sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Significado, Celebração e Data do Natal - Parte Final

Caso o internauta não tenha visto a primeira parte, clique aqui.
Por Samuele Bacchiocchi
A Celebração do Nascimento de Cristo
A celebração do nascimento de Cristo coloca dois problemas: a data e a forma da celebração. Quanto à data do nascimento de Cristo, logo veremos que a adoção da data de 25 de dezembro pela Igreja Ocidental, para comemorar o nascimento de Cristo foi influenciada pela celebração pagã do retorno do sol após o solstício de inverno.
Diversos estudos acadêmicos sugerem que a Festa dos Tabernáculos em Setembro / Outubro fornece uma data bíblica e tipológica muito mais precisa para comemorar o nascimento de Cristo do que a data pagã de 25 de dezembro. A última data não apenas retira do tempo real o nascimento de Cristo, como também é derivada da celebração pagã do retorno do sol após o solstício de inverno.
A questão da data do nascimento de Cristo será discutida em breve. Neste momento eu gostaria de comentar sobre a maneira de sua celebração. De uma perspectiva comercial, o Natal tornou-se o evento comercial do ano. As pessoas gastam o dinheiro que não têm para comprarem coisas que não precisam. Para promover maiores vendas, o dia do nascimento de Cristo tornou-se um “Holiday Season” com a “Black Friday”, sexta-feira que sucede o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos marcando um dos momentos de maior volume de vendas no país por dar início ao período de compras natalinas.
De acordo com a Time “para muitos varejistas, as vendas deste feriado são responsáveis por até 40% de sua receita anual e até 80% de seus lucros – daí o nome Black friday – ou o dia em que tradicionalmente as lojas saem “do vermelho” para “o preto”. (Http://www.time.com/time/business/article/0, 8599,1855555,00. Html)
A comercialização do Natal obscurece o significado do nascimento de Cristo. Cristo nasceu em uma manjedoura humilde para nos ensinar humildade e abnegação, não para celebrar o Seu nascimento, comendo e bebendo, comprando e vendendo.
A boa notícia da data do nascimento de Cristo, não é um feriado, com os seus presentes, festas, diversão, e árvores de Natal iluminadas – pois isso são apenas vestígios de uma cultura pagã que nada sabe do verdadeiro Deus. A boa notícia do nascimento de Cristo gira em torno de uma pessoa – um dom inefável de Deus, um Salvador que é Cristo o Senhor.
A celebração do nascimento de Cristo em algumas igrejas Adventistas
Vários crentes me pediram para comentar especificamente sobre a celebração do nascimento de Cristo em algumas igrejas adventistas. Não é incomum nossas maiores igrejas Adventistas terem um serviço religioso de véspera de Natal. Alguém me perguntou: “Você poderia me explicar por que algumas igrejas adventistas têm serviços especiais de véspera de natal, enquanto outras não?”
Francamente, eu não entendo por que algumas igrejas adventistas de hoje estão adotando a prática popular de um culto na igreja à noite em 24 de dezembro. Talvez elas não estejam cientes de que estão imitando a católica “Missa de Cristo”, comemorada à meia-noite de 24 de dezembro. Elas podem também ignorar a origem pagã da data do nascimento de Cristo, que será discutida posteriormente. Provavelmente, para estas igrejas, pode ser apenas uma questão de conformidade cultural, ou seja, o desejo de imitar os impressionantes serviços de véspera de Natal realizados em igrejas católicas e protestantes.
A celebração religiosa do Natal nas igrejas adventistas é um desenvolvimento recente. Eu cresci em Roma, na Itália, onde nunca tivemos uma árvore de Natal em nossa casa ou na igreja. Meu pai trabalhava regularmente no dia de Natal. Nossa família considerava o Natal como uma festa católica, similar ao Domingo de Páscoa, a Festa da Imaculada Conceição em 25 de março, a Festa da Assunção de Maria, em 15 de agosto, o Dia de Todos os Santos em 1 de novembro, etc
Quando cheguei aos EUA em 1960 como estudante de um seminário na Universidade Andrews, o Natal era primordialmente uma pausa de inverno. Não me lembro muito de decorações de Natal e celebrações nas igrejas que eu visitei durante os quatro anos que passei no seminário 1960-1964.
Gradualmente as coisas mudaram durante os últimos 50 anos. Isso é evidente pelas fachadas profusamente iluminadas e decoradas de muitas igrejas adventistas na época do Natal. Algumas igrejas parecem competir com a rica decoração geralmente encontrada em igrejas ortodoxas gregas.
Pessoalmente eu não fico inspirado pelas decorações elaboradas e a celebração do Natal, porque como um historiador da igreja estou ciente de sua origem pagã. Jesus nasceu numa manjedoura humilde. Não houve decorações fantasiosas para comemorar seu nascimento. Estaria mais de acordo com a definição de seu nascimento, manter as decorações simples, concebidas para ajudar as pessoas a capturarem o verdadeiro espírito do humilde nascimento de Cristo.
Era a celebração do nascimento do deus-Sol na Roma antiga, que era acompanhada por uma profusão de luzes e tochas e a decoração de árvores. Para facilitar a aceitação da fé cristã pelas massas pagãs, a Igreja de Roma considerou oportuno fazer não só o Dia do Sol a celebração semanal da ressurreição de Cristo, mas também o dia do nascimento do Deus-Sol invencível em 25 de dezembro a celebração anual do nascimento de Cristo. Este ponto será ampliado mais tarde.
Uma oportunidade de testemunho
O reconhecimento da origem pagã do Natal, com todas as suas luzes, decoração, festa e celebração, não significa que é errado dar um tempo para lembrar o nascimento de Jesus nesta época do ano. Afinal seria bom para nós nos lembrarmos a cada dia que Jesus estava disposto a deixar sua posição gloriosa, a fim de nascer na família humana como um bebê indefeso para se tornar nosso Salvador.
