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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Passeio Socrático no Mundo Pós-Moderno

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não; minha aula é à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais”. “Não”, ela retrucou, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, indaguei. “Aulas de inglês, balé, pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”

A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

(Frei Beto, Fonte: Amaivos)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Resoluções Para o Novo Ano - Por Ellen G. White

Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Filipenses 3:13-15.
Ontem foi Dia de Natal. Fizestes como os magos, oferecendo vossos presentes a Jesus? Ou o inimigo mudou a ordem das coisas, e dirigiu o culto para ele mesmo? Os presentes são hoje ofertados a amigos e não Àquele que realizou tão grande sacrifício por nós. Todos os dons devem fluir em outro conduto, onde possam ser usados na salvação de homens.
O novo ano está bem diante de nós. Não deveriam os dons ser dedicados a um melhor fim do que foram até agora? Não deveria a confissão ser praticada e não deveríamos valer-nos do sangue de Cristo, que é capaz e está disposto a nos purificar de todo pecado? Por nossa causa, Cristo tornou-Se pobre.
No último grande dia seremos julgados de acordo com o que fizemos. Cristo dirá: "Porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; sendo forasteiro, não Me hospedastes; estando nu, não Me vestistes; achando-Me enfermo e preso, não fostes ver-Me. ... Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer." Mat. 25:42, 43 e 45. E Cristo declarará: "Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos." Mat. 25:41.
Cristo veio e estabeleceu o exemplo da santificação, e se formos de Cristo, então realizaremos Suas obras. Em vez de satisfazer-nos a nós próprios estaremos buscando realizar o bem de outrem e compartilhar benefícios com a humanidade sofredora. E a menos que isto seja feito, não podemos esperar ter uma parte com Cristo.
Há pessoas a serem salvas ao nosso redor, e cada um tem uma obra a cumprir a fim de se reconciliar com Cristo. Esta é a obra que deve ser abraçada no ano novo. Estamos vivendo para o tempo e para a eternidade, e desejamos que a luz resplandeça em nosso caminho e em troca desejamos estender essas bênçãos a outros. A única maneira de sermos representantes de Cristo é amando-nos uns aos outros, e se refletirmos a imagem de Cristo, então quando entrarmos pelos portões da cidade, ouviremos dizer: "Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor." Mat. 25:21.
Que cada um se empenhe em melhorar seu registro celestial no próximo ano, e viva tão próximo a Deus que possa estar rodeado pela atmosfera do Céu, e assim ser um representante de Cristo. Meditação Matinal, Ano:1983, pág. 368.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Amor Materno Ajuda Criança a Lidar com Stress da Vida Adulta

Beijos, abraços e todo tipo de carinho vindo da mãe ajudam o ser humano a enfrentar melhor o stress da vida adulta. Esta é a conclusão de um estudo realizado com 500 pessoas nos Estados Unidos, ao longo de 30 anos.

Joanna Maselko, líder da pesquisa, observou que níveis altos de afeto materno facilitam a criação de laços e envolvimento humano. Além de reduzir o stress na criança, ainda pode ajudá-la a desenvolver habilidades sociais até a fase adulta.

Inicialmente, os pesquisadores avaliaram a qualidade da interação entre mães e bebês durante consultas rotineiras. Um psicólogo observou e deu uma nota para a forma como a mãe reagia às necessidades e emoções da criança. Cerca de 30 anos depois, eles voltaram a procurar os pacientes, agora adultos, e fizeram uma série de perguntas sobre bem-estar e condição emocional. Além disso, os entrevistados tinham que responder se achavam que suas mães tinham sido carinhosas.

Os resultados revelaram que as crianças de mães mais carinhosas eram capazes de lidar com todos o stress e a ansiedade melhor do que as outras, que receberam menos atenção. Segundo os estudiosos, estes resultados aumentam os indícios de que a infância é a base para a construção de uma vida adulta sólida. Contudo, a influência de outros fatores, como a personalidade, educação em casa e na escola não podem ser descartados.

O estudo foi publicado no periódico americano Journal of Epidemiology and Community Health.

