Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Comentário sobre a Parábola das Dez Virgens



Não é exagero dizer que o tema da “Parábola das Dez Virgens & Clamor da Meia-Noite” é um dos mais essenciais para o adventismo de hoje, bem como um dos temas mais carentes de estudo aprofundado.
A presente literatura que está agora ao alcance do leitor, chega a fim de remediar a falta de materiais que se aprofundam na aplicação profética desta parábola. Aplicação esta que tem relação intima com a história do movimento adventista.
Por que seria esse assunto um dos mais essenciais para nossos dias?
Antes de ser respondida esta pergunta, devemos analisar alguns textos da pena de Ellen G. White:

“A maior e mais urgente de todas as nossas necessidades é um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Buscá-lo deve ser nosso primeiro trabalho”. Review and Herald, 22 de março de 1887. Serviço Cristão, pág. 41.

Definida a maior e mais urgente necessidade, devemos agora entender a diferença de reavivamento e reforma. A mensageira do Senhor nos explica nas seguintes palavras:

“Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se”. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 128.

A partir dessas conclusões, cabe a nós descobrirmos que mensagem deve ser anunciada a fim de provocar um reavivamento, e por consequência uma reforma, visto que, o reavivamento operado pela guia do Espírito Santo, leva necessariamente, a frutos de justiça.
Tal como é comentado em “Nosso Fundamento e História”, temos, como movimento, dedicado bastante tempo ao estudo da Parábola das Dez Virgens. Isto não deve ser entendido como mero capricho humano, pois isso, é devido à clara instrução do Espírito de Profecia de considerá-la mais do que apenas uma simples parábola.

Veja o que a pena inspirada diz:

“Algumas vezes tem-me sido citada a parábola das dez virgens cinco das quais eram prudentes e cinco loucas. Esta parábola foi e será cumprida ao pé da letra, pois tem uma aplicação especial para este tempo, e, como a mensagem do terceiro anjo, tem se cumprido e continuará a ser Verdade Presente até o fim do tempo”. Review and Herald, 19 de Agosto de 1890.

“Todos detalhes desta parábola devem ser cuidadosamente estudados”. Review and Herald, 31 de Outubro de 1899.

“Todos precisamos estudar como nunca antes a parábola das dez virgens”. Man. 140, 1901. Comentário Bíblico, Vol. 4, pág. 1.179.

A partir destes conselhos inspirados, somos instados a nos determos, obedientemente, em um exame detalhado de cada ponto desta parábola.
De acordo com o que lemos, se atesta que a parábola foi cumprida no passado, na experiência dos adventistas mileritas, debaixo das mensagens do primeiro e segundo anjo, e que seria cumprida novamente, debaixo da mensagem do terceiro anjo, e que iria até o fim do tempo como Verdade Presente.    Neste ponto, já adentramos em um entendimento que quase sempre é negado pelas igrejas do adventismo, isto é, de que esta parábola têm duas aplicações proféticas. Tais igrejas crêem só em uma aplicação lá no passado, em 1844.                                                                                                                                        

  

Uma exceção destacada está no livro “101 Respostas a Perguntas do Dr. Ford”, editado pelo IAE (Instituto Adventista de Ensino - SP). No livro é exposto o fato de que Desmond Ford criticou a divina inspiração de Ellen G. White. Pretendendo provar que ela teria entrado em contradição algumas vezes em seus escritos, ele cita um exemplo ao afirmar que ela aplicara a parábola para 1844, e também, para o tempo do fim. Nas páginas 80 e 81 é revelado que diante deste impasse, os autores admitiram duas aplicações da parábola das dez virgens. O lamentável é este reconhecimento ter sido apenas em uma circunstância atenuante, em vez de fazer parte do estudo profético da igreja.
                                                                                                                                                       