Nenhuma outra história aperta o coração humano como a história do amor divino manifesto na vontade de Cristo de entrar na limitação, agonia, sofrimento e morte da carne humana para se tornar “Emanuel”, Deus conosco. Refletir sobre o mistério da encarnação é um digno exercício espiritual diário, que pode ser feito também em 25 de dezembro, conhecido no mundo cristão como o “tempo do Advento”, isto é, a temporada que se comemora o Primeiro Advento do Senhor.
De certa forma o tempo do Advento oferece uma oportunidade única para os adventistas ajudarem os cristãos a compreender o sentido último do Natal, que se encontra no fato de que Jesus que veio pela primeira vez como um bebê indefeso em Belém, voltará a segunda vez como o Senhor dos senhores e o Rei dos Reis. O que isto significa é que o humilde nascimento de Jesus na família humana, é o prelúdio de Seu retorno glorioso para habitar com o Seu povo através dos séculos sem fim da eternidade. A celebração final do tempo do Advento nos aguarda na gloriosa segunda vinda do Senhor.
No lar adventista, o nascimento de Cristo pode ser celebrado lembrando-se dos necessitados em nossa igreja e comunidade. Assim como Deus nos amou, dando o seu Filho unigênito para a nossa salvação, assim podemos celebrar a doação do amor de Deus, compartilhando nossas bênçãos com os necessitados. Isto significa que em vez de perguntar: “O que eu vou ganhar de presente no Natal?” , possamos considerar: “Quem eu posso ajudar este ano?
A data do nascimento de Cristo
Surpreendentemente, não há nenhuma menção no Novo Testamento, de qualquer celebração do aniversário do nascimento de Cristo. Os relatos nos Evangelhos sobre o nascimento de Jesus são muito breves, consistindo apenas em poucos versículos encontrados apenas em Mateus 1:16-24 e Lucas 2:1-20. Em contrapartida, os relatos do que é conhecido como “A Semana da Paixão”, são mais longos, tendo vários capítulos.
De acordo com algumas estimativas, cerca de um terço de cada Evangelho é dedicado à Semana Santa. É evidente que a partir da perspectiva dos escritores do Evangelho, a morte de Cristo é mais importante para a nossa salvação do que o Seu nascimento. A razão é que através da Sua morte expiatória Cristo garantiu a nossa salvação eterna. No entanto, os cristãos de hoje tendem a celebrar mais o nascimento de Cristo do que Sua morte. Talvez a razão é que o nascimento de uma criança Libertadora capture a imaginação muito mais do que a morte de um Salvador. Nossa sociedade comemora nascimentos, não mortes.
Os primeiros cristãos comemoravam anualmente a morte e ressurreição de Cristo na Páscoa, mas não temos indícios claros de uma celebração anual do nascimento de Cristo. Uma grande controvérsia eclodiu na última parte do segundo século sobre a data da Páscoa, mas a data do nascimento de Cristo não se tornou um problema, até o século IV. Naquela época a disputa centrava-se principalmente em duas datas do nascimento de Cristo: 25 de dezembro promovido pela Igreja de Roma e 06 de janeiro, conhecido como Epifania, observado pelas igrejas orientais. “Ambos os dias”, como Oscar Cullmann destaca, “eram festas pagãs cujo significado forneceu um ponto de partida para a concepção especificamente cristã do Natal.”[1]
Muito provavelmente Cristo nasceu no final de setembro ou início de outubro
É um fato reconhecido que a adoção da data de 25 de dezembro pela Igreja Ocidental, para comemorar o nascimento de Cristo foi influenciada pela celebração pagã do retorno do sol após o solstício de inverno. Mais tarde falaremos mais sobre os fatores que influenciaram a aprovação da presente data. Nesta conjuntura, é importante notar que a data de 25 de dezembro é totalmente desprovida de sentido bíblico e é grosseiramente errada em relação ao tempo real do nascimento de Cristo.
Se, como é geralmente aceito, o ministério de Cristo começou quando ele tinha cerca de trinta anos de idade (Lucas 3:23) e durou três anos e meio, até sua morte na Páscoa (março / abril), retrocedendo, chegamos aos meses de setembro / outubro, ao invés de 25 de dezembro.[2] Indireto suporte para a datação de Setembro / Outubro como nascimento de Cristo é fornecido também pelo fato de que de novembro a fevereiro os pastores não assistiam os seus rebanhos durante a noite nos campos. Eles o traziam para uma área protegida chamada curral. Assim, 25 de dezembro é a data mais improvável para o nascimento de Cristo.[3]
A data mais provável do nascimento de Cristo é a parte final de setembro ou início de outubro. Essa data corresponde ao período da Festa dos Tabernáculos. Esta festa era a última e mais importante peregrinação do ano para os judeus. As condições de superlotação no momento do nascimento de Cristo (“não havia lugar para eles na estalagem”, Lucas 2:7) pode estar relacionada não só com o censo realizado pelos romanos naquela época, mas também aos muitos peregrinos que ali se aglomeravam especialmente durante a Festa dos Tabernáculos.
Belém ficava a apenas quatro quilômetros de Jerusalém. “Os romanos”, observa Barney Kasdan, “eram conhecidos por fazerem seus censos de acordo com o costume dos territórios ocupados. Assim, no caso de Israel, eles optaram por ter o povo afluindo para as suas províncias em um momento que seria conveniente para eles. Não havia nenhuma lógica aparente em chamar o recenseamento no meio do inverno. O tempo mais lógico de tributação seria após a colheita, no outono” [4], quando as pessoas tinham em suas mãos a receita da sua colheita.
O apoio à crença de que Cristo nasceu no tempo da Festa dos Tabernáculos, que ocorre no final de setembro ou início de Outubro, é fornecido pelos temas Messiânicos da Festa dos Tabernáculos ... e também por detalhes significativos sobre o tempo do serviço de Zacarias no Templo. Estes são analisados pelo professor Noel Goh em um artigo perspicaz que você pode acessar clicando neste link http://www.biblicalperspectives.com/anotherlook.htm
Referências
1. Oscar Cullmann, The Early Church (1956), p. 35.
2. See A. T. Robertson, A Harmony of the Gospels (New York, 1992), p. 267.
3. See, Adam Clark, Commentary on the Gospel of Luke (New York, 1956), vol. 5, p. 370.
4. Barney Kasdan, God’s Appointed Times (Baltimore, MD, 1993), p. 97.


Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Significado, Celebração e Data do Natal - Parte I

Por Samuele Bacchiocchi
O Significado do Nascimento de Cristo
No mundo cristão, a celebração do nascimento de Cristo tem um significado muito maior do que a comemoração da Sua morte e ressurreição na Páscoa.
A história do nascimento de Jesus é contada apenas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, sendo a preocupação dos escritores do Evangelho salientar o significado teológico do nascimento do Salvador do mundo, ao invés de fornecer os detalhes históricos do evento. Em contrapartida, todos os quatro Evangelhos dedicam quase um terço de sua narrativa aos acontecimentos da última semana da vida de Jesus.
No entanto, é o nascimento de Cristo que tem capturado a imaginação e o interesse do mundo cristão. Uma possível razão é que os nascimentos são eventos mais alegres e atraentes do que a morte. Nós celebramos o nascimento de um filho, mas lamentamos a morte de uma pessoa.
Não há indicações de que durante os primeiros dois séculos a igreja primitiva celebrava o nascimento de Cristo. O evento que era amplamente comemorado todos os anos era a morte e ressurreição de Jesus na Páscoa.
No entanto, a vontade de Deus em assumir a carne humana e nascer como um bebê, me diz muito sobre o caráter de Deus. Resumidamente, o nascimento de Cristo como um bebê indefeso, me diz quatro coisas importantes a respeito de Deus.
Deus é Emanuel: Deus conosco
Em primeiro lugar, o nascimento da Segunda Pessoa da Trindade como um indefeso bebê humano me diz que Deus estava disposto a entrar, não só nas limitações do tempo humano na criação e comunhão com Adão e Eva, mas também nas limitações, sofrimento e morte da carne humana na encarnação para se tornar Emanuel, Deus conosco.
João exprime esta verdade eloquentemente dizendo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14). Para apreciar toda a força desse versículo, é importante notar que a palavra – “habitou – Skené” em Grego, significa “barraca, tenda”. Isso não significa que Cristo tomou habitação temporária entre nós. Na Bíblia a palavra não implica residência temporária. Por exemplo, em Apocalipse 21:3 os novos céus e a nova terra são descritos, dizendo: “Eis aqui o tabernáculo (tenda!) de Deus com os homens. Ele vai morar (armar a sua tenda!) Com eles, e eles serão o seu povo.”
A noção de Deus, levantando uma tenda entre nós, implica que Ele quer estar perto de nós e interagir conosco. É por isso que Cristo nasceu como um bebê. Ele queria estar perto de nós e se identificar conosco. Levantou a sua tenda como se fosse no nosso quintal.
Se Cristo tivesse vindo como um super-homem, ou uma espécie de King Kong, o teríamos temido e não amado. Mas Ele veio como um bebê, porque podemos aceitar e amar um bebê indefeso.
Nosso corpo humano é a boa criação de Deus
Em segundo lugar, o nascimento de Cristo como um bebê humano me diz que Deus vê o nosso corpo humano como Sua boa criação. Esta verdade da Bíblia era inaceitável para os pensadores dualistas do NT que viam o corpo material humano como mal e a ser descartado no momento da morte. Essas pessoas formaram influentes seitas “cristãs” conhecidas como gnósticas ou Docéticas. Elas ensinavam que Cristo tinha uma aparência humana, mas não um corpo material humano, porque o corpo físico humano é mau. Em seus pensamentos, Cristo não poderia ter assumido um corpo humano, sem se contaminar. A divindade não poderia assumir a humanidade sem perder sua natureza divina.
João condena essas pessoas como “falsos profetas”, possuídos pelo espírito do anticristo. “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo” (1 João 4:2-3).
O fato de que Cristo nasceu como um bebê humano e viveu como um ser humano, nos diz que Deus vê a nossa natureza humana como Sua boa criação. A finalidade da encarnação não foi mudar a natureza dos nossos corpos de físico para espiritual, mas para redimir e restaurar-lhe a sua perfeição original. Isso nos dá razão para acreditar que se a nossa natureza humana era “muito boa” na criação e na encarnação, também será boa na restauração final. Em outras palavras, no fim, Deus não vai mudar o nosso corpo humano em algo totalmente diferente, porque Ele descobriu uma falha na sua criação original, mas restaurá-lo à sua perfeição original.
