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segunda-feira, 2 de outubro de 2017
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
O Orgulho - por C. S. Lewis
O orgulho
leva a todos os demais pecados: trata-se de um estado mental totalmente
anti-Deus.
É a
comparação que nos torna orgulhosos: o prazer de estar acima das outras
pessoas. Uma vez eliminado o comportamento competitivo, desaparece o orgulho.
O homem
orgulhoso, mesmo quando conquistou mais do que poderia desejar, tentará
conseguir sempre mais só para garantir o seu poder.
Uma pessoa
orgulhosa está sempre olhando os outros de cima para baixo. É claro que,
enquanto você estiver olhando para baixo, não terá como enxergar o que se
encontra acima de você.
O orgulho
não vem da nossa natureza animal, mas diretamente do inferno. Ele é puramente
espiritual, e, por isso, é o mais sutil e mortal.
O Diabo se
contenta em ver você se tornando casto, corajoso e controlado, desde que
consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo -- da mesma forma
que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para substituí-lo
por um câncer.
O orgulho é
um câncer espiritual. Ele corrói a própria possibilidade de amor, de
contentamento ou, até mesmo, de bom senso.
(Fonte: Ultimato)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A calúnia celestial de Satanás
Como um teólogo aspirante, escrevi meu primeiro trabalho de pesquisa a respeito dos textos de Isaías 14 e Ezequiel 28 – passagens que os adventistas tradicionalmente interpretam como sendo referentes a Satanás e à origem do mal no Céu. Seguindo a pista de comentários da alta crítica, cheguei à desconcertante conclusão de que essas passagens se referem nem a um nem a outro. Consequentemente, senti que os adventistas não deveriam mais citar essas supostas evidências bíblicas para sustentar sua compreensão acerca de como o Grande Conflito começou.
Entretanto, estudos mais aprofundados revelaram
que, até o surgimento da crítica histórica à época do Iluminismo, os cristãos
em geral interpretavam Isaías 14 e Ezequiel 28 da mesma maneira que os
adventistas interpretam hoje. E, recentemente, encontrei evidências exegéticas
convincentes de que Isaías e Ezequiel estavam, de fato, se referindo a Satanás
nessas passagens.
Enquanto era estudante em nosso seminário, Jose
Bertoluci escreveu uma dissertação que compromete seriamente a visão crítica de
que os dois profetas descrevem apenas inimigos terrenos históricos de Israel.
Intitulado “O Filho da Alva e o Querubim Cobridor no contexto do conflito entre
o bem e o mal”[1], o artigo de Bertoluci mostra que cada passagem se transfere
do domínio local e histórico dos reis terrestres para o âmbito sobrenatural no
qual Lúcifer interpretou seu sedicioso papel. Descobri mais evidências que
suportam esse deslocamento conceitual em Ezequiel 28 – do “príncipe” terreno (nagid,
o rei de Tiro, versos 1-10) para o “rei” cósmico (melek, o soberano
sobrenatural de Tiro, o próprio Satanás, versos 11-19). Descobri também que
esse julgamento sobre o querubim caído ocorre no clímax do livro inteiro.[2]
Desse modo, a evidência bíblica suporta fortemente a exegese tradicional: o mal
teve sua origem em Lúcifer, o querubim cobridor.
Até alguns meses atrás, entretanto, um conceito
adventista muito familiar a respeito do advento do Grande Conflito parecia não
ter mais do que um suporte bíblico meramente inferencial. Refiro-me às
alegações de que, antes de sua queda, Satanás se pôs entre os anjos a difamar o
caráter e o governo de Deus. Nos livros Patriarcas e Profetas e O
Grande Conflito, em torno de 16 páginas tratam desse assunto, com base em
informações a respeito de Satanás tais como o fato de ele ter sido chamado
“homicida desde o princípio, [...] um mentiroso” (João 8:44, RSV) e “o acusador
de nossos irmãos” (Apocalipse 12:10, RSV). Mas existe alguma base bíblica mais
explícita para a acusação de “calúnia celestial”?
