sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Conselhos Sobre Música - Parte I

Louvai ao SENHOR. Louvai, servos do SENHOR, louvai o nome do SENHOR. Salmos 113:1

Introducão -
O propósito da Música – A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido adestramento da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a esse a expressão correta. – Patriarcas e Profetas, pág. 594

Música Aceitável a Deus – A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, e enternecido e santificado por suas faculdades. Muitos, porém, que se deleitam na música não sabem coisa alguma de produzir melodia ao Senhor, em seu coração. Este foi “após seus ídolos”. – Carta 198, 1899.

Cerimônia e Ostentação – Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera frutos, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois o gozo de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles oferecer como uma oblação a Deus. – Manuscrito 123, 1899.

Evitar o Emocionalismo – Outros ainda vão ao extremo oposto, pondo mais força nas emoções religiosas, e manifestando intenso zelo nas ocasiões especiais. Sua religião parece ser mais da natureza de um estimulante do que uma permanente fé em Cristo.

Entoação Clara – Pronuncia Distinta - Palavras não podem expressar adequadamente a profunda santidade do louvor genuíno. Quando seres humanos cantam com o Espírito e a compreensão, músicos celestes apreendem os acordes e unem-se no cântico de louvor. Aquele que nos tem concedido todos os dons que nos capacitam a ser coobreiros com Deus, espera que Seus servos cultivem suas vozes, a fim de que possam falar e cantar de modo que todos compreendam. Não é necessário um cântico ruidoso, mas entoação clara, pronúncia correta e expressão vocal distinta. Que haja tempo para o cultivo da voz de modo que o louvor a Deus possa ser entoado em tons claros e suaves, não com aspereza e estridência que ofendem o ouvido. A habilidade de cantar é um Dom de Deus; que seja para Sua glória - Testemonies vol. 9. pp. 143 e 144 (1909).

Com Solenidade e Reverencia – A melodia do canto, derramando-se dos corações num tom de voz claro e distinto, representam um dos instrumentos divinos na conversão de almas. Todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de Deus mesmo. – Testemunhos Seletos, vol. 2, p.195.

Um dos Talentos Dados por Deus – A voz humana no canto é um dos talentos dados por Deus para ser empregado para Sua glória. O inimigo da justiça faz muito caso deste talento em seu serviço. E aquilo que é um Dom de Deus para ser uma bênção às almas, é pervertido, mal aplicado, e serve de designo de Satanás. Este talento da voz é uma bênção, uma vez que seja consagrado ao Senhor para servir em Sua causa. – Carta 62, 1893 (Evangelismo, p. 498).

Coral e Cântico Congregacional - Em reuniões realizadas, que alguns sejam escolhidos para tomar parte no serviço de canto. E que o canto seja acompanhados de instrumentos musicais habilmente tocados. Não devemos nos opor ao uso de música instrumental em nossa obra. Essa parte deve ser cuidadosamente conduzida pois é louvor a Deus em canto.

Serviço de Canto – Seja o talento do canto introduzido na obra. O emprego de instrumentos de música não é absolutamente objetável. Eles eram usados nos serviços religiosos dos antigos tempos. Os adoradores louvavam a Deus com a harpa e o címbalo, e a música deve ter seu lugar em nossos cultos. Isto acrescentará o interesse. – Carta 132, 1898. (Evangelismo,p.501).

Coro e Canto Congregacional – Nas reuniões realizadas, escolham-se alguns para tomar parte no serviço de canto. E seja este acompanhado de instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso da música instrumental em nossa obra. Esta parte do serviço deve ser cuidadosamente dirigida; pois é o louvor de Deus em canto.

O Serviço de Canto – O canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de canto. – Carta 157, 1902.

Aproximar-se da Harmonia do Coro Celeste – A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar-nos o mais possível da harmonia dos coros celestes. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício.

De Coração e Entendimento - Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não Se agrada de algaravia e dissonância. O correto é sempre mais agradável a Ele que o errado. E quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados. – Testimonies, vol. 1, pág. 146.

Apenas Canto Suave e Simples – Como pode Deus ser glorificado quando confiais para o vosso canto em um coro mundano que canta por dinheiro? Meu irmão, quando virdes essas coisas em seu verdadeiro aspecto, só tereis em vossas reuniões apenas o canto suave e simples, e pedireis a toda a congregação que se una a esse canto. Que importa, se entre os presentes há alguns cuja voz não é tão melodiosa como a de outros! Quando o canto é de molde a que os anjos se possam unir com os cantores, pode-se causar no espírito uma impressão que o canto de lábios não santificados não pode produzir. – Carta 190, 1902.