Esta nossa literatura chega ao povo do advento com o sincero e solene propósito de reavivar os crentes na tríplice mensagem angélica, preparando assim um povo para estar em pé na grande crise final.
Com esta publicação temos a fervorosa esperança de que muitas pessoas sejam despertadas pela mensagem do clamor da meia-noite. Esta mensagem é o ponto central a ser descoberto no estudo.
Alguém pode estar se perguntando a esta altura: “não seria a mensagem da justificação pela fé a mensagem a ser apresentada para que ocorra o reavivamento?” Sem dúvida alguma!
Em todos os tempos, em todas as igrejas, a justiça de Cristo sempre é a mensagem decisiva para o futuro de uma igreja. No entanto, esta mensagem da graça pode ser apresentada de diversas maneiras. Ela não está presa a uma forma. Portanto, toda vez que falamos do óleo das virgens da parábola, estamos tratando do fator decisivo para a nossa salvação, ou seja, a atuação do Espírito Santo em nós.
Vale ressaltar que o propósito de Deus de nos ter dado esta parábola profética não é o de apenas nos conceder uma nova forma de expor a mensagem da salvação. O Senhor quer informar a Sua igreja dos últimos dias acerca do momento específico da história terrestre em que ela se encontra. Fazendo isto, Ele tenciona alertar para o preparo que nos é requerido por vivermos no grande dia da expiação final e do juízo investigativo (GC 480, 489). 
            
Ao decorrer do estudo surgirá perguntas, tais como:                                                                          

Quando começou a pregação da mensagem do primeiro anjo?

Por que o clamor da meia-noite causou o surgimento do movimento do advento separado das igrejas em 1844?
                                                                                                                                                       
O que iniciou primeiro, o segundo anjo ou o clamor da meia-noite?

Como provamos a existência de uma aplicação da parábola em nosso tempo?

O que é o clamor da meia-noite para nossos dias? 
                                                                                       
As virgens loucas dormem novamente durante o clamor?
                                                                             
Quando se dará o selamento do povo de Deus conhecedor que não está em Babilônia – antes ou depois do decreto dominical?
                                                                                                                                                      
A vinda do anjo de Apocalipse 18 se dará por ocasião de que evento?

Quando uma igreja que Deus escolheu se torna infiel, Ele escolhe outra? 
                                         

Estas e muitas outras perguntas são respondidas com a iluminação da Bíblia e do Espírito de Profecia. Convidamos o leitor a analisar esta mensagem de bom grado no espírito de cristãos bereanos.
Destacamos ainda, que o leitor têm para seu auxílio durante todo o estudo, dois diagramas proféticos com os principais eventos analisados.

Para concluirmos, lemos nos Testemunhos uma exortação a um melhor estudo do plano da redenção, principalmente quanto à parte final, a fim de preparar um povo que terminará a obra:

“O grande plano de redenção, conforme revelado na obra final para estes últimos dias, deve ser cuidadosamente estudado. As cenas relacionadas com o santuário celestial devem de tal modo impressionar o espírito e o coração de todos, que estes sejam capazes de impressionar também a outros. Todos precisam compreender melhor a obra da expiação que está sendo efetuada no santuário do Céu. Quando essa importante verdade for reconhecida e compreendida, os que a abraçaram trabalharão de acordo com Cristo, a fim de preparar um povo que esteja em pé no grande dia de Deus e seus esforços serão bem-sucedidos.
         Pelo estudo, meditação e oração, o povo de Deus será elevado acima do nível das idéias e sentimentos comuns e terrenos, e posto em harmonia com Cristo e Sua grande obra de purificação no santuário celestial. Sua fé O seguirá até dentro do santuário, e Seus adoradores na Terra terão o cuidado de passar em revista a sua vida, aferindo o seu caráter pelo grande padrão de justiça. Descobrirão seus próprios defeitos e reconhecerão também que necessitam do auxílio do Espírito de Deus a fim de estar habilitados para a grande e solene obra do presente tempo, que Deus impôs aos Seus embaixadores”. Ano: 1889. Testemunhos para a Igreja, Vol. 5, pág. 575.

(Acesse a publicação da Parábola das Dez Virgens, bem como seus diagramas, clicando aqui).

(Para conhecer a história e doutrinas do Movimento, acesse clicando aqui).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Os Cientistas e a Bíblia

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do ancião e perguntou:


- O senhor ainda acredita nesse livro cheio de fábulas e crendices?


- Sim, mas não é um livro de crendices. é a Palavra de Deus. Estou errado?


- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.


- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?


- Bem - respondeu o universitário -, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.


O senhor cuidadosamente abriu o bolso interno do paletó e deu um cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba. No cartão estava escrito:


"Professor Doutor Louis Pasteur, diretor geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França."


