Mostrando postagens com marcador mensagem de Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mensagem de Deus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte V

Para o internatura acessar a quarta parte clicar aqui, terceira parte clique aqui, segunda parte clique aqui, para primeira parte, aqui.

A Mensagem na Escandinávia

A mensagem também floresceu de forma surpreendente no norte da Europa, nos países escandinavos, que era um conjunto de países que correspondem a Suécia, Noruega e Dinamarca (alguns poucos incluem a Finlândia juntamente):

“Na Escandinávia, também, a mensagem do advento foi proclamada e suscitou grande interesse. Muitos despertaram do descuidoso sentimento de segurança para confessar e abandonar seus pecados, buscando perdão em Cristo. O clero da igreja do Estado, porém, opôs-se ao movimento, e por meio de sua influência alguns que pregavam a mensagem foram lançados na prisão. Em muitos lugares, onde os pregadores da próxima vinda do Senhor foram desta maneira silenciados, Deus Se serviu enviar a mensagem de um modo miraculoso, por meio de criancinhas. Como fossem menores, a lei do Estado não as poderia proibir, e foi-lhes permitido falar sem serem molestadas.
O movimento ocorreu, principalmente, entre as classes mais humildes, e o povo reunia-se nas modestas moradas dos trabalhadores para ouvir a advertência. Os mesmos pregadores infantis eram na maior parte habitantes pobres de cabanas. Alguns deles não tinham mais de seis ou oito anos de idade; e, ao mesmo tempo que sua vida testificava que amavam o Salvador e procuravam viver em obediência aos santos mandamentos de Deus, manifestavam, de ordinário, apenas a habilidade e inteligência que geralmente se vêem nas crianças daquela idade. Quando se encontravam em pé diante do povo, evidenciava-se, entretanto, que eram movidos por uma influência acima dos seus dotes naturais. O tom da voz e as maneiras se transformavam, e com poder solene faziam a advertência do juízo, empregando as próprias palavras das Escrituras: "Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora de Seu juízo." Reprovavam os pecados do povo, não somente condenando a imoralidade e o vício, mas repreendendo o mundanismo e a apostasia, admoestando os ouvintes a que fugissem apressadamente da ira vindoura.
O povo ouvia com tremor. O Espírito convincente de Deus falava-lhes ao coração. Muitos eram levados a pesquisar as Escrituras com novo e mais profundo interesse; os intemperantes e imorais corrigiam-se; outros abandonavam as práticas desonestas, e fazia-se uma obra tão assinalada, que mesmo pastores da igreja do Estado eram obrigados a reconhecer que a mão de Deus estava no movimento.
Era vontade de Deus que as novas da vinda do Salvador fossem dadas nos países escandinavos; e, quando silenciou a voz de Seus servos, pôs Ele Seu Espírito sobre as crianças para que a obra pudesse cumprir-se. Quando Jesus Se aproximava de Jerusalém acompanhado das multidões jubilosas que, com brados de triunfo e agitação de ramos de palmeiras O aclamavam como Filho de Davi, os invejosos fariseus apelaram para Ele a fim de que as fizesse silenciar; Jesus, porém, respondeu que tudo aquilo era o cumprimento da profecia, e que, se aquelas vozes se calassem, as próprias pedras clamariam. O povo, intimidado pelas ameaças dos sacerdotes e príncipes, cessou com a alegre proclamação ao entrar pelas portas de Jerusalém; mas as crianças, nos pátios do templo, entoavam em seguida o estribilho e, agitando ramos de palmeira, clamavam: "Hosana ao Filho de Davi!" Mat. 21:8-16. Quando os fariseus, profundamente descontentes, Lhe disseram: "Ouves o que estes dizem?" - Jesus respondeu: "Sim; nunca lestes: pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" Assim como Deus agiu por meio das crianças no tempo do primeiro advento de Cristo, também o fez ao dar a mensagem de Seu segundo advento. A Palavra de Deus deve cumprir-se para que a proclamação da vinda do Salvador seja feita a todos os povos, línguas e nações” (O Grande Conflito, págs. 366-368).

Encontramos mais alguns detalhes sobre a espantosa pregação de jovens e crianças no livro Portadores de Luz, páginas 27-28, em que é comentado que após a recusa das igrejas em discutir o tema da breve Volta de Cristo, diz que os: “Leigos começaram a proclamar a iminente hora do juízo divino em reuniões nos lares e nas florestas. Sendo que tais reuniões constituíam uma violação do decreto real, os jovens pregadores leigos foram detidos, espancados e aprisionados. Eles afirmavam que quando o Espírito de Deus vinha sobre eles, não podiam deixar de pregar e justificavam suas ações citando Joel 2 e Apocalipse 14:6-8. Particularmente, durante os anos de 1842 e 1843, muitas crianças e jovens, meninas e meninos, alguns tendo apenas seis anos de idade, discursavam sobre a segunda vinda e convidaram o povo ao arrependimento. Isso exercia um profundo impacto sobre muitos, principalmente entre o povo comum. Muitas dessas crianças eram analfabetas. Algumas pareciam pregar enquanto se achavam como em transe; o tom e a maneira de suas vozes mudavam completamente quando eram ‘subjugadas’ pelo Espírito”
Oh que forma esplendorosa e singular de pregação! Aonde se pode ver claramente a mão de Deus. Tal demonstração há de ser feita por ocasião do derramamento da chuva serôdia em maior magnitude.