(Fonte: Veja)

Nota: Depois de ter lido sobre esta pesquisa, me lembrei de alguns textos bastante significativos de Ellen G. White sobre a educação dos filhos; alguns são até mesmo relativamente conhecidos no meio adventista, entretanto, quantas vezes temos tirado da teoria esses conselhos inspirados e feito eles na prática? Vejamos os textos: “Pelos pensamentos e sentimentos alimentados nos primeiros anos, determina cada jovem a história de sua vida. Os hábitos corretos, virtuosos e varonis formados na juventude, tornar-se-ão uma parte do caráter, e geralmente determinarão a conduta da pessoa em toda a vida”. Orientação da Criança, pág. 196. A Sra. White também aconselha que: “Nos primeiros anos da vida da criança o solo do coração deve ser cuidadosamente preparado para os chuveiros da graça de Deus. Então as sementes da verdade devem ser cuidadosamente semeadas e diligentemente cuidadas. O Lar Adventista, pág. 201. Portanto, quer seja através dos beijos, abraços e carinhos ou nos momentos de repreensão, além de cuidarmos do emocional de nossos filhos cuidemos de sua espiritualidade já nos tenros anos de sua vida, para que a boa semente de fruto abundante para a santidade. [M. Borges].

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Textos de Ellen G. White para Escritores e Editores N°. VII



Regularmente tem sido reproduzido textos do Espírito de Profecia do livro “O Outro Poder: Conselhos para Escritores e Editores”.

Obs: A referência das páginas entre parênteses são sempre do livro mencionado acima. Também constando ao final do texto sua fonte primária.




Necessidade de Termos uma Compreensão Clara da Palavra de Deus                           
Sempre que o povo de Deus estiver crescendo em graça, obterá constantemente compreensão mais clara de Sua Palavra. Há de distinguir mais luz e beleza em suas sagradas verdades. Isto se tem verificado na história da igreja em todos os séculos, e assim continuará até ao fim. Mas à medida que a verdadeira vida espiritual declina, tem sido sempre a tendência cessar o crente de avançar no conhecimento da verdade.
Atitude para com Nova Luz                                                                                  
 Os homens ficam satisfeitos com a luz já recebida da Palavra de Deus, e desistem de qualquer posterior estudo das Escrituras. Tornam-se conservadores, e procuram evitar novo exame.     
O fato de não haver controvérsias ou agitações entre o povo de Deus, não deveria ser olhado como prova conclusiva de que eles estão mantendo com firmeza a sã doutrina. Há razão para temer que não estejam discernindo claramente entre a verdade e o erro. Quando não surgem novas questões em resultado de análise das Escrituras, quando não aparecem divergências de opinião que instiguem os homens a examinar a Bíblia por si mesmos, para se certificarem de que possuem a verdade, haverá muitos agora, como antigamente, que se apegarão às tradições, cultuando nem sabem o quê.  

 Tem-me sido mostrado que muitos dos que professam a verdade presente, não sabem o que crêem. Não compreendem as provas de sua fé. Não apreciam devidamente a obra para este tempo. Quando chegar o tempo de angústia, e ao examinarem a posição em que se encontram, homens que agora pregam a outros, verificarão que há muitas coisas para as quais não podem dar uma razão satisfatória. Até que fossem assim provados, desconheciam sua grande ignorância.                           
E há muitos na igreja que contam por certo que compreendem aquilo em que crêem, mas que até surgir uma discussão, ignoram sua fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos de ver quão confusas são suas idéias do que têm aceito como verdade. É certo que tem havido entre nós um afastamento do Deus vivo, e um voltar-se para os homens, pondo a sabedoria humana em lugar da divina.
Exame Crítico das Posições                                                                                   
Deus despertará Seu povo; se outros meios falharem, introduzir-se-ão entre eles heresias, as quais os hão de peneirar, separando a palha do trigo. O Senhor chama todos os que crêem em Sua Palavra, para que despertem do sono. Tem vindo uma preciosa luz, apropriada aos nossos dias. É a verdade bíblica, mostrando os perigos que se acham mesmo iminentes sobre nós. Essa luz nos deve levar ao estudo diligente das Escrituras, e a um mais atento exame crítico das posições que mantemos.                
É vontade de Deus que todos os fundamentos e posições da verdade, sejam cuidadosa e perseverantemente estudados, com oração e jejum. Os crentes não devem ficar em suposições e mal definidas idéias do que constitui a verdade. Sua fé deve estar firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus, de maneira que, quando o tempo de prova chegar, e eles forem levados perante os concílios para responder por sua fé, sejam capazes de, com mansidão e temor, dar a razão para a esperança que neles há.                                                                                                      
Agitai, agitai, agitai! Os assuntos que apresentamos ao mundo devem ser para nós uma realidade viva. É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos o emprego de argumentos que não sejam inteiramente retos. Eles podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos legítimos, que, não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação. [...]
Contínua Indagação e Busca de Maior Luz                                                                                 
Seja qual for o grande adiantamento intelectual do homem, não pense ele, nem por um momento, que não há necessidade de inteira e contínua indagação das Escrituras em busca de maior luz. Como um povo, somos convidados individualmente ao estudo da profecia. Devemos observar atentamente, a fim de distinguir qualquer raio de luz que Deus nos apresente. Devemos apanhar os primeiros clarões da verdade; e, mediante estudo acompanhado de oração, poder-se-á obter mais intensa luz, a qual poderá ser apresentada aos outros.                         
Quando o povo de Deus está à vontade, satisfeito com a luz que já possui, podemos estar certos de que Ele os não favorecerá. É Sua vontade que marchem sempre avante, recebendo a intensa e sempre crescente luz que para eles brilha. A atitude atual da igreja não agrada a Deus. Tem-se introduzido uma confiança que os tem levado a não sentir nenhuma necessidade de mais verdade e maior luz. Vivemos numa época em que Satanás opera à direita e à esquerda, em nossa frente e por trás de nós; e todavia, como um povo, estamos dormindo. Deus deseja que se faça ouvir uma voz despertando Seu povo para a ação. Obreiros Evangélicos págs. 297-300; Testemunhos para Igreja, Vol. 5, pág. 708-709. (págs. 26-28).