A Música na Nova Terra – Aqueles que, a despeito de tudo mais, se põem nas mãos de Deus, para ser e fazer tudo quanto Ele queira que façam, verão o Rei em Sua formosura. Verão Seus incomparáveis encantos e, tocando suas harpas de ouro, encherão todo o Céu com preciosa música e com os cantos do Cordeiro.
Alegro-me de ouvir os instrumentos de música que tendes aqui. Deus quer que os tenhamos. Quer que O louvemos, de alma e coração e com a nossa voz, engrandecendo Seu nome perante o mundo. – Review and Herald, 15 de junho de 1905.

O Tema de Todo Canto – A ciência da salvação deve ser o âmago de todo sermão, o tema de todo canto. Seja essa ciência contida em toda súplica. – Manuscrito 107, 1898.

Anunciar uma Mensagem Especial em Canto – Há pessoas que têm especial dom para cantar, e ocasiões há em que uma mensagem especial é anunciada por um solo ou por um canto feito por vários. Mas raramente deve o canto ser feito por uns poucos. A aptidão de cantar é um talento que exerce influência, a qual Deus deseja que todos cultivem e empreguem para glória de Seu nome. – Testimonies, vol. 7, págs. 115 e 116.

A Atratividade da Voz Humana – A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas. – Carta 2c, 1892.

A verdade em sua força – Não despojeis a verdade de sua dignidade e força impressiva mediante preliminares que são mais segundo os moldes do mundo, do que segundo os celestiais. Compreendam vossos ouvintes que realizais reuniões, não para lhes agradar os sentidos com a música ou outras quaisquer coisas, mas para pregar a verdade em toda a sua solenidade, para que ela chegue até eles como uma advertência, despertando-os de seu letárgico sono de satisfação própria. É a verdade nua que, à semelhança de uma aguda espada de dois gumes, corta de ambos os lados. É isso que há de despertar os que se acham mortos em ofensas e pecados.
Aquele que deu a própria vida para salvar homens e mulheres da idolatria e da condescendência própria, deixou um exemplo a ser seguido por todos quantos empreendem a obra de apresentar o evangelho a outros. Têm sido dadas aos servos de Deus, neste século, as mais solenes verdades a proclamar, e suas ações, métodos e planos devem corresponder à importância de sua mensagem. Se estais apresentando a palavra segundo a maneira de Cristo, vosso auditório será mais profundamente impressionado com as verdades que ensinais. Sobrevir-lhe-á a convicção de que essa é a palavra do Deus vivo. – Obreiros Evangélicos pág. 356.


Para ver a parte 2, clique aqui. para a Parte Final, aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma Cura Quente e Fria

Quando Ellen White morava na Austrália no final da década de 1890, uma enfermeira do Sanatório de Battle Creek chamada Sara McEnterfer morou com ela. Por não haver hospitais próximos, Sara visitava os vizinhos que estavam doentes que precisavam de cuidados médicos. Muitas pessoas não sabiam o que fazer para ajudar alguém que estava doente e muitas vezes acabavam fazendo algo que tornava as coisas piores.   
Uma das primeiras pessoas a precisar da ajuda de Sara foi um garoto de nove anos chamado Willie. Quando ela chegou na casa do menino, ele estava com febre alta. Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. “Agora me conte o que aconteceu?”, a enfermeira Sara perguntou à tia de Willie que cuidava dele.“Uma semana atrás”, a tia explicou, “ele caiu num buraco onde haviam jogado garrafas quebradas, e ele cortou seu tornozelo uns três centímetros e até a ponto de ver o osso”. A mãe de Willie havia esfregado banha de porco, colocado um pedaço de toicinho sobre a ferida e coberto com um pano, mas o ferimento continuou a piorar.
O pai de Willie o levou ao médico, que ficava bem distante. O médico limpou o ferimento e deu a Willie um remédio. Esse médico disse ao pai de Willie para aplicar cataplasma (papa medicamentosa) de pão e leite sobre o ferimento de tempos em tempos. A família de Willie não sabia como fazer o cataplasma, mas eles fizeram o melhor que podiam. Eles usaram leite frio para encharcar o pão e o colocaram sobre o tornozelo de Willie. Isso não ajudou em nada e eles temeram que o médico teria de amputar a perna dele.
Sara olhou para a perna e disse: “O sangue está contaminado, e é um caso grave. Coloque o caldeirão para ferver água imediatamente. Farei o possível para salvar a perna”. Ela disse que usaria compressas de flanela molhadas quentes e frias, chamadas fomentações, e então cobriria o tornozelo com cataplasma de carvão vegetal. Esse tratamento devia drenar a sujeira, baixar a febre de Willie e ajudar o sangue saudável a circular no pé machucado.
Sara fez esse tratamento várias vezes por dia. Numa das vezes, quando Sara removeu o cataplasma de carvão, um pedaço de vidro do tamanho de um grão de trigo estava em cima do machucado. O ferimento de Willie começou a sarar e os tratamentos foram feitos com menos freqüência. Dez dias depois Willie foi capaz de contar a seus admirados vizinhos a história da maravilhosa cura utilizando apenas água quente e fria e carvão.