Diversos Lugares

Há também informações sobre o povo da Tartária, lugar de etnia turca e mongol na Ásia central, no que hoje é o sudeste da atual Rússia:

“Outro missionário verificou existir crença semelhante na Tartária. Um sacerdote tártaro perguntou ao missionário quando Cristo viria pela segunda vez. Ao responder o missionário que nada sabia a respeito, o sacerdote pareceu ficar grandemente surpreso com tal ignorância em quem professava ser ensinador da Bíblia, e declarou sua própria crença baseada na profecia, de que Cristo viria aproximadamente em 1844” (O Grande Conflito, pág. 362).

A informação de diversos lugares em que a mensagem chegou em: Voice of the Church, por D. T. Taylor, pág. 342:
“Em Wurtemberg há uma colônia cristã com algumas centenas de membros, que aguardam o breve advento de Cristo. Também outra de igual crença nas margens do Cáspio. Os Molokaners, grande corpo de dissidentes da Igreja Grega Russa, que reside nas margens do Báltico, povo muito piedoso, de que se diz: ‘Tomando a Bíblia, por único credo, a única norma de sua fé são as Sagradas Escrituras! ’ – são caracterizados pela ‘expectativa do reino imediato e visível de Cristo sobre a Terra’! Na Rússia a doutrina da vinda e reino de Cristo é pregada em relativa extensão e aceita por muitos da classe operária. Tem sido extensamente ativada na Alemanha, em particular ao sul, entre os morávios. Na Noruega mapas e livros sobre o Advento têm circulado amplamente, e a doutrina foi recebida por muitos. Entre os tártaros, na Tartária, prevalece a expectativa do advento de Cristo por esse tempo. Publicações inglesas e americanas sobre esta doutrina têm sido enviadas para a Holanda, Alemanha, Índia, Irlanda, Constantinopla, Roma e para quase todas as estações missionárias do globo” (em As Profecias do Apocalipse, por U. Smith, pág. 261). [M. Borges]

 Para ver a parte a sexta parte e última, clique aqui.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vida urbana afeta cérebro humano

Um estudo publicado [na] quarta-feira (22) mostra que a vida urbana afeta o cérebro, mostrando a relação entre a ativação de duas regiões do cérebro e o fato de as pessoas terem crescido ou viverem em cidades. “Basicamente a atividade cerebral em situações de estresse está ligada à urbanicidade [o fato de viver na cidade]”, afirmou ao iG Andreas Meyer-Linderberg, da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, principal autor da pesquisa, publicada no periódico especializado Nature. Estudos anteriores já haviam mostrado que a saúde mental das pessoas é afetada negativamente pela vida urbana. Problemas relacionados à ansiedade, por exemplo, são mais prevalentes em pessoas que vivem em cidades e a incidência de esquizofrenia é maior em pessoas nascidas e criadas em regiões urbanas, mas ninguém havia ainda buscado medir os processos neurais por detrás deles. Clique aqui para continuar a leitura...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte III

Para o internatura acessar a segunda parte, clique aqui, para primeira parte, aqui.

Bengel na Alemanha

Desta forma nos é apresentado Bengel já no Século 18, entendendo a mensagem vinda de Cristo:

“Na Alemanha, a doutrina fora ensinada no século XVIII por Bengel, pastor da Igreja Luterana e célebre sábio e crítico da Bíblia. Completando sua educação, Bengel "havia-se dedicado ao estudo de teologia, a quem o pendor de seu espírito grave e religioso, acentuado e fortalecido pelo seu primitivo ensino e disciplina, naturalmente o inclinava. Como outros jovens de caráter meditativo, antes e depois dele, teve que lutar com dúvidas e dificuldades de natureza religiosa; e ele faz alusão, muito sentidamente, às muitas setas que lhe traspassavam o pobre coração, tornando-lhe a juventude difícil de suportar". - Enciclopédia Britânica, art. Bengel. Ao tornar-se membro do consistório de Wuerttemberg, advogou a causa da liberdade religiosa. "Ao passo que mantinha os direitos e privilégios da igreja, defendia toda liberdade razoável aos que se sentiam obrigados, por motivos de consciência, a retirar-se de sua comunhão." - Enciclopédia Britânica. Os bons efeitos desta política são ainda sentidos em sua província natal.
Foi enquanto preparava um sermão sobre Apocalipse 21, para o "Domingo do Advento", que a luz da segunda vinda de Cristo raiou no espírito de Bengel. As profecias do Apocalipse desvendaram-se-lhe à compreensão como nunca dantes. Vencido pela intuição da importância estupenda e extraordinária glória das cenas apresentadas pelo profeta, foi obrigado a desviar-se por algum tempo da contemplação do assunto. No púlpito este se lhe apresentou novamente em toda a sua clareza e poder. Desde aquele tempo se dedicou ao estudo das profecias, especialmente as do Apocalipse, e logo chegou à crença de que elas mostravam a proximidade da vinda de Cristo. A data que fixou como o tempo do segundo advento diferia, em muito poucos anos, da que mais tarde Miller admitiu.” (O Grande Conflito, págs. 363-364).

