitar a importância ou o tempo de validade dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, no entanto, ainda permanece que: “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos 19:7). Pois “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (Eclesiastes 12:13). Portanto, podemos falar como Paulo, o grande pregador da Nova Aliança pelo sangue de Cristo, que afirmou: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”. (Romanos 7:12).                    

Ellen G. White comenta que: “A lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio. É uma revelação de Sua vontade, uma transcrição de Seu caráter, expressão do amor e sabedoria divinos”. (Patriarcas e Profetas, 52). Aqueles que deixam de apreciar a santidade, justiça e sabedoria contidas na lei divina, perdem a oportunidade de aprenderem mais acerca do caráter do verdadeiro Deus, e assim, prestar mais reverente e amorosa adoração.

Na lição da Escola Sabatina “Os Dez Mandamentos”, temos uma introdução aos mandamentos nas três primeiras lições, inclusive sendo explicada as diferenças entre a lei moral que é eterna, e a cerimonial, que se cumpriu na morte de Jesus na cruz. Nas dez lições restantes, cada uma é dedicada a um dos mandamentos. É uma lição simples e de fácil aprendizado, mas, que ao mesmo tempo, ensina princípios de longo alcance e de grande profundidade, de modo que o estudo feito de cada mandamento deve ainda ser enxergado como apenas uma introdução.

Cremos firmemente que a Lei de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, é a expressão nítida do caráter e da vontade de Deus, sendo assim, é o padrão de julgamento de Deus para com todas as pessoas, em todas as épocas, tal como estes textos confirmam: Eclesiastes 12:13-14; Isaías 40:8; Mateus 7:18-21; Tiago 2:12; Apocalipse 22:14. Portanto, o governo de Deus é fundamentado em princípios sólidos. (Salmos 89:14; 111:7-8; 119:142).  

O Espírito Santo atua escrevendo a Lei de Deus, não em tábuas de pedra, mas nos corações dos seguidores de Cristo, para que através deste auxílio divino, sejam capazes de obedecer a todos os Seus mandamentos. (Isaías 8:16; Jeremias 31:33; Ezequiel 36:25-28; II Coríntios 3:3-5; Hebreus 8:10). Assim sendo, para o genuíno crente, não é pesado obedecer a Lei, ao contrário, através da graça divina a obediência é fruto de profundo amor para com Deus, e pelos seus semelhantes. (I João 3:7-8; 5:2-3).

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Exemplo de Cristo, para nós, é na qualidade de Filho, ou seja, como Humano


O Senhor Jesus veio ao nosso mundo, não para revelar o que Deus podia fazer, e, sim, o que o homem podia realizar, mediante a fé no poder de Deus para ajudar em toda emergência. O homem deve, pela fé, ser participante da natureza divina e vencer toda tentação com que é assaltado. O Senhor requer agora que todo filho e filha de Adão, pela fé em Jesus Cristo, O sirva na natureza humana que temos atualmente.

O Senhor Jesus pôs uma ponte sobre o abismo causado pelo pecado. Ele ligou a Terra com o Céu, e o homem finito com o Deus infinito. Jesus, o Redentor do mundo, só podia guardar os mandamentos de Deus da mesma maneira que a humanidade pode guardá-los. "Pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo." II Ped. 1:4.

Precisamos seguir o exemplo de Cristo, tendo em mente Sua qualidade de Filho e Sua humanidade. Não foi como Deus que foi tentado no deserto, nem devia como Deus suportar as contradições dos pecadores contra Si mesmo. Foi a Majestade do Céu que Se tornou homem - humilhou-Se até nossa natureza humana. Manuscrito 1, 1892. III ME 140.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Resoluções Para o Novo Ano - Por Ellen G. White

Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Filipenses 3:13-15.
Ontem foi Dia de Natal. Fizestes como os magos, oferecendo vossos presentes a Jesus? Ou o inimigo mudou a ordem das coisas, e dirigiu o culto para ele mesmo? Os presentes são hoje ofertados a amigos e não Àquele que realizou tão grande sacrifício por nós. Todos os dons devem fluir em outro conduto, onde possam ser usados na salvação de homens.
O novo ano está bem diante de nós. Não deveriam os dons ser dedicados a um melhor fim do que foram até agora? Não deveria a confissão ser praticada e não deveríamos valer-nos do sangue de Cristo, que é capaz e está disposto a nos purificar de todo pecado? Por nossa causa, Cristo tornou-Se pobre.
No último grande dia seremos julgados de acordo com o que fizemos. Cristo dirá: "Porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; sendo forasteiro, não Me hospedastes; estando nu, não Me vestistes; achando-Me enfermo e preso, não fostes ver-Me. ... Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer." Mat. 25:42, 43 e 45. E Cristo declarará: "Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos." Mat. 25:41.
Cristo veio e estabeleceu o exemplo da santificação, e se formos de Cristo, então realizaremos Suas obras. Em vez de satisfazer-nos a nós próprios estaremos buscando realizar o bem de outrem e compartilhar benefícios com a humanidade sofredora. E a menos que isto seja feito, não podemos esperar ter uma parte com Cristo.
Há pessoas a serem salvas ao nosso redor, e cada um tem uma obra a cumprir a fim de se reconciliar com Cristo. Esta é a obra que deve ser abraçada no ano novo. Estamos vivendo para o tempo e para a eternidade, e desejamos que a luz resplandeça em nosso caminho e em troca desejamos estender essas bênçãos a outros. A única maneira de sermos representantes de Cristo é amando-nos uns aos outros, e se refletirmos a imagem de Cristo, então quando entrarmos pelos portões da cidade, ouviremos dizer: "Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21.
Que cada um se empenhe em melhorar seu registro celestial no próximo ano, e viva tão próximo a Deus que possa estar rodeado pela atmosfera do Céu, e assim ser um representante de Cristo. Meditação Matinal, Ano:1983, pág. 368.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Valor do Canto e o Exemplo de Cristo

Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas. Meditações Matinais (1959), pág. 273.

Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz [de Cristo] erguer-se em louvor e ações de graças a Deus. Com freqüência entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia que Lhe caía dos lábios. Dir-se-ia que Seu louvor banisse os anjos maus e, como incenso, enchesse com doce fragrância o lugar em que Se achava. ... Ao serem entoados cânticos de louvor, ao se elevarem ao Céu fervorosas orações, ao se repetirem as lições das maravilhosas obras de Deus, ao expressar-se a gratidão do coração em preces e hinos, os anjos do Céu apanham o tom e a eles se unem em louvor e ações de graças a Deus.

Essas práticas repelem o poder de Satanás. Expulsam as murmurações e queixas, e Satanás perde terreno. Deus nos ensina que devemos reunir-nos em Sua casa para cultivar os atributos do perfeito amor. Isso habilitará os habitantes da Terra para as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam. Então se congregarão no santuário, de um sábado ao outro e de uma lua nova a outra, para unir-se em majestosos cânticos, em ações de graças e louvor Àquele que Se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro, para todo o sempre. MM (2002), pág. 243.
(Negritos acrescentados para dar ênfase)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Cristo - Nosso Meio de Escape

A condição de vida eterna é hoje justamente a mesma que sempre foi - exatamente a mesma que foi no paraíso, antes da queda de nossos primeiros pais - perfeita obediência à lei de Deus, perfeita justiça. Se a vida eterna fosse concedida sob qualquer condição inferior a essa, correria perigo a felicidade do Universo todo. Estaria aberto o caminho para que o pecado, com todo o seu cortejo de infortúnios e misérias, se imortalizasse.
            Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.
            E ainda mais, Cristo mudará o coração. Nele habitará, pela fé. Pela fé e contínua submissão de vossa vontade a Cristo, deveis manter essa ligação com Ele; e enquanto isso fizerdes, Ele operará em vós o querer e o efetuar, segundo a Sua vontade. Podereis então dizer: "A vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim." Gál. 2:20. Disse Jesus a Seus discípulos: "Não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós." Mat. 10:20. Assim, atuando Cristo em vós, manifestareis o mesmo espírito e praticareis as mesmas obras - obras de justiça e obediência.
            Nada temos, pois, em nós mesmos, de que nos possamos orgulhar. Não temos nenhum motivo para exaltação própria. Nosso único motivo de esperança está na justiça de Cristo a nós imputada, e naquela atuação do Seu Espírito em nós e através de nós. Caminho a Cristo, pág. 62-63.

sábado, 6 de novembro de 2010

O Valor do Canto e o Exemplo de Cristo

Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas. Meditações Matinais (1959), pág. 273.

Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz [de Cristo] erguer-se em louvor e ações de graças a Deus. Com freqüência entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia que Lhe caía dos lábios. Dir-se-ia que Seu louvor banisse os anjos maus e, como incenso, enchesse com doce fragrância o lugar em que Se achava. ... Ao serem entoados cânticos de louvor, ao se elevarem ao Céu fervorosas orações, ao se repetirem as lições das maravilhosas obras de Deus, ao expressar-se a gratidão do coração em preces e hinos, os anjos do Céu apanham o tom e a eles se unem em louvor e ações de graças a Deus.

Essas práticas repelem o poder de Satanás. Expulsam as murmurações e queixas, e Satanás perde terreno. Deus nos ensina que devemos reunir-nos em Sua casa para cultivar os atributos do perfeito amor. Isso habilitará os habitantes da Terra para as mansões que Cristo foi preparar para os que O amam. Então se congregarão no santuário, de um sábado ao outro e de uma lua nova a outra, para unir-se em majestosos cânticos, em ações de graças e louvor Àquele que Se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro, para todo o sempre. MM (2002), pág. 243.
(Negritos acrescentados para dar ênfase)
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