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terça-feira, 21 de maio de 2019

A Doutrina do Casamento na Bíblia



“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Gênesis 2:24.



Deixar pai e mãe para constituir uma nova família envolve maturidade. Se unir à mulher através do casamento tornando-se uma só carne envolve intimidade.

             

O intuito divino é que no casamento o amor se mantenha durante toda a vida; que o amor dispensado de um pelo outro os atraia perpetuamente. Tal como o Sábio declara: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. [...] e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente”. (Provérbios 5:18-19).       



O apóstolo Paulo também orienta que um casal não deve privar-se das relações íntimas, senão por mútuo consentimento, por algum tempo, para se dedicarem ao jejum e à oração. Paulo conclui dizendo que o casal depois deveria se ajuntar novamente para que Satanás não os tentasse pela incontinência. (I Coríntios 7:3-5).



MATRIMÔNIO – UM CONCERTO VITALÍCIO

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido” Romanos 7:2-3.



“Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” I Coríntios 7:10-11.



“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”
I Coríntios 7:39.



Portanto, a reconciliação com o marido deve acontecer, ou que fique só.



Deve ser levado em consideração que, mesmo no caso em que a pessoa está com outra pessoa, tendo se separado em “tempos de ignorância”, os quais é dito que Deus não leva em conta, urge saber o que o apóstolo quis dizer. Uma vez que a pessoa obtenha o conhecimento da verdade, vai desfazer o mal que foi feito, em atitude de genuíno arrependimento, tal como o ladrão que roubava e deixa de roubar ou devolve seu dinheiro ilícito. O texto completo de Atos 17:30 declara: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam”. O significado é: tais pessoas eram ignorantes do poder de Deus para salvar. O ladrão rouba às escondidas por saber que é crime. Ele só não conhece o poder de Deus para salvar, ou se sabe, não aceita o dom gratuito.



COMO DEUS CONSIDERA O DIVÓRCIO

“Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio [divórcio]”. Malaquias 2:16.



Divorciar significa: separar-se, Repudiar significa: renunciar voluntariamente, rejeitar, repelir. Interessante considerar quão forte é a palavra repúdio. De fato, todo divórcio é um repúdio à pessoa que foi prometido amor por toda a vida.



MATEUS 19:9 E A DISTINÇÃO DE FORNICAÇÃO E ADULTÉRIO

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”. Mateus 19:9.



A palavra no grego traduzida por “fornicação” é pornéia, palavra esta, que é distinta da utilizada para se referir a “adultério”, que é Moichéia.



Diversos textos bíblicos fazem a distinção entre fornicação e adultério: Oséias 4:13; Mateus 15:19; Marcos 7:21; I Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21.



Exegetas concordam que o sentido bíblico da palavra “fornicação” é restrito e não deve ser generalizado. Veja os comentários:



“[Fornicação é:] Relação sexual ilícita por parte de uma pessoa não casada” (Webster's New Collegiate Dictionary).



“Como a palavra fornicação nada mais significa que a união ilícita de pessoas não casadas, não pode ser empregada aqui (Mateus 5:32) com propriedade, quando se fala dos que são casados” (Clarke's Commentary).



Nos auxilia no entendimento do significado da palavra pornéia (fornicação) quando estudamos o relato do nascimento de Jesus:



“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente”. Mateus 1:18-19.



Devido a José ter “desposado” Maria, era necessário, para deixá-la, que ele desse uma carta de divórcio que anularia seu compromisso: uma espécie de contrato antenupcial. Ou seja, Maria estava desposada, porém, não havia ainda contraído núpcias.



A esta situação que os judeus em sua incredulidade se referiram em condenação a Jesus: “Mas agora procurais matar-me, a mim que vos falei a verdade que de Deus ouvi; isso Abraão não fez. Vós fazeis as obras de vosso pai. Replicaram-lhe eles: Nós não somos nascidos de fornicação; temos um Pai, que é Deus.” João 8:40-41.



(Outro exemplo de contrato antenupcial que temos nas Escrituras é acerca dos genros de Ló que haviam de tomar as filhas dele ainda. Ver Gênesis 19:14).



Sendo assim, a cláusula de exceção de Mateus 5:32 e 19:9 (“a não ser por causa de fornicação”), se refere a uma espécie de garantia para o noivo que na noite de núpcias descobrisse uma possível enganação por parte da moça, quanto à sua virgindade, o qual anularia os votos naquelas circunstâncias. Jesus considerou este caso como justificável e que não seria devido à dureza de coração. Jesus se referiu a Deuteronômio 22:20-21.



A REAÇÃO DOS DÍSCIPULOS

“Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar”. Mateus 19:10.



É interessante notar a forma que se introduz na Bíblia a fala deles. Vale lembrar que nessa época os discípulos alimentavam vários erros de interpretação sobre diversas coisas. Assim, imaginemos que eles eram bem rígidos quanto ao assunto do casamento. Por exemplo, eles poderiam acreditar que só devido a adultério deveria haver o divórcio e não por qualquer motivo. No entanto, quando se deparam com a declaração de Jesus, fechando qualquer porta com esta maior rigidez do que a deles mesmo, declaram palavras de surpresa, e até mesmo o que parece ser desapontamento.