Acredito que sim. Por um feliz acaso, eu estava
examinando uma afirmação recente de que a maior parte da descrição de Satanás
em Ezequiel 28 seria apenas simbólica porque, como foi argumentado, ele é
descrito como sendo engajado em uma “abundância de [...] comércio” (verso 16,
NKJV) e, obviamente, Lúcifer não é literalmente um mercador celestial. Na
etimologia da palavra hebraica para “comércio”, fiz uma surpreendente e
empolgante descoberta. O verbo rakal, do qual esse substantivo deriva,
literalmente significa “andar por aí, de um para outro (para comércio ou
conversa fútil)”.[3] O substantivo derivado rakil – encontrado seis
vezes no Antigo Testamento, uma delas em Ezequiel 22:9 – significa “caluniador”
ou “mexeriqueiro”. O outro substantivo derivado, rkullah – que é o termo
usado para “comércio” em Ezequiel 28:16 – aparece somente nesse livro, e todas
as suas quatro ocorrências têm que ver com Tiro (26:12; 28:5; 16, 18).
A maior parte das versões modernas traduzem rkullah
como “tráfico”, “comércio” ou “mercadoria” – o que faz sentido, se aplicado
somente à Tiro histórica, uma cidade mercante, como contexto único da palavra.
Entretanto, em referência às representações do querubim cobridor em 28:16 e 18,
a noção de comércio não parece se aplicar tão bem. O notável crítico
exegeta Walther Eichrod comenta: “A descrição da transgressão é um pouco
inesperada, já que o comércio aqui é subitamente representado como sendo a
origem da iniquidade.”[4]
Uma resposta que acomoda ambas as interpretações,
“comércio” e “calúnia”, pode ser encontrada, creio eu, em um recurso literário
conhecido como “paranomasia” – um jogo com o significado da palavra. Já que o
substantivo rkullah é derivado do verbo que significa “andar por aí, de
um para outro, para fins de comércio ou de conversa fútil/difamação” – parece
provável que Ezequiel tenha escolhido esse raro termo hebraico (ao invés do
termo mais comum para comércio, sahar) justamente por causa de seu
possível duplo significado. A Tiro histórica claramente “andou por aí, de um
para outro” para fins de comércio com outras nações. De maneira semelhante, o
derradeiro governante de Tiro, Satanás (versos 11-19), no celeste “monte de
Deus”, também andou por aí, de um para outro – mas não para negociar, e sim para
espalhar calúnia e difamação entre os anjos. Ambos os governantes, o terrestre
e o espiritual, praticaram “tráfico”: o primeiro, de mercadorias; o segundo, de
calúnias contra Deus.[5]
O contexto imediato de Ezequiel 28:16 retrata a
queda do Querubim Cobridor da perfeição (verso 15) para o orgulho (verso 17).
Nesse cenário, os versos 16 e 18 traçam seus subsequentes passos para a
perdição. O verso 16 pode ser mais bem traduzido da seguinte maneira: “Na
multiplicação da tua difamação [rkullah], se encheu o teu [de Satanás]
interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do
monte de Deus...” Com hábeis pinceladas, Ezequiel pinta o retrato de Lúcifer
difamando a Deus, um primeiro passo em direção à definitiva rebelião aberta e
violenta descrita tão bem por João como “guerra no Céu” (Apocalipse 12:7, NIV).
Ezequiel 28:18 revela que, após sua expulsão do Céu, o querubim caído continua
a sua “iniquidade de difamação [rkullah]” contra Deus. O versículo
também registra a sentença divina contra Satanás: destruição pelo fogo por
causa da “multidão de suas iniquidades”.
A sediciosa difamação celestial de Satanás contra
Deus nos primeiros momentos do Grande Conflito não é uma adição adventista
extrabíblica à história; é, na verdade, uma admirável verdade bíblica!
(Richard M. Davidson é professor de Antigo
Testamento na Universidade Andrews, nos EUA)
Referências:
1. Jose M. Bertoluci, “The Son of the Morning and the Guardian Cherub in the Context of the Controversy Between Good and Evil”, dissertação de Th.D., Andrews University Seventh-Day Adventist Theological Seminary, 1985 (disponível a partir de University Microfilms, University of Michigan, P.O. Box 1346, Ann Arbor, MI 48106-1346).