Nosso Deus estava disposto a se humilhar para Nossa Salvação
Terceiro, a vontade de Cristo de deixar de lado Sua glória, posição e prerrogativas divinas para nascer como um bebê indefeso na família humana, me diz que Ele estava disposto a se humilhar para a nossa salvação.
Paulo expressa esta verdade com clareza, dizendo: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11).
Antes de Sua encarnação Jesus Cristo era “em forma de Deus”(v. 6), isto é, Ele tinha a natureza de Deus e esta Divindade essencial nunca poderia deixar de existir. Mas, para nascer como um bebê: “Ele se humilhou”, deixando de lado temporariamente Sua majestade, glória e posição como o Filho de Deus. Somente a eternidade revelará a profundidade de significado nas palavras, “humilhou-se a si mesmo”.
O nascimento de Cristo como um bebê humano a fim de se identificar conosco, me diz que nós adoramos um Deus que é transcendente e imanente, isto é, que habita além de nós no céu glorioso, mas também com a gente nesta terra. Ele é tanto El Shaddai – o Deus Todo-Poderoso, como Emmanuel – Deus conosco. Esta é a tensão entre o Cristo, que se humilhou para se tornar um bebê e o Cristo que se ergue triunfante sobre a morte e as regras do mundo.
Nosso Deus escolheu revelar-Se através de um bebê indefeso
Em quarto lugar, Deus escolheu revelar a Sua santidade, pureza e glória através do rosto e da natureza de uma criança indefesa. Durante todo o Antigo Testamento, Deus quis fazer-Se conhecido ao seu povo. Mas isso era impossível. Antes do pecado entrar no mundo, Adão e Eva desfrutavam de uma relação perfeita com Deus. Eles moravam na presença de Deus. Mas uma vez que o pecado entrou no mundo, ver Deus face a face se tornou impossível. Os seres humanos perderam a capacidade de viver em segurança na presença de Deus.
Quando Moisés disse a Deus que queria vê-lo, Deus respondeu: “Você não pode me ver e viver.” Estar na presença plena de Deus era impossível para os seres humanos pecaminosos. Então Deus disse a Moisés para se esconder numa rocha enquanto Ele passava. Moisés capturou uma breve visão de Deus, e retornou ao seu povo com o rosto brilhando, tão brilhante que o povo o fez colocar um véu para protegê-los da glória de Deus refletida no rosto de Moisés.
Quando os israelitas vagaram rumo à Terra Prometida, Deus escolheu revelar-Se num pilar de nuvem de dia, e numa coluna de fogo à noite. Essa foi uma maneira de Deus estar com seu povo, sem destruí-los com a glória da Sua presença.
Mas Deus desejava revelar-Se mais plenamente para a família humana. Ele fez isso através da encarnação de Seu Filho, nascido neste mundo como um bebê com carne e sangue como um ser humano. É assim que Deus se revelou a nós.
Os Hebreus explicam que no passado Deus revelou-Se de “várias maneiras.” Visões, colunas de fogo, e anjos. “Mas, nestes últimos dias, Ele nos falou por seu Filho. . . O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:1-3). O bebê Jesus é a revelação mais próxima da perfeita santidade de Deus que Ele poderia revelar a este mundo pecaminoso. Por isso, somos eternamente gratos que Deus escolheu revelar-Se através do menino Jesus.
João exprime a mesma verdade dizendo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (João 1:14). É através da encarnação do Filho de Deus que contemplamos a glória de Deus.
A mesma observação é feita no versículo 18. “Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.” Aqui a questão é que embora Deus seja invisível, Ele tem agora Se revelado de uma forma mais original através da encarnação de Si mesmo em Seu Filho Jesus. Em Jesus vemos Deus. É por isso que Jesus podia dizer: “Aquele que vê a mim vê o Pai” (João 14:9).
Em suma, o nascimento de Cristo como um bebê indefeso diz que Deus é Emanuel, no sentido de que Ele quer estar perto de nós e se identificar conosco. Ele nos diz que Deus vê a nossa natureza humana como Sua boa criação, porque ela foi assumida pelo seu próprio Filho. Ele nos diz que Deus é um Deus humilde. Ele estava disposto a Se humilhar para a nossa salvação. Ele nos diz que Deus escolheu revelar a Sua santidade, pureza e glória através do rosto e da natureza de uma criança indefesa. O nascimento de Cristo como um bebê indefeso, nos diz que nós adoramos um Deus maravilhoso, profundamente interessado em nos devolver a uma relação harmoniosa com Ele.