A declaração dos discípulos demonstra quanto ao risco envolvido em um matrimônio, testificando que é uma escolha sem volta, ou seja, não há divórcio. Sendo assim, uma escolha errada acarretaria fardo maior do que seria ter ficado só.
                                                                                               

CASAMENTO CIVIL



O casamento deve ser formalizado legalmente de acordo com a ordem civil, em obediência às leis e autoridades seculares. (Romanos 13:1-7; Tito 3:1; I Pedro 2:13-17).



Só estamos livres de obedecer quando o que as autoridades pedem se choca com as reivindicações divinas. (AA 68-69).



O casamento “religioso”, isto é, a cerimônia religiosa deve ocorrer necessariamente depois que os noivos estiverem legalmente casados de acordo com a ordem civil. Do contrário, a igreja deve se abster de realizar tal cerimonia visto não terem cumprido os requisitos pedidos por Deus em obediência às autoridades constituídas. Esta cerimônia envolve o reconhecimento por parte da igreja de que de fato aquele casal está casado e não o de realizar isto no momento.



O que conta pra Deus é o compromisso firmado. Sendo feito o voto matrimonial em um cartório, perante os homens, também estará sendo feito diante de Deus. Deus é testemunha daquele voto realizado. O ser humano não ficará livre do que prometeu devido a não tê-lo feito em um ambiente “sagrado”.



Em nenhuma parte das Escrituras encontramos que caracterizaria em um casamento duas pessoas manterem relações íntimas. Paulo fala claramente contra esta atitude, dizendo que não herdarão o reino de Deus os que fornicam assim como os adúlteros e outros pecadores. (I Coríntios 6:9; Gálatas 5:19-21). Ele não fala de existir um vínculo vitalício justamente porque não houve o voto.



Portanto, devemos entender que o voto matrimonial é um voto vitalício. Não existe outra categorização pra ele. A aliança que é firmada entre homem e mulher de compromisso mútuo, para a vida toda, é o que de fato caracteriza o casamento tal como foi instituído por Deus e reconhecido até hoje.



SÍMBOLO DA UNIÃO ENTRE CRISTO E SUA IGREJA


A união vitalícia do casamento é símbolo da união de Cristo com Sua Igreja. O espírito revelado para com a Igreja, é o que marido e mulher devem se dedicar mutuamente. Cada um deve cultivar a felicidade do outro. (Isaías 54).



“Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela [...] Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja”. (Efésios 5:25-29).



O mesmo amor que Cristo dá à Igreja deve ser o amor do marido pela esposa. Este amor inclui a orientação de até mesmo se sacrificar pela mulher.



Vale destacar que por mais que o matrimônio possa criar uma profunda e misteriosa unidade entre duas pessoas, estes não devem perder a individualidade própria. Os homens, em especial, devem cuidar para que a legítima liderança não degenere-se em atitudes que levem à dominação da consciência da esposa. Mesmo aqueles que fizeram o concerto matrimonial continuam diante de Deus individualmente responsáveis pelas decisões tomadas. (II Coríntios 5:10).   

           

CONCLUSÃO – RESTAURAÇÃO DE TODAS AS COISAS

No assunto do casamento sempre tem havido tentativas de rebaixamento das normas, semelhante ao que os judeus faziam, devido a ser um povo de dura cerviz. As igrejas, de modo geral - tanto fora como dentro do adventismo - têm fracassado em fazer uma reforma completa.



Apesar de que na lei civil mosaica tenha sido de fato permitido o divórcio e novo casamento (Deuteronômio 24:1-4), a Bíblia declara que o Senhor odeia o divórcio. (Malaquias 2:16; Lucas 17:27). Cristo comenta que isso foi permitido devido à dureza dos corações, mas que no princípio não fora o casamento instituído desse modo pelo Criador. (Mateus 19:3-8). Em palavras das mais enfáticas, Ele declarou: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem”. (Mateus 19:6). Temos ainda no texto a reação dos discípulos e a fala final do Mestre. Nelas é demonstrado que aquele que faz o voto matrimonial, faz uma escolha para a vida toda. Se eventualmente revelar-se uma escolha errada, poderá acarretar a separação, e não havendo possibilidade de reconciliação, Deus capacitará a pessoa a permanecer só, seguindo a Sua vontade. (Mateus 19:10-12 e MDC 65).



O Senhor deseja que a Sua Igreja efetue a obra de restaurar o matrimônio à sua dignificante posição original. (Atos 3:19-21).



“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR, E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio”. Atos 3:19-21.



“Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim” Mateus 19:3-8.



“Quando, posteriormente, os fariseus O interrogaram acerca da legalidade do divórcio, Jesus apontou a Seus ouvintes a antiga instituição do casamento, segundo foi ordenada na criação. [...] Ele lhes chamou a atenção para os abençoados dias do Éden, quando Deus declarou tudo "muito bom". Gên. 1:31. Então tiveram origem o casamento e o sábado, instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade”. O Maior Discurso de Cristo, pág. 63.



“No tempo do fim, toda instituição divina deve ser restaurada”. Profetas e Reis, pág. 678.