A influência de sua pregação chegou até a Rússia; isto foi devido a algumas famílias que tinham ouvido sua mensagem, e posteriormente devido a uma perseguição, se mudaram para a Rússia. E apesar de as igrejas tivessem fechado as portas para eles, continuaram suas reuniões em casas particulares, e centenas de pessoas se converteram nesta obra que teve início na Alemanha, e que indiretamente Bengel ajudou.
Para John A. Bengel a Bíblia inteira era uma revelação progressiva do plano de Deus para a salvação do homem, onde Cristo é a figura principal, dessa forma entendia que as profecias apontavam para a culminação do plano de Deus com a Volta de Cristo.          
Apesar disso Bengel deu pouca atenção para a profecia das 2300 tardes e manhãs que se tornaria a mais importante para a argumentação da Vinda de Cristo iminente.               
Mas, aproximadamente 50 anos mais tarde, no ano de 1768, Johann Petri (1718-1792), outro pastor alemão, este sendo calvinista, foi um dos primeiros a dar uma explicação bem explanada da profecia dos 2300 dias/anos; ele viu a importante relação entre Daniel 9 (que contém a profecia messiânica das 70 semanas)  aonde se encontra a chave para a cronologia de Daniel 8 que se encontra o grande período profético já dito. Foi assim que concluiu terminar em 1847 os 2300 dias simbólicos de Daniel 8:14. Apesar de não ter iniciado um movimento, ele influenciou os posteriores estudantes deste período profético a considerarem o final das 2300 tardes e manhãs para os anos 1843, 1844, 1847.

Gaussen na França e Suíça

Na lista dos vários Arautos, há também François S. R. L. Gaussen (1790-1863), que apesar de ter sido primeiramente sua consciência confundida pelo ceticismo predominante naquela época, conseguiu pelo exame das profecias, entender os planos de Deus. Desta forma se tornou um zeloso defensor da Segunda Vinda de Cristo, e sempre tornando presente as profecias em seus ensinos:

“A luz brilhou também na França e Suíça. Em Genebra, onde Farel e Calvino tinham propagado as verdades da reforma, Gaussen pregou a mensagem do segundo advento. Na escola, como estudante, Gaussen encontrou o espírito de racionalismo que invadiu a Europa toda durante a última parte do século XVIII e início do XIX; e, ao entrar para o ministério, não somente ignorava a verdadeira fé, mas se inclinava ao ceticismo. Em sua mocidade se interessara pelo estudo da profecia. Depois de ler a História Antiga de Rollin, sua atenção foi despertada para o capítulo 2 de Daniel, e surpreendeu-se com a maravilhosa exatidão com que a profecia se cumprira, conforme se via no relato do historiador. Ali estava um testemunho da inspiração das Escrituras, que lhe serviu como âncora entre os perigos dos últimos anos. Não podia ficar satisfeito com os ensinos do racionalismo e, estudando a Bíblia e procurando luz mais clara, foi ele, depois de algum tempo, levado a uma fé positiva.
Prosseguindo com as pesquisas sobre as profecias, chegou à crença de que a vinda do Senhor estava próxima. Impressionado com a solenidade e importância desta grande verdade, desejou levá-la ao povo; mas a crença popular de que as profecias de Daniel são mistérios e não podem ser compreendidas, foi-lhe sério obstáculo no caminho. Decidiu-se finalmente - como antes dele fizera Farel ao evangelizar Genebra - a começar o trabalho com as crianças, esperando, por meio delas, interessar os pais.
"Desejo que seja compreendido" - disse ele mais tarde, falando de seu objetivo neste empreendimento - "que não é por considerá-lo de pequena importância, mas, ao contrário, por causa do seu grande valor, que desejei apresentá-lo desta maneira familiar, e que falei às crianças. Quis ser ouvido, e receei que não o seria se me dirigisse primeiramente às pessoas adultas." "Decidi-me, portanto, a ir aos mais jovens. Arranjo um auditório de crianças; se ele aumenta e os ouvintes escutam com interesse e agrado, compreendem e explicam o assunto, estou certo de que terei logo uma segunda reunião, e os adultos, por sua vez, hão de ver também que vale a pena sentar-se e estudar. Feito isto, a causa está ganha." - Daniel, o Profeta, de L. Gaussen, Prefácio.
O esforço foi bem-sucedido. Ao falar às crianças, pessoas mais velhas vieram também para ouvir. As galerias da igreja ficavam repletas de ouvintes atentos. Entre esses havia homens de posição e saber, bem como desconhecidos e estrangeiros que visitavam Genebra; e assim a mensagem foi levada para outras partes.
Animado com o êxito, Gaussen publicou suas lições, esperando promover o estudo dos livros proféticos nas igrejas do povo de língua francesa. "Publicar a instrução dada às crianças", diz Gaussen, "é dizer aos adultos que muitas vezes negligenciam os ditos livros sob o falso pretexto de que são obscuros - 'Como podem eles ser obscuros, se vossos filhos os compreendem?'" "Eu tinha grande desejo", acrescenta ele, "de tornar popular, se possível, o conhecimento das profecias em nossos rebanhos." "Estudo algum existe, na verdade, que me pareça responder melhor às necessidades do tempo." "É por meio dele que devemos preparar-nos para a tribulação próxima, e vigiar e esperar por Jesus Cristo."
Conquanto um dos mais distintos e queridos pregadores da língua francesa, Gaussen, depois de algum tempo, foi suspenso do ministério pela falta principal de usar a Bíblia, ao dar instrução aos jovens, em vez do catecismo da igreja - manual fraco e racionalista, quase destituído de fé positiva. Mais tarde se tornou professor numa escola de teologia, e aos domingos continuava seu trabalho como catequista, falando às crianças e instruindo-as nas Escrituras. Suas obras sobre as profecias despertaram também muito interesse. Da cátedra de professor, por intermédio da imprensa, e pela sua ocupação favorita como mestre de crianças continuou durante muitos anos a exercer vasta influência, sendo o instrumento a chamar a atenção de muitos para o estudo das profecias que indicavam a próxima vinda do Senhor” (O Grande Conflito, págs. 364-366). [M. Borges]