Para o internauta acessar a segunda e última parte do artigo basta clicar aqui.

Seria Errado Dizer que Evoluímos? - Parte Final

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Já no século XXI, a revista Perspective Digest (ano 2001, vol. 6, nº. 3) divulgou o resultado de duas pesquisas feitas com cientistas, a respeito de suas crenças religiosas. Veja os resultados:

Primeira Pesquisa – Realizada em 1916
Cientistas que disseram acreditar em Deus
40%
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
45%
Cientistas que não responderam à pesquisa
15%
Segunda Pesquisa – Realizada em 1996
Cientistas que disseram acreditar em Deus
40%
Cientistas que disseram não acreditar em Deus
45%
Cientistas que não responderam à pesquisa
15%

Por que será que, passados 80 anos, nos quais a ciência tanto se desenvolveu, a crença que os cientistas têm em Deus não mudou nada? É lógico que é porque na natureza há evidências da existência do Criador!

Albert Einstein já sabia que a ciência é o estudo da criação de Deus, e por isto falava que “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Deus deseja que a ciência seja uma ferramenta útil para mostrar que Ele é o Criador. Como Ele é um Ser, e não uma simples matéria ou fórmula, Sua existência é provada pelos humanos na experiência pessoal que têm ao relacionar-se com Ele. Nem todos têm esta coragem. É por isso que, ao longo do tempo, sempre existem crentes e céticos. Os percentuais obtidos pelas pesquisas do Instituto Gallup realizadas junto à opinião pública dos americanos, demonstram isto:

CRENÇAS DE ADULTOS NOS EUA COM RESPEITO A SUAS ORIGENS
Origem
1982
1991
1993
Deus criou o homem dentro dos últimos 10 mil anos.
44
47
47
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus dirigiu o processo.
38
40
35
O homem desenvolveu-se ao longo de milhões de anos. Deus não esteve envolvido.
9
9
11
Não opinaram.
9
4
7

Alguns cientistas se perguntam como é possível que, após mais de um século de educação evolucionista, tão poucos sigam a doutrina. Para Ariel A. Roth, um cristão que atualmente é cientista, o problema é que “muitos acham difícil acreditar que o homem e todas as complexas formas de vida ao seu redor, juntamente com a Terra e um Universo que tão adequadamente os sustentam, se tornaram organizados por si mesmos”.

É muito ilógico, olhar para um sistema de complexidade irredutível, como por exemplo, o olho, e não esperar que alguém o tenha planejado . Isto tem sido motivo de discussão por dois séculos. A questão da origem do olho não é tida como um tópico favorito de discussão, por vários evolucionistas . Darwin era muito ciente deste problema, embora não conhecesse toda a complexidade do processo de visão. Ele confessou seu desespero numa carta que escreveu a Asa Grey, em 3 de abril de 1860, que diz: “Só de pensar no olho, tenho calafrios”. “Tipos altamente complexos de olhos como os nossos são um assombro de partes coordenadas que operam em conjunto para que possamos ver” . Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção (Salmo 139:14).

Certa vez, uma professora pediu que um de seus alunos olhasse para fora da sala de aula, e então lhe

perguntou: “Tom, você está vendo aquela árvore?” O garotinho respondeu que sim. “Então a árvore existe” afirmou a professora. Ela continuou: “E você está vendo a grama?” “Sim”, foi a resposta de Tom. Mais uma vez, ela concluiu: “Logo, a grama existe”. “Agora Tom, vá lá fora e olhe bem, para todo o céu”, a professora pediu. O garotinho foi, olhou, e voltou.

- Você viu o céu, Tom?

- Sim professora.

- Então o céu existe.

- Tom, você viu a Deus?