Autor: Matheus G. O. Borges

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Do que eu preciso? Fé ou Obras?

“A Lei nos leva a Cristo para sermos justificados, e Cristo nos leva de volta à Lei para sermos santificados”. Philip Yancey.

Sempre que é abordado o assunto das “boas obras”, é inevitável ir até a carta de Tiago e ler: Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? ... A fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”. (Tiago 2:14, 17). No entanto, a parte mais interessante, e talvez para alguns até mesmo um tanto chocante, está um pouco mais adiante, onde é dito: 

“Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho?” (Tiago 2:21-25).

O fato de o apóstolo Tiago ter afirmado algo que contrasta tanto com os escritos de Paulo, não deve ser considerado uma contradição. Pois, quando é dito que o patriarca da fé foi justificado pelas obras, ele simplesmente está querendo afirmar que a justificação pela fé diante de Deus se revelou em evidências aos homens somente através dos frutos, ou seja, as boas obras. Isto concorda com o que já havia sido dito no verso 18: “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras”.

Um ponto a se ressaltar é quando o apóstolo diz: “Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada” (Verso 22). O que significa isso? Significa o desenvolvimento do caráter quando exercitamos a nossa fé na prática. Não existe outro modo de nosso caráter ser transformado a não ser quando através da graça divina mudamos nossos pensamentos, atitudes e hábitos. Quando em nossa vida ocorre essas mudanças, a nossa fé é fortalecida e enobrecida.

No decorrer dos séculos, muitos tentaram limitar a importância ou o tempo de validade dos Dez Mandamentos da Lei de Deus, no entanto, ainda permanece que: “A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices”. (Salmos 19:7). Pois “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. (Eclesiastes 12:13). Portanto, podemos falar como Paulo, o grande pregador da Nova Aliança pelo sangue de Cristo, que afirmou: “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”. (Romanos 7:12).                    

Ellen G. White comenta que: “A lei de Deus é tão sagrada como Ele próprio. É uma revelação de Sua vontade, uma transcrição de Seu caráter, expressão do amor e sabedoria divinos”. (Patriarcas e Profetas, 52). Aqueles que deixam de apreciar a santidade, justiça e sabedoria contidas na lei divina, perdem a oportunidade de aprenderem mais acerca do caráter do verdadeiro Deus, e assim, prestar mais reverente e amorosa adoração.

Na lição da Escola Sabatina “Os Dez Mandamentos”, temos uma introdução aos mandamentos nas três primeiras lições, inclusive sendo explicada as diferenças entre a lei moral que é eterna, e a cerimonial, que se cumpriu na morte de Jesus na cruz. Nas dez lições restantes, cada uma é dedicada a um dos mandamentos. É uma lição simples e de fácil aprendizado, mas, que ao mesmo tempo, ensina princípios de longo alcance e de grande profundidade, de modo que o estudo feito de cada mandamento deve ainda ser enxergado como apenas uma introdução.

Cremos firmemente que a Lei de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, é a expressão nítida do caráter e da vontade de Deus, sendo assim, é o padrão de julgamento de Deus para com todas as pessoas, em todas as épocas, tal como estes textos confirmam: Eclesiastes 12:13-14; Isaías 40:8; Mateus 7:18-21; Tiago 2:12; Apocalipse 22:14. Portanto, o governo de Deus é fundamentado em princípios sólidos. (Salmos 89:14; 111:7-8; 119:142).  

O Espírito Santo atua escrevendo a Lei de Deus, não em tábuas de pedra, mas nos corações dos seguidores de Cristo, para que através deste auxílio divino, sejam capazes de obedecer a todos os Seus mandamentos. (Isaías 8:16; Jeremias 31:33; Ezequiel 36:25-28; II Coríntios 3:3-5; Hebreus 8:10). Assim sendo, para o genuíno crente, não é pesado obedecer a Lei, ao contrário, através da graça divina a obediência é fruto de profundo amor para com Deus, e pelos seus semelhantes. (I João 3:7-8; 5:2-3).

sábado, 14 de junho de 2014

O Plano da Divindade para a Redenção da Humanidade

O Plano da Redenção já havia sido feito antes da Criação da Terra

Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados, o Pai e o Filho Se haviam unido num concerto para redimir o homem, se ele fosse vencido por Satanás. Haviam-Se dado as mãos, num solene compromisso de que Cristo Se tornaria o fiador da raça humana. DTN 834.

O Próprio Deus tinha que ser
o Penhor e o Substituto da Raça Humana

Visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer ao homem em sua condição decaída; mas o Filho de Deus, que criara o homem, poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade. PP 66-67.
Morrendo sobre a cruz, Ele transferiu a culpa da pessoa do transgressor para a do Substituto divino, por meio da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um mundo culpado, que em figura são descritos como sendo "vermelhos como o carmesim" (Isa. 1:18), foram atribuídos ao Penhor divino. MM, Ano: 1995, Cuidado de Deus, pág. 275.
Caso Deus Pai tivesse vindo ao Mundo e se Encarnado, teríamos a mesma História que nós temos Hoje com Cristo

Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós, humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse contemplar, não se haveria mudado a história que temos, da vida de Cristo. MM, Ano: 1965, Para Conhecê-Lo, pág. 338.
O Trio Celestial estava envolvido no Plano da Redenção Os Três em Unidade decidiram que Cristo deveria ser o Salvador
A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o plano da redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado. CSS 222.
Cristo Se Ofereceu para ser o Fiador e o Substituto do Homem

Nenhum dos anjos poderia ter se tornado fiador da raça humana: sua vida pertence a Deus; eles não podem depô-la. Todos os anjos encontram-se sob o jugo da obediência. São mensageiros indicados por Aquele que comanda todo o Céu. Mas Cristo é igual a Deus, infinito e onipotente. Ele poderia pagar o preço do resgate do homem. Ele é o eterno e auto-existente Filho, que não estava sob nenhum jugo; e quando Deus perguntou ‘A quem enviarei?’, Ele pôde responder: ‘Eis-Me aqui, envia-Me a Mim.’ Ele podia oferecer-Se como fiador do homem, pois era capaz de dizer aquilo que o mais elevado anjo não podia: ‘Eu tenho poder sobre Minha própria vida, poder para a entregar e ... poder para reavê-la’ Youth’s Instructor, 21 de junho de 1900. Comentário Bíblico, Vol. 5, pág. 1.136.
Não Lhe foi imposta a obrigação de empreender a obra da expiação. Ele fez um sacrifício voluntário. Sua vida era de suficiente valor para resgatar o homem de sua condição decaída. Review and Herald, 17 de dezembro de 1872. MM, Ano: 1992, Exaltai-O, pág. 24.

            De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador. Hebreus 7:22.

Cristo é o Nosso Penhor, Fiador, Substituto, e Mediador Somente Jesus pode ser o Mediador pois possui Divindade e Humanidade

Somente Jesus poderia ser fiador diante de Deus, pois era igual a Deus. Somente Ele poderia tornar-Se mediador entre Deus e o homem, pois possuía a divindade e a humanidade. Jesus podia, assim, dar a garantia a ambas as partes de cumprir as condições prescritas. Como o Filho de Deus, representa o nosso penhor diante de Deus, e como o Verbo eterno, igual ao Pai, assegura-nos que o amor do Pai se encontra à disposição daquele que crê em Sua palavra empenhada. Review and Herald, 3 de abril de 1894.
A reconciliação do homem com Deus somente poderia ser empreendida por um mediador igual a Deus, possuidor de atributos que O dignificassem e O declarassem digno de lidar com o Deus Infinito em favor do homem, e que também representasse a Deus diante do mundo caído. O substituto e penhor do homem necessitava possuir a natureza do homem, uma conexão com a família humana, a quem deveria representar; e, como embaixador de Deus, teria de participar da natureza divina, possuindo conexão com o Infinito, de modo a manifestar a Deus diante do mundo, sendo mediador entre Deus e o homem. Review and Herald, 22 de dezembro de 1891.
A plenitude de Sua humanidade e a perfeição de Sua divindade formam para nós um sólido fundamento sobre o qual podemos ser conduzidos à reconciliação com Deus. Foi quando ainda éramos pecadores que Cristo morreu por nós. Temos a redenção, o perdão dos pecados, através de Seu sangue. Suas mãos perfuradas por cravos estendem-se do Céu à Terra. Com uma das mãos Ele alcança os pecadores na Terra, e com a outra toca o trono do Infinito, efetuando assim a nossa reconciliação. Cristo se encontra hoje como nosso Advogado diante do Pai. Ele é o Mediador entre Deus e o homem. Carregando as marcas da crucifixão, Ele pleiteia a causa de nossas almas. 7BC 487.

E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória. I Timóteo 3:16.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte VIII)

Para ler a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

De acordo com Wesley, o significado da carne em Romanos 7 é “o homem todo tal como ele é por natureza”, (ou seja, à parte de Cristo), e incluindo ambas as coisas: “um poder motivador de inclinações más e apetites do corpo”. Pág. 114-115.

A essência do pecado original não é a luxúria mas “o orgulho, pelo qual roubamos a Deus seu direito inalienável à glória, a qual usurpamos idolatradamente”. “Os pecados da carne são os filhos, não os pais do orgulho; e o amor a si mesmo é a raiz, não o ramo, de todo o mal”. Pág. 115.

“Temos esta graça não somente de Cristo mas nEle, pois nossa perfeição não é como a de um arbusto, que floresce pela seiva que deriva de sua própria raiz, mas... como a de um ramo assim, ao manter-se unido à videira, produz fruto; mas se é separado dela, seca e murcha” [John Wesley, Works, pág. 395]. Pág. 115.

“O mais santo dos homens ainda precisa de Cristo como seu Profeta, “a luz do mundo.” Porque Ele não lhe dá luz senão de momento a momento; no instante em que Ele se retire, tudo se torna trevas. Eles necessitam ainda de Cristo como seu Rei, pois Deus lhes dá reservas de santidade. Mas, se não recebem uma provisão de santidade em cada instante ficará apenas impureza. Mais ainda, necessitam de Cristo como Sacerdote para fazer expiação pelas suas coisas. Mesmo a santidade perfeita só é aceitável a Deus por intermédio de Jesus Cristo” [Works, pág. 417; Explicação Clara da Perfeição Cristã, pág. 46]. Pág. 115.



