quarta-feira, 20 de março de 2013

O amor é cego – literalmente

Quem está apaixonado fica em estado de graça: meio aéreo, sem prestar muita atenção no que está se passando a sua volta. Isso todo mundo já sabe. Mas cientistas da Universidade da Flórida acabam de descobrir que a coisa pode ir muito além: o amor torna o cérebro humano literalmente incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos. Os pesquisadores fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres, que foram expostos a fotos de pessoas lindas (e outras não tão bonitas). Metade dos voluntários teve que escrever, antes da experiência, um pequeno texto falando sobre o amor que tinha por seu parceiro. A outra metade fez uma redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas - com os olhos dos voluntários monitorados por um computador. Quem tinha escrito (e pensado) em amor passou a ignorar as imagens de pessoas bonitas - seus olhos simplesmente não se fixavam sobre as fotos. E essa rejeição só acontecia com as fotos de gente linda; com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença.

Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. O mais impressionante é que, entre os homens, esse mecanismo antitraição é quatro vezes mais forte do que nas mulheres. Continue lendo no Blog Criacionismo...

domingo, 13 de janeiro de 2013

Descubra oito motivos para incluir [ou manter] o feijão na dieta

O grão é aliado do emagrecimento e age até na prevenção do câncer

Ele faz falta no prato dos brasileiros e é o primeiro a despertar saudade no caso de quem visita um país do exterior. Não bastando o sabor delicioso e a variedade de combinações possíveis no preparo, o feijão ainda é muito bem visto por especialistas da saúde. No relatório do Sistema Vigitel do Ministério da Saúde, o feijão aparece na lista de fatores de proteção contra câncer e outras doenças crônicas. Já o Guia Alimentar para a População Brasileira (BRASIL, 2005) recomenda a ingestão de, pelo menos, uma porção diária de feijão ou outra leguminosa, como ervilha seca, lentilha e soja. A boa reputação deve-se à grande quantidade de nutrientes que o alimento possui, resultando em benefícios para a dieta e para o corpo todo. Quer saber o que seu corpo ganha a cada porção? Os especialistas contam com detalhes.

Fonte de proteínas

As proteínas vegetais que o feijão fornece são formadas por aminoácidos chamados lisinas. "Como o corpo humano não consegue produzir esse tipo de proteína sozinho, é preciso incluir o feijão e outros alimentos na dieta que forneçam esse nutriente", afirma a nutricionista Juliana Menezes, de São Paulo. Ela conta que as proteínas são essenciais para a saúde dos tecidos do corpo (osso, pele, órgãos e músculos). [...]

Ajuda a prevenir cáries

O casamento de arroz e feijão proporciona uma dose diária de flúor que pode ajudar no controle de cáries nos dentes, segundo um estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp (SP). Os pesquisadores acreditam que esses alimentos absorvem o flúor presente na água tratada que costumamos utilizar para o preparo. Esse mineral fica concentrado na saliva de quem consome o arroz e o feijão, aumentando a proteção dos dentes.

Controle do peso

Inserir o feijão em uma dieta balanceada pode ajudar no emagrecimento. É preciso moderação no consumo, já que o alimento é rico em carboidratos e pode engordar - 100 gramas apresentam 22 gramas do nutriente, semelhante à quantidade encontrada no arroz (28 gramas). Mas o feijão leva vantagem por ter boas quantidades de fibras: 6,4 gramas na mesma porção. "Depois de ingeridas, essas fibras formam um gel e permanecem mais tempo no estômago, aumentando a sensação de saciedade", explica Juliana Menezes. Dessa forma, você vai demorar mais para sentir fome.

Contra o intestino preso

As fibras são famosas por aumentarem o volume das fezes, dando um empurrãozinho para o intestino funcionar melhor. A nutricionista Juliana ainda traz mais um benefício: as fibras solúveis presentes no feijão servem de base para a formação de substâncias chamadas ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). "Eles fornecem energia para que as células do intestino desempenhem bem as suas funções", afirma.

Diabetes

Esta é mais uma vantagem das fibras do feijão: fazer com que a glicose presente nos alimentos seja absorvida aos poucos. "Dessa forma, não há picos de hiperglicemia e o paciente de diabetes consegue manter a glicemia estável por mais tempo", explica Juliana Menezes.