Quando o aluno respondeu que não, a professora explicou para a classe que Deus não existe porque ninguém nunca O viu.

Peter, um outro aluno, então pediu permissão para fazer mais algumas perguntas para Tom. A professora consentiu, e o diálogo seguiu-se assim:

- Tom, consegue ver a árvore?

- Sim.

- A grama?

- Sim.

- O céu?

- Sim.

- Consegue ver o cérebro da professora?

- Não.

- Então ela não tem cérebro!!!

A classe caiu na gargalhada.

Com sua simplicidade infantil, Peter acabara de apresentar à classe um grande seminário cuja lição era:

Nem sempre o tangível, visível ou testável é a única realidade. Precisamos aceitar que Deus é infinito (“multidimensional”), e que uma das maiores dificuldades com as quais nós, seres humanos finitos nos deparamos, é a tentativa de conhecê-Lo de forma abrangente em Sua revelação. ‘Os mais poderosos intelectos da Terra não podem compreender a Deus’ .

Dizer que é possível provar cientificamente que Deus existe seria uma tolice. Mas seria também uma tolice falar que a ciência afirma que Deus não existe. Afirmarmos que é comprovado cientificamente que o homem evoluiu, seria dizer uma grande besteira! Vamos respeitar a ciência! Finalmente, com uma mentalidade um pouco mais científica, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas (Filipenses 4:8). É sobre elas que vamos aprender nas próximas semanas!

Embora não possamos usar a ciência para provar que Deus exista ou não, podemos encontrar evidências que mostram que não estamos aqui por conta do acaso. Os arranjos e o equilíbrio especial das forças fundamentais da natureza dizem que há um Ser que colocou tudo isso junto de forma perfeita, na construção deste Universo.

Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Pergunte aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; fale com a terra, e ela o instruirá, deixe que os peixes do mar o informem. Quem de todos eles ignora que a mão do SENHOR fez isso? (Isaías 40:26; Jó 12:7-9).

Alguém fora do Universo estava pensando em nós. Você não é fruto do acaso, você é a realização do sonho do grande Criador. E se você se encontra detonado pelo pecado, Ele tem para você o Plano da Redenção. Por este plano, já lhe redimiu pelo sangue de Jesus no Calvário, e quer levar-lhe um dia para o Céu.

Seria errado dizer que evoluímos?

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.

Referências:
Ariel A. Roth, Origens (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 29-30.
Dra. Marcia Oliveira de Paula, UUNASP - SP.
Thomas Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, 2aed. (Chicago: University of Chicago Press, 1970), viii.
Rodrigo P. Silva, Eles Criam em Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002).
Michael J. Behe, A Caixa Preta de Darwin (Editora Jorge Zahar).
Pierre P. Grassé, Evolution of Living Organisms: Evidence for a New Theory of Transformation (Nova York, San Francisco e Londres: Academic Press), 105.
Roth, 97-105.
Michelson Borges, Por Que Creio (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 223.

Fonte: Advir

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Textos de Ellen G. White para Escritores e Editores

Nas próximas semanas regularmente será reproduzido textos do Espírito de Profecia do livro “O Outro Poder: Conselhos para Escritores e Editores”.

Obs: A referência das páginas entre parênteses são sempre do livro mencionado acima. Também constando ao final do texto sua fonte primária.
Qual deve ser a Mensagem de Nossos Periódicos?
Deve ser exercido grande cuidado na escolha e preparo da matéria que irá ser divulgada para o mundo. São necessários o maior cuidado e discernimento. [...] Nossos periódicos devem sair repletos de verdade que apresente interesse vital espiritual para o povo.
Deus colocou em nossas mãos uma bandeira com a inscrição: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Ap. 14:12). Essa é uma mensagem distinta, separada – mensagem que não deve dar sonido incerto. Deverá ela guiar, desviar um povo das cisternas rotas [Jer. 2:13] que não contém água para a infalível Fonte de água da vida.
Compete a nossas publicações a mais sagrada obra de tornar clara, compreensível e simples a base espiritual da nossa fé. [...]  
Examinemos o trato de Deus com o Seu povo no passado. Notemos como, à medida em que desfraldavam  a Sua bandeira, Ele os exaltou perante os inimigos. Mas quando, exaltando-se, traíam a sua fidelidade, quando exaltavam um poder e um princípio opostos aos Seus, foram abandonados para atraírem sobre si próprios o desastre e a derrota. [...]
Sejam nossas revistas devotadas à publicação de assuntos vivos, relevantes. Esteja cada artigo repleto de pensamentos práticos, animadores, enobrecedores, pensamentos que comuniquem ao leitor ajuda, iluminação e boa disposição. [...]
Vezes há em que são necessárias palavras de reprovação e censura, os que estão fora do caminho reto precisam ser despertados para ver o perigo que correm. É preciso transmitir-lhes uma mensagem que os sacuda da letargia que embota seus sentidos. [...] Que a mensagem da verdade, qual espada afiada de dois gumes, penetre até ao coração. Façam apelos que despertem os negligentes, e reconduzam para Deus as mentes néscias e confusas.
Conceda-se mais tempo à publicação e disseminação de livros que contenham a verdade presente. Que a atenção seja atraída para os livros que tratam da fé e da piedade prática, bem como para os que apresentam as profecias. Deve o povo ser educado para ler a firma palavra da profecia à luz das Sagradas Escrituras. (págs. 9-11). Retirado de Testemunhos para Igreja, Vol. 7.