O cristão perfeito é santo, não porque tem cumprido certa norma moral requerida, mas porque vive neste estado de companheirismo com Cristo. Pág. 116.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte VI)


Para ler a quinta parte, clique aqui.
A justificação pela fé é, tal como dissera Lutero, “O artigo que decide que a igreja se levanta ou cai”.

Dr. Paul Sherer disse acerca dos neoprotestantes deste século: “Se a justificação era a menina dos olhos, a santificação foi seu ponto cego”. Pág. 98.

Felipe Jacobo Spener (1633-1705) é considerado o pai do pietismo, que foi um movimento de renovação espiritual entre os luteranos da Alemanha.

A tolerância de Spener era uma excessão notável ao dogmatismo que reinava em seu tempo. Seu lema se tornou clássico: “Nos pontos essenciais, unidade; nos pontos não essenciais, liberdade; em todas as coisas, amor”. Pág. 99.

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Os morávios, ou unitas fratrum, como preferiam ser chamados, eram descendentes dos taboritas, um ramo estreito dos discípulos de Jhon Huss. Pág. 104.

Foi precisamente um grupo destes missionários que deram a John Wesley, em sua viagem à America, o primeiro testemunho que ele jamais havia ouvido da salvação pela fé. Pág. 104-105.

Em virtude dos morávios não enfatizarem a doutrina, não é fácil dizer com exatidão qual era seu credo.

Seu evidente espírito neotestamentário atraiu o pregador inglês aos morávios e o fez manter com eles estreitas relações durante seus dois anos no Novo Mundo. Ao regressar a Londres, em 1783, Wesley conheceu outro morávio, Pedro Böhler, que resultou ser o instrumento de Deus para mostrar a Wesley, a verdadeira natureza da fé justificadora. O morávio estimulou Wesley dizendo-lhe: “Pregue a fé até que a tenha; e então, porque a tens, a pregarás” [John Wesley, Works, pág. 86].

Por este conselho Wesley iniciou pregar a fé. Dois meses depois, na noite de 24 de maio, Wesley teve sua notável experiência “do ardor estranho” em seu coração. Isto aconteceu na reunião que havia comparecido de má vontade, de uma sociedade (provavelmente era morávia) na rua Aldersgate, na cidade de Londres. “Senti que confiava em Cristo, em Cristo somente, para a salvação” escreveu Wesley em seu Diário, “e me foi dada a segurança de que Ele havia tirado meus pecados, precisamente os meus, e me havia salvo da lei do pecado e da morte” [John Wesley, Works, pág. 103]. Pág. 106.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte V)

Para a leitura da Quarta parte, clique aqui, Parte III, clicar aqui, Parte II clique aqui, para a 1ª. parte clique aqui.


Lutero cria e ensinou que o cristão que trabalhava no arado, era um homem tão religioso como o sacerdote que celebra o sacramento no altar. Pág. 79.

A contribuição mais decisiva da Reforma ao conceito da perfeição Cristã foi a recuperação do ensinamento neotestamentário de que a vida cristã plena pode ser a possessão de qualquer pessoa, em qualquer das vocações da vida. A Confissão de Augsburgo expressa tal verdade em seu artigo sobre esse assunto, da seguinte maneira: “a perfeição cristã é isto, temer a Deus sinceramente e também conceber uma grande fé. Além disso, é, confiar que, por causa de Cristo, Deus efetivou a paz conosco; pedir, e com certeza esperar ajuda de Deus em todos nossos assuntos, de acordo com nosso chamamento. Nestas coisas consistem a verdadeira perfeição e o verdadeiro culto a Deus e não no celibato, na mendicância ou em uma aparência vil. [Artigo 27].

Aludindo ao trabalho da empregada que cozinha, limpa a casa e faz outras tarefas domésticas, Lutero escreve: “Posto que o mandato de Deus está ali, até uma pequena ou humilde tarefa deve ser louvada como um serviço a Deus, que supera consideravelmente a santidade e o ascetismo de todos os monges e monjas”. Declarações como estas se encontram frequentemente nos sermões de Lutero. Melanchton expressa algo muito similar: “Todo o homem, seja qual for sua vocação, deve buscar a perfeição, ou seja, crescer no temor de Deus, na fé, no amor fraternal, e nas virtudes espirituais similares”. Pág. 90.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ouvir metáforas faz “sentir” o que estão lhe contando

Quando um amigo lhe conta sobre um dia ensolarado, você sente um calor subindo pelo corpo? Segundo um novo estudo, o cérebro pode “repetir” experiências sensoriais para ajudar as pessoas a compreender metáforas comuns. Linguistas e psicólogos têm estudado quais partes do cérebro mediam a experiência sensorial e estão envolvidas na compreensão de metáforas. Eles salientam que nossa linguagem cotidiana está cheia de metáforas, e algumas são tão comuns (por exemplo, “ter um dia de cão”) que não parecem especialmente novas ou surpreendentes. Mas a compreensão dessas metáforas pode se basear em nossas experiências sensoriais e motoras. A pesquisa usou imagens de cérebro para revelar uma região importante para a detecção da textura através do tato – o opérculo parietal –, também ativado quando alguém escuta uma frase com uma metáfora textural – por exemplo, “ter uma conversa áspera”. A mesma região não é ativada quando uma sentença semelhante expressando o significado da metáfora é ouvida.