Para ler a quarta parte, clicar aqui.

sábado, 16 de abril de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte II

Caso o internauta não tenha visto a primeira parte deste estudo, clique aqui

Considerações de Isaac Newton Sobre Profecias Bíblicas

            O conhecido cientista Sir Isaac Newton, que era também químico, físico, mecânico e matemático, sempre esteve envolvido em temas filosóficos, religiosos e teológicos. Apesar de ter sido um homem de ambas as áreas, ao contrário do que muitos pensam Newton escreveu muito mais sobre religião do que de ciência.
O mais impressionante é que o tema preferido dele era as profecias da Bíblia, podemos dizer que ele foi um grande intérprete da escola historicista.
Nos seus escritos podemos ver um grande esforço para entender as profecias, mas também vemos uma grande humildade ao reconhecer o não entendimento de certas passagens das profecias de Daniel e Apocalipse, Em realidade, não é surpresa de ele não ter entendido, pois, ainda não havia sido descerrado totalmente o livro de Daniel. Isaac Newton viveu de 1642 a 1727, muitos anos antes do despertamento religioso pelo exame criterioso das profecias.
Vemos em Newton um predecessor de muitos que estudariam as profecias na virada do Século 18, ele se mostrou a frente do seu tempo não somente na área científica, reconheceu também cedo a importância do estudo das profecias, mostrando a providência divina durante os séculos de história das nações, atestando desta forma também a veracidade e inspiração da Bíblia.
Citaremos algumas passagens que nos chamam a atenção de seu livro Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de João.
Podemos ver Newton reconhecendo que “o tempo seja o intérprete” (pág. 118, versão digital da editora Edipo) para certas profecias que ainda, não obtiveram o cumprimento, sendo que, quase sempre a interpretação correta vinha depois de uma resposta da história, e desta forma era confirmada a veracidade da profecia, Newton então prefere não especular acerca de tais coisas.
Falando acerca de quando poderia começar a contagem das 2300 tardes e manhãs, que são anos, ele cogita que possa ser a destruição do templo pelos romanos entre outras coisas, mas termina dizendo: ou, finalmente, partindo de qualquer outro período que o tempo descobrirá.” (pág. 108, idem).
Vemos que ele entendia que parte do livro de Daniel foi lacrado até o tempo do fim, e falando sobre parte deste livro, e também sobre o livro de Apocalipse ele diz: “É, pois, uma parte da Profecia, que não deveria ser entendida antes dos últimos tempos do mundo. Depõe, portanto, em favor da Profecia, que ela não tenha sido entendida. Mas se os últimos tempos, o momento de abrir estas coisas, estão agora se aproximando, como o parece pelos grandes êxitos dos últimos intérpretes, sentimo-nos mais encorajados do que nunca a penetrar nestes mistérios” (pág. 215, idem). Não sabemos a quais intérpretes Newton se refere aqui; o mais provável é que esteja se referindo aos protestantes que usaram as profecias para identificar o papado como a besta de Apocalipse 13, e o chifre pequeno de Daniel 7, e apesar de que poucos dedicaram um melhor exame de todas as profecias,  de qualquer forma a diminuição do poder do papado já na época de Newton, devido muito a vários países que ficaram do lado da Reforma Protestante, e desta forma com maior liberdade para a sua convicção religiosa, que fazia aos poucos se apagar a fogueira da perseguição, mostrava que o tempo do fim estava se aproximando como ele disse.
William Whiston, que sucedeu a Newton como professor de matemática em Cambridge, declarou depois da morte de Newton que “ele [Newton] e Samuel Clarke tinham desistido de lutar pela restauração da Igreja às normas dos tempos apostólicos primitivos porque a interpretação que Newton dava às profecias os tinha levado a esperar uma longa era de corrupção antes de poder ser efetiva” (Richard S. Westfall em The Life of Isaac Newton, pág. 300). Seu biógrafo, Westfall, afirma que: “Por igreja verdadeira, à qual as profecias apontavam, Newton não pensava incluir todos os cristãos nominais, mas um remanescente, um pequeno povo disperso, escolhido por Deus, povo que não sendo movido por qualquer interesse, instrução ou o poder de autoridades humanas, é capaz de se dedicar sincera e diligentemente à busca da verdade” (idem, pág. 128). Essa longa era de corrupção que Newton observa, deve estar baseada no tempo de predomínio papal, e também nas 2300 tardes e manhãs, que apontam para purificação do santuário que era entendido ser a purificação da Igreja. Quanto à referência ao remanescente, ele deve ter concluído baseado bastante no teor da mensagem de Apocalipse 12.
            Ele também diz em seu livro, Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de João, que: O acontecimento provará o Apocalipse; e esta Profecia, assim provada e compreendida, abrirá os velhos profetas; e todos juntos darão a conhecer a verdadeira fé e a estabelecerão como religião. Porque aquele que entende os velhos Profetas deve começar com isto; mas ainda não chegou o tempo de os entender perfeitamente” (págs. 216-217, Versão digital da Editora Edipo). Acreditamos que foram os Arautos do Advento que serão analisados durante este estudo, que contribuíram para que acontecesse o que tão firmemente este famoso cientista acreditava e esperava acontecer: “darão a conhecer a verdadeira fé”.
 Isaac Newton percebeu que ele era um precursor dos que restaurariam a religião verdadeira, e é desta forma que devemos entendê-lo.
           