Seria Errado Dizer que Evoluímos? - Parte I

Você se importaria em saber que o seu tatara-tatara-tatara-avô foi um macaco? À medida que uma criança vai crescendo, vai se fascinando cada vez mais com a descoberta da vida, através de tudo que aprende. Mas com o passar do tempo, chegam também as frustrações, que igualmente são conseqüentes de se ter aprendido algo. Um exemplo clássico é a figura do Papai Noel, que primeiro faz os olhinhos tenros brilharem ao voar pelo mundo da fantasia, depois os faz chorar, mergulhados na profunda decepção de ter descoberto que o velhinho natalino não existe.

Mais de oitenta por cento da nossa população de baixinhos cresce aprendendo a acreditar que Deus existe. Para a grande maioria desse grupo, também é ensinado que foi Ele quem nos fez. Há ainda um número considerável de crianças a quem não é ensinado sobre a existência de um Deus. Estando em qualquer um dos dois grupos, em alguma fase das descobertas de mundo que fará, a pessoa passará pelo conflito de duvidar de seus próprios valores por descobrir “outras verdades”, como aconteceu com o palestrante Fernando Iglesias. Embora ele tenha sido criado em um lar cristão, quando era garotão de Ensino Médio começou a ter sua fé minada pelo ensino de alguns professores.

Aquela controvérsia o levou a fazer um trabalho escolar que, para sempre, redefiniria aquilo que para ele havia sido uma fé infantil.

Não existe um campo mais fértil para plantar uma semente, do que o coração de uma criança. Se você quer ter sucesso em inculcar determinado conceito em alguém, ensine-o a uma mente que ainda está limpinha e novinha, lúcida e com vigor. Até os escritores do mundo antigo sabiam disto: Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles (Provérbios 22:6).
Foi por isso que o professor Jesus Cristo, ao tentar transmitir Seus pensamentos religiosos para Seus seguidores, acreditava que quem melhor ilustrava o tipo de fé que o ser humano deveria ter em Deus eram as crianças (Marcos 9:36-37), porque, além da sinceridade, elas têm a capacidade de crer em Deus sem precisar questionar a existência dEle. E o mais esmagador: elas são felizes assim! Segundo Ele, alguns intelectuais não entendiam Sua linguagem religiosa porque não queriam aceitar Suas palavras (João 8:43).

Desde Seus dias, tem sido assim. Enquanto as crianças O louvavam, alguns eruditos, amparados por sua própria lógica, O negavam (Mateus 21:15 e 16).

Isso não quer dizer que para sermos cristãos precisamos estar encaixados naquela classe de pessoas que se conforma em acreditar apenas pela fé. A religiosidade da Bíblia não é uma crença cega, pelo contrário, ela solicita um tipo de culto racional (Romanos 12:1). A importância da ciência é enfatizada pelas Escrituras, ao mencionar que não há limite para a produção de livros (Eclesiastes 12:12), porque o conhecimento é mais importante que o ouro puro (Provérbios 8:10).

O conflito surge quando se quer negar a existência de um deus porque a ciência existe. Os meios de comunicação têm uma responsabilidade muito forte neste papel, principalmente quando apresentam determinadas teorias como se fossem comprovações científicas. A partir daí, muitos duvidam da existência de Deus e não procuram saber a verdade, porque têm medo. Uns têm medo de procurar Deus na ciência e não encontrá-Lo, outros, de encontrá-Lo.

Será que há evidências científicas de que existe um Deus Criador?

Os escritos bíblicos apóiam a ciência. Mas será que a evolução dos conhecimentos científicos não traz à Bíblia uma qualificação retrógrada?

A ciência é uma das realizações intelectuais de maior êxito da humanidade. A Escritura também é altamente respeitada, e a Bíblia é de longe o livro mais aceito no mundo. Os cientistas seculares têm proposto para as origens um modelo evolucionista lento e com períodos longos de tempo, enquanto a Escritura fala de uma criação recente por Deus. A busca em avaliar esses dois modelos das origens tem seguido um percurso interessante, contencioso e, às vezes, enganoso .

Explicar a origem da vida na Terra é uma das maiores dificuldades da teoria da evolução. Embora vários cientistas tenham trabalhado insistentemente, até hoje nada se conseguiu ainda de bons experimentos, que pelo menos chegue perto de comprovar a origem da vida. Depois de mais de 50 anos de pesquisas nessa área, as publicações apenas mostram como os avanços de tais descobertas estão empacados. À medida que se descobre o quanto as células são mais complexas do que se imaginava, fica cada vez mais difícil explicar a origem (no passado) dos seres vivos a partir de substâncias inorgânicas.