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Riscos


RIR
É CORRER O RISCO DE PARECER TOLO

CHORAR
É CORRER O RISCO DE PARECER SENTIMENTAL


ESTENDER A MÃO
É CORRER O RISCO DE SE ENVOLVER

EXPOR SEUS SENTIMENTOS
É CORRER O RISCO DE MOSTRAR SEU VERDADEIRO EU

DEFENDER SEUS SONHOS E IDÉIAS DIANTE DA MULTIDÃO
É CORRER O RISCO DE PERDER AS PESSOAS

AMAR
É CORRER O RISCO DE NÃO SER CORRESPONDIDO

VIVER
É CORRER O RISCO DE MORRER

CONFIAR
É CORRER O RISCO DE SE DECEPCIONAR

TENTAR
É CORRER O RISCO DE FRACASSAR

MAS DEVEMOS CORRER OS RISCOS, PORQUE O MAIOR PERIGO É NÃO ARRISCAR NADA
HÁ PESSOAS QUE NÃO CORREM NENHUM RISCO, NÃO FAZEM NADA, NÃO TEM NADA E NÃO SÃO NADA
ELAS PODEM ATÉ EVITAR SOFRIMENTOS E DESILUSÕES, MAS NÃO CONSEGUEM NADA, NÃO SENTEM NADA, NÃO MUDAM, NÃO CRESCEM, NÃO AMAM, NÃO VIVEM.

NOTA: O texto é autoexplicativo, mas gostaria de fazer uma síntese dos conceitos: Ele combate diretamente uma mentalidade moderna de segurança e conforto estando nós acorrentados numa rotina de vida; também diz acerca de não termos receio de parecermos bobos ou sentimentais, mas sim se preocuparmos de sermos autênticos a nossos sentimentos sem exageradas preocupações das consequências, até mesmo diante do fato de podermos perder pessoas, ou seja, a verdade é que não agradaremos a todos. Não é devido à possibilidade de fracasso que devemos perder a coragem de enfrentar os desafios da vida; renunciarmos a uma vida vazia, por uma intensa de sentimentos que cooperarão com um maior amadurecimento.
[M. Borges]

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Textos de Ellen G. White para Escritores e Editores N°. VI

Regularmente tem sido reproduzido textos do Espírito de Profecia do livro “O Outro Poder: Conselhos para Escritores e Editores”.

Obs: A referência das páginas entre parênteses são sempre do livro mencionado acima. Também constando ao final do texto sua fonte primária.

Nossas Explicações das Escrituras são Infalíveis?
Não há desculpas para ninguém assumir a posição de que não há mais verdades a serem reveladas, e de que todas as nossas visões da Bíblia não têm qualquer erro. O fato de certas doutrinas terem sido consideradas como a verdade por muitos anos pelo nosso povo não é uma prova de que nossas idéias sejam infalíveis. O tempo não converte o erro em verdade. A idade não transforma o erro em verdade e ela pode ser reexaminada. Nenhuma verdadeira doutrina terá algo a perder pela cuidadosa investigação.
Vivemos em tempos perigosos, e não nos convém aceitar tudo o que é apresentado sem profundo exame; da mesma forma, não podemos rejeitar o que quer que contenha os frutos do Espírito de Deus; devemos ser receptivos, mansos e humildes de coração. Há aqueles que se opõem a tudo o que não está de acordo com as próprias ideias e, por agirem assim, colocam em risco seus interesses eternos tal qual a nação judaica em sua rejeição de Cristo.
O Senhor deseja que nossas opiniões sejam colocadas à prova, que possamos ver a necessidade de examinar detalhadamente os oráculos vivos para ver se estamos ou não andando de acordo com nossa fé. Muitos que professam crer na verdade têm se acomodado, dizendo: “rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap. 3:17). Review and Herald, 20 de dezembro de 1892. (Págs. 24-25).      