A Primeira Mensagem Angélica ao Mundo

Como já dito, a partir de 1798 deveria haver um despertamento religioso, e ao contrário do que muitos acreditam esta proclamação da Vinda de Cristo não se deu somente nos Estados Unidos devido a Guilherme Miller, mas se deu em vários lugares no mundo e simultaneamente como o Espírito de Profecia indica:
“Como a grande reforma do século XVI, o movimento do advento apareceu simultaneamente em vários países da cristandade. Tanto na Europa como na América, homens de fé e oração foram levados a estudar as profecias e, seguindo o relatório inspirado, viram provas convincentes de que o fim de todas as coisas estava próximo. Em diferentes países houve grupos isolados de cristãos que, unicamente pelo estudo das Escrituras, creram na proximidade do advento do Salvador” (O Grande Conflito, pág. 357).
Desta forma ficou patente que, tal como foi na Reforma Protestante, este movimento era guiado pela mão de Deus, e que O Espírito Santo estava a dar o entendimento das profecias, e isto simultaneamente, de forma que um não conhecia a pregação do outro. Veremos mais adiante as pessoas que estavam por trás desta mensagem.
Ellen G. White também nos informa quanto ao motivo de tal mensagem ser necessária:
“A mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14, anunciando a hora do juízo de Deus e apelando para os homens a fim de O temer e adorar, estava destinada a separar o povo professo de Deus das influências corruptoras do mundo, e despertá-lo a fim de ver seu verdadeiro estado de mundanismo e apostasia. Deus enviou à igreja, nesta mensagem, uma advertência que, se fosse aceita, teria corrigido os males que a estavam apartando dEle” (O Grande Conflito, pág. 379).
Para que houvesse reavivamento e reforma na vida do crente, foi dada esta mensagem. Esta mensagem também é o anúncio de que o fim está próximo, ou seja, que a libertação está próxima também; deve ser tempo, um tempo de solene exame do coração e também de grande esperança.
Somos também informados que: “Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente” (O Grande Conflito, pág. 306). Tal como foi dito que o Senhor tinha: “abreviado aqueles dias” de perseguição, para que não perdessem todos a sua vida (Marcos 13:20). Ou seja, mesmo antes de 1798, já começou a haver um exame das profecias, devido muito ao término das perseguições e já se ter melhor liberdade de consciência. [M.Borges]

Caso o internauta queira ler a terceira parte, clicar aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Proclamação da Mensagem do 1°. Anjo - Parte I