Previne câncer e doenças degenerativas

"O feijão é fonte de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes que ajudam a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doenças degenerativas e problemas cardiovasculares", afirma a nutricionista Mariana Exel, do Hospital Samaritano de São Paulo. Ela também conta que as fibras do feijão ajudam a combater a obesidade e controlar os níveis de colesterol e de glicemia do sangue - problemas que aumentam as chances de doenças crônicas.

Fonte de minerais

Por ser rico em ferro, o feijão é uma das principais armas do combate à anemia ferropriva, que é a diminuição do número de células vermelhas (hemoglobina) do sangue causada pela falta do mineral. "Sem hemoglobinas, o sangue não consegue transportar oxigênio para que as células do corpo produzam energia", afirma Mariana Exel. O grão também contém boas quantidades de zinco e magnésio. O primeiro é importante para inúmeras reações químicas que ocorrem no organismo e a sua falta pode causar desde problemas de memória e até convulsões. "Já o magnésio é fundamental para a saúde dos ossos, músculos, cérebro e sistema nervoso", conta a nutricionista do Hospital Samaritano.

Vitaminas do complexo B

Entre as vitaminas presentes no feijão, há destaque para o folato, também chamado de ácido fólico e vitamina B9. "Esse nutriente é muito importante durante a gestação para evitar deformidades no feto", afirma Mariana Exel. Segundo a nutricionista, a falta dessa vitamina pode causar alterações de humor e até anemia, com sintomas parecidos ao da anemia ferropriva, como cansaço e fraqueza. Uma porção de 100 gramas de feijão contém aproximadamente 130 microgramas de ácido fólico.
Fonte: Minha Vida: Alimentação

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Considerações Sobre o Natal nos Escritos de Ellen G. White

“Aproxima-se o Natal”, eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande atenção? …

 
O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular. Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.
Em Sua sabedoria o Senhor ocultou o lugar onde sepultou Moisés. Deus o sepultou e Deus o ressuscitou e o levou para o Céu. Este procedimento visava prevenir a idolatria. Aquele contra quem se haviam rebelado quando estava em serviço ativo, a quem haviam provocado quase além dos limites da resistência humana, era quase adorado como Deus depois de separado deles pela morte. Pela mesma razão é que Ele ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo – Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
O Dia de Natal deve ser Usado para um Bom Propósito
Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.
A juventude deve ser tratada com muito cuidado. Não devem ser deixados no Natal a buscar seus próprios divertimentos em prazeres vãos, em diversões que lhes rebaixarão a espiritualidade. Os pais podem controlar esta questão voltando a mente e as ofertas dos filhos para Deus e Sua causa e a salvação de almas.
O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. Abnegação e espírito de sacrifício assinalaram Sua conduta. Seja isto também o que assinale os que professam amar a Jesus, porque nEle está centralizada nossa esperança de vida eterna. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Troca de Presentes Como Sinais de Afeição
As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. …
Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno. Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.
Recomenda-se Dar aos Filhos Livros como Presentes
Há muitos que não têm livros e publicações sobre a verdade presente. Aqui está um grande campo onde o dinheiro pode ser investido com segurança. Há grande número de crianças que pode ser suprido com leitura. The Sunshine Series, Golden Grains Series, Poems, Sabbath Readings, etc., são todos livros preciosos e podem ser introduzidos seguramente em cada família. As pequenas quantias gastas em guloseimas e brinquedos inúteis podem ser acumuladas e com isto comprar esses volumes. …
Os que desejarem fazer caros presentes a seus filhos, netos, sobrinhos, procurem para eles os livros acima mencionados. Para os jovens a Vida de José Bates é um tesouro; também os três volumes de O Espírito de Profecia. Esses volumes podem ser levados a cada família na Terra. Deus está dando a luz do Céu, e nenhuma família deve ficar sem ela.
Sejam os presentes que façais, da espécie que espalhe raios de luz sobre o caminho que conduz ao Céu. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
JESUS Não Deve Ser Esquecido
Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Ele Se agradará se mostrarmos que não O esquecemos. Jesus, o Príncipe da vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. … Ele sofreu mesmo até à morte, para que nos pudesse dar a vida eterna.
É por meio de Cristo que recebemos todas as bênçãos. … Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor. Review and Herald, 26 de dezembro de 1882.
NATAL – Ocasião Para Honrar a Deus
Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação. … Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo.
Jesus, a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino. …
Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus – não suas obrigações de uns para com os outros, de honrarem-se e glorificarem-se uns aos outros por presentes e dádivas. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Volver Os Pensamentos Dos Filhos Para Um Novo Canal
Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são tão freqüentemente oferecidos a nossos filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade ser levada ao lar.
Podeis ensinar uma lição a vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus. Dizei-lhes que tendes pensado mais em vosso próprio prazer e satisfação deles e de manter-vos em harmonia com os costumes e tradições do mundo, em dar presentes aos que deles não necessitam, do que em ajudar ao progresso da causa de Deus. Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho. Review and Herald, 13 de novembro de 1894.
Devemos Armar Uma Árvore de Natal?
Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.
A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar. Manuscrito 13, 1896.
Árvore De Natal Com Ofertas Missionárias Não é Pecado
Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. Em nenhum caso o mero divertimento deve ser o objetivo dessas reuniões. Conquanto possa haver alguns que transformarão essas reuniões em ocasiões de descuidada leviandade, e cujo espírito não recebeu as impressões divinas, outros espíritos e caracteres há para quem essas reuniões serão altamente benéficas. Estou plenamente convicta de que inocentes substitutos podem ser providos para muitas reuniões que desmoralizam. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Providenciar Recreação Inocente Para o Dia
Não vos levantaríeis, meus irmãos e irmãs cristãos, cingindo-vos a vós mesmos para o dever no temor do Senhor, procurando arranjar este assunto de tal maneira que não seja árido e desinteressante, mas repleto de inocente prazer que leve o sinete do Céu? Eu sei que a classe pobre responderá a estas sugestões. Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registrem nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu Reino. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.

