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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O pior cego é o que não quer ver

[O artigo a seguir foi publicado na revista Scientific American. Meus comentários seguem entre colchetes; os trechos em bold também são meus. – MB] O olho humano é um órgão extremamente complexo; atua como uma câmera, coletando, focando luz e convertendo a luz em um sinal elétrico traduzido em imagens pelo cérebro. Mas, em vez de um filme fotográfico, o que existe aqui é uma retina altamente especializada que detecta e processa os sinais usando dezenas de tipos de neurônios. O olho humano é tão complexo que sua origem provoca discussão entre criacionistas e defensores do desenho inteligente [os darwinistas não discutem porque assumem a priori que a evolução é um fato; e na ausência de discussão a ciência não prospera], que o têm como exemplo básico do que chamam de complexidade irredutível: um sistema que não funciona na ausência de quaisquer de seus componentes e, portanto, não poderia ter evoluído naturalmente de uma forma mais primitiva [e existe isso, levando-se em conta que a forma mais “primitiva” já conta com células e toda a sua complexidade?]. Mesmo Charles Darwin admitiu em A origem das espécies, de 1859 – que detalha a teoria da evolução pela seleção natural –, que pode parecer absurdo pensar que a estrutura ocular se desenvolveu por seleção natural. No entanto, apesar da falta de evidências de formas intermediárias naquele momento, Darwin acreditava [fé sem evidências é uma evidência de que o modelo/hipótese se sobrepõe aos fatos] que o olho evoluíra dessa maneira.

Não foi fácil encontrar uma evidência direta para essa teoria. Embora pesquisadores que estudam a evolução do esqueleto possam documentar facilmente a metamorfose em registros fósseis [fazendo suas “escadinhas” evolutivas baseados na escolha intencional de fósseis que se encaixam em seus conceitos de macroevolução], estruturas de tecidos moles raramente fossilizam. E mesmo quando isso ocorre, os fósseis não preservam detalhes suficientes para determinar como as estruturas evoluíram. Ainda assim, recentemente biólogos fizeram avanços significativos no estudo da origem do olho, observando a formação em embriões em desenvolvimento [Haeckel redivivus?] e comparando a estrutura e os genes de várias espécies para determinar quando surgem os caracteres essenciais. Os resultados indicam que o tipo de olho comum entre os vertebrados se formou há menos de 100 milhões de anos, evoluindo de um simples sensor de luz [simples?] para ritmos circadianos e sazonais, há cerca de 600 milhões de anos, até chegar ao órgão sofisticado de hoje, em termos ópticos e neurológicos, há 500 milhões de anos. Mais de 150 anos após Darwin ter publicado sua teoria revolucionária, essas descobertas sepultam a tese da complexidade irredutível e apoiam a teoria da evolução [simples assim?]. Explicam ainda por que o olho, longe de ser uma peça de maquinaria criada à perfeição, exibe falhas evidentes – “cicatrizes” da evolução. A seleção natural não leva à perfeição; ela lida com o material disponível, às vezes, com efeitos estranhos. [Na verdade, muitas dessas “falhas” oculares já foram descartadas – confira. Além disso, se se partir da cosmovisão criacionista, eventuais defeitos no olho são fruto da “involução”, não resquícios da seleção natural. Criacionistas não esperam mesmo que a natureza em seu estado atual seja perfeita.] Clique aqui para continual a leitura...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Novo olhar sobre a visão – mais complexidade

Os resultados de uma pesquisa com neurônios localizados na retina, parte dos olhos que capta a luz, surpreenderam cientistas de instituições inglesas e norte-americanas. Experimentos com ratos mostraram que essas células, conhecidas até então apenas por seu papel em processos subconscientes, possuem a capacidade de transmitir informação visual ao cérebro. Portanto, desempenham importante papel na visão. A função dessas células nervosas está relacionada à sua habilidade de produzir uma proteína sensível à luz conhecida como melanopsina. Continue Lendo...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eleição para o Líder da Igreja

Agora amigos e ilustres convidados, vamos ver como é feita a escolha de um líder pelos olhos humanos:

Bom, fizemos aqui um relatório dos melhores lideres que conseguimos reunir em, nossa igreja.

Temos aqui grandes nomes, e com certeza vamos escolher o melhor para o a nossa igreja.

ADÃO: bom homem, mas com problemas com a esposa.

NOÉ: esse ai é um grande pastor, pregou por 120 anos, mas não obteve sequer um converso. Não serve, soube que até bêbado já ficou.

JOSÉ: esse foi um grande pensador, mas um tanto convencido que acredita em sonhos, pondo-se a interpreta-los. Tem registro de passagem pela prisão, seria uma vergonha para nossa igreja.

MOISÉS: homem modesto e manso, mas um pobre comunicador,chegando ás vezes a gaguejar. Houve ocasiões em que perdeu a paciência e agiu de modo rude.

ELIAS: dado a depressão. Entra em pânico sob pressão, não serve.

DÉBORA: uma mulher inteligente, uma forte líder e parece ser ungida, mas é mulher...

JEREMIAS: emocionalmente instável, alarmista, negativista, sempre lamentando coisas.
                 
AMÓS: muito atrasado e sem polimento. Com alguma instrução no poderia oferecer alguma promessa, mas se encrenca com pessoas ricas. Poderia adequar-se melhor a congregações mais humildes.

PEDRO: esse é muito encrenqueiro. Tem um mau temperamento, e soube-se que chegou até a xingar. Teve um bate boca com Paulo. Agressivo, mas um grande coração.

PAULO: um líder poderoso, do tipo Alto Executivo, e pregador fascinante. Contudo, tem pouco tato, é implacável com jovens ministros, muito severo e soube-se que prega a noite toda. Também tem problemas nos olhos, que lhe afeta a visão até para escrever.

TIMÓTEO: muito jovem com certeza um irresponsável, e desinteressado.

JESUS: esse ai tem tido ocasiões de popularidade, mas uma vez sua igreja alcançou 5000, porém ele conseguiu ofender essa gente toda. Daí a igreja diminuiu para doze pessoas. Raramente permanece num só lugar por muito tempo. E logicamente, há problema de ser solteiro.

JUDAS ISCARIOTES (todos olham um para o outro): suas referencia são sólidas. Um grande planejador. Conservador. Tem boas ligações. Sabe como lidar com finanças.  Vemos aqui nesse homem grande possibilidade de ser o nosso líder.

Nota: A escolha baseada apenas no exterior, em uma fria profissão de fé, é a escolha aos olhos humanos. Nesta ilustração foi possível ver claramente quantas vezes erramos em nossos julgamentos quando estamos dispostos a elogiar apenas aqueles que são aparentemente firmes, conservadores, ou então altamente capacitados nos padrões mundanos.
Na verdade nesta lista de homens escolhidos por Deus das mais variadas épocas, eles realmente tinham alguns destes defeitos apontados (sendo que alguns também eram difamações ou preconceitos): mas apesar destes defeitos de caráter, foram escolhidos por Deus, porque na verdade Deus não escolhe os capacitados, Mas Ele capacita os escolhidos.
Podemos ainda fazer uma análise de como vemos o trabalho evangelístico de Jesus: será que vemos apenas em matéria de número e não de qualidade os membros da igreja? Será que compreendemos que apesar de Jesus ter tido alguns momentos de popularidade Sua mensagem - tal como a que cabe a nós hoje – é impopular, e escândalo para a maioria dos pretensos religiosos?
Que Deus ilumine os sinceros, e nos dê a sabedoria do alto, porque “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento” Provérbios 1:7. M. Borges
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