O Início do Tempo para a Proclamação da Primeira Mensagem Angélica

João, em seu livro da Revelação (Apocalipse) de Jesus, nos informa de uma proclamação do evangelho eterno, entretanto, havia algo acrescentado nessa mensagem do evangelho que só deveria ser proclamada quando se iniciasse o tempo do fim, pois, dizia, Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo...” (Apocalipse 14:7). E como está escrito: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). Disso concluímos que certamente Deus não deixaria de revelar anteriormente ao mundo, por meio de Seus porta-vozes o juízo iminente, apesar de ainda vindouro.
No texto bíblico são apresentados três anjos voando no céu (Apocalipse 14:6-12), e estes imbuídos da pregação do evangelho ao mundo todo, é desta forma aplicado um símbolo muito adequado aos proclamadores destas mensagens, pois não são anjos que fazem esta pregação, esta obra é confiada a homens, e é realmente muito significativo que um anjo seja o proclamador no texto Bíblico – pela sua pureza, glória, poder e sabedoria, desta forma deviam ser as proclamações das mensagens, e isto ainda levado em conta sua extensão global. Sobre isso Ellen G. White esclareceu em pelo menos dois lugares, dizendo que: “Os três anjos de Apocalipse 14 são representados como voando pelo meio do Céu, o que simboliza a obra dos que estão proclamando a primeira, segunda e terceira mensagens angélicas” (Testemunhos Seletos Mundial, Vol. II, pág. 372).
“Tendo em vista preparar os seres humanos para esse evento, enviou Ele as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos. Estes anjos representam aqueles que recebem a verdade e com poder abrem o evangelho diante do mundo” (A Verdade Sobre os Anjos, pág. 247).
Bem é verdade que anjos têm seus encargos para direção de obras de salvação, mas a pregação do evangelho é confiada aos homens, é efetuada somente pelos crentes de Cristo na Terra. E apesar de o evangelho eterno estar sendo pregado desde a primeira promessa de Deus de um libertador, isto ainda no Éden (Gênesis 3:15), se referindo a semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, é acrescentado cada vez mais detalhes sobre o plano da redenção feito por Deus em sua infinita misericórdia. Assim esta mensagem chega a seu clímax no tempo do fim, com a enunciação da tríplice mensagem angélica, que é o último chamado divino.
Que esta mensagem é para o tempo do fim, fica claro ao nela conter a pregação da volta de Cristo, algo que não foi pregado nos séculos passados por nenhum mensageiro de Deus, tal como Paulo que não esperava o dia do Senhor para seu tempo, e ainda argumenta que antes viria a apostasia e o homem do pecado (conf. II Tessalonicenses 2:1-8). Somente depois destes acontecimentos viria o tempo em que se podia proclamar a volta de Cristo, que então estaria iminente.
Pelas profecias de Daniel e Apocalipse, chegamos a um entendimento de que época seria propícia tal pregação da volta de Cristo.
Vemos em Daniel um poder em que é revelado profeticamente o que faria: “Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Daniel 7:25). Então de acordo com este texto, Deus permitiria que fosse entregue os santos nas mãos deste poder ímpio por três tempos e meio, mais adiante vamos analisar o significado deste tempo.
Em Apocalipse no capítulo 12, é mostrada a história da igreja no símbolo de uma mulher pura, e também é falado sobre as perseguições que a igreja teria de enfrentar, e no versículo 14 é dito: “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente” (Apocalipse 12:14). Uma fraseologia extremamente parecida é encontrada aqui, juntamente do contexto de perseguição tal qual Daniel 7:25. Mas o que significaria “tempo”? uma resposta simples encontramos em Daniel 11:13: “...e, ao cabo de tempos, isto é, de anos...”.  É identificado claramente que tempos são anos, entretanto ainda pode-se alegar, ser este um período indefinido de tempo, A resposta definitiva para esta questão está em Daniel 4:23 em que no sonho do rei, era dito que ele ficaria por “sete tempos” como animal do campo, e o próprio Daniel no verso 25, diz que passariam sete tempos até que voltasse o entendimento ao rei, ou seja, era uma forma de contar o tempo definidamente, sendo que o vocábulo caldeu utilizado neste texto traduzido por “tempo”  é iddan, que tal como o yamim do hebraico, significa ano quando usado para um período definido (a este respeito Flávio Josefo em História dos Hebreus afirma ter passado sete anos o rei Nabucodonosor como