2. Richard M.
Davidson, “Revelation/Inspiration in the Old Testament”, Issues in
Revelation and Inspiration, Adventist Theological Society Occasional
Papers, v. 1, Frank Holbrook e Leo Van Dolson, eds. (Berrien Springs, Mich.:
Adventist Theological Society Publications, 1992), p. 118, 119.
3. Francis
Brown, S. R. Driver e Charles A. Briggs, eds., The New Brown, Driver and
Briggs Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (Grand Rapids,
Mich.; Baker Book House, 1981), p. 940.
4. Walter
Eichrodt, Ezekiel: A Commentary, Old Testament Library (Philadelphia: Westminster
Press, 1970), p. 394.
5. Apocalipse 18 parece capturar esse nuance dúbio
utilizado por Ezequiel. Em uma passagem claramente alusória a Ezequiel 28, o
anjo fala sobre a “mercadoria” de várias coisas materiais nos versos 12 e 13,
mas a listagem termina transferindo-se para o âmbito espiritual: “mercadorias
de [...] almas humanas” (KJV).
(Fonte: Blog Criacionismo)
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
“Infotenimento”: Realidade e Ficção
Em 17 de maio, foi comemorado o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação. Apesar de a data ser desconhecida, os meios de comunicação de massa, objeto da comemoração, estão cada vez mais presentes e são influenciadores do nosso cotidiano. E não precisa ser acadêmico na área para perceber que, mais do que sociedade da informação, somos a sociedade do entretenimento, da busca pelo prazer. Informar e entreter, eis duas funções básicas da mídia. Tradicionalmente, ao jornalismo coube a função de noticiar e interpretar fatos, prestando assim um serviço à sociedade. E o entretenimento, por sua vez, ficava restrito aos outros gêneros midiáticos como as novelas, filmes e a ficção de modo geral. Porém, hoje, o que vemos é a fusão das duas vertentes: o “infotenimento”, neologismo resultante da junção das palavras informação e entretenimento. O modelo adotado por muitos veículos de comunicação no fim do século 20, vem ganhando força, espaço e audiência, sem restrição de formas e conteúdo.
O problema, a meu ver, é que a linha que separa a realidade da ficção é muito tênue. Prova disso, é que os telejornais, por exemplo, pautam o entretenimento, ao fazer das celebridades e programas do gênero, notícias de destaque. Por outro lado, as telenovelas pautam suas tramas com temas de “responsabilidade social” a fim de ganhar notoriedade nos veículos que vivem do “infotenimento”.
Ao expor o descaso com os portadores de deficiência física e trabalhar com a temática de superação pessoal, uma telenovela se torna fonte para grandes reportagens a despeito de fazer apologia ao adultério, à prostituição, à mentira e à violência, temas recorrentes na telinha. Assim, em nome da prestação de serviço público, celebridades se tornam modelos de conduta, sem nenhum julgamento crítico da parte do público.
Para mim, o “infotenimento” tem implicações espirituais. A antiga serpente do Éden não tem hesitado em usar essa linguagem com nova roupagem de sua milenar estratégia: misturar de forma atrativa a verdade com o erro. Ao promover um sincretismo maldirecionado da ficção com a realidade, a serpente pretende baixar nossa guarda para suas mentiras politicamente corretas.
Se por um lado o inimigo de Deus tem iludido milhões com essa técnica midiática, é verdade também que muitos têm buscado algo além do sensacionalismo e futilidades veiculados; estão em busca do sentimento real para a vida. Por meio de mídias alternativas, como as emissoras de rádio e TV, revistas, sites e blogs verdadeiramente cristãos, eles têm encontrado exemplos de conduta, prazer e felicidade baseados na mais confiável fonte de informação: a Bíblia. Por isso, o que temos diante de nós é uma oportunidade singular de assistir, compartilhar e divulgar aquilo que faz diferença.
(Ana Paula Ramos, assessora de imprensa da Igreja Adventista, em Campinas, SP no blog Criacionismo)
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