Toda célula viva possui moléculas de proteínas consideradas fundamentais para a vida. Um exemplo simples e já bem estudado é a proteína Citocromo C. Seria possível obter tal proteína, a partir de substâncias inorgânicas, ao acaso?

Cálculos cuidadosos feitos por Hubert Yockey (1992) demonstram que uma molécula de citocromo C funcional poderia ser obtida em somente 2 em 1075 tentativas. Se for aceita a estimativa otimista de Sagan de 1044 aminoácidos presentes em sua “sopa primordial” e se pudéssemos simultaneamente adicionar um novo aminoácido a cada uma das 1044 cadeias em formação, um por segundo, prosseguindo somente até haver uma falha, seriam necessários somente 1023 anos para se ter uma probabilidade de 95% de obter uma molécula funcional de citocromo C neste sistema. Isto é dez trilhões de vezes mais do que a idade que é geralmente aceita para o universo.

Então, se tudo teria começado com uma bactéria, e se a bactéria mais simples precisa de 471 proteínas para funcionar corretamente, onde e quando foi originada a vida?

Ainda que todos estes fenômenos, fatos e números tivessem realmente ocorrido, pra ciência ser honesta, ela não poderia apóiá-los como nenhum tipo de corpo de conhecimento confiável, pois ninguém estava lá para sistematizar sua explicação através da observação, identificação e pesquisa, formulados metódica, sistemática, repetitiva e racionalmente. Se alguém tentasse defender o surgimento da vida dado pelo acaso como sendo ciência, a mente científica de alguém que teria planejado todas as origens seria obrigada a perguntar: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra, e fixei os limites do oceano?” (Jó 38:1-20).

O problema é que no mundo científico, muitas vezes, a adequação de dados sob conceitos amplamente aceitos “que por um tempo propiciam problemas e soluções modelo”, passa a ser representada como ciência. Ou seja, visões que embora abrangentes, não passam de paradigmas, terminam sendo aceitas como verdade; podendo elas ser tanto falsas quanto verdadeiras . É o que acontece com a teoria da evolução das espécies, e pode ser resumido nas palavras de Thomas Huxley: “Primeiro é absurdo; depois pode ser; e finalmente sempre soubemos disso”. Se repetirmos uma mentira demais ela pode passar a ser considerada amplamente uma “verdade”, embora não seja.

A mídia tenta vender a idéia do surgimento da vida por acaso e evolutivamente, pintando um quadro de total abrangência da aceitação de tal conceito. Todavia, esta propaganda pode ser facilmente desmascarada se não nos bitolamos em ouvir somente o que é colocado no trombone, mas observarmos no que as pessoas têm crido.

O doutor Rodrigo P. Silva relacionou uma lista de 21 biografias de cientistas que tinham uma fé criacionista .

Da leitura desse livro, o mais interessante é poder notar duas coisas:

a) Desde o século XIV, entre os que mais se destacaram e contribuíram para a sociedade, estavam aqueles que tinham, como força para suas faculdades mentais, a fé em Deus.

b) Ao longo de toda a história sempre houve homens preeminentes que não se acanharam em atribuir ao Criador a autoria dos seus estudos.

Abaixo, alguns heróis da fé:

Cientista
Tempo em que viveu
Leonardo da Vinci
1452 – 1519
Nicolau Copérnico
1473 – 1513
Geórgias Bauer (Agrícola)
1494 1555
Francis Bacon
1561 – 1626
Galileu Galilei
1564 1642
Johannes Kepler
1571 – 1630
Blaise Pascal
1623 – 1662
Robert Boyle
1627 – 1691
Isaac Newton
1642 – 1727
Gottfried Wilhelm Liebnitz
1646 – 1716
Bartolomeu de Gusmão
1685 – 1724
Maria Gaetana Agnesi
1718 – 1799
Caroline Herschel
1750 – 1848
Geoges Cuvier
1769 – 1832
Maria Mitchell
1818 – 1889
Gregor Mendel
1822 – 1884
Louis Pasteur
1822 – 1895
William Ramsay
1852 – 1916
George Washington Carver
1864 – 1943
Carlos Chagas Filho
1910 – 1999
Wernher Von Braun
1912 – 1977

Se a ciência tem pais cristãos, ou ela é compatível com a crença em um Deus, ou os listados acima eram loucos. Se a última alternativa estivesse correta, eles não seriam aceitos como cientistas. O que acontece é que sempre houve homens como os três astronautas da Apollo 8 que, em 1968, quando estavam circundando o lado escuro da Lua e viram nosso lindo planeta azul nascer no horizonte lunar, declamaram em uníssono, para as conexões de comunicação do nosso planeta ouvirem: “No princípio Deus criou os céus e a terra!”(Gênesis 1:1).

Para ler a segunda e última parte do artigo basta clicar aqui.
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