animal do campo). Deste modo entendemos que os textos de Daniel e Apocalipse querem dizer três anos e meio e segue-se que se tratando de tempo profético no texto, estes anos devem seguir o princípio bíblico de dia-ano (Ezequiel 4:6, Números 14:34), sendo que cada dia representa um ano, neste caso um ano se compõe de 360 dias (pela irregularidade de dias em um ano do calendário hebraico por este ser lunar, se têm para a profecia uma forma fixa: para um ano: 360 dias, e um mês: 30 dias), devem ser portanto 360 anos, e juntando os três anos e meio (um tempo: 360 dias, dois tempos: 720, meio tempo: 180 dias), ficamos com 1260 dias que devem necessariamente significar 1260 anos de perseguição infringido por satanás ao povo de Deus por meio de um instrumento na terra.
Fica mais claro este cálculo quando lemos o texto de Apocalipse 12:6: “A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias”. Vemos então novamente tal qual no verso 14, que apesar de uma perseguição contra a igreja ser iniciada, Deus providencia um lugar no deserto para que se sustente esta igreja por 1260 dias/anos.
É bem compreendido pelos adventistas que este poder usurpador é a Roma Papal, pois, apenas este poder cumpre todos os requisitos da profecia, e tal como Paulo havia dito, a apostasia viria antes do “homem do pecado” preparando a Igreja Cristã para ser tomada pelos lobos vestidos de ovelha (Mateus 7:15; Atos 20:29), ou seja, Um sábado espúrio (o domingo) seria aceito no lugar do Sábado Bíblico do Sétimo Dia (este é o ato de mudar a lei de Deus, substituindo por tradição humana).
Mas quando foi que este poder conseguiu força para perseguir os santos do Altíssimo? A questão de a igreja virar um poder tanto espiritual como temporal começou com o edito de Justiniano do ano de 533, que fazia o bispo de Roma cabeça de todas as igrejas, entretanto este edito não entrou em vigor até que foram destruídos os ostrogodos, último de três reinos arianos, que se opuseram contra o papado, e isto somente aconteceu em 538. Foi então a partir daí que os santos estiveram nas mãos deste poder usurpador.     
Começando a contagem no ano 538 e aplicando os 1260 anos de predomínio papal, passamos pela a chamada Idade Escura, promovida por este poder, aonde foi eliminada a liberdade de consciência, levando a umas das mais terríveis perseguições, denominada de “Santa Inquisição”, aonde puniu com morte todos que discordavam deste poder, passamos também pelo surgimento da Reforma Protestante do Século XVI, que iluminou o mundo novamente; até que chegamos ao ano de 1798, aonde em meio a Revolução Francesa, o General Berthier comandante de um exército francês entrou em Roma, proclamou a República, e aprisionou o papa que mais tarde morreria na prisão, e aboliu o papado por certo tempo, desde essa data não mais usufrui o papado de privilégios e imunidades que possuía. Deste modo se cumpriu a profecia que apesar de dizer: “Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses [42x30=1260 dias/anos]”. (Apocalise 13:5), é dito também: “Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada...”(Apocalipe 13:10). Desta forma foi “golpeada de morte” uma das cabeças da Besta; entretanto, em um tempo após a ferida mortal já estar curada, a profecia prevê dizendo que “toda terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:3), ou seja, voltará a desempenhar um papel de poder temporal o papado no futuro, e desta forma entrará o mundo numa Idade Escura novamente.
Em Daniel 11:35 é dito:Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim...”. Esta perseguição aos santos, ou sábios de Deus, como já vimos, chega até o ano de 1798; e este texto de Daniel esclarece que os entendidos seriam perseguidos até chegar o tempo do fim, sendo assim, quando findasse o poder papal, o tempo do fim se iniciaria. Portanto, estamos prontos para dizer que o Tempo do Fim começou a partir de 1798, e somente depois de cumprido este período profético poderia haver a proclamação da Volta de Cristo, e assim também seria descerrado o livro de Daniel, pois havia chegado o “tempo do fim”, e então se cumpriria a profecia: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Daniel 12:4). E foi assim que aconteceu no início do Século 19 - um despertamento religioso por causa do exame das profecias, e a partir daí a proclamação do iminente juízo de Deus profetizada por João na Ilha de Patmos no primeiro século da era cristã começou a ser cumprida, e esta iria ao decorrer dos anos avançar pelo mundo. [M.Borges]