Colaboração: Davidson Deana


“O Universo, por si só, exige a existência de um ser superior que foi capaz de fazer dele uma realidade. Se não há um Deus Criador, então, fica difícil, senão impossível, explicar a existência da vida.” Guttfried Wilhelm Leibnitz

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Você é criacionista?

A minha primeira resposta a essa pergunta é: “Mas é claro que sou criacionista! Eu creio em Deus e creio que Ele criou o Universo.” Se Deus criou o Universo, quer dizer que Ele criou tudo, certo? E imediatamente pensamos nas coisas“físicas” que Ele criou: a terra, as plantas, animais, o ser humano, etc. A maioria de nós cristãos se denomina criacionista (fisicamente falando), mas e espiritualmente? Será que também somos criacionistas?

Algum tempo atrás, ouvi um sermão de um pastor sobre o “evolucionismo espiritual” e confesso que tive que parar e repensar minhas crenças e princípios, e percebi que de algumas maneiras estava sendo evolucionista. Mas como seria esse“evolucionismo espiritual”?

Antes de pensar no evolucionismo espiritual, vamos estabelecer um fato: Se Deus criou as coisas físicas que vemos, Ele também criou as coisas espirituais, certo? Então, assim como existe uma contrafação para o criacionismo físico (conhecida como teoria da evolução), também existe uma contrafação para o criacionismo espiritual (daqui para frente denominado “evolucionismo espiritual”).

Deus não criou o ser humano e o deixou para viver como bem entendesse. Ele sempre teve um plano espiritual para todas as áreas da nossa vida: nosso bem estar, nossa família, nossas atividades, estilo de vida, etc., mas, muitas vezes, não buscamos a Deus ou a Sua palavra para obter orientação nessas áreas; simplesmente seguimos o que o mundo dita; o que é “normal”. Moramos onde “o mundo” diz ser melhor morar; nos alimentamos do que “o mundo” diz ser correto; nos vestimos como “o mundo” diz ser mais “normal”; trabalhamos no que “o mundo”diz ser mais lucrativo; lidamos com a família como “o mundo” diz ser melhor, e assim por diante...

Você está entendendo o que estou querendo dizer? Queremos ser criacionistas, mas apenas até certo ponto. Dali para frente, não. Dizemos: “Isso não é ponto de salvação”, ou então: “Isso não tem nada ver com a minha espiritualidade”, ou ainda: “Os tempos mudaram”. Não nos lembramos de que princípios divinos nunca mudam.

Não sou expert em evolucionismo, mas na teoria evolucionista existe algo que é chamado de “adaptação das espécies”, que leva à “sobrevivência do mais apto”. Isto é, os evolucionistas creem que, conforme as coisas foram mudando no mundo durante milhões de anos, as espécies foram se adaptando (passando por mutações), e só as espécies que se adaptaram puderam sobreviver no novo ambiente.

No campo espiritual, algo bem semelhante também ocorreu. “O mundo” (a sociedade) foi mudando desde seu início. As ideias “dos mais fortes” foram as que“sobreviveram”, isto é, se tornaram mais populares, e as espécies (pessoas) simplesmente precisaram se adaptar para sobreviver (para não ficar para trás ou para não passar vergonha). E nosso mundo hoje em dia reflete exatamente isto: uma sociedade adaptada. Estamos tão longe da vontade de Deus que muitas vezes nem reconhecemos mais a vontade dEle.

Amigo, estamos entrando em um período crítico para a história deste mundo. Estamos chegando num ponto em que é tudo ou nada. Precisamos olhar para nós mesmos e fazer uma análise. Estou vivendo de acordo com o plano de Deus, em todas as áreas da minha vida, ou já estou tão “adaptado” ao que o mundo dita que seria muito difícil voltar a buscar a vontade de Deus? (Clique aqui para continuar a leitura deste artigo)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Perfeição da Cronologia Profética


É fascinante perceber que a perfeição do cálculo profético desfaz todas as dúvidas relacionadas à compreensão adventista sobre as 2.300 tardes e manhãs (de Daniel 8:14) e o 22 de outubro de 1844. Por exemplo: há relação entre Daniel 8 e Daniel 9? As 70 semanas fazem parte das 2.300 tardes e manhãs? Uns dirão “sim”; outros, “não”. No Apêndice ao Estudo 2 da Série de Estudos “A Plenitude dos Tempos” (www.concertoeterno.com), há uma matéria sobre isso (resposta à pergunta 2). Mas, o que estabelece definitivamente a inter-relação entre os dois períodos não são os detalhes do texto ou a análise das palavras mareh e chazon – embora tudo isso seja extremamente importante –, mas, sim, a harmoniosa engrenagem do cálculo.