“Nós percebemos que as metáforas ativam as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, mesmo que sejam bastante familiares”, disse o professor de neurologia, medicina de reabilitação e psicologia Krish Sathian. “O resultado ilustra como podemos recorrer a experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica”, explica. Ou seja, pode ser que seu cérebro se recorde de algo áspero que você já tocou, para que você entenda o que seu amigo quis dizer com “conversa áspera”.

No estudo, sete estudantes universitários foram convidados a ouvir frases contendo metáforas texturais, bem como frases explicando seus significados e estruturas. Eles deveriam pressionar um botão assim que entendessem cada frase. O fluxo sanguíneo em seus cérebros foi monitorado por ressonância magnética funcional. Em média, a resposta a uma frase contendo uma metáfora demorou um pouco mais (0,84 segundos, versus 0,63 segundos).

Em um estudo anterior, os pesquisadores já haviam mapeado, em cada um desses indivíduos, quais partes do cérebro eram envolvidas no processamento de texturas reais através de tato e visão. Isso permitiu que os cientistas estabelecessem com segurança o link entre metáforas envolvendo texturas e a experiência sensorial da textura em si dentro do cérebro de cada aluno.

“Curiosamente, regiões corticais visuais não foram ativadas por metáforas texturais, o que se encaixa com outras provas da primazia do toque na percepção da textura”, disse o pesquisador Simon Lacey, principal autor do estudo. (Clique aqui para continuar a ler)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A máquina do tempo

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente.” Hebreus 13:8

O tempo nunca foi um problema para a soberania de Deus. “Aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1:8) impera sobre as categorias temporais, tendo o poder de alterar o passado, interferir no presente e revelar o futuro. Aliás, o primeiro elemento da criação a ser considerado santo foi justamente o tempo, quando o Criador separou o sétimo dia de forma especial (Gn 2:3). Assim, o Senhor é um Ser atemporal; Ele está acima de qualquer cronologia, pois Se intitula o “Pai da eternidade” (Is 9:6).

Viajar no tempo sempre foi um sonho acalentado, se não por todos, pelo menos pelos cientistas mais ousados em suas teorias e pesquisas. A literatura e os filmes de ficção (tal como “A Máquina do Tempo”, do escritor inglês H. G. Wells) revelam o desejo humano de controlar o “deus” tempo, seja retornando ao passado ou se projetando para o futuro. A realidade, porém, é que tal empreendimento constitui especulação, possível somente do ponto de vista teórico. Mas quem não gostaria de “viajar no tempo”? Deus nos garante essa possibilidade espiritual por meio de Jesus - o “Portal” que somos convidados a atravessar (ver João 10:9).

Quando “atravessamos” Jesus, a primeira alteração diz respeito ao nosso passado. Cristo vai conosco ao mais longínquo instante de nossa vida, até mesmo à “pré-história” da existência, para visitar todos os nossos momentos – na maioria, escuros e tristes. Mas, como Senhor do tempo, Ele altera o que ficou para trás e cancela por Sua autoridade salvífica o efeito danoso de um passado pecador. Isso se chama perdão ou justificação (ver Mq 7:19, 20).

Trazendo-nos de volta ao presente, Jesus concede aos que viajam com Ele um novo viver, no qual cada segundo é experimentado como se o ser humano estivesse continuamente na presença de Deus. Vive-se em novidade de vida (ver 2Co. 5:17). Isso é santificação.

Enfim, promete-se aos “viajantes do tempo” um vislumbre do glorioso futuro (Dn 2:22, 28), em que a expectativa profética e o sonho dos filhos de Deus darão lugar à realidade do prometido Reino, culminando na glorificação.

Somos temporais, somos mortais; contudo, para a pessoa que escolhe viajar com Jesus, o presente significa o começo da eternidade. Sendo assim, o tempo não mais amedronta; é apenas um lapso que cederá lugar ao dia eterno. Entre na “máquina do tempo” para uma viagem com o Senhor da sua história. NEle, tudo se renova no kairós – o tempo de Deus.

(No Blog Criacionismo: Frank de Souza Mangabeira)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Resoluções Para o Novo Ano - Por Ellen G. White

Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Filipenses 3:13-15.
Ontem foi Dia de Natal. Fizestes como os magos, oferecendo vossos presentes a Jesus? Ou o inimigo mudou a ordem das coisas, e dirigiu o culto para ele mesmo? Os presentes são hoje ofertados a amigos e não Àquele que realizou tão grande sacrifício por nós. Todos os dons devem fluir em outro conduto, onde possam ser usados na salvação de homens.
O novo ano está bem diante de nós. Não deveriam os dons ser dedicados a um melhor fim do que foram até agora? Não deveria a confissão ser praticada e não deveríamos valer-nos do sangue de Cristo, que é capaz e está disposto a nos purificar de todo pecado? Por nossa causa, Cristo tornou-Se pobre.
No último grande dia seremos julgados de acordo com o que fizemos. Cristo dirá: "Porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; sendo forasteiro, não Me hospedastes; estando nu, não Me vestistes; achando-Me enfermo e preso, não fostes ver-Me. ... Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer." Mat. 25:42, 43 e 45. E Cristo declarará: "Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos." Mat. 25:41.
Cristo veio e estabeleceu o exemplo da santificação, e se formos de Cristo, então realizaremos Suas obras. Em vez de satisfazer-nos a nós próprios estaremos buscando realizar o bem de outrem e compartilhar benefícios com a humanidade sofredora. E a menos que isto seja feito, não podemos esperar ter uma parte com Cristo.
Há pessoas a serem salvas ao nosso redor, e cada um tem uma obra a cumprir a fim de se reconciliar com Cristo. Esta é a obra que deve ser abraçada no ano novo. Estamos vivendo para o tempo e para a eternidade, e desejamos que a luz resplandeça em nosso caminho e em troca desejamos estender essas bênçãos a outros. A única maneira de sermos representantes de Cristo é amando-nos uns aos outros, e se refletirmos a imagem de Cristo, então quando entrarmos pelos portões da cidade, ouviremos dizer: "Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21.
Que cada um se empenhe em melhorar seu registro celestial no próximo ano, e viva tão próximo a Deus que possa estar rodeado pela atmosfera do Céu, e assim ser um representante de Cristo. Meditação Matinal, Ano:1983, pág. 368.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Perguntas Acerca do Espírito Santo

O “Espírito” não pode ser uma pessoa, pois a Bíblia fala em “derramar o ‘Espírito’”, “encher-se do ‘Espírito’”, etc. Como se poderia derramar uma pessoa ou encher-se dela?

Resposta:

A) O fato de o “Espírito” ser derramado não serve como prova de que não seja uma personalidade, ou “pessoa”. O termo “pessoa”, empregado com referência à Divindade, denota a pobreza do vocabulário humano para referir-se às coisas do Alto, tendo, pois, mero valor comparativo.

B) Podemos indagar também: É Cristo uma pessoa, de personalidade própria? Admitirão as “testemunhas” que sim. Então, novamente perguntamos: como podemos “revestir-nos” de Cristo, segundo Paulo recomenda? Ora, seria possível revestir-nos de uma pessoa? Cristo não Se parece com nenhuma peça de tecido. . . (Gál. 3:27).

C) A própria Tradução Novo Mundo reproduz as palavras de Paulo ao dizer, “já estou sendo derramado” (2 Tim. 4:6). Ora, indiscutivelmente Paulo era uma pessoa. . .

D) Satanás, que é uma “pessoa”, uma personalidade, pode entrar noutra pessoa, como no caso de Judas: João 13:27.

E) CONCLUSÃO: Assim como podemos encher-nos do Espírito, podemos revestir-nos de Cristo, e também o Espírito Santo pode ser “derramado”, como a T.N.M. diz ter sido o apóstolo Paulo.

Antes de “Espírito” não há artigo no original grego. Isso prova que não se trata de uma pessoa, mas de uma mera força ativa de Deus (cf. I Cor. 5:3-5).

Resposta:

A) A mania de exigir sempre a colocação de artigo para indicar tratar-se de uma pessoa, e não uma coisa, é absurda. Em Col. 2:2 Cristo é referido, e não há artigo antes da referência a Ele.

Obs.: O texto em grego reza: “Eis epignosin tou mysteriou tou theou, Christou”--pleno conhecimento de Deus, Cristo”.

B) A analogia com o “espírito” de Paulo em I Cor. 5:3-5 não tem validade, pois o apóstolo fala figuradamente.

Obs.: O seu “espírito” ou seja, seus pensamentos, sentimentos ou interesse pelo caso, que deviam ser levados em conta, uma vez que ele já tomara uma decisão-“já julguei como se estivesse presente” ([v. 3], seria lembrança dele, e não uma “força ativa” do apóstolo, presente à reunião).

C) Em Atos 15:28, por outro lado, ao Espírito “pareceu bem” , na tomada da decisão durante o Concílio de Jerusalém. O v. 8 diz que Deus lhes dera o Espírito Santo, e com o Espírito presente à reunião é que chegaram a um consenso.
Obs.: No caso do “espírito” presente de Paulo (durante sua ausência física), os crentes apenas uniram a decisão deles à já tomada pelo apóstolo como se ele próprio estivesse na reunião que julgaria o caso, sendo que de antemão já conheciam sua opinião.

(Do Estudo "Trindade - Entendendo a Divindade", do site Jesus Voltará).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os Dois Textos Principais Sobre a Natureza Humana de Cristo

Nestes dois textos do Espírito de Profecia, é abordado mais diretamente o assunto da Natureza humana de Cristo; sendo que esclarecem vários pontos que tem sido de interesse principalmente nos últimos tempos

“Ele não tomou sobre Si nem mesmo a natureza de anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa própria natureza, a não ser pela mancha do pecado. ... Ele tinha a razão, a consciência, a memória, a vontade e as afeições da alma humana, a qual estava unida com a Sua natureza divina.
“Nosso Senhor foi tentado tal como o homem é tentado. Ele poderia ter cedido à tentação, igual aos seres humanos. Sua natureza finita era pura e sem mancha, mas a natureza divina ... não foi humanizada; tampouco a humanidade foi divinizada pela mistura ou união das duas naturezas; cada uma delas reteve seu caráter e propriedades essenciais.
“Aqui, entretanto, não devemos nos tornar comuns ou terrenos em nossos pensamentos, e em nossas idéias pervetidas não devemos pensar que a possibilidade de Cristo ceder às tentações de Satanás degradou Sua humanidade fazendo com que Ele viesse a possuir as mesmas propensões pecaminosas e corruptas que o homem possui.
“A combinação da natureza divinas com a humana O fez capaz de ceder às tentações de Satanás. A provação de Cristo, aqui, foi muito maior do que a de Adão e Eva, pois Cristo tomou a nossa natureza caída, mas não corrompida; e, a menos que Ele desse ouvidos às palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus, não seria corrompido. Supor que Ele não poderia ceder à tentação é coloca-Lo onde Ele não poder ficar, como um exemplo perfeito para o homem. A força e o poder desta parte da humilhação de Cristo, a qual é a mais significativa, não serviria de instrução e ajuda aos seres humanos. ...
“Em sua humilhação, Ele desceu para ser tentado tal como o homem foi tentado; Sua natureza era a mesma do homem, capaz de sucumbir à tentação. Sua própria pureza e santidade foram assoladas pelo inimigo caído, o mesmo que se corrompeu e foi expulso do Céu. Quão profunda e intensamente Cristo deve ter sentido esta humilhação.
“De que maneira os anjos caídos olham para Aquele que é puro e incontaminado, o Príncipe da vida.” Manuscrito 57, 1890 (Confirmação em Manuscript Releases, Vol. 16, pg. 182).


“Seja cuidadoso, exageradamente cuidadoso, ao tratar da natureza humana de Cristo. Não O apresente diante das pessoas como um homem com propensões para o pecado. Ele é o segundo Adão. O primeiro Adão foi criado como um ser puro, sem pecado nem mancha alguma de pecado sobre ele; era a imagem de Deus. Poderia cair, e caiu deveras ao transgredir. Por causa do pecado, sua posteridade nasceu com propensões inerentes para a desobediência. Mas Jesus Cristo era o Filho unigênito de Deus. Ele tomou sobre Si a natureza humana, e foi tentado em todos as coisas, como a natureza humana é tentada. Ele poderia ter pecado; poderia ter caído, mas nem por um momento sequer houve nEle uma má propensão. Ele foi assaltado com tentações no deserto, tal como Adão foi assaltado com tentações no Éden.
“Irmão Baker, evite toda e qualquer questão relacionada com a humanidade de Cristo que possa ser mal-entendida. A verdade fica muito próxima da trilha da presunção. Ao tratar sobre a humanidade de Cristo, é preciso que esteja muito atento a cada afirmação para que suas palavras não sejam entendidas de maneira diferente, e assim perca a percepção clara da Sua humanidade combinada com a divindade, ou que a deixe empalidecer. ...
“Estas palavras não são aplicadas a nenhum ser humano, exceto o Filho do Deus Infinito. Nunca, de maneira alguma, deixe a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que havia uma mancha ou inclinação para a corrupção sobre Cristo, ou que, de alguma maneira, Ele cedeu à corrupção. Ele foi tentado em todas as coisas como o homem é tentado, e mesmo assim é chamado o ente santo. Isto é um mistério que foi deixado sem explicação para mortais: Cristo podia ser tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. A encarnação de Cristo sempre foi e sempre será um mistério. O que foi revelado, assim o foi para nós e nossos filhos, mas que todos os seres humanos se acautelem quanto a considerar Cristo totalmente, como nós outros, pois isso não pode ser. Não é necessário que saibamos o momento exato em que a humanidade uniu-se com a divindade. Devemos manter nossos pés sobre a rocha, Cristo Jesus, O Deus revelado em humanidade.
“Percebo que há perigo na abordagem a assuntos que tratam da humanidade do Filho do Deus infinito. Ele realmente humilhou-Se ao ver que estava em forma de homem, para que pudesse compreender a força de todas as tentações que assolam o homem.
“O primeiro Adão caiu; o segundo Adão apegou-se a Deus e à Sua palavra sob as mais probantes circunstâncias, e a Sua fé na bondade, misericórdia, e amor do Seu Pai não vacilou por um instante sequer. ‘Está escrito’ foi a sua arma de resistência e é a espada do Espírito que todos os seres humanos devem usar. ‘Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim’ – nada a responder, quando em tentação. Nenhuma chance foi dada como resposta às múltiplas tentações por Ele sofridas. Nenhuma vez Cristo pisou no terreno de Satanás, dando-lhe qualquer vantagem. Satanás nada encontrou nEle que encorajasse seu avanços.” Carta 8, 1895 (enviada a W. L. H. Baker no fim de 1895 ou princípio de 1896; também em Manuscript Releases 414).

(Itálicos no Texto foram Acrescentados)

Textos em Humanidade de Cristo de W. Whidden
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