Textos disponíveis na Compilação Lar Adventista, no capítulo "O Natal", nas páginas 477-483.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dos Apóstolos a Wesley - Porções Seletas (Parte X - Final)


Para o internauta ver a parte IX, clique aqui, parte VIII, clicar aqui, a parte VII clique aqui, parte VI clique aqui, para a parte V, clicar aqui.

W. E. Sangster crê que “amor perfeito” é o verdadeiro nome para a doutrina de Wesley. Este nome reforça a natureza positiva e social da santidade. Wesley mesmo não quis usar este termo “perfeição sem pecado”, uma vez que o mais santo dos cristãos “cai fácil da lei do amor” tal como exposto em I Coríntios. Em virtude da sua ignorância, os que têm sido aperfeiçoados no amor, são culpáveis do que Wesley chama “transgressões involuntárias” da lei de Deus. Pág. 123.

“Portanto mesmo os mais perfeitos, por esta mesma razão, necessitam do sangue expiatório, também por suas transgressões externas. Eles podem dizer tanto para seus irmãos como para si mesmos: ‘Perdoa-nos as nossas dívidas’” [John Wesley, Works, pág. 394-395]. Pág. 123-124.

 Acrescenta: “Ninguém sente necessidade de Cristo tanto quanto eles; ninguém depende tão inteiramente dEle, pois Cristo não dá vida à alma separada dEle, mas nEle em com Ele mesmo”. Assim cita as palavras de Jesus: “Mas sem mim nada podeis fazer” [John Wesley, Works, pág. 395].

A base escritural desta posição de “perfeição imperfeita” se encontra em Filipenses 3:11-15 e em Romanos 8:17-28. Pág. 124.

Entretanto, estamos em um corpo que não foi redimido e devemos sofrer as “fraquezas da carne”, que são efeitos raciais do pecado em nossos corpos e mentes; as cicatrizes de nossas práticas pecaminosas do passado; nossos prejuízos que estorvam os propósitos de Deus; nossas neuroses que produzem depressões emocionais e que nos fazem atuar de vez em quando de modo contrário ao nosso caráter. Pág. 125.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Livro "A Verdade Nua e Crua" - Análise de Michelson Borges


Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.

Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.

A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. [...] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).

No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. [...] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).

No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”

Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.

Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).

 
O órgão sexual mais poderoso

No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. [...] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).

Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos [...], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. [...] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
 
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!

A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
 
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.

No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).

Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?

Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38). 

Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).

Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
 

O perigo real das DSTs

Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.

Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
 
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?

No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.

Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.

As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).

Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. [...] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas). 

Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).

Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.

Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. [...] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).

O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86). 

Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:

- Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.

- Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.

- Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação. 

No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.

A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.

Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.

 
Saúde mental e pornografia

Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:

- Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.

- Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.

- Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.

- Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).

A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).

Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. [...] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).

Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.

Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores [...] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV [...] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” [...], e que “a pornografia [...] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
 
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
 

Errei, e agora?

A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
 
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.

Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus. 

“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. [...] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
 
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.

 

Michelson Borges (Fonte: Projeto Original)
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