Revista Visionário Teen, Abril-Junho 2008, pág. 13.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Primeiro Missionário Adventista Além-Mar - Jhon N. Andrews

John Nevins Andrews estava em pé na pla­taforma junto ao mar com seus dois filhos, Char­les e Mary, escutando as ondas baterem contra o navio que os levaria através do Atlântico. Após várias semanas de preparação e oração, eles esta­vam prontos para partir. Ele gostaria que sua es­posa, Angeline, estivesse junto deles, mas ela ha­via falecido vítima de um derrame cerebral dois anos antes.
Era o ano de 1874, e os líderes da igreja ha­viam solicitado que Andrews fosse à Europa como missionário. Ele sabia que o trabalho não seria fá­cil, mas estava determinado a fazer o seu melhor para espalhar o Evangelho. Mais tarde, Ellen Whi­te escreveu aos líderes da igreja na Europa dizen­do: “Enviamos o melhor homem de nossas fileiras”.
Quando era garoto, J. N. Andrews nunca sonhou em se tornar um missionário. Ele nasceu em 22 de julho de 1829, em Poland, Maine, na cos­ta oriental dos Estados Unidos. Ele foi à escola somente até aos 11 anos, mas ele nunca parou de aprender. De fato, algumas pessoas dizem que ele era fluente em sete línguas e podia recitar o Novo Testamento de memória!
Seu tio Charles, membro do Congresso dos Estados Unidos, ofereceu-se para pagar seus estudos. “Você pode es­tudar Direito e tornar-se um po­lítico”, ele lhe disse. Mas quando Andrews aceitou guardar o sába­do aos 15 anos, decidiu tornar-se um pastor ad­ventista.
Andrews auxiliou de várias formas a jovem Igreja Adventista. Ele escreveu panfletos e livros importantes, falou em reuniões até ficar rouco, estudou a Bíblia e auxiliou aos demais membros a determinar que o início do sábado é no pôr-do-sol da sexta-feira. Viajou para Washington, DC, e ajudou na obtenção do status de não-combatên­cia para os adventistas durante a Guerra Civil Americana. E em 1867, foi eleito presidente da As­sociação Geral.
Mesmo sendo um homem importante na Igreja Adventista, Andrews nunca estava ocupa­do demais para ser gentil e amigável. Durante a primeira reunião campal, realizada em Wright, Michigan, ele caminhou perto das tendas per­guntando aos seus ocupantes: “Vocês estão con­fortáveis aí?”
Andrews tornou-se o primeiro missioná­rio adventista oficial em terras estrangeiras. Ele e seus filhos trabalharam duro para iniciar uma casa publicadora adventista na Suíça e para estabelecer uma igreja naquele local. Não tinham muito dinheiro, mas estavam felizes por trabalhar para Deus.
Enquanto ainda trabalhava como missio­nário na Europa, J. N. Andrews faleceu vítima de tuberculose, aos 54 anos. Foi sepultado em Basel, Suíça.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ilustrações Sobre Redenção

Apesar de não podermos ser puros como Jesus desde o nascimento, sendo um “Ente Santo” (Lucas 1:35), Ele nos dá uma segunda chance, o chamado - novo nascimento – ele quer dizer a nós o mesmo que disse aquela mulher adúltera (um caso aparentemente sem solução): “Vai e não peques mais” João 8:11 u.p.
Há uma ilustração para este caso, muito fácil de entender: vamos imaginar uma pessoa que está com sua vida um fracasso, uma desilusão; ela, por más influências, começa a piorar na sua vida moral, e não consegue ficar na casa de seus pais; pois não conseguiria cometer certos pecados com seu pai por perto, estando sem seu pai, vai se afundando de pecados, e vai aumentando a desilusão da vida. Todavia, não se lembra de seus pais (diferentemente do que acontece com o filho pródigo), apesar de O Espírito Santo estar tentando lembrá-la do mal que fez de ter deixado a casa de seus pais.
Mas o seu pai amoroso a acha e a traz para casa. Apesar de tudo o que ela fez, ele cuida como ela tivesse morrido algum tempo atrás e agora tenha ressuscitado (Lucas 15:24).
Poderia terminar a história aqui, mas é bem verdade que ela caiu, e voltou ao mundo, seu pai a buscou de novo e de novo, mas ela sempre voltava, até que experimentou uma conversão quando ela passou perto da morte. O seu pai a trouxe do fundo do poço, e ela não entendia a bondade de seu pai e perguntou: por quê? Por que você não vai me condenar? Seu pai apenas responde: só peço que não volte mais.
Este é o mistério da piedade de nosso Salvador, ele é bondoso, piedoso, amoroso, Ele é o Campeão de Amor.  Também aprendemos pelas escrituras que mesmo com o novo nascimento (João 3:7) podemos cair (I Coríntios 10:12; I João 2:1); mas se não deixarmos de nos apegarmos em Cristo podemos ficar tranquilos em Seus braços de amor. Apesar de podermos cair quantas vezes for, podemos se levantar em todas essas vezes, e sua única exigência é: vai e não peques mais.
Mas quanto ao segredo da vitória, para não cair outra vez, sabemos que é andar lado a lado com Jesus, acompanhar suas pegadas e se entregar a vontade de Nosso Salvador, custe o que custar.
Isto me leva a lembrar de outra ilustração: Há de um homem que podia ver sua vida espiritual com Cristo, como ele andando na praia com Jesus: ele via que em todos os momentos felizes e bons na vida dele, estava Jesus andando com ele, as pegadas dos dois na areia da praia apareciam lado a lado. Mas é claro que havia momentos de dificuldades, de desilusão, e tristezas; e nestes momentos, ele não via as pegadas dos dois, mais de um apenas! Ficou perplexo, e se queixava: acaso Deus tem me abandonado nas dificuldades, tenho ficado sozinho nos momentos que mais precisava dEle?
Mas o homem estava errado! Quando ele estava em dificuldades, as pegadas que apareciam na areia eram as de Cristo. Ele carregava o homem nos braços para que agüentasse, para que ficasse protegido do maligno.
Aquele homem não reconhecia verdadeiramente sua necessidade de Jesus Cristo; achava que era possível por si mesmo ter passado por todas aquelas dificuldades; achava que Jesus estava com ele somente nos momentos felizes. Mas como pode pensar isso, visto que nas dificuldades Cristo estava mais próximo, consolando-o? As pegadas na dificuldade, não poderiam ser de outro a não ser Jesus.
Para não cair mais, acredite realmente que precisa de Deus, ele é o pão que veio do céu (João 6:51), nosso alimento espiritual. [M. Borges]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sinopses sobre Justificação e Santificação pela Fé