Para ler a segunda parte deste estudo clique aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Textos de Ellen G. White para Escritores e Editores N°. IV

 
 
Regularmente tem sido reproduzido textos do Espírito de Profecia do livro “O Outro Poder: Conselhos para Escritores e Editores”.
Obs: A referência das páginas entre parênteses são sempre do livro mencionado acima. Também constando ao final do texto sua fonte primária.
 
 
 Os Pioneiros Devem Falar
Deus concedeu-me luz quanto aos periódicos. Que luz é essa? Diz Ele que os mortos devem falar. Como? Suas obras os seguirão. Devemos repetir as palavras dos pioneiros em nossa obra, que sabiam o custo de buscar a verdade como a tesouros escondidos e que labutaram para estabelecer os fundamentos da obra. Avançaram passo a passo sob a influência do Espírito de Deus. Um a um esses foram descansando no Senhor. A palavra que me foi dada é: Seja reproduzido tudo o que esses homens escreveram no passado.
 Os Artigos que os Periódicos Traziam
Em Signs of the Times não publiquem artigos muito longos ou com letras muito pequenas. Não tentem colocar tudo em uma só edição. Que a letra seja adequada e as mais fervorosas e vivas experiências sejam ali publicadas.
Não faz muito tempo recebi um exemplar do Bible Echo. Ao folheá-lo, vi um artigo do irmão Haskell e outro do irmão Corliss. Quando coloquei o periódico sobre a mesa, falei: Esses artigos precisam ser publicados. Há neles verdade e poder. Esses Homens falaram movidos pelo Espírito Santo.
Verdades que nos Fizeram o Povo que Somos
Mantenham perante o povo as verdades que são o fundamento da nossa fé. Alguns deixarão a fé dando atenção a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Falam apenas em ciência, e o inimigo vem e lhes apresenta muitas evidências científicas; mas não é essa a ciência da salvação. Não é a ciência da humildade, da consagração, da santificação através do Espírito. Devemos agora compreender quais são os pilares da nossa fé: as verdades que fizeram de nós o povo que somos, guiando-nos passo a passo. Review and Herald, 25 de maio de 1905 (pág. 20).
Mensagem Profética para os Dias de Hoje
Nossa tarefa para hoje é: Como podemos compreender mais claramente e apresentar o evangelho que Cristo veio pessoalmente trazer a João na Ilha de Patmos, - o evangelho denominado “a revelação de Jesus Cristo”? Temos que apresentar ao povo uma clara explanação do Apocalipse. Temos que mostrar a Palavra de Deus tal qual ela é, com o mínimo possível de explicações pessoais. Nenhuma mente pode fazer isso sozinha. Embora tenha-nos sido confiada a maior e mais importante mensagem já apresentada ao mundo, somos apenas bebês no que se refere à compreensão da verdade em toda sua extensão. Cristo é o Grande Mestre, e o que revelou a João devemos aplicar a nossa mente a compreender e a claramente explanar. Estamos diante das questões mais importantes que o homem já foi chamado a defrontar.
O tema da maior importância é a mensagem do terceiro anjo, que abrange as mensagens do primeiro e do segundo anjos. Todos deverão compreender as verdades contidas nessas mensagens e demonstrá-las na vida diária, pois isso é essencial para a salvação. Teremos que estudar com empenho e com oração, a fim de compreender estas grandes verdades. Carta 97, 1902 (págs. 20-21).
Resistência à Luz do Céu tal como os Judeus
Em Mineápolis, Deus concedeu preciosas gemas da verdade ao Seu povo. Essa luz do Céu enviada a algumas pessoas foi rejeitada com toda a resistência que os judeus manifestaram ao rejeitar a Cristo, havendo muita discussão em torno da defesa dos antigos marcos. Ficou evidente, porém, que quase nada sabiam sobre o que eram os antigos marcos. Ficou claro e foram feitos apelos diretos à consciência com base na Palavra de Deus; contudo, as mentes estavam cauterizadas, seladas contra a entrada da luz, porque decidiram que seria um perigoso erro remover os “marcos antigos” quando não se estava removendo nada, além de idéias errôneas do que constituíam os antigos marcos.
Qual São os Antigos Marcos?
O passar de tempo em 1844 foi um período de grandes acontecimentos, expondo ao nosso admirado olhar a purificação do santuário que ocorre no Céu, e tendo clara relação com o povo de Deus na Terra, e com as mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo, desfraldando o estandarte em que havia a inscrição: “Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Um dos marcos desta mensagem era o templo de Deus, visto no Céu por Seu povo que ama a verdade, e a arca, contendo a lei de Deus. A luz do sábado do quarto mandamento lançava os seus fortes raios no caminho dos transgressores da lei de Deus. A não-imortalidade dos ímpios é um marco antigo. Não consigo lembrar-me de alguma outra coisa que possa ser colocado na categoria dos antigos marcos. Todo esse rumor sobre a mudança do que não deveria ser mudado é puramente imaginário.
O Propósito de Satanás Contra à Igreja
Neste tempo Deus deseja que um renovado impulso seja dado à Sua obra. Satanás observa isso está determinado a impedi-lo. Sabe que se puder enganar o povo que proclama crer na verdade presente, [e puder fazer com que creia que] a obra que o Senhor designou a Seu povo é a remoção dos marcos antigos, algo que devem, com o mais determinado zelo, resistir, então exultará sobre o engano que os levou a acreditar. A obra para este tempo certamente tem surpreendido a muitos com seus vários obstáculos, por causa das falsidades apresentadas à mente de muitos dentre nosso povo. O que seria alimento à igreja é considerado perigoso e impróprio para lhe ser dado. Essa pequena diferença de idéias é permitida para debilitar a fé, causar apostasia, quebrar a unidade, semear a discórdia, tudo por não saberem pelo quê estão lutando. Irmãos, não é muito melhor desenvolver a sensibilidade às coisas espirituais? O Céu olha para nós, e o que poderia pensar a respeito dos recentes avanços? Na atual condição, construir barreiras não somente nos priva das preciosas vantagens da grande luz, mas justamente agora, quando tanto precisamos, colocamo-nos onde a luz não pode ser comunicada do Céu para que possamos levá-la a outros. Manuscrito 13, 1889. (págs. 21-22).
Para o internauta acessar a Ed. N°3 clique aqui, a Ed. N°2 clicar aqui, e a Ed. N°1 aqui.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...