Estudar Diligentemente as Escrituras
Como examinar as Escrituras? Iremos de um para outro pilar das nossas doutrinas, tentando fazer com que toda Bíblia se molde a nossas opiniões preconcebidas? Ou levaremos nossas idéias e visões às Escrituras e avaliaremos cada aspecto de nossas teorias em comparação com a Verdade? Muitos que leem e mesmo ensinam a Bíblia, não compreendem a preciosa verdade que estão ensinando ou estudando.
Os homens nutrem erros, embora a verdade esteja claramente assinalada; mas se trouxessem suas próprias doutrinas à luz da Palavra de Deus e não lessem a Palavra de Deus à luz de suas doutrinas, para provar que suas ideias estão certas, não andariam em escuridão e cegueira e nem alimentariam o erro. Muitos conferem às palavras da Bíblia um significado que se adapte a suas opiniões, enganando a si mesmos e iludindo outros com suas falsas interpretações da Palavra de Deus.
Ao estudarmos a Palavra de Deus, devemos fazê-lo com coração humilde. Todo egoísmo, todo amor pela originalidade, deve ser colocado de lado. Opiniões aceitas por muito tempo não devem ser consideradas infalíveis. Foi a relutância dos judeus em deixar suas antigas tradições que os levou à ruína. Estavam determinados a não ver qualquer falha em suas opiniões próprias e na sua forma de expor as Escrituras. Mesmo que homens respeitados tenham defendido certas visões, se não estiverem claramente sustentadas pela Palavra, devem ser rejeitadas. Os que sinceramente desejam a verdade não serão relutantes em franquear à pesquisa e crítica as suas posições, e não se aborrecerão se suas opiniões e ideias forem contraditadas. Este era o espírito acariciado entre nós quarenta anos atrás. [...]

Lições a Aprender e Desaprender
Temos muitas lições a aprender, e muitas, muitas a desaprender. Unicamente Deus e o Céu são infalíveis. Os que pensam que nunca terão de desistir de um ponto de vista acariciado, jamais terão ocasião de mudar de opinião, serão decepcionados. Enquanto nos apegarmos às próprias ideias e opiniões com determinada persistência, não podemos ter a unidade pela qual Cristo orou.        
Pudessem aqueles que são autossuficientes ver do ponto de vista em que o universo de Deus os vê, pudessem ver como Deus os vê, sentiriam tanta fraqueza, demonstrariam tanto desejo por sabedoria, que clamariam ao Senhor para ser sua justiça; desejariam esconder-se de Sua presença.
Diz o apóstolo, “não sois de vós mesmos. Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus ao vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Cor. 6:19, 20). Quando nossos planos e projetos são rejeitados, quando homens que dependem de nossa orientação concluem que o Senhor deseja que ajam e julguem por si mesmos, não devemos ter espírito de censura ou exercer autoridade arbitrária para compeli-los a aceitarem nossas ideias. Aqueles que ocupam posições de autoridade devem constantemente cultivar o autocontrole. [...]

A Mensagem, os Líderes, e o Povo
A repreensão do Senhor estará sobre os que impedem o caminho, para que não chegue ao povo mais clara luz. Uma grande obra te de ser feita, e Deus vê que nossos dirigentes necessitam de maior luz, a fim de se unirem aos mensageiros que ele envia para realizarem a obra que ele deseja que se faça. O Senhor tem suscitado os mensageiros, e os dotado de Seu Espírito, e tem dito: “Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados” (Is. 58:1).
Ninguém corra o risco de interpor-se entre o povo e a mensagem do Céu. Essa mensagem há de chegar ao povo; e se não houvesse nenhuma voz entre os homens para a anunciar, as próprias pedras clamariam. Eu suplico a todo pastor que busque o Senhor, ponha de lado o orgulho e a luta pela supremacia, e humilhe o coração diante de Deus. A frieza de coração, a incredulidade dos que deveriam ter fé é que mantêm fracas as igrejas. Review and Herald, 26 de julho de 1892. (Págs. 25-26).

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