 

Justificação

Lutero, antes de conhecer a justificação pela fé, não entendia como Deus poderia salvá-lo em Sua Justiça, sendo que entendia que justiça é dar a pessoa o que ela merece.
Justificação forense é ser declarado legalmente justo.
Imaginem que vocês tenham uma conta bancária em que está negativa em R$200.000,00, e não tendo como pagar.
Então imaginem que um milionário liga para seu banco e diz que quer unir a conta dele com a sua, ou seja, abrir uma conta conjunta.
O que pertence a ele passa a pertencer também a você. É creditado, transferido para sua conta. E então a sua dívida é coberta pela imensa fortuna deste milionário. Como o gerente trataria agora você? Trataria como um milionário. Isto é imputação.
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (II Coríntios 5:21).

Na cruz Cristo tomou nosso lugar, ele foi declarado, atribuído, imputado, de forma forense os nossos pecados. Pecado sobre Ele, mas não nEle.

Da mesma forma nós somos com Sua justiça declarados justos. Você passa a ter justiça sobre você, mas não em você.

Somos declarados justos da mesma forma que Cristo foi declarado pecado. E isso é a Graça de Deus, um favor imerecido.

O fundamento da justificação é a graça de Deus, e não a fé: a fé em si, é apenas o instrumento, o meio, pelo qual nos apropriamos da (recebemos a) graça.

Corremos o risco muitas vezes de fazer da fé, outro tipo de obras. Esta questão fica clara quando é lido o texto “Porque pela graça sois salvos, mediante [através] a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2:8).

“Mediante a fé, recebemos a graça de Deus; mas a fé não é nosso Salvador. Ela não obtém nada. É a mão que se apega a Cristo e se apodera de Seus méritos, o remédio contra o pecado. E nem sequer nos podemos arrepender sem o auxílio do Espírito de Deus. Diz a Escritura de Cristo: "Deus com a Sua destra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados." Atos 5:31. O arrependimento vem de Cristo, tão seguramente como vem o perdão” (Desejado de Todas as Nações, pág. 175).

A fé não é auto-gerada, você não a produz; ter fé é como se apaixonar; você se apaixona não devido a sua habilidade de produzir amor, mas devido à habilidade da outra pessoa de despertar amor em você. Da mesma forma a fé é baseada na habilidade de Cristo despertar fé em você.

A fé não é contra as obras, no ensino dos apóstolos, ela é somente contra quando obras se tornam um método de salvação, criando uma forma de competição com Cristo.

Quando nós estamos doentes, esperamos melhorar quanto para ir ao médico? Acaso não vamos até ele doentes? E os doentes (físicos e espirituais) que encontraram Jesus, eles continuaram doentes?

Santificação

Santificação é o resultado da justificação. Justificação não depende da santificação, mas a santificação depende da justificação. Logo elas não devem ser confundidas, mas também não devem ser separadas.
Justificação é aceitação da obra de Cristo por mim; santificação, em mim.
Uma é a raiz, a outra o fruto.
Uma é fundamento de nossa paz, a outra é base da nossa pureza
Uma é remoção da culpa do pecado, a outra é a remoção do poder do pecado
Uma é a justiça imputada, a outra é a justiça comunicada.
Uma é o nosso título para o céu, a outra nossa adequação para o Céu.
Uma tem haver com Cristo como Nosso Substituto, a outra como Nosso Exemplo, Modelo. 
Uma árvore não produz frutos para provar que está viva, ela produz frutos por que está viva.
O significado de santificação é separar para uso particular, especial. Separação do pecado.
Nós não vencemos como Cristo venceu, mas vencemos porque Ele venceu.
Nossa luta, nossa dedicação, fervor, surgem da gratidão, da vontade de agradá-Lo, cumprindo a vontade de Deus em nós.
A forma que os perfeccionistas consideram a Cristo, apenas como um modelo, e não um substituto também, simplesmente se torna algo frustrante, pois quando está se alcançando o ideal, ele se reprojeta para mais longe.
Nunca chegaremos a um estágio aqui nesta terra, que não nos seja necessário dizer: Pai Nosso, perdoa as nossas dívidas...
Na santificação, obra de uma vida toda, não estamos avançando para a santidade, como fosse um alvo a ser atingido, na verdade estamos avançamos em santidade.
Em busca da perfeição, não nos tornamos cada vez mais independentes de Cristo, por termos nos tornados (pretensamente) mais fortes espiritualmente, mas a santificação verdadeira é você tomar consciência crescente de que você depende de Cristo.
Um menino estava visitando um monumento em Washington, um enorme obelisco branco de granito e mármore de 170 metros de altura, o menino impressionado, tira uma moeda de um quarto de dólar, 25 centavos, e diz: - pai eu gostaria de comprar esse monumento.
O pai em solidariedade diz: - vá conversar com o guarda do parque e fale de seu plano.
O garoto vai ao guarda e diz, tirando novamente do bolso sua moeda brilhante de 25 centavos:
- Eu gostaria de comprar!
O guarda passa a mão sobre a cabeça do garoto e diz:
- filho, primeiro, não está à venda, em segundo lugar, o seu dinheiro não é o suficiente para comprá-lo, e em terceiro lugar, como americano, já é seu.
A salvação é assim, não está à venda, não poderíamos comprá-la, mas se você está em Cristo ela já pertence a você. Pela graça de Deus a salvação é sua.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O dia da morte de Jesus

Gostaria que fosse analisada a questão do dia da morte de Cristo ser no dia 15 e não 14 de Nisã, e como explicar a não necessidade de Ele ter morrido no mesmo dia em que se sacrificava o cordeiro pascal (14, antes do crepúsculo). E também sobre o aparente equívoco de Ellen G. White ter dito que “no segundo dia da festa [dos pães asmos], as primícias da ceifa do ano eram apresentadas perante Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 539; ou O Desejado de Todas as Nações, p. 77). – M. Continue Lendo...

A História do Homem que havia Caído em um Buraco

Um homem caiu em um buraco


E ele não conseguia sair de dentro do buraco
Então aconteceu que um viajante passou perto.
E acima do homem no buraco, o viajante disse que meditasse a fim de purificar sua mente,
 Assim quando ele atingisse o Nirvana, todo seu sofrimento iria cessar.
O homem então fez o que o viajante lhe disse, mas permaneceu no buraco.
Outro homem apareceu.
Ele explicou que o buraco não existia, e que o homem também não era real.
Tudo era uma ilusão.
Mas o homem que não existia, ainda estava preso no buraco que não era real.
Outro visitante chegou.
Ele instruiu o homem a fazer boas obras, para elevar seu Karma, E, ainda que ele morresse no buraco, ele poderia reencarnar em algo melhor em sua próxima vida.
Outro homem olhou do alto do buraco.
Ele ensinou aquele que estava no buraco a orar, 5 vezes por dia, e a seguir certas regras.
Se ele fosse fiel, um dia, talvez, o divino o libertaria.
O homem orou o melhor que podia, mas estava perdendo suas forças.
E no buraco ele permaneceu.
Outro homem apareceu.
Havia algo de diferente nele.
Ele chamou o homem no buraco, e perguntou-lhe se ele queria ser liberto.
O homem respondeu que sim.
Então o homem foi embora, para logo voltar e jogar uma corda,
Para que o homem pudesse subir, mas este já estava fraco de mais para subir.
Aquele homem então desceu à terra, dentro do abismo.
Ele pegou o homem, e o levou até a luz, e o homem que não conseguiria salvar-se sozinho.
Foi salvo!
E quando estava no topo, fora daquele buraco, pode ver com seus próprios olhos, que a corda tinha sido amarrada na cruz.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quem foram essas pessoas chamadas de “Os Puritanos”?

por John Winthrop

Primeiro foram os “Peregrinos”, nos anos 1620. Eles foram seguidos por milhares de Puritanos nos anos 1630 e estes deixaram suas fortes marcas em sua nova terra, tornando-se a mais dinâmica força nas colônias Americanas. Reportando-nos à Inglaterra, os Puritanos foram influentes pessoas na vida política do país, até que o Rei Charles não tolerou mais suas tentativas de reformar a Igreja da Inglaterra. Estava montada a perseguição. Veio então a idéia de que a única esperança seria deixar o país. Quem sabe na América eles poderiam estabelecer uma colônia cujo governo, sociedade e igreja fosse totalmente baseadas na Bíblia. A “Nova Inglaterra” poderia vir a ser a velha Inglaterra sem todos os defeitos de incredulidade e corrupção. “Puritanos” foi um termo ridiculamente usado durante o reinado da Rainha Elizabeth.
Eles eram os cristãos que desejavam uma Igreja da Inglaterra isenta de qualquer liturgia, cerimônia ou práticas que não estivessem absolutamente com base bíblica. A Bíblia era sua única autoridade, e eles defendiam que deveria ser usada em todos os níveis e áreas da vida.

UMA BRECHA ALTERNATIVA, UMA OMISSÃO PROVIDENCIAL
Quando o Rei Charles permitiu (ou concedeu) uma carta de privilégios à Massachusetts Bay Company, o documento falhou em não especificar que a sede e a direção da Companhia tinha de permanecer na Inglaterra. Os acionistas Puritanos tiraram proveito dessa omissão e combinaram em transferir a Empresa e toda a sua direção para a América. Fizeram todo o esforço então para estabelecer uma comunidade bíblica, uma república santa e cristã, como um verdadeiro exemplo para a Inglaterra e para o mundo.

NOVA INGLATERRA” - UM NOVO JEITO DE SER
No país de origem, todo cidadão britânico fazia parte da Igreja Nacional da Inglaterra. Na nova Inglaterra apenas os verdadeiros convertidos eram membros da igreja. Somente aqueles indivíduos cujas vidas haviam sido transformadas pela crença no Evangelho de Cristo, tinham acesso ao Rol de Membros da Igreja. Somente estes tinham direito de voto na Colônia. Eles tentavam estabelecer normas para uma ordem social piedosa, uma sociedade que verdadeiramente glorificasse a Deus. Como a Lei Mosaica regulamentou a sociedade de Israel nos Dias do Velho Testamento, do mesmo modo a Igreja sob a autoridade das Escrituras poderia ser regulamentada na sociedade da Nova Inglaterra. Não havia lugar para concessões na América Puritana. Todos aqueles que não estivessem de acordo com os sublimes propósitos da colônia, estavam livres para se mudar para qualquer lugar. Em que pese serem os puritanos pessoas de uma convicção e fé muito fortes, eles não eram individualistas. Eles vieram para a América em grupos, não como povoadores individuais. Muitas vezes, congregações inteiras, lideradas pelos seus Ministros, deixaram a Inglaterra e se estabeleceram juntas na Nova Inglaterra. Organizadamente se estabeleceram nas vilas, construindo seus templos ou pequenas casas de reunião bem no centro da cidade. A Igreja era o centro de sua comunidade, provendo propósito e direção para suas vidas.

HONRA AO DIA DO SENHOR
Os Puritanos defendiam tenazmente que o Senhor e o Seu culto eram importantes o suficientemente para que fosse reservado um dia inteiro na semana para total dedicação ao Senhor. E os Puritanos dedicavam seriamente o domingo ao Senhor. Os sermões tinham importância vital para a vida intelectual dos Puritanos e eles raramente gastavam menos do que uma hora nas exposições. Os instantes de oração podiam ser igualmente longos. A princípio não havia cânticos de hinos nos cultos dos Puritanos. Apenas os Salmos ou textos parafraseados da Bíblia eram cantados. O primeiro livro impresso na América foi o “Livro Geral dos Salmos”, uma versão métrica dos Salmos de Davi, impresso em 1640. A família era a instituição básica mais importante da sociedade Puritana, e funcionava como uma igreja em miniatura. Estabelecida por Deus antes de qualquer outra instituição e antes da queda do homem, a família era considerada o fundamento de toda vida civil, social e eclesiástica. Todos os dias, pela manha e a noite, a família se reunia para cultuar, a aos domingos se alegravam em poder cultuar junto com outras famílias.

CUIDADOS PARALELOS DO INTELECTO E DA ALMA
A instrução e o treinamento das crianças eram levadas muito a sério e os pais oravam para que os filhos se tornassem vigorosos para a glória do Senhor. Logo nos seus primeiros cinco anos de estabelecimento, Massachusetts organizou escolas para crianças. Toda criança deveria aprender a ler, pois somente assim teria condições de ler a Bíblia. Como uma das Leis de Massachusetts mencionava - “Sendo um antigo projeto do velho Enganador Satanás impedir que os homens tomem conhecimento das verdades bíblicas, escolas têm de ser estabelecidas”. Em 1636 a colônia fundou o Harvard College, especialmente para preparar pastores. As principais regras do Harvard testificam o compromisso cristão que os alunos assumiam: “Todos os estudantes devem ser plenamente instruídos e seriamente pressionados a considerar bem o principal propósito de suas vidas e estudos, isto é, conhecer a Deus e a Jesus Cristo - que é a vida eterna (João 17:3), e, por conseguinte, ter consciência que somente tendo Cristo por fundamento terá um perfeito aprendizado e conhecimento”.

TUDO É DO SENHOR
Tendo por fundamento sua crença de que todas as áreas da vida deveriam ser moldadas pelos princípios cristãos, os Puritanos defendiam que toda a profissão honrosa deveria ser exercida para a glória de Deus. Tudo na vida pertence ao Senhor, não havendo distinção entre trabalho secular e sagrado. Deus chama cada pessoa para uma vocação específica, e os cristãos devem atuar como verdadeiros despenseiros dos talentos e dons com os quais o Senhor os contempla. Atender ao chamado do Senhor era uma forma de servi-lo, assim como aos homens. A preguiça era considerada um grande pecado; dedicação ao chamado, uma grande virtude.

FORMANDO A AMÉRICA
Os Puritanos que se estabeleceram na Nova Inglaterra deixaram um legado para a formação de uma nação única na História. Eles tiveram também uma significativa influência no desenvolvimento subseqüente da América. Uma grande parte dos demais pioneiros que vieram a seguir e ocupantes do longínquo oeste, eram descendentes daqueles primitivos Puritanos. Seus valores e princípios, embora muitas vezes secularizados e distanciados dos fundamentos religiosos, continuaram a moldar o pensamento Americano e suas práticas nos séculos a seguir.
Christian History Institute's - Glimpses of people, events, life and faith from the Church Across the Ages.

Fonte: Jornal OS PURITANOS, Ano I - Número 2 - Junho/1992

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Vinho na Bíblia - Parte Final





Esta é a segunda parte e final do artigo, caso não tenha visto a primeira parte clique aqui






DUAS EMBARAÇANTES PASSAGENS RELACIONADAS COM O VINHO

"Esse dinheiro dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus, e te alegrarás, tu e tua casa." Deut. 14:26.

"Dai bebida forte aos que perecem, e vinho aos amargurados de espírito." Prov. 31:6.

Limitar-nos-emos ao que diz o Comentário Adventista e a uma ligeira alusão de Adão Clark.

O que escreveram os teólogos e comentaristas adventistas sobre Deut. 14:26.

"Bebida forte. O vinho e a bebida forte aqui mencionados eram ambos fermentados. Em tempos passados Deus freqüentemente tolerava a grosseira ignorância responsável por práticas que Ele nunca pôde aprovar. Mas finalmente veio o tempo quando, em cada ponto, Deus ordenou a todos os homens que se arrependessem (Atos 17:30). Então aqueles que persistissem em suas práticas, a despeito do conselho e advertência não mais teriam uma desculpa para seu pecado (João 15:22). 'Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas agora não têm desculpa do seu pecado.' No seu procedimento anterior eles não tinham pecado e Deus não os considerava totalmente responsáveis, embora suas obras estivessem afastadas do ideal. Sua longanimidade é extensiva a todo aquele que não sabe o que está fazendo (Luc. 23:34). Como Paulo que perseguia a Igreja ignorantemente na incredulidade eles podem obter misericórdia."

Depois de falar que Deus suportou a escravatura e a poligamia, coisas contrárias aos princípios divinos, o SDABC assim conclui:

"Assim foi com o 'vinho' e 'bebida forte'. A ninguém era estritamente proibido beber, exceto os engajados em deveres religiosas e talvez também na administração da justiça (Lev. 10:9; Prov. 31:4). Os males do 'vinho' e da 'bebida forte' foram claramente indicados, o povo aconselhado a abster-se deles (Prov. 20:1; 23:29 a 33), e uma maldição pronunciada sobre aqueles que induzissem outros a abusar da bebida (Hab. 2:15). Mas Paulo coloca diante de nós o ideal declarando: 'Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.' (I Cor. 10:31), e informa que Deus destruirá aqueles que desonram seus corpos (I Cor. 3:16-17). Coisas intoxicantes destroem o templo de Deus e seu uso não pode ser considerado um meio de O glorificar (I Cor. 6:19-20; 10:31). Paulo abandonou o uso de cada coisa prejudicial ao seu corpo (I Cor. 9:27). Não há desculpa hoje para o argumento de que não há nada intrinsecamente errado no uso de bebidas intoxicantes, baseando-se no fato de que uma vez Deus as permitiu. Como já foi notado, Ele também permitiu uma vez a escravatura e a poligamia. A Bíblia adverte que os bêbados não herdarão o reino de Deus (I Cor. 6:10)."

Sobre Prov. 31:6 este mesmo Comentário tece as seguintes considerações:

"Pronto para perecer. Sem o conhecimento de narcóticos possuído pelos médicos hoje, os antigos tinham freqüentemente apenas várias misturas de bebidas intoxicantes e preparações de ervas narcóticas com as quais insensibilizavam as dores de doenças fatais. Àqueles que eram crucificados, no tempo de Cristo, ofereciam-lhes uma mistura de vinagre e fel. Nosso Senhor recusou beber aquela mistura. Ele desejava uma mente clara para resistir à tentação de Satanás e conservar forte Sua fé em Deus."

Adão Clark apresenta esta mesma idéia sobre Provérbios 31:6, apenas usando vocabulário diferente:

"Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas Ele recusou."

Do matutino paulista "O Estado de São Paulo" de 22-1-1984, retirei a seguinte nota:

"A História nos cientifica que no tempo de Napoleão a pobreza da farmácia não oferecia muitas possibilidades de aliviar os sofrimentos dos feridos. Não lhes era oferecida senão uma esponja embebida em suco de ópio para sugar."

Quais Seriam as Razões Fundamentais Indicadas pela Palavra de Deus para que Seus Filhos se Abstenham de Bebidas Alcoólicas?

Uma resposta segura e abalizada se encontra no artigo O Consumo de Vinho do Ponto de Vista Bíblico de L. E. Froom, de onde extraímos os seguintes passos:

"Transportando agora todos os tipos e figuras, que alguns poderiam minimizar, passamos à plena admoestação de Deus sobre o cuidado e a proteção que devemos dedicar ao nosso corpo, e à razão relativa disso. Descobrimos que de nosso corpo é declarado ser o 'templo de Deus' três vezes e a habitação do Espírito Santo. Não devemos contaminar este templo com bebidas e alimentos proibidos, mas conservá-lo santo, para não sermos destruídos quando todos os maus forem exterminados. Paulo enuncia isto em 1 Coríntios: 'Não sabeis vós que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá'. I Cor. 3:16, 17.

"No sexto capítulo declara que somos 'templos do Espírito Santo', o qual não tem qualquer parentesco com o álcool e a embriaguez. Devemos glorificar a Deus com este corpo que é redimido em virtude do sangue de Cristo: o nosso corpo deve ser cuidado como lugar de habitação de Deus. I Cor. 6:19, 20.

"Enfim, o apóstolo Paulo repete a admoestação divina afirmando que nós somos o templo de Deus vivente, no qual Ele faz morada. Por isso devemos ser separados como o eram os nazireus da antigüidade. Não devemos tocar aquilo que é impuro, mas antes purificar-nos de toda imundícia e aperfeiçoarmo-nos na santidade. Agora e para sempre devemos ser possessão divina, pois é o que Deus espera de nós – Ver II Cor. 6:16-17." – O Atalaia, Maio de 1977 págs. 6 e 7.

A sábia orientação divina consiste em advertir-nos, seriamente, para os perigos e as nefastas conseqüências das bebidas. Os apreciadores de vinho não deviam ingeri-lo, justificando este desejo com exemplos bíblicos. Em vez de assim fazê-lo deviam meditar bem que esta fraqueza poderá levá-los à embriaguez, que está arrolada na Bíblia entre as obras da carne, que nos excluem do reino dos céus. (Gál. 5:21; I Cor. 6:10).

As Escrituras o condenam com veemência em muitas passagens, como os versículos 29 e 35 do capítulo 23 de Provérbios, por conseguinte, tocas as bebidas alcoólicas, logo ninguém deve ingeri-las escudado na Palavra de Deus.
Conclusão

Diante da exposição feita a única conclusão a que devemos chegar deve ser esta:

A sábia lição aos sacerdotes no santuário: o edificante exemplo dos nazireus; as ponderadas advertências de Salomão; e a orientação divina no caso de João Batista; as oportunas exortações do apóstolo Paulo com respeito a ser o nosso corpo o templo do Espírito Santo; a moral elevada que deve ser seguida na vida dos verdadeiros cristãos, tudo nos leva a afirmar: a abstinência do vinho ou de qualquer bebida alcoólica é o caminho seguro e o ideal proposto por Deus para os seus filhos em todas as idades e através de todas as épocas.

Conquanto o uso do álcool como bebida não seja condenado per si na Bíblia, os princípios de saúde esboçados nas páginas sagradas e os horríveis exemplos, tais como os de Nabal, dão autenticidade ao conselho dado por Ellen G. White de que "a única atitude segura é não tocar, não provar, não manusear". – A Ciência do Bom Viver, pág, 335.

Ela acrescenta que "a total abstinência é a única plataforma sobre que o povo de Deus pode conscienciosamente firmar-se." – Testimonies, vol. 7, pág. 75. – Comentário da Lição da Escola Sabatina, 21-5-1983, pág. 120.

Fonte: Pedro Apolinário - Explicação de Textos Difíceis da Bíblia

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