Do esquema matemático apresentado nos estudos 6, 8 e 9, devem chamar a atenção as seguintes constatações:

1) 2.300 anos solares envolvem uma composição de 121 ciclos metônicos e 12 lunações que se complementam. Essa composição possibilita que os 2.300 anos comecem e terminem num dia 10 do sétimo mês, o Dia da Expiação. Num calendário lunissolar, não é todo período que admite essa composição [por exemplo: se o período fosse de 2.299 anos solares e fixássemos seu início no Dia da Expiação, não seria possível terminá-lo num Dia da Expiação].

2) Contando-se as 69,5 semanas proféticas a partir de um Dia da Expiação, o meio da septuagésima semana cairá justamente no dia da celebração da Páscoa, o que também é uma relação bastante singular.

3) Tomando por base dados históricos e astronômicos disponíveis, fixa-se o dia, o mês e o ano da morte de Jesus (26/27 de abril de 31). Retrocedendo 486,5 anos, chega-se ao Dia da Expiação no ano em que Esdras retornou de Babilônia (28/29 de outubro de 457 a.C.), eliminando a dúvida entre 458 a.C. e 457 a.C. Avançando 2.300 anos, chega-se ao Dia da Expiação em 1.844 (22/23 de outubro).

4) Fixando o começo do período na hora do sacrifício da tarde, o meio da septuagésima semana cairá naquela noite de quinta-feira, quando Jesus disse “Pai, é chegada a HORA” (João 17:1), e o fim das 2.300 tardes e manhãs cairá na hora do sacrifício da tarde em Jerusalém. Levando em consideração a diferença de fusos horários, isso provavelmente corresponde ao horário em que Hiram Edson teve sua visão do milharal. Tudo em perfeita sincronia!

5) Por mais “avançada” que fosse a Astronomia na época de Daniel, não havia informações e métodos que permitissem ao homem construir a complexa arquitetura desse modelo. A própria compreensão do modelo pelo ser humano somente se tornou possível, na extensão e profundidade apresentadas no site “Concerto Eterno”, utilizando recursos desenvolvidos recentemente pela Ciência Moderna. Louvado seja Deus!

Portanto, o sistema cronológico desfaz as dúvidas remanescentes e confirma de uma vez por todas a mensagem adventista. O esquema matemático também confirma a inter-relação de Daniel 8 e 9. Se não admitirmos isso, estaremos diante das maiores coincidências da História!

Henderson Hermes Leite Velten ( www.concertoeterno.com )

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ouvir metáforas faz “sentir” o que estão lhe contando

Quando um amigo lhe conta sobre um dia ensolarado, você sente um calor subindo pelo corpo? Segundo um novo estudo, o cérebro pode “repetir” experiências sensoriais para ajudar as pessoas a compreender metáforas comuns. Linguistas e psicólogos têm estudado quais partes do cérebro mediam a experiência sensorial e estão envolvidas na compreensão de metáforas. Eles salientam que nossa linguagem cotidiana está cheia de metáforas, e algumas são tão comuns (por exemplo, “ter um dia de cão”) que não parecem especialmente novas ou surpreendentes. Mas a compreensão dessas metáforas pode se basear em nossas experiências sensoriais e motoras. A pesquisa usou imagens de cérebro para revelar uma região importante para a detecção da textura através do tato – o opérculo parietal –, também ativado quando alguém escuta uma frase com uma metáfora textural – por exemplo, “ter uma conversa áspera”. A mesma região não é ativada quando uma sentença semelhante expressando o significado da metáfora é ouvida.

“Nós percebemos que as metáforas ativam as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, mesmo que sejam bastante familiares”, disse o professor de neurologia, medicina de reabilitação e psicologia Krish Sathian. “O resultado ilustra como podemos recorrer a experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica”, explica. Ou seja, pode ser que seu cérebro se recorde de algo áspero que você já tocou, para que você entenda o que seu amigo quis dizer com “conversa áspera”.

No estudo, sete estudantes universitários foram convidados a ouvir frases contendo metáforas texturais, bem como frases explicando seus significados e estruturas. Eles deveriam pressionar um botão assim que entendessem cada frase. O fluxo sanguíneo em seus cérebros foi monitorado por ressonância magnética funcional. Em média, a resposta a uma frase contendo uma metáfora demorou um pouco mais (0,84 segundos, versus 0,63 segundos).

Em um estudo anterior, os pesquisadores já haviam mapeado, em cada um desses indivíduos, quais partes do cérebro eram envolvidas no processamento de texturas reais através de tato e visão. Isso permitiu que os cientistas estabelecessem com segurança o link entre metáforas envolvendo texturas e a experiência sensorial da textura em si dentro do cérebro de cada aluno.

“Curiosamente, regiões corticais visuais não foram ativadas por metáforas texturais, o que se encaixa com outras provas da primazia do toque na percepção da textura”, disse o pesquisador Simon Lacey, principal autor do estudo. (Clique aqui para continuar a ler)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"O ateísmo é anormalidade", diz autor de "O Homem Eterno"

Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), escritor londrino, foi um dos maiores defensores do cristianismo em uma época que o ateísmo era uma tendência entre intelectuais.
O progresso técnico e o desenvolvimento científico --principalmente após a Revolução Industrial, no século 18-- despertaram no homem um sentimento de controle da natureza e de independência. As críticas à doutrina e aos mistérios do cristianismo não era novidade entre os filósofos. O pensamento estava presente em iluministas como Voltaire (1694-1778).
O mundo se deparava com ideias de Friedrich Nietzsche (1844-1900), Sigmund Freud (1856-1939) e Charles Darwin (1809-1882), um período de afirmações polêmicas e chocantes.
Foi nesse cenário que Chesterton defendeu a fé e a existência de Deus. O autor exerceu grande influência e chegou a debater o assunto com Bertrand Russell (1872-1970), o ateu mais famoso e ativo da filosofia contemporânea.
Em "O Homem Eterno" (Mundo Cristão, 2010) reconta, com o seu característico humor britânico, a história da humanidade apontando a ação de Deus no mundo. Ao argumentar contra os céticos, diz no livro: "o ateísmo é anormalidade".
Conta-se que o volume foi o responsável pela conversão de C. S. Lewis, autor de "As Crônicas de Nárnia", ao cristianismo. Leia, abaixo, um trecho do exemplar.
*
Aquela mitologia e aquela filosofia, à luz das quais o paganismo já foi analisado, ambas haviam sido bebidas literalmente até as fezes. Se com a multiplicação da magia o terceiro departamento, que denominamos demônios, estava cada vez mais ativo, ele nunca significou outra coisa que não fosse destruição. Resta apenas o quarto elemento, ou melhor, o primeiro; aquele que em certo sentido fora esquecido por ser o primeiro. Refiro-me àquela primeira, dominante e mesmo assim imperceptível impressão de que o universo no fim das contas tem uma única origem e um único objetivo; e por ter um objetivo deve ter um autor. O que aconteceu nessa época com essa grande verdade no fundo da mente humana talvez seja mais difícil determinar. Alguns dos estoicos sem dúvida viram isso cada vez mais claro à medida que as nuvens da mitologia se abriram e desfizeram; e dentre eles grandes homens fizeram muito lutando até o fim para lançar os fundamentos de um conceito da unidade moral do mundo. Os judeus ainda tinham sua secreta certeza disso ciosamente guardada atrás de altas cercas de exclusividade; no entanto, uma forte característica da sociedade nessa situação é o fato de que algumas figuras em voga, especialmente senhoras, realmente abraçaram o judaísmo. Mas no caso de muitas outras pessoas imagino que nesse ponto surgiu uma nova negação. O ateísmo tornou-se realmente possível nesse tempo anormal, pois o ateísmo é anormalidade. Não é simplesmente a negação de um dogma. É a inversão de um pressuposto subconsciente da alma; a sensação de que existe um significado e uma direção no mundo que ela enxerga. Lucrécio, o primeiro evolucionista que se esforçou para substituir Deus pela evolução, já havia exposto aos olhos dos homens sua dança de cintilantes átomos, com a qual ele concebeu o cosmo sendo criado do caos. Mas não foi sua forte poesia ou sua triste filosofia, imagino eu, que possibilitaram aos homens acalentar essa visão. Foi algo no sentido de uma impotência e um desespero, e com isso os homens ergueram em vão os punhos contra as estrelas, quando viram as mais belas obras da humanidade afundando lenta e fatalmente num lodaçal. Eles poderiam facilmente acreditar que até a própria criação não era uma criação, mas uma perpétua queda, quando viram que as mais sólidas e dignas obras de toda a humanidade estavam caindo devido a seu próprio peso. Poderiam imaginar que todas as estrelas eram estrelas cadentes; e que os próprios pilares de seus solenes pórticos estavam se curvando sob uma espécie de crescente Dilúvio. Para gente naquele estado de espírito havia um motivo para o ateísmo, que em certo sentido é racional. A mitologia poderia desaparecer e a filosofia poderia fossilizar-se; mas, se por trás dessas coisas havia uma realidade, com certeza essa realidade poderia ter sustentado as coisas que iam caindo. Não existia nenhum Deus; se existisse um Deus, com certeza esse era o momento exato para ele agir e salvar o mundo.
(Folha.com)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte I)

As páginas são referentes ao livro em questão (Dos Apóstolos a Wesley).
Quando perguntaram a Wesley quando principiava a santificação, ele respondeu: “No momento em que somos justificados, a semente da virtude é plantada na alma. Desde esse momento o crente morre gradualmente para o pecado e cresce na graça. Entretanto o pecado permanece nele; efetivamente, a semente de todo o pecado (fica nele) até que seja santificado no espírito no espírito, alma e corpo”. Pág. 10.
Em seu sermão intitulado, “Trabalhando Nossa Própria Salvação”, John Wesley situa a graça da inteira santificação em seu devido contexto: “Pela justificação somos salvos da culpa do pecado e restaurados ao favor de Deus; pela santificação somos salvos do poder e da raiz do pecado e restaurados à imagem de Deus”. Pág. 11-12.
Wesley faz um resumo de seus ensinamentos com estas palavras: “Ao usar o termo perfeição quero dizer o amor humilde, terno e paciente de Deus, e ao nosso próximo, governando nosso temperamento, nossas palavras e ações”. Pág.12.
Wesley teve muito cuidado em proteger-se de uma interpretação legalista ou farisaica da perfeição, ao insistir continuamente em que “não há tal perfeição nesta vida que implique uma libertação completa, seja da ignorância ou de erros, em coisas que não sejam essenciais à salvação, ou de múltiplas tentações, ou de um sem-número de fraquezas, com as quais o corpo corruptível oprime mais ou menos a alma”. Pág. 12-13.
O Bispo Foster nos deu a declaração clássica sobre este particular: “A santidade pulsa na profecia, ressoa na lei, murmura nas narrações, sussurra nas promessas, suplica nas orações, irradia na poesia, vibra nos salmos, fala nos símbolos, resplandece nas imagens, articula-se na linguagem e arde no espírito de todo o sistema, desde o alfa até o ômega, desde o princípio até o fim. Santidade! Santidade necessitada! Santidade requerida! Santidade oferecida! Santidade possível! A santidade, dever presente, privilégio atual, gozo de cada dia, é o progresso e a consumação deste maravilhoso tema! É a verdade brilhando por toda parte, transbordando em toda a revelação. É a verdade gloriosa que irradia, e sussurra, e canta, e brada em toda a sua história. É a biografia, a poesia, a profecia, os preceitos, a promessa, a oração. É a grande verdade central de todo o sistema. O surpreendente é que nem todos a vêem e que alguém se levante para questionar uma verdade tão gloriosa e tão cheia de consolo”. Pág. 14.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cientistas são mais religiosos do que se acreditava

Um estudo realizado na Universidade de Rice (EUA) mostra que apenas 15% dos cientistas das principais universidades daquele país veem a religião e a ciência como estando em conflito permanente. Apenas 15% dos entrevistados veem a religião e a ciência como sempre em conflito. Outros 15% dizem que os dois nunca estão em conflito. Mas 70% acreditam que a religião e a ciência apenas algumas vezes estão em conflito. O estudo mostrou que a maioria dos que acreditam em um conflito permanente tem um tipo particular de religião em mente (e de pessoas e de instituições religiosas). Grande parte dos entrevistados atribui a crença no conflito entre ciência e religião a problemas na esfera pública, sobretudo o ensino do criacionismo versus evolução e as pesquisas com células-tronco.

Ao longo da história, a ciência e a religião têm aparecido como estando em conflito perpétuo. Mas o novo estudo sugere que apenas uma minoria dos cientistas acredita que religião e ciência exigem fronteiras. “Quando se trata de questões como o que é a vida, formas de compreensão da realidade, as origens da Terra e como a vida se desenvolveu sobre ela, muitos veem a ciência e a religião como estando em desacordo e até mesmo em conflitos irreconciliáveis”, conta Elaine Howard Ecklund, coordenadora da pesquisa.

Mas, excluídos os fundamentalismos de ambas as partes, a maioria dos cientistas entrevistados por Ecklund e seus colegas acredita que tanto a religião quanto a ciência são “caminhos válidos de conhecimento” que podem trazer um entendimento mais amplo de questões importantes. Aproximadamente metade dos cientistas expressou alguma forma de identidade religiosa. (clique aqui para continuar a leitura)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dos Apóstolos a Wesley - Um Estudo Claro sobre a Santidade

Recentemente li o excelente livro Dos Apóstolos a Wesley, subtítulo: Um Clássico de Santidade Cristã da Casa Nazarena de Publicações. O autor, William M. Greathouse trata do assunto da perfeição cristã na História Eclesiástica com maestria. Apesar de pequeno (apenas 136 páginas) nos introduz em todo um campo de estudo amplo, onde o tema sempre foi tratado com vigor pelos que acreditam ser esta verdade acerca da santificação algo essencial à fé cristã.
Os dois primeiros capítulos tratam de dar um perfil claro e bíblico da doutrina da santidade. Nos capítulos seguintes o tema sempre é tratado na história: começa pelos Pais da Igreja; depois vem os “Platônicos Cristãos” que se equiparam aos gnósticos; trata também da teoria de que a perfeição seria alcançada pela vida monástica e ascetismo; um capítulo inteiro é dedicado a considerações de Agostinho sobre o tema; é analisado o ensino católico; depois vem a teologia da Reforma Protestante que defendia que todo homem podia almejar a perfeição, não importando sua posição; no período pós-Reforma, é analisado o pietismo, os quakers, e por fim os morávios que desempenharam papel significante na formação do entendimento correto sobre a fé em John Wesley; no último capítulo finalmente é analisado exclusivamente a doutrina da perfeição como Wesley ensinou e pregou, e por fim são abertos 5 tópicos que tratam de pontos essenciais na direção de formar o que seria uma teologia da perfeição cristã.
É possível que a concisão do material possa não favorecer uma contextualização adequada, mas, por outro lado, nos oferece a chance de conhecer as principais correntes de pensamentos que houve na história sobre o tema de forma objetiva, tratando apenas das diferenças essenciais nas interpretações.           
Nos dois primeiros capítulos, e no último capítulo, o autor não deixa de apresentar sua teologia própria, mas apesar disso, o livro dá um exemplo em como se fazer uma análise séria da história, e ao mesmo tempo não uma leitura fria do tema de alguém que está distante do tema, mas sim de alguém profundamente envolvido e apaixonando por tal verdade, mas que não deixa de estar consciente de todas as implicações. Isso não faz necessariamente com que ele faça uma leitura precipitada ou equivocada da história, mas faz que tenha bastante erudição e autoridade para tratar do tema; não é um mero pesquisador acidental, mas sim de alguém profundamente preocupado com a atenção que se tem dado a estar verdade, que não se compara com a atenção dada no passado por vários Arautos de Deus.                        
Pode não se concordar com tudo o que é dito, mas com certeza fará refletirmos melhor se temos dado a atenção devida a este tema tão maravilhoso e tão essencial ao estudarmos temas concernentes à salvação.
Nas próximas postagens será feita algumas breves